Infertilidade transitória: o que é e como resolver?

Muitas vezes, a infertilidade é um estado temporário que pode se resolve completamente após a mudança de alguns hábitos de vida.

Quer descobrir o que é a infertilidade transitória, suas causas e como resolvê-la? Confira tudo aqui no nosso post!

O que é a infertilidade transitória?

A infertilidade transitória é definida como um período no qual o casal em idade fértil não consegue engravidar, podendo haver a recuperação da fertilidade no futuro.

O que causa a infertilidade transitória?

A infertilidade transitória é causada por hábitos de vida não saudáveis que afetam o funcionamento do sistema reprodutor e reduzem a fertilidade do indivíduo.

As principais causas são:

  • estresse;
  • tabagismo;
  • consumo excessivo de álcool;
  • obesidade;
  • sedentarismo;
  • prática excessiva de exercício físico;
  • baixo peso;
  • uso de drogas;
  • poluição atmosférica e toxinas ambientais;
  • consumo excessivo de chá de hibisco;
  • anabolizantes;
  • quimioterapia e radioterapia.

Como esses fatores causam a infertilidade?

Em geral, eles afetam a produção hormonal na mulher ou no homem, prejudicando alguma etapa essencial para a concepção.

As mulheres que fumam demoram, em média, o dobro do tempo para engravidar do que as não fumantes, por exemplo. Nos homens, o álcool costuma reduzir o nível de testosterona e alterar a forma e a função dos espermatozoides, prejudicando a ereção e a fecundação.

Esses fatores sempre geram infertilidade?

Não. Cada organismo reage à influência desses fatores de uma forma única e pouco previsível.

Assim, embora o estresse e a obesidade possam provocar infertilidade em um casal, isso não significa que outros casais na mesma situação não conseguirão engravidar.

A infertilidade transitória pode se tornar permanente?

A princípio não, já que, por definição, a infertilidade transitória ocorre como uma reação temporária do organismo a algum fator ambiental. Se esse fator for removido, o esperado é que a fertilidade retorne ao que era antes.

A quimioterapia e a radioterapia, no entanto, podem provocar uma infertilidade permanente, sendo indicado o congelamento de gametas antes da realização desse procedimento aos indivíduos que desejam ter filhos no futuro.

Como tratar a infertilidade transitória?

Antes de tudo, é preciso que o casal reconheça o estado de infertilidade, definido pela ausência de gestação após um ano de tentativas (se a idade da mulher for menor que 35 anos).

A partir de então, é necessário que o casal adote hábitos de vida saudáveis. Como, na maioria dos casos, é impossível apontar qual fator está influenciando mais a fertilidade, é importante agir sobre todas as possibilidades.

Ou seja, controlando o peso, adotando uma dieta rica em frutas, saladas e cereais, praticando exercícios físicos de intensidade moderada regularmente e abandonando o consumo de álcool, cigarro e outras drogas.

Ainda tem dúvidas sobre a infertilidade transitória? Escreva um comentário aqui no post!

Equipe Médica Revisora do Texto

Dr. Ricardo Marinho, Dra. Hérica Mendonça, Dra. Leci Amorim, Dr. Fábio Peixoto, Dra. Luciana Calazans e Dr. Leonardo.

Entenda o que é histerossalpingografia e sua importância

Se você sente que está difícil de engravidar, o seu médico precisará solicitar alguns exames e, a partir do resultado deles, dar o diagnóstico. Afinal, as causas da infertilidade podem ser muitas, tanto femininas quanto masculinas.

Por sorte, a causa da infertilidade pode ser na maioria das vezes identificada com base nos resultados de alguns exames principais, dentre eles, a histerossalpingografia, capaz de avaliar as condições do útero e principalmente das trompas. Com o diagnóstico correto, é possível fazer o tratamento mais adequado.

O que é histerossalpingografia

A histerossalpingografia é uma forma de raio-x utilizada para visualizar as trompas e a cavidade uterina.

