Oncofertilidade

o que é

oncofertilidade?

A oncofertilidade consiste na preservação de gametas de pacientes com câncer, tanto homens como mulheres, que possam ter sua fertilidade afetada durante o tratamento por quimioterapia ou radioterapia. Esses procedimentos, muito comuns nos tratamentos de câncer, podem afetar a reserva ovariana (total ou parcialmente) e causar a redução ou parada total da produção de espermatozoides. Por isso, pacientes oncológicos que desejam ter filhos futuramente podem contar com a medicina reprodutiva para realizar essa vontade no momento escolhido.

É importante que a decisão sobre a preservação dos gametas masculino e feminino, seja feita em conjunto com o médico responsável pelo tratamento do câncer paciente (oncologista, mastologista hematologista ou urologista) e o especialista em reprodução. Além disso, é muito importante,que o serviço de Oncofertilidade ofereça um atendimento rápido e prioritário a estes pacientes, além de disponibilizar um apoio emocional neste momento difícil.

A oncofertilidade para mulheres

Muitas mulheres jovens, em idade fértil, se deparam com um diagnóstico de câncer e se preocupam com os efeitos dos tratamentos oncológicos sobre sua fertilidade, pois têm o desejo de ter filhos futuramente. Entretanto, há muitos casos em que essas pacientes não se sentem confortáveis para discutir este assunto ou não têm as informações adequadas. Podem também estar muito focadas no diagnóstico e tratamento do câncer e não conseguirem pensar sobre a fertilidade neste momento. Para que não haja arrependimentos no futuro e em prol do seu próprio bem estar emocional e qualidade de vida, é muito importante que as mulheres conheçam e entendam as opções disponíveis para preservar sua fertilidade.

Sendo assim, antes de iniciar o tratamento do câncer, é indicado que mulheres que desejem passar por uma gestação e ter filhos no futuro busquem uma clínica de reprodução assistida para que seja feita a preservação de seus óvulos. Atualmente, são diversas as opções de preservação de gametas em pacientes oncológicos. Vamos apresentar algumas das possibilidades a seguir.

As opções para preservação da fertilidade feminina são:

  • Criopreservação de óvulos – A técnica, que também pode ser chamada de criopreservação de ovócitos, consiste no congelamento dos óvulos. Para sua realização, a mulher que fará o tratamento será submetida, através de medicamentos, a uma estimulação ovariana. Após a estimulação, os folículos ovarianos serão aspirados por via vaginal. Todo o processo acontece sob efeito de anestesia. Após a coleta dos óvulos, eles são congelados em temperaturas que chegam a 196º C negativos.
  • Supressão medicamentosa da função ovariana – Em casos de pacientes oncológicos que optam pela preservação da fertilidade por meio de medicamentos, a técnica consiste em paralisar o funcionamento dos ovários da mulher durante o período em que ela irá se submeter a quimioterapia. Os medicamentos que serão utilizados são da classe agonistas do GnRH, e vão ser ministrados por meio de injeções que podem acontecer em frequência mensal ou trimestral. A medicação tem por objetivo preservar os folículos e óvulos durante a quimioterapia. A necessidade de supressão dos ovários acontece porque o tratamento atinge células com alto nível de replicação celular, como os óvulos. As células que possuem essa característica serão atingidas, ou seja, tanto células cancerígenas como células saudáveis dos ovários.
  • Criopreservação de tecido ovariano – A técnica deve ocorrer antes que o tratamento de quimioterapia seja iniciado. Nela, fragmentos do tecido ovariano serão coletados e criopreservados para um futuro transplante ou para maturação de folículos em laboratório. O processo se dá por meio de uma videolaparoscopia ou da própria cirurgia para o tratamento do câncer.
  • Cirurgia para elevação dos ovários – A técnica deve ser realizada antes do início da radioterapia. A cirurgia para elevação dos ovários busca retirar os ovários da direção dos raios da radioterapia quando o tratamento estiver previsto para a pelve da paciente.

A oncofertilidade para homens

Os tratamentos oncológicos como quimioterapia e radioterapia também afetam ou até mesmo anulam a produção de espermatozoides. Homens que são diagnosticados com um quadro de câncer e desejam preservar seus gametas têm opções de procedimentos para garantir que, no futuro, possam utilizar seu próprio material genético em uma gestação. Vale ressaltar que procedimentos de preservação de gametas devem ser realizados antes dos tratamentos para o câncer.

Existem duas principais opções de procedimentos de oncofertilidade para os homens:

  • Armazenar amostras do seu sêmen antes do tratamento do câncer. Pode ser necessária a realização de mais de uma coleta com intervalo de 2 a 3 dias, por isto o ideal é procurar a orientação o mais rápido possível;
  • Proteção da radiação dos testículos durante a terapia por radiação.

Para mais informações sobre como proceder em caso de preservação da fertilidade em pacientes oncológicos, clique aqui. Para pacientes que moram fora de Belo Horizonte, recomendamos o Kit Cryo-Preserve.

