Útero de Substituição: Entenda o que é

O útero de substituição é um procedimento que pode ser usada em situações nas quais a pessoa que deseja ter um filho biológico não tenha condição de gerar a criança. Ele é a doação temporária do útero de uma mulher à outra mulher, ou casal, que não pode gerar o próprio bebê.

Mulheres que não possuem um útero, mulheres que têm problemas no funcionamento do útero ou aquelas que removeram o órgão cirurgicamente, além de casais homoafetivos que desejam ter um filho, são exemplos de pessoas que poderão recorrer à técnica.

Hoje nós preparamos para você um post explicativo sobre o útero de substituição. Queremos que você entenda tudo sobre a técnica, por isso resolvemos responder às principais dúvidas que surgem sobre o processo.

No que consiste o tratamento de fertilização com o útero de substituição?

O casal que desejar um filho biológico e precisar recorrer ao útero de substituição, terá de se submeter ao tratamento de fertilização in vitro para formação de embriões. Depois do processo, os embriões serão transferidos para o útero de uma doadora temporária que fará a gestação do bebê.

Como funciona o útero de substituição para casais heterossexuais?

Em casais heterossexuais a fertilização in vitro poderá ser feita com os materiais genéticos do homem e da mulher, e em seguida os embriões gerados serão transferidos para uma outra mulher que doará temporariamente seu útero.

Para casais homessexuais o processo é o mesmo?

Para casais homossexuais compostos por dois homens, é preciso que o casal escolha qual dos dois fornecerá o sêmen. A partir da escolha, é necessário que eles recorram a uma doação anônima do óvulo que será fecundado. Só então os embriões formados deverão ser transferidos para a doadora temporária que levará a gravidez a diante.

Como escolher a doadora temporária do útero?

É importante atentar-se que a atual resolução do Conselho Federal de Medicina de 2015 determina que as doadoras temporárias do útero devem ter parentesco com os doadores genéticos, ou seja, os pais biológicos. Além disso, é preciso que a doadora respeite o limite de idade de 50 anos.

São quatro os níveis de parentesco aceitos pela resolução:

  1. Parente de primeiro grau: mãe;
  2. Parentes de segundo grau: irmã ou avó;
  3. Parente de terceiro grau: tia;
  4. Parente de quarto grau: prima.

Caso existam circunstâncias onde as doadoras estejam fora dos graus de parentesco acima, a situação deve ser autorizada pelo Conselho Regional de Medicina. É importante salientar que, independente do caso em que a doadora se enquadre, a doação temporária do útero não deve ter caráter lucrativo ou comercial.

Quais documentos são necessários para realizar o útero de substituição?

Para a efetivação do processo, todas as pessoas envolvidas no tratamento precisam assinar um termo em que alegam consentimento para com o método. Além disso, é preciso que a doadora temporário do útero seja submetida a um relatório médico e psicológico que confirme sua adequação clínica e emocional para ser submetida à técnica.

Em casos nos quais a doadora temporária for casada, ou tiver uma união estável, a pessoa que for sua companheira também deverá apresentar uma autorização concordando com o processo.

A idade da mulher que doará temporariamente o útero importa? E a idade da mulher que fornecerá os óvulos?

Com o avanço da idade, acontece o declínio da fertilidade feminina. A queda na fertilidade é um processo natural e, conforme o tempo passa, menos óvulos serão produzidos, até que, com a chegada da menopausa, aconteça o esgotamento total do número de óvulos que a mulher irá gerar.

Essa diminuição na fertilidade começa a partir dos trinta anos, e é acentuada após os trinta e cinco anos, por isso é preciso atentar-se para a idade da mulher que fornecerá os óvulos.

Quanto a idade da mulher que fará a gestação da criança, é preciso estar dentro do limite estipulado pelo Conselho Federal de Medicina, 50 anos. É importante que ela seja saudável e não apresente problemas uterinos.

Quais são os passos para realizar o tratamento?

As etapas para que antecedem o método são os mesmos da fertilização in vitro:

  1. A paciente que fornecerá os óvulos será submetida a uma estimulação ovariana. (Tal estímulo acontece com hormônios semelhantes aos que ela produz, para aumentar o número de folículos pré-ovulatórios.)
  2. Neste tempo, o processo será monitorado através de ultrassonografias que acompanharão o crescimento dos folículos.
  3. O processo de coleta dos óvulos é realizado com uso de anestesia e por via vaginal.
  4. O parceiro que fornecerá os espermatozoides deverá fazer a coleta no mesmo dia em que os óvulos serão coletados.
  5. Neste mesmo período, a doadora temporária do útero será medicada com hormônios para sincronizar seu endométrio. O útero é então preparado para receber os embriões.
  6. A transferência dos embriões para o útero da doadora será através de um exame ginecológico, e por ser um processo indolor, não precisará de anestesia.

E então? Ainda ficou com alguma dúvida sobre a técnica? Durante o post tentamos responder às principais perguntas sobre o tratamento e por isso queremos saber o que você pensa sobre o útero de substituição. Pense bem, e se ainda tiver alguma dúvida, que tal deixá-la nos comentários?

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    Equipe Médica Revisora do Texto

    Dr. Ricardo Marinho, Dra. Hérica Mendonça, Dra. Leci Amorim, Dr. Fábio Peixoto, Dra. Luciana Calazans e Dr. Leonardo.

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