Início > > Mês de Conscientização da Infertilidade: quais as recomendações para os tratamentos de reprodução assistida em meio à pandemia

Canal Pró-Criar


Busca por tópico

Carregando...

Mês de Conscientização da Infertilidade: quais as recomendações para os tratamentos de reprodução assistida em meio à pandemia

Disponível em

Belo Horizonte

(31) 3292.5299

Pouso Alegre

(35) 3422-9302

Entre em Contato

Fale Conosco
Agende Consulta

Mês de Conscientização da Infertilidade: quais as recomendações para os tratamentos de reprodução assistida em meio à pandemia
 
Só no Brasil, cerca de 8 milhões de pessoas sofrem com problemas de infertilidade; especialista da Pró-Criar comenta sobre os protocolos para realização de tratamentos atualmente
 
Na área médica, junho é tradicionalmente reconhecido como o Mês Mundial de Conscientização da Infertilidade. A data foi instituída para estimular o debate e chamar a atenção sobre o distúrbio que acomete entre 50 a 80 milhões de pessoas em todo o mundo – só no Brasil são cerca de 8 milhões –, segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS). Mas, neste ano, o tema ganhou uma nova abordagem: com a pandemia de Covid-19, os protocolos e procedimentos para tratamentos de fertilidade tiveram que ser revistos pelas sociedades médicas de reprodução e, tanto especialistas quanto pacientes, vêm se adaptando a essa nova realidade.
 
De acordo com o Dr. João Pedro Junqueira Caetano, ginecologista e especialista em reprodução assistida da clínica Pró-Criar, o que as sociedades médicas do Brasil, bem como a Anvisa, recomendam atualmente é que haja uma avaliação criteriosa de cada caso antes de iniciar um tratamento. Alguns casos são considerados de urgência, a exemplo dos oncológicos e outros em que o adiamento possa causar maior dano e até infertilidade irreversível, seja por idade avançada ou comprometimento da reserva ovariana. “Todas as demais situações, como pacientes com endometriose grave, cistos nos ovários, entre outros distúrbios, são avaliados pelo comitê médico da clínica para certificar a necessidade ou não de início imediato de tratamento”, explica.
 
Dr. João Pedro pondera que é importante entender também que o período atual traz muita angústia e ansiedade para aquelas pacientes que precisam postergar seus planos de engravidar. E frisa que doença não é apenas aquilo que dói fisicamente, mas também aquilo que dói emocionalmente. “Então é preciso que os médicos tenham sensibilidade para ajudar e orientar os pacientes nesse momento delicado”, afirma.
 
Ainda na opinião do especialista, o isolamento social é a melhor ferramenta para o achatamento da curva de contágio do coronavirus. “Embora tenhamos retomado alguns atendimentos presenciais em maio, com todos os cuidados exigidos e necessários, continuamos dando preferência para as consultas via telemedicina, ferramenta que auxilia muito no primeiro contato com o paciente, e que sem dúvida alguma veio para ficar”, finaliza.
 
Entenda a infertilidade
 
Em geral, as causas dessa patologia começam a ser investigadas após 12 meses de tentativas sem o uso de qualquer método contraceptivo. Se a mulher tem mais de 35 anos, o prazo para a investigação diminui para seis meses de tentativas de forma natural, já que a partir dessa idade sua capacidade reprodutiva diminui progressivamente. Porém, é importante esclarecer que a infertilidade não é um
 
problema exclusivo da mulher: em 20% dos casos, os fatores dizem respeito ao casal, simultaneamente; 40% dos casos estão relacionados somente ao homem e os outros 40% à mulher.
 
Vários motivos podem ocasionar esse distúrbio. Nas mulheres, os mais comuns são a síndrome do ovário policístico, a baixa reserva de óvulos, a endometriose e a obstrução nas trompas. Já nos homens, varicocele (dilatação das veias que drenam o sangue dos testículos, também chamada de varizes das veias testiculares), distúrbios hormonais e infecções que possam causar alterações nos espermatozoides, além da própria vasectomia, são considerados fatores. Pessoas com histórico de infertilidade na família ou que precisaram fazer quimioterapia ou radioterapia também têm um risco maior de ter perda na fertilidade.
 
Tratamentos
 
As técnicas de reprodução assistida evoluíram muito desde o nascimento do primeiro bebê de proveta, em 1978. Hoje, existem diversos tratamentos de infertilidade disponíveis, como indução da ovulação, inseminação artificial, fertilização in vitro (FIV), ovodoação, congelamento de óvulos ou embriões (criopreservação), além do ICSI (técnica chamada de injeção intracitoplasmática de espermatozoide, em que um único espermatozoide, especialmente selecionado, é injetado em cada óvulo disponível). Há menos de duas décadas, as taxas de sucesso da FIV, por exemplo, eram cerca de 20%. Atualmente, as clínicas brasileiras trabalham com uma taxa de até 50-60% de êxito nesse tipo de tratamento para pacientes até 34 anos. 
 



Unidades Pró-Criar

Pró-Criar no Facebook

Conheça as instalações da Pró-criar em 360º