A oncofertilidade para adolescentes e crianças

O câncer é uma doença que atinge pessoas de todas as idades, inclusive crianças e adolescentes. Nesses casos, pais e médicos desempenham um papel primordial na determinação do futuro da fertilidade desses pacientes e quais escolhas devem ser feitas antes do início do tratamento oncológico. Vários adultos sobreviventes ao câncer na infância consideram a preservação da fertilidade para gerar um filho biológico muito importante.

Em muitos casos, a família do paciente pode não conhecer opções para a preservação da fertilidade de crianças com diagnóstico de câncer. Em outros, existe a necessidade de focar na saúde imediata, deixando a discussão sobre as opções de preservação da fertilidade esquecidas. Há, ainda, casos em que os pais não se sentem confortáveis em discutir questões sobre reprodução com seus filhos e filhas.

Levando em consideração esses contextos adversos, a divulgação de informação clara e objetiva sobre métodos de preservação de fertilidade para crianças e adolescentes com câncer deve ser um ponto importante no tratamento desses pacientes. É preciso entender que, hoje em dia, existem opções disponíveis para pacientes mais jovens ou crianças, como é o caso da preservação do tecido ovariano nas mulheres. Conversar com o médico e um especialista em fertilidade pode ser a chave para que, futuramente, o paciente tenha sua fertilidade preservada, influenciando na qualidade de vida quando ele se tornar adulto.

FAQ: oncofertilidade

Fertilidade masculina

Sim. Na maioria dos casos, a fertilidade tanto do homem como do menino é afetada. Sendo assim, em adultos, o mais indicado é o congelamento de sêmen antes do começo da quimioterapia. Já nas crianças, como não há produção de sêmen, a única alternativa é a criopreservação de tecido testicular.

Por volta de seis meses após o término do tratamento, o homem deve colher um espermograma que apresentará as informações necessárias relativas à concentração, motilidade e morfologia dos espermatozoides, informando sobre seu potencial fértil.

Atualmente, existem alternativas medicamentosas que podem ajudar em um aprimoramento espermático, porém os resultados em homens afetados por quimioterapia e/ou radioterapia não são muito satisfatórios. Quando comprovada a morte das células germinativas, a alternativa existente é recorrer aos bancos de sêmen.

Não, tanto o sêmen quanto o tecido testicular não apresentam tempo limite de congelamento, podendo ficar congelados por muitos anos, sem prejuízo.

Fertilidade feminina

Uma vez que a  utilização dos hormônios na indução da ovulação é feita de forma rápida, por um período relativamente curto e depois descontinuada, acredita-se que não sejam capazes de causar câncer.

Fertilização In Vitro de emergência é o nome que se dá para o tratamento realizado de forma imediata, sem que se aguarde o início do período menstrual, como no tratamento convencional.

Para mulheres com neoplasias, que podem crescer com hormônios, são realizados alguns cuidados extras durante o estímulo : é utilizada uma medicação que baixa os níveis de estrogênio. Estas mulheres podem congelar seus óvulos sem repercussão para a doença.

Sim. O tratamento oncológico, na maioria das vezes, afeta a fertilidade. Por este motivo, uma consulta com especialista em reprodução humana é fundamental. Recomenda-se conversar com o oncologista.

No caso das mulheres, o retrato da função ovariana é dado pela avaliação de testes de marcadores hormonais, como dosagem sanguínea do hormônio folículo estimulante (FSH), estradiol e hormônio Anti-Mulleriano (AMH), além de testes ultrassonográficos, como a mensuração do volume ovariano e a contagem de folículos antrais (AFC). O retorno das menstruações é visto como um bom sinal, mas não garante retorno da fertilidade.

Caso a fertilidade não tenha sido preservada e a mulher tenha entrado em um quadro de insuficiência ovariana pela quimioterapia, pode-se tentar induzir a ovulação e, caso não haja boa resposta, recorre-se ao programa de doação de óvulos.

Os sintomas da menopausa incluem a ausência de menstruação, irritabilidade, insônia, secura vaginal, diminuição da libido e ondas de calor. O tratamento para quem deseja engravidar, nestes casos, é receber um óvulo doado.

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Espermograma

o que é um

espermograma?

O espermograma é um exame simples que é feito a partir da análise de uma amostra de sêmen que deve ser colhida pelo homem no laboratório após masturbação.

Para que o resultado do exame não sofra interferências, é recomendado que o homem não tenha relações sexuais 2 a 5 dias antes da relação do exame e, em alguns casos, pode ser recomendado que a coleta seja feita em jejum.

Como é realizado o exame?

Para realizar o exame é necessária uma amostra de sêmen, que deve ser coletada, preferencialmente, no próprio laboratório e em alguns casos pode ser recomendado o jejum, cujo tempo deve ser determinado pelo médico. O material coletado é depositado em um recipiente próprio fornecido pelo laboratório e em seguida encaminhado para a análise.