Nesse exame, é possível que o médico conheça a forma e a estrutura do útero e saber se existe qualquer malformação ou cicatriz uterina que possa atrapalhar a aderência do óvulo fecundado.

Ele também permite verificar se as trompas estão bloqueadas, dificultando o caminho que o óvulo deve percorrer desde o ovário até o alojamento no útero e ainda serve para investigar repetidos abortos, uma vez que eles podem ser resultados de problemas uterinos. Além disso, a histerossalpingografia auxilia a diagnosticar outros problemas ginecológicos, como pólipos e miomas.

Como funciona o exame

Geralmente, órgãos como o útero são difíceis de visualizar em uma imagem de raio-x comum, porém, na histerossalpingografia, é inserido um contraste na cavidade do útero e nas trompas.

O contraste vai mapeando os órgãos enquanto percorre o sistema reprodutor feminino. Dessa maneira, o médico consegue observar a anatomia do útero e a morfologia das trompas e, assim, diagnosticar prováveis inconformidades dessas estruturas.

O procedimento dura aproximadamente 30 minutos. No começo do exame, pode acontecer de a paciente sentir uma leve cólica, mas esse desconforto vai embora em poucos minutos.

Recomendações para as pacientes

Para fazer a histerossalpingografia é importante tomar as seguintes precauções:

  • informar ao médico se estiver grávida ou se tiver suspeita de gravidez, pois o contraste pode atingir o feto;
  • ingerir corretamente os remédios receitados pelo médico para fazer o exame;
  • relatar ao médico sobre a existência de doenças inflamatórias ou sexualmente transmissíveis;
  • avisar ao médico se for alérgica a contraste iodado;
  • esvaziar a bexiga antes do procedimento;
  • evitar relações sexuais alguns dias após o exame.

 Vantagens da histerossalpingografia

Apesar de o nome poder assustar um pouco, a histerossalpingografia é um exame simples e rápido, trazendo uma série de benefícios, como se pode ver a seguir:

  • a histerossalpingografia é um exame pouco invasivo e que traz mínimas possibilidades de complicações;
  • o resultado do exame também ajuda no diagnóstico de doenças uterinas, como miomas e pólipos;
  • o procedimento pode, em algumas ocasiões, aumentar as taxas de gravidez espontâneas;
  • nenhum resíduo do contraste fica no organismo da paciente após a realização da histerossalpingografia.

Resultados do exame

A histerossalpingografia apenas analisa o interior do útero e das trompas para verificar se há anormalidades.

Outras estruturas pélvicas são avaliadas apenas através do ultravaginal, ressonância magnética ou visão direta como na videohisteroscopia e videolaparoscopia. com ressonância magnética ou ultrassom. Por isso, dependendo dos resultados, o seu médico poderá solicitar mais exames para diagnosticar a causa da infertilidade.

Esperamos que este artigo tenha contribuído para esclarecer como é feito o exame de histerossalpingografia e ajudar você a perder o medo de fazê-lo, caso seja solicitado por seu médico.

E agora, depois da leitura, não deixe de curtir a nossa página no Facebook para conhecer mais sobre outros exames que diagnosticam infertilidade e as opções capazes de ajudar você a realizar o sonho de ter um filho!

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Cistos no ovário: 6 mitos e verdades!

Os cistos no ovário são um tipo de alteração que pode ocorrer em mulheres de todas as idades.

Na sua maioria, os cistos ovarianos são pequenos e benignos, não provocam sintomas e podem desaparecer espontaneamente. No entanto, esse assunto causa muitas dúvidas e é cercado por mitos, principalmente em relação à sua influência na fertilidade feminina. Vamos esclarecer a seguir algumas dessas questões. Confira!

1. Ovário policístico é o mesmo que cisto no ovário

Mito. Cisto de ovário geralmente é único, tendo em geral de 3 a 10 cm, podendo ser maior. Já na síndrome dos ovários policísticos são encontrados vários pequenos cistos, com média de 10 milímetros de diâmetro espalhados pelo ovário.

