Como é realizada a inseminação artificial

Também conhecida como inseminação intrauterina, a inseminação artificial (IA) é o método de reprodução assistida em que uma amostra de espermatozoide é introduzida dentro do útero, com o objetivo de aumentar as chances de fecundação do óvulo. 

Por consistir em um tratamento de baixa complexidade, ele é indicado, principalmente, para mulheres jovens e férteis e homens que apresentem casos leves de infertilidade.

Casais homoafetivos femininos e mulheres solteiras que desejem ter filhos biológicos também podem recorrer ao método.

Saiba mais sobre a IA, como ela funciona e quem pode recorrer ao tratamento.

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Como funciona o procedimento

O primeiro passo para todo o casal que esteja tentando engravidar há um ano ou mais sem sucesso é a busca de um consultório médico.

O profissional responsável irá solicitar a realização de exames no intuito de identificar as causas de infertilidade, tanto no homem quanto na mulher, e, a partir dos resultados, encontrar o melhor tratamento.

Esse é um momento importante, já que nem todos os casos necessitam de um tratamento de reprodução assistida. Naqueles em que é identificada um grau de infertilidade mais leve, a estimulação ovariana pode auxiliar a gravidez espontânea, por exemplo. Já nos mais graves, muitas vezes é necessário recorrer a técnicas mais avançadas, como a inseminação artificial (IA) ou a fertilização in vitro (FIV).

Quando o médico, com os resultados dos exames em mãos, avalia em conjunto com o paciente que o tratamento mais adequado é a inseminação artificial (IA), o procedimento tem início. 

Etapas do tratamento de inseminação artificial

Estimulação ovariana

A estimulação ovariana como o próprio nome sugere, consiste na aplicação de hormônio diário na mulher para que os seus ovários liberem um número maior de óvulos em um mesmo ciclo.

Com isso, aumentam-se as chances de gravidez, que em um ciclo natural teria apenas um óvulo disponível para a fecundação. Essa etapa dura, em média, 10 dias.

Rastreamento da ovulação

Depois da estimulação ovariana, são realizados um ultrassons para checar se os folículos (que, posteriormente, se tornarão óvulos) se desenvolveram da forma adequada.

A partir daí, há o processo de indução da maturação do óvulo para que ele seja fecundado. Essa etapa pode acontecer até 36 horas depois do exame.

Preparação do sêmen

Paralelamente, o homem realiza a coleta do sêmen através de masturbação. Logo após, os gametas são selecionados e preparados em laboratório, buscando encontrar os de maior velocidade e mobilidade.

O processo tem o intuito de garantir o melhor resultado do tratamento. Essa etapa acontece poucas horas antes da inseminação.

Inseminação

Os espermatozoides selecionados são introduzidos dentro do útero através de um cateter, aumentando as chances de fecundação do óvulo. Diferentemente da fertilização in vitro, na inseminação artificial essa etapa acontece de forma natural.

Ela é a última do tratamento e após a sua realização, é necessário um tempo para que a gravidez seja confirmada ou não. 

Teste de gravidez

É o momento decisivo para o casal, quando o resultado do procedimento é apresentado. No caso positivo, outros exames são feitos em sequência, como o ultrassom endovaginal.

Para quem é indicado

A inseminação artificial é indicada em diversos casos em que haja graus de infertilidade de baixa complexidade ou de origem desconhecida, tanto para mulheres quanto homens. 

No caso delas, há também as que apresentam irregularidade na ovulação, que pode ser facilmente solucionado com o procedimento. A idade é também fator fundamental para o corpo feminino, já que a capacidade reprodutiva cai de forma considerável a partir dos 35 anos.

Para as mulheres solteiras e férteis que desejam ter filhos biológicos, a técnica é a mais indicada. Para isso, é preciso recorrer a um banco de sêmen de doador anônimo, regra da legislação brasileira. Mesmo não podendo conhecer a identidade do doador, é possível que a paciente tenha acesso a diversas características genéticas e físicas do doador que auxiliam na escolha. 

Essa etapa é muito similar para casais homoafetivos formados por mulheres jovens e férteis, que também precisam recorrer a um sêmen de doador. Saiba mais aqui o que a legislação atual garante para esses casos.

Contraindicações

Não há contraindicações para a realização da inseminação artificial. Contudo, é preciso contar com o acompanhamento médico especializado para avaliar se o procedimento é o mais adequado para o caso. 

Isso porque, como dito anteriormente, há graus de infertilidade mais leve, que não necessitam de reprodução assistida, enquanto outros, pelo nível de gravidade, requerem métodos mais complexos.

A Pró-Criar é um dos centros de referência em reprodução humana assistida no Brasil. Com quase duas décadas de experiência no mercado, oferece serviços de alta qualidade para atender as especificidades de cada paciente.

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    Equipe Médica Revisora do Texto

    Dr. Ricardo Marinho, Dra. Hérica Mendonça, Dra. Leci Amorim, Dr. Fábio Peixoto, Dra. Luciana Calazans e Dr. Leonardo.