É importante que o homem não pratique relações sexuais ou qualquer outra ação que provoque ejaculação 2 a 5 dias antes de realizar o exame, pois pode influenciar na quantidade total de espermatozoides presentes no sêmen. Além disso, a masturbação para a coleta não deve ser feita com o auxílio de lubrificantes, pois podem interferir no resultado do exame.

Normalmente, os laboratórios não aceitam o esperma que não tenha sido colhido na própria clínica e não é recomendado que o esperma seja colhido após o coito interrompido e nem através do preservativo, pois também pode interferir no resultado do exame.

O que o espermograma analisa?

A amostra de sêmen coletada pelo espermograma é enviada ao laboratório, onde passa por dois tipos de análise:

  • Análise macroscópica, feita a “olho nu”: são avaliadas as condições físicas do sêmen como o volume, viscosidade, liquefação, coloração e pH (acidez);
  • Análise microscópica verificam-se a concentração de espermatozóides, a motilidade total e progressiva, a vitalidade dos gametas e sua estrutura. Também são medidas as quantidades de leucócitos no esperma (células de defesa do nosso corpo) e de compostos como ácido nítrico e frutose.
  • Normalmente, são solicitadas duas coletas, com intervalo de 15 dias, para que se possa comparar os resultados. Caso os achados sejam muito diferentes, um terceiro exame deve ser realizado.

Espermograma e infertilidade masculina

Aproximadamente 15% dos casais apresentam dificuldades de engravidar após um ano de tentativas. Em casos de problemas de infertilidade, o homem é o principal responsável em cerca de 20% dos casos e contribui em outros 30-40%. Por isso, é indicada uma investigação completa da fertilidade do homem, que inicia com a avaliação feita por um urologista ou especialista em reprodução masculina.

Além disso, a infertilidade masculina pode ser causada por uma variedade de dificuldades. Nesse sentido, algumas condições são identificáveis e reversíveis, como obstrução ductal e hipogonadismo. Outras, no entanto, são irreversíveis, como atrofia testicular bilateral secundária a orquite viral. Desta forma, uma investigação completa permite ao casal entender melhor a base de sua infertilidade e avaliar o melhor caminho a seguir.

Conhecer o real potencial reprodutivo também é importante para homens solteiros ou casais homoafetivos que desejam um dia se tornar pais, pois é necessário estar bem preparado para quando o momento chegar. Vale ressaltar que um homem com histórico de fertilidade anterior pode ter adquirido algum novo fator de infertilidade masculina, e, portanto, deve ser avaliado.

Exames complementares ao espermograma:

A depender do resultado do espermograma e condição clínica do homem, o urologista pode recomendar a realização de exames complementares, como:

  • Espermograma sob magnificação, que permite uma análise mais precisa da morfologia do espermatozoide;
  • Fragmentação de DNA, que verifica a quantidade de DNA que é liberado dos espermatozoides e fica no líquido seminal, o que pode indicar infertilidade dependendo da concentração de DNA;
  • FISH, que é um teste molecular realizado com o objetivo de verificar a quantidade de espermatozoides deficientes;
  • Teste de carga viral, que normalmente é solicitado para homens que possuem doenças causadas por vírus, como HIV, por exemplo.

Além desses exames complementares, o congelamento seminal pode ser recomendado pelo médico caso o homem irá realizar ou está realizando tratamento quimioterápico.

FAQ: espermograma

Uso de medicamentos como cimetidina, uso de cafeína oi alcool, amostra insuficiente ou manuseio incorreto do material podem interferir no resultado.

Contudo, orientações são sempre fornecidas antes do exame e o material coletado é verificado antes de ser levado para análise como forma de prevenir qualquer interferência no resultado.

Algumas das alterações que podem ser identificadas são:

Problemas na próstata
A análise da viscosidade e acidez do sêmen pode indicar problemas com a próstata. Exames complementares, como toque retal ou biópsia podem ser solicitados pelo médico para confirmar ou descartar possíveis diagnósticos.

Azoospermia
É a ausência de espermatozoides no sêmen, que pode ser causa de infertilidade. A ausência do gameta masculino geralmente é decorrente de infecções bacterianas, DSTs (doenças sexualmente transmissíveis), ou obstrução nos canais seminais.

Oligospermia
É uma baixa concentração de espermatozóide por ml, muitas vezes originada por infecções no sistema reprodutor, varicocele, DSTs (doenças sexualmente transmissíveis). A Oligospermia pode acontecer também como efeito colateral do uso de certos medicamentos, como cetoconazol e ou metotrexato.

Atenozoospermia
Ocorre quando os valores de motilidade (progressiva ou não progressiva) e vitalidade são menores do que o padrão (menos de 58%). Além disso, ela pode ser causada por stress, alcoolismo ou doenças auto-imunes, como HIV, entre outras.

Teratozoospermia
São espermatozoides de má formação com alterações morfológicas. As principais causas são varicocele, uso de drogas ou inflamação no sistema reprodutor.

Hipospermia
É o caso em que o volume de sêmen ejaculado é abaixo de 1,5 ml. Esta situação pode estar relacionada com problemas de próstata e alterações nas vesículas seminais.

