Fertilização in Vitro: 6 informações importantes sobre a estimulação ovariana

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    Um dos métodos mais eficazes e também complexos de reprodução assistida é a fertilização in vitro. Por essa última característica, durante seu procedimento é realizada a estimulação ovariana por meio de medicamentos específicos, com o objetivo de coletar o maior número possível de óvulos.

    Ainda que tenha relação direta com maiores taxas de gravidez por possibilitar futuras gestações, a estimulação ovariana ainda não é tão conhecida. Por esse motivo, separamos no artigo de hoje 6 informações importantes sobre esse processo realizado durante a fertilização in vitro. Acompanhe!

    6 informações importantes sobre a estimulação ovariana 

    O objetivo da estimulação ovariana na fertilização in vitro é conseguir o maior número de folículos e óvulos. Para isso, são utilizados hormônios semelhantes ao do corpo humano. Conheça a seguir, 6 informações importantes desse procedimento.

    1. O que é a estimulação ovariana

    Durante o ciclo menstrual natural da mulher, cada folículo, ou seja, unidade responsável pelo armazenamento e amadurecimento dos óvulos, desenvolve e libera um único gameta por meio do controle de hormônios.

    A estimulação ovariana é o processo utilizado para induzir a ovulação, aumentando assim o número de óvulos que são liberados nesse ciclo e, consequentemente, aumentando o sucesso dos métodos de reprodução assistida, como a fertilização in vitro.

    Isso porque, quanto maior o número de gametas disponíveis para a fecundação por espermatozoides, maiores as chances da formação de bons embriões para serem implantados.

    2. A estimulação ovariana aumenta as chances de gravidez 

    A estimulação ovariana é realizada como forma de aumentar as chances de gestação. Contudo, existem protocolos diferentes de acordo com o procedimento a ser realizado. Na fertilização in vitro, a estimulação ovariana é feita para aumentar as chances de sucesso no procedimento. Além disso, ela evita que exista a necessidade de novos ciclos hormonais, aumentando a probabilidade de sucesso em cada tentativa.

    3. O procedimento é induzido por medicamentos

    A fecundação na fertilização in vitro acontece fora do útero. Afinal, os gametas femininos e masculinos são coletados e preparados no laboratório. Por isso, o médico pode controlar a quantidade de embriões que serão formados e transferidos para o útero da mulher. Assim, quanto maior a quantidade de folículos coletados, maiores as chances.

    Dessa forma, a primeira etapa do procedimento é induzir o crescimento durante o ciclo menstrual, feito com a administração de hormônios como o FSH (hormônio folículo-estimulante). 

    Considerando que a ovulação não poderá ocorrer naturalmente, já que os gametas serão coletados para a fertilização in vitro, outro hormônio é utilizado como forma de bloquear esse processo. Os óvulos que não são utilizados podem ser congelados para futuras tentativas, caso a inicial não tenha sucesso, ou mesmo para futuras gestações, disponibilizados para doação ou descarte.

    4. A estimulação ovariana é realizada no início da fertilização in vitro

    A estimulação ovariana é realizada nos primeiros dias do ciclo menstrual da mulher e na primeira etapa da fertilização in vitro. O tempo de duração desse procedimento varia entre 8 a 16 dias. O desenvolvimento dos folículos é acompanhado por exames de dosagens hormonais e ultrassonografias. 

    Isso permite que os especialistas consigam analisar a evolução e, caso seja necessário, ajustem a administração dos medicamentos e também a notar o momento ideal para a aplicação de outro hormônio, iniciando a próxima etapa da estimulação ovariana. Além disso, o monitoramento auxilia no cuidado para evitar a síndrome da hiperestimulação ovariana.

    5. Casos em que a estimulação ovariana é indicada

    A fertilização in vitro é indicada para casos mais severos de infertilidade, como ausência ou bloqueio das trompas de Falópio, mulheres em idade avançada, falência ovariana e ausência ou má qualidade do sêmen.

    Por isso, a estimulação ovariana é utilizada de forma essencial em casos como esses, em que não existe a fecundação natural por não ocorrer a possibilidade de encontro dos gametas. 

    6. Possíveis complicações de estimulação ovariana

    Ainda que seja uma condição extremamente rara, a estimulação ovariana pode causar a síndrome da hiperestimulação ovariana. Nessa situação, os ovários produzem uma grande quantidade de hormônios que podem causar alterações metabólicas, distúrbios de coagulação sanguínea, excesso de líquido no abdômen e pulmões.

    Além disso, a estimulação ovariana também pode gerar a possibilidade de uma gestação múltipla. Contudo, essa chance está em declínio, devido aos recursos disponíveis atualmente. Afinal, o objetivo da fertilização in vitro é uma gestação segura e saudável, valorizando a gestação única.

    A estimulação ovariana tem papel fundamental na reprodução assistida, principalmente na fertilização in vitro, em que o objetivo é amadurecer o maior número de gametas femininos para serem utilizados posteriormente no procedimento. Dessa forma, a estimulação aumenta as chances de sucesso em tratamentos de reprodução humana.

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