Por que a FIV é uma boa opção de tratamento para mulheres na faixa dos 40 anos

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    O processo de envelhecimento produz alguns efeitos no aparelho reprodutor feminino, assim como no restante do organismo. Com o passar dos anos, é natural ocorrer a perda considerável da fertilidade, que se torna mais acentuada após os 35 anos.

    Em caso de dificuldade em obter gravidez espontânea por 6 meses ou  mais a partir dos 35 anos, a FIV (fertilização in vitro) pode ser uma opção para desenvolver uma gestação, com boas chances de sucesso. A seguir, confira mais sobre este assunto!

    Existe idade limite para engravidar naturalmente

    A gravidez após aos 40 anos é considerada de risco e as chances de conseguir engravidar espontaneamente são pequenas. Nesta idade a probabilidade é de 9% durante um mês de tentativas e 50% dentro de um ano.

    Entre os 41 e 42 anos as chances caem para 4% durante o mês e 20% durante o ano. O cenário muda ainda mais dentre os 43 e 45 anos, quando as probabilidades de engravidar dentro de um mês é de apenas 0,2% e de 1% em um ano inteiro de tentativas.

    Quando uma mulher tenta engravidar a partir dos 40 anos é porque ela realmente tem esse sonho e deseja ser mãe. As porcentagens não parecem favoráveis, mas os métodos de reprodução assistidas podem ajudar muito nisso.

    Uma alternativa é quando a mulher sabe que quer ser mãe no futuro, fazer a coleta dos óvulos antes dos 35 anos e congelá-los. Existe uma técnica chamada criopreservação que permite essa possibilidade. E no futuro, caso seja necessário, a fertilização com óvulos mais jovens aumenta muito a taxa de sucesso da mesma.

    Por que a FIV é uma boa opção de tratamento para mulheres acima dos 40

    Apesar da fertilidade da mulher não ser tão alta como nos seus 20 anos, ainda consideramos que a mulher é fértil aos 40 anos. A cada ano, porém, essa fertilidade diminui e, após os 40 anos, ela atinge um estado crítico: é quando a quantidade e qualidade dos óvulos piora significativamente e a mulher que tenta engravidar começa a encontrar dificuldades reais para conceber.

    Diminuição na liberação de óvulos

    Assim como acontece com as outras células do nosso corpo, a medida que vamos envelhecendo, nossos óvulos também envelhecem. Com o envelhecimento, aumento de óvulos de má qualidade, incapazes de conceber. Como a ovulação é essencial para uma gravidez bem sucedida, a diminuição na qualidade de óvulos é uma das principais dificuldades da gravidez após os 35 anos.

    Riscos de malformações congênitas no bebê

    Caso você queira engravidar após os 35 anos, deve ficar ciente de que os riscos de malformações congênitas no bebê são maiores. Os riscos na gravidez também são impactados pela idade da mãe, o que pode gerar maiores índices de complicações gestacionais.

    Além disso, as taxas de doenças genéticas (como a Síndrome de Down, a mais comum nesses casos) são maiores altas entre gestante nessa faixa etária. Isso acontece porque o óvulo mais velho apresenta maiores chances de alterações. 

    Riscos de complicações na gravidez

    Se a mulher conseguiu engravidar após os 35 anos, é essencial que ela tome mais cuidado durante sua gestação. Isso porque as chances de problemas como hipertensão, riscos de aborto, diabetes, pré-eclâmpsia, problemas com a placenta e decesso fetal (quando o feto morre dentro do útero) podem ser maiores que em uma gravidez de uma mulher mais jovem.

    É necessário que as mulheres que engravidam após os 35 anos tenham um cuidado maior do que as mulheres mais novas. Torna-se ainda mais importante que a gravidez seja planejada com antecedência e que pelo menos 3 meses antes de engravidar a mulher comece a ter cuidados básicos pré-natais, como a ingestão de ácido fólico.

    A FIV como melhor alternativa para uma gravidez acima dos 40 anos

    Hoje em dia é comum ter filhos após os 35 anos – é uma idade em que as mulheres normalmente já possuem certa independência financeira, já se desenvolveram em suas carreiras e se sentem prontas para começar suas famílias. 

    A Fertilização In Vitro é uma técnica de reprodução assistida com boas taxas boas de sucesso. Ela funciona na coleta dos gametas do homem e da mulher e na fertilização posterior em laboratório. 

    Depois disso, os embriões são transferidos para o útero da mãe. Todo o processo é feito com cuidado e a FIV é um método muito utilizado no mundo para resolver problemas de infertilidade.

    Existe risco em uma gravidez tardia mesmo com a FIV?

    Assim como em todos os tipos de procedimentos, a FIV também pode oferecer alguns riscos, visto que envolve o uso de medicações hormonais que podem causar desconforto para a mulher. 

    Além disso, conforme a intensidade da resposta dos ovários ao tratamento, a tentante pode ter alguns efeitos colaterais como inchaço, dor de cabeça, irritabilidade e alterações no humor. 

    Da mesma forma, a mulher com uma gestação após os 40 anos aumenta suas chances para o surgimento de certas condições que podem comprometer sua saúde, assim como de seu bebê. Confira algumas delas:

    • risco de aborto espontâneo;
    • risco para desenvolvimento de doenças cromossômicas, como a Síndrome de Down;
    • risco para desenvolvimento de diabetes gestacional;
    • risco para pré-eclâmpsia;
    • risco de parto prematuro;
    • crescimento intrauterino restrito;
    • risco de complicações genéticas.

    Com os efeitos que o processo de envelhecimento causa no corpo da mulher, a FIV é um boa alternativa para uma gestação com 40 anos. Além disso, o procedimento oferece segurança, considerando que a tentante será assistida por uma equipe altamente qualificada por todo o período.

    Porém, vale ressaltar que um dos motivos para a diminuição do sucesso do tratamento de fiv é justamente a idade avançada da tentante. Por isso, é aconselhável discutir com o seu médico a melhor possibilidade.

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