Necrospermia
Porcentagem de espermatozóides vivos abaixo de 58%. São casos bem raros, que têm como possíveis causas problemas hormonais, câncer prévio nos testículos, infecções nos testículos, uso de drogas e álcool, longos períodos sem ejaculação, idade avançada entre outros.

O resultado do espermograma mostra como está a fertilidade masculina, ou seja, se os espermatozoides estão em condições de chegar com vida ao óvulo nas trompas da mulher após a relação sexual. O exame também pode indicar se existe alguma suspeita de outros problemas nos órgãos reprodutores do homem, principalmente na próstata.

O primeiro resultado não é definitivo. Podem ser pedidos dois ou mais exames com até 15 dias de intervalo para ter um diagnóstico mais completo, isso pode variar conforme cada caso.

dúvidas sobre espermograma?

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Coito

programado

o que a medicina
entende como

coito
programado

O coito programado é um tratamento de baixa complexidade que consiste na realização da indução de ovulação por meio de medicamentos, com acompanhamento ultrassonográfico.

No decorrer do tratamento, são realizadas ultrassonografias, geralmente a cada dois ou três dias, para acompanhar o crescimento dos folículos.

Quando os folículos alcançam o tamanho ideal, ou seja, o período ovulatório, o casal é orientado a ter relações sexuais com maior frequência. Deste modo, o tratamento permite prever em qual o dia do ciclo a mulher terá maior chance de engravidar.

Como é o tratamento?

O tratamento basicamente tem início no segundo ou terceiro dia do ciclo, quando a mulher ainda está menstruada. Neste momento, é realizado o primeiro ultrassom transvaginal.

A paciente não deve ficar preocupada com o desconforto do sangue menstrual, pois os médicos estão acostumados a realizá-lo nessa fase.

Esta fase inicial é importante, pois o exame diagnostica se o ovário tem algum cisto remanescente do ciclo menstrual anterior e se no interior do útero existem pólipos, miomas ou tecido endometrial em excesso, o que poderia alterar as taxas de sucesso.

Neste primeiro ultrassom, os ovários devem ter pequenos cistos que medem no máximo 6 mm, chamados de folículos primordiais.

Dentro deles existem óvulos, que saem na época da ovulação. Dependendo do resultado deste primeiro exame, o controle ovulatório pode ser iniciado para se determinar o dia provável da ovulação.

Para quem é indicado?

Por utilizar os óvulos naturais do corpo da mulher e por atuar apenas no estímulo da fecundação, o coito programado é indicado principalmente para casais que tenham a anovulação como causa da infertilidade. Isso significa que o homem precisa ter uma avaliação de sêmen normal, assim como a mulher precisa ter uma avaliação positiva das tubas uterinas e da produção de óvulos, por exemplo. Também é necessário que o casal tenha avaliações hormonais consideradas saudáveis. Quanto mais velha for a mulher, menores são as chances de sucesso do tratamento, já que o óvulo pode estar envelhecido.

No geral, é possível realizar até 3 coitos programados seguidos. Caso a gravidez não aconteça, é necessário partir para outro tipo de tratamento, como a inseminação artificial.
O coito programado é uma técnica consagrada e pouco invasiva para estimular a fertilidade e a fecundação. Se o casal tiver a devida capacidade reprodutiva, a administração de medicamentos orais ou injetáveis acontece para estimular o crescimento do folículo ovariano, de modo a levar à liberação do óvulo.

Com a relação sexual ocorrendo nesse período, aumentam-se as chances de o casal realizar o desejo de curtirem uma gravidez.

Qual é a duração do tratamento?

A duração do tratamento é de, em média, 15 dias. No caso dos medicamentos orais, a ingestão deve acontecer por 5 dias consecutivos, enquanto para os injetáveis pode variar de 8 a 12 dias.

Após 96 horas da primeira administração, os folículos começam a ter seu crescimento mapeado a cada 2 dias. Isso é feito com ultrassonografias e exames hormonais, indicando o momento exato da aplicação de hCG.

Depois do período de ovulação, o casal deve esperar 15 dias para realizar o teste de gravidez. Com isso, o tempo entre o início do tratamento e a confirmação do sucesso ou não do tratamento é de cerca de 1 mês.

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Passo a passo para o coito programado

Estimulação hormonal dos ovários

O objetivo é estimular o desenvolvimento dos folículos ovarianos.

Indução da ovulação

Com a estimulação ovariana, assim que eles atingem, em média, 18 mm, a paciente recebe uma dose do hormônio gonadotrofina coriônica humana (hCG), utilizado para induzir a ovulação nas próximas 36 a 40 horas.

tentativas de gravidez

O médico aconselha o casal a intensificar a prática sexual em um período próximo à liberação dos óvulos. A fecundação ocorre com o encontro dos gametas feminino e masculino nas tubas uterinas.

FAQ: coito programado

O coito programado apresenta uma taxa de sucesso de 18% a 20% por tentativa. É importante tomar alguns cuidados para garantir uma gravidez saudável para a paciente e para o bebê.

A resposta é sim.

Para as etapas de estimulação hormonal e indução da ovulação é necessário o uso de medicamentos para que o tratamento tenha uma maior taxa de sucesso.

Assim como a preparação para uma gravidez natural, a mulher precisa ter cuidados anteriores à gestação, como estar com o peso correto, evitar bebida alcoólica, não fumar, usar ácido fólico, estar com as vacinas em dia, e controlar doenças crônicas como diabetes e hipertensão.

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Inseminação

Intrauterina

o que é a inseminação

artificial?

Nesse procedimento, conhecido como Inseminação Artificial (IA), o sêmen é coletado em laboratório e, depois, preparado e inserido no útero por meio de um catéter, com o objetivo de aumentar a chance de fecundação pelos espermatozoides. Essa técnica de reprodução assistida permite o encontro entre gametas masculinos e óvulos durante o período fértil da mulher, e pode ser potencializada por meio da administração de hormônios.

Para quem a inseminação artificial é indicada?

A Inseminação Artificial é indicada para casais homoafetivos, mulheres solteiras ou casais heterossexuais inférteis. Um casal heterossexual pode ser considerado infértil depois de passar um ano tentando engravidar e tendo relações frequentes. No caso de mulheres com mais de 35 anos, esse prazo é reduzido para 6 meses.

Antes de escolher o método, o casal deve entender o que impede a gravidez. Devem ser realizados exames para definir se partirão para Inseminação Artificial, outro método de Reprodução Assistida ou continuar tentando uma gravidez natural.

Inseminação homóloga

Na inseminação homóloga, ocorre o beneficiamento do sêmen do parceiro e, depois, a inserção dos espermatozóides dentro do útero. A técnica normalmente é indicada para casais com algum distúrbio ovulatório, alteração leve no muco cervical, nos espermatozoides ou nas trompas uterinas ou mesmo em casos de endometriose leve.

É utilizada principalmente nos casos de fator masculino, em que a mobilidade e contagem seminal está prejudicada.

Os índices de sucesso variam entre 10 a 18% por ciclo. O casal deve estar orientado a tentar pelo menos (mas não mais) 3 tentativas para se alcançar uma taxa cumulativa em torno de 30%.

Inseminação heteróloga

Nesta técnica, a inseminação é realizada com o sêmen de um doador, que é obtido por meio de um banco de sêmen. A inseminação heteróloga é indicada para casos de infertilidade nos quais haja um problema importante na produção de espermatozóides, como a ausência completa de gametas (azoospermia).

Também é recomendada para mulheres solteiras e casais homoafetivos. Para o sucesso do procedimento, é essencial que as trompas da mulher estejam saudáveis.

Os índices de sucesso desse método variam entre 10 a 18% por ciclo. O casal deve estar orientado a tentar pelo menos (mas não mais) 3 tentativas para se alcançar uma taxa cumulativa em torno de 30%.

Outros métodos

A Inseminação Artificial não pode ser realizada por mulheres que tenham realizado laqueadura ou possuam endometriose em estágio avançado, nesses casos é recomendada a Fertilização in Vitro. O processo também é ideal para mulheres com mais de 40 anos, em que as taxas de sucesso da inseminação são baixas.

Como é feita a inseminação artificial?

A inseminação artificial tem início na coleta de uma amostra do sêmen (seja do parceiro ou do doador), que é armazenada em um recipiente esterilizado para avaliação da qualidade e quantidade dos espermatozoides. Cerca de 3 a 7 dias antes da inseminação ocorrer, são administrados hormônios que a mulher deve tomar para que a ovulação seja estimulada. Depois, são realizadas ultrassonografias transvaginais seriadas, para verificar o crescimento dos folículos. Quando o folículo atinge o tamanho ideal, é administrada uma nova medicação, desta vez para induzir a ruptura folicular, a ovulação.

A inseminação artificial acontece da seguinte maneira: o médico introduz um espéculo vaginal (semelhante ao usado no papanicolau), retira o excesso de muco cervical presente no útero da mulher e, a seguir, introduz um cateter bastante fino e indolor no canal cervical (colo do útero) levando o sêmen no fundo uterino.

Depois disso, a paciente deve ficar 30 minutos em repouso e podem ser feitas até 2 inseminações para aumentar as chances de gravidez.

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Passo a passo para a inseminação artificial

Estimulação ovariana

Ocorre o estímulo dos ovários para o desenvolvimento dos folículos.

Indução da ovulação

Quando os óvulos atingem, em média, 18mm, a paciente recebe uma dose do hormônio gonadotrofina coriônica humana (hCG), utilizado para induzir a ovulação nas próximas 36 a 40 horas.

Coleta de gametas

Sêmen é coletado e espermatozóides são preparados em laboratório para a fecundação.

inseminação

Os espermatozóides capacitados são introduzidos no interior da cavidade uterina com a ajuda de um cateter.

Teste para comprovar a gravidez

De acordo com a orientação médica, aguarda-se determinado período e um teste de gravidez é realizado.

FAQ: doação de gametas

As taxas de sucesso da Inseminação Artificial dependem da idade da mulher e do quadro clínico. Geralmente, entre 23 e 25% em mulheres com até 34 anos; entre 14 e 15% em mulheres com idade entre 35 e 39 anos; e entre 1 e 3% em mulheres com mais de 40 anos.

A inseminação costuma ser rápida e indolor e não é necessária internação e nem o uso de anestesias. A recuperação da paciente costuma durar cerca de meia hora, após esse período, ela recebe alta.
O recomendado é que a futura mãe não realize muito esforço e que o casal evite relações sexuais até que recebam o resultado do teste de gravidez, aproximadamente 15 dias após a inseminação. Caso a paciente não engravide, um novo ciclo pode ser iniciado logo em seguida.

A inseminação artificial é um procedimento que não apresenta muitos riscos, uma vez que é de baixa complexidade, seguro e apresenta boas taxas de sucesso. Contudo, todo procedimento possui alguns riscos envolvidos - mesmo que muito baixos.

Um dos principais riscos trazidos pelo processo de inseminação artificial é a possibilidade da gravidez gemelar, ou seja, de gêmeos. Isso é considerado um risco porque uma gestação com múltiplos bebês envolve um cuidado muito maior no pré-natal e durante o parto.

Outro risco importante é a possibilidade de desenvolvimento da Síndrome da Hiperestimulação do Ovário (SHO), que resulta na produção exagerada de estradiol, hormônio proveniente dos ovários, aumentando o inchaço corporal e as chances de a mãe desenvolver trombose na gestação. Entretanto, é um quadro pouco frequente nos processos de inseminação, principalmente porque eles consistem em um tratamento controlado e que utiliza baixas dosagens de hormônio.

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Fertilização

In vitro

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    o que é fertilização

    In vitro?

    A Fertilização In Vitro (FIV) é a técnica de reprodução onde, após estimulação com gonadotrofinas, há a retirada dos óvulos maduros via transvaginal com sedação. Estes óvulos são fertilizados no laboratório de duas maneiras: na FIV clássica, são colocados cerca de 100 mil espermatozoides ao redor de cada óvulo.

    Fertilização In Vitro (FIV) Clássica:

    A fertilização In Vitro é a principal e mais amplamente conhecida técnica de reprodução assistida, sendo considerada a “mãe” de todas as outras que vieram depois. Ela já vem sendo realizada desde o final dos anos 70, mais precisamente 1978, quando foi feito o primeiro procedimento bem sucedido. A partir desse momento, a técnica vem evoluindo a largos passos, permitindo o expressivo aumento da taxa de sucesso em pessoas com menos de 35 anos – no início, o índice era de 5% por ciclo, hoje em dia, chega a 55%.

    No princípio, a fertilização in vitro foi pensada para mulheres com problemas nas trompas, órgãos nos quais ocorre a passagem de óvulos e espermatozoides, além de serem responsáveis por oferecer um ambiente adequado para a fertilização e desenvolvimento inicial da gravidez. Atualmente, a fertilização In vitro é a técnica mais indicada para a maioria das causas de infertilidade, sejam elas leves ou moderadas.

    Nas últimas décadas, a fertilização In Vitro tem se tornado cada vez mais sofisticada e, por isso, mais eficiente. Nos anos 80, a coleta dos óvulos era realizada por meio de uma laparoscopia (uma pequena cirurgia), de forma bem mais invasiva, mas hoje a aspiração é feita pela via vaginal, utilizando o ultrassom como guia. Além disso, foram desenvolvidos novos meios de cultura, equipamentos e protocolos com controle de qualidade rigorosos.

    Fertilização In Vitro com ICSI:

    Nesta técnica, o espermatozóide é injetado em cada óvulo no laboratório, com auxílio de duas tecnologias: um microscópio especial e um aparelho chamado micromanipulador. Esse tipo de abordagem de fertilização in vitro permitiu um tratamento bastante eficaz para casais nos quais o homem tem um número muito baixo de espermatozóides.

    Mesmo quando não é possível encontrar espermatozoides no ejaculado/espermograma, eles podem ser obtidos por meio de uma punção no epidídimo ou testículo. A fertilização in vitro com ICSI torna o processo mais eficiente e otimizado porque possibilita que um único espermatozóide coletado seja inserido diretamente dentro do óvulo, por meio de uma agulha sete vezes mais fina que um fio de cabelo.

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    Para quem é indicado a FIV?

    Casal que não consegue engravidar naturalmente sem causa aparente

    Fator idade (mulheres com mais de 35 anos)

    Infertilidade causada por fatores masculinos ou sem causa aparente

    Obstrução tubária provocada por diferentes condições

    Casais homoafetivos

    Passo a passo da Fertilização in Vitro

    Estimulação ovariana

    Com injeções hormonais, os ovários são estimulados a produzir vários óvulos maduros.

    Punção folicular

    Ovários são aspirados para obtenção dos óvulos. Esse procedimento é feito através de uma agulha acoplada em uma sonda de ultrassom vagina.

    Fecundação de óvulos

    Os óvulos coletados são levados ao laboratório. Em uma placa de cultura, são colocados em contato com os espermatozóides, para a realização da função.

    Transferência embrionária

    Os melhores embriões são inseridos no útero por meio de um catéter de material inerte, utilizando o ultrassom como guia.

    Período para a confirmação da gravidez

    Cerca de 14 dias após a aspiração dos óvulos é feito o teste de gravidez.

    FAQ

    São 30 dias do início ao fim. Quatorze dias, aproximadamente, de estimulação ovariana, coleta dos óvulos. Depois, cerca de 14 dias aguardando o resultado.

    Tecnicamente, é possível a avaliação genética do embrião para a descoberta do sexo, mas isso só é permitido em casos de doenças genéticas ligadas ao sexo. Por lei, não é permitido ao casal escolher o sexo do bebê.

    Não. O tratamento não leva ao ganho de peso. Contudo, é comum a ocorrência de edema (retenção hídrica), podendo levar a um aumento de peso transitório ao longo do tratamento. Por outro lado, o excesso de peso pode interferir nas chances de gravidez.

    O número máximo de embriões a serem transferidos está definido pela Resolução do Conselho Federal de Medicina: até 35 anos (até 2 embriões) de 36 a 39 anos (até 3 embriões) e de 40 em diante até 4 embriões, no máximo. O casal pode optar pela transferência de embrião único caso esteja disposto a uma gestação múltipla.

    As gestações fruto de fertilização in vitro apresentam maior risco de complicações obstétricas, atribuídas principalmente às taxas de gestações gemelares. É aconselhável que o pré-natal seja realizado por profissionais cuidadosos e dedicados.

    Para oferecer conforto durante a punção ovariana, o procedimento é realizado sob sedação venosa. A medicação é administrada pelo anestesiologista através do soro e o paciente dorme durante todo o procedimento.

    A sedação é um procedimento anestésico considerado de baixo risco. No entanto, é necessária a realização de consulta pré-anestésica para avaliação do risco de forma individualizada.

    Todos os pacientes submetidos a sedação venosa são acompanhados pelo período de pelo menos 2 horas após o procedimento. Em seguida, são avaliados pelo anestesiologista e, caso preencham todos os critérios de alta, são liberados para casa, onde devem realizar repouso relativo.

    Dúvidas sobre a

    Fertilização in vitro?

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    Congelamento

    De Óvulos

    o que é o congelamento

    de óvulos?

    O congelamento é um procedimento no qual gametas femininos são coletados e armazenados para uso posterior. Essa técnica, também conhecida como criopreservação, utiliza nitrogênio líquido para conservar células em temperatura extremamente baixa, cerca de 196 graus negativos.

    Para quem é indicado?

    O congelamento ou criopreservação é indicado para pessoas que, seja por escolha ou circunstâncias adversas, não podem passar por um processo de gestação atualmente, mas desejam conservar seus gametas para utilizá-los em um melhor momento. Por causa da redução drástica da fertilidade da mulher após os 35, é comum para pacientes congelarem os óvulos antes dessa idade, assegurando a qualidade do gameta e aumentando as chances de gravidez no futuro. Pessoas que estão passando por tratamentos oncológicos e terão as funções do ovário comprometidas também costumam realizar o procedimento.

    Passo a passo para o congelamento de óvulos:

    Preparo

    Primeiramente, a paciente é submetida a uma série de exames para avaliar sua saúde e sua reserva ovariana.

    Indução da ovulação

    O ovário, por meio de medicamentos, é estimulado a produzir vários folículos e, consequentemente, um maior número de óvulos em um só ciclo.

    Captação dos óvulos

    Aproximadamente 12 dias após o início da estimulação ovariana, os óvulos são coletados. A paciente é sedada e os óvulos são recolhidos por meio de uma agulha acoplada a um ultrassom endovaginal.

    Congelamento

    Após a captação, o embriologista avalia todos os óvulos captados, e aqueles que estão maduros (portanto tem capacidade de posteriormente ser fertilizados) são congelados.

    É importante lembrar que não são apenas mulheres que podem realizar o procedimento, uma vez que o congelamento também pode ser realizado com gametas masculinos e embriões. A Pró-Criar investiu em tecnologia e em uma equipe de profissionais altamente capacitados e experientes em criopreservação, para oferecer o que há de mais atual nesta área, criando um serviço específico: o Cryo-Preserve.

    O Cryo-Preserve oferece:

    • Criopreservação de ovócitos (óvulos);
    • Criopreservação de espermatozoides;
    • Criopreservação de embriões;
    • Criopreservação de tecido ovariano (técnica experimental).

    E quando a mulher decidir engravidar?

    Quando a mulher decidir que chegou seu momento de engravidar, os óvulos podem ser descongelados para serem fertilizados no processo chamado Fertilização In Vitro (FIV).

    FAQ: congelamento de óvulos

    Não existe um consenso na medicina sobre o limite máximo de tempo para utilização dos óvulos. O mais importante não é o tempo, e sim a técnica utilizada. Em geral, os óvulos têm ficado congelados por mais de 10 anos.

    Cada vez mais, o procedimento de congelamento/criopreservação tem tido seus valores reduzidos, apesar de muitas pessoas acharem o contrário. Além dos gastos necessários para a realização da indução da ovulação e coleta de óvulos, também é necessário que seja pago um valor para manter os óvulos congelados. Esse valor varia de acordo com o laboratório. Pode ser uma mensalidade ou anuidade.

    É possível realizar o congelamento de óvulos a partir dos 21 anos. É recomendável que o procedimento seja feito até os 35 anos, mas é possível realizá-lo após essa idade. Vale lembrar da importância de consultar um especialista para realizar os exames necessários e compreender as chances futuras de gestação.

    *A técnica de congelamento de óvulos não garante a obtenção de uma gestação futura. Ela mantém a viabilidade dos óvulos na época em que foram criopreservados, com as suas respectivas condições de saúde dos óvulos daquele momento. A obtenção da gestação futura dependerá, além da condição dos óvulos, da saúde do aparelho reprodutivo completo. Consulte sempre um especialista.

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    Postergar a maternidade tem estimulado muitas mulheres a recorrerem ao congelamento de óvulos.

    Congelar óvulos não é mais novidade para os especialistas em reprodução assistida e muito menos para as mulheres que desejam engravidar após os 35 anos, visto que este procedimento tem sido cada vez mais procurado nos últimos 2 anos.

    Atualmente, grande parte das mulheres pensa em engravidar somente após a conquista do sucesso profissional que, geralmente, ocorre acima dos 30 anos. Nesta idade, as mulheres são jovens e estão com a saúde em perfeito estado, porém, para engravidar, a idade superior a 35 anos é considerada acima do ideal do ponto de vista biológico.

    A fertilidade é uma razão direta da idade da mulher. Estimamos que, ao nascer, a mulher tenha por volta de 7 milhões de óvulos, valor que reduz-se aos 500 mil quando ocorre a primeira menstruação, e que chega a menos de 25 mil aos 42 anos.

    Além do número de óvulos, com o envelhecimento acontece também a perda da sua qualidade, já que os óvulos podem acumular efeitos do ambiente, como poluição, radiação, medicações, além do acúmulo de erros da divisão do material genético que formará o futuro embrião. Os principais marcadores da reserva ovariana são dosagem do hormônio antimulleriano e contagem de folículos antrais via ultrassom transvaginal. 

    Os riscos de abortos e malformações sobem consideravelmente com a idade da mulher. O risco para a Síndrome de Down, por exemplo, é de 1 a cada 1.250 mulheres aos 25 anos, 1 para cada 952 aos 30 anos, 1 para cada 400 aos 35 anos e 1 em cada 100 mulheres aos 40 anos.

    O diagnóstico desta e de outras síndromes pode ser feito antes que a gestação aconteça, técnica chamada de diagnóstico genético pré-implantacional (PGD), que consiste em analisar geneticamente os embriões obtidos em fertilização in vitro.

    A gravidez tardia, após os 35 anos, tem se tornado cada vez mais comum e, com isso, o congelamento de óvulos tem se tornado uma grande opção de preservação da fertilidade para as mulheres.

    A melhor técnica de congelamento de óvulos é a vitrificação com taxas de sobrevivência ao descongelamento de 90%. No entanto, é importante enfatizar que o fato de congelar óvulos não garante uma futura gestação, assim como todo tratamento na área de reprodução humana.

    As chances de gravidez futura variam entre 45-60% por tentativa, e o ideal é que o congelamento seja feito antes dos 35 anos, quando as taxas de gravidez são melhores, mas também pode ser realizado em qualquer idade, sendo que ótimos resultados são ainda atingidos até os 38 anos.

    Com o avanço das técnicas de Reprodução Assistida, podemos oferecer diversas opções para auxiliar as mulheres que queiram preservar a fertilidade ou evitar/minimizar os riscos advindos da idade sobre seus futuros filhos.

    Se uma mulher congelar os óvulos aos 35 anos, mesmo que ela venha a descongelar seus óvulos e engravidar aos 40 anos a chance de gravidez permanece a mesma que a de uma mulher de 35 anos, ou seja, em torno de 60% por tentativa de tratamento, e não de 30%, porcentagem que se refere às chances de gravidez de uma mulher de 40 anos que realiza fertilização in vitro.

    Os óvulos congelados podem ser utilizados para:

    • Aumentar a eficácia da fertilização in vitro;
    • Como alternativa ao congelamento de embriões, principalmente para casais com restrições éticas ou religiosas a esse método;
    • Programa de doação compartilhada de óvulos;
    • Preservar a fertilidade em mulheres com necessidade de cirurgia para retirada do ovário, radioterapia ou quimioterapia para tratamento de câncer que pode causar uma menopausa precoce;
    • Mulheres que desejam adiar a maternidade.

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