Por serem parte de um quadro de anovulação, a frequência da menstruação na mulher com síndrome dos ovários policísticos é menor, ocorrendo a cada dois ou três meses. Há também outros sintomas, como o aumento de pelos no rosto, seios e abdômen, acne, dificuldade para engravidar e ganho de peso.

2. Existem diversos tipos de cistos ovarianos

Verdade. Os tipos mais comuns são os cistos foliculares e os cistos de corpo lúteo.

Os cistos foliculares evoluem de um folículo formado para abrigar o óvulo e liberá-lo em direção às trompas, no período da ovulação. Se esse folículo não se romper para liberar o óvulo, ele continua acumulando líquidos e crescendo, formando então um cisto. Na maioria dos casos, ele desaparece em algumas semanas.

Já o cisto de corpo lúteo ocorre quando o óvulo é liberado, mas o corpo lúteo volta a se fechar e passa a crescer e acumular líquidos no seu interior.

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3. Os cistos ovarianos só aparecem após a menopausa

Mito. Após a menopausa, a mulher não ovula mais. Portanto, ela não desenvolve os tipos mais comuns de cistos ovarianos: os foliculares e os de corpo lúteo.

4. Os cistos de ovário podem ser câncer

Verdade. Os cistos de ovários na grande maioria são benignos e, muitas vezes podem ser distinguidos por meio de ultrassonografia ou ressonância magnética de tumores com apenas 1% dos casos representando malignidade, mas podem apresentar outros tipos de cisto ovariano em exames de sangue.

Quando não é possível descartar a possibilidade de tumor maligno com exames de imagem, é recomendado retirar o cisto para uma avaliação histopatológica.

5. Os cistos podem desaparecer espontaneamente

Verdade. Dependendo do tipo, tamanho, idade da paciente e até mesmo alguns fatores genéticos, o cisto pode desaparecer espontaneamente, pois são chamados de cistos funcionais. Quando isso não ocorre, é necessário avaliar a possibilidade de retirá-lo cirurgicamente.

6. Os cistos no ovário impedem a gravidez

Mito. É muito raro um cisto ovariano causar infertilidade, mas ele pode dificultar a concepção devido às alterações hormonais que provoca. É recomendável que a mulher faça o acompanhamento do cisto ovariano antes de tentar engravidar.

Na maioria dos casos, o tratamento para os cistos no ovário é muito simples, mas o acompanhamento do médico ginecologista é essencial para garantir o sucesso da terapia escolhida e não prejudicar a saúde da mulher e sua fertilidade.

Falando em fertilidade, se você está tentando engravidar, baixe agora o nosso e-book “Guia: os maiores mitos e verdades sobre infertilidade masculina” e entenda quais são as opções utilizadas pela medicina para lidar com a infertilidade masculina e como identificar a melhor delas para cada caso.

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    5 filmes incríveis para quem está tentando engravidar

    Alguns filmes conseguem captar e transmitir as emoções não apenas de casais que descobrem que um bebê está a caminho, mas também daqueles que estão tentando engravidar e sonham com essa fase tão especial nas suas vidas.

    Por isso, elaboramos uma lista com 5 filmes que toda futura mamãe deve ver para se inspirar, se divertir e se emocionar enquanto a gravidez não é confirmada. Confira!

    1. O começo da vida

    O documentário, dirigido por Estela Renner e produzido pela Maria Farinha Filmes, foi filmado em 9 países e fala sobre a importância dos primeiros anos de vida de uma criança, já que esse período é crucial para o desenvolvimento saudável dos pequenos e se refletirá não só na infância, mas também na sua vida adulta.

    Durante duas horas, acompanhamos famílias de diferentes culturas, classes sociais e etnias para entender e descobrir como proporcionar um lar repleto de amor e segurança para as crianças.

    2. Plano B

    Zoe (Jennifer Lopez) cansou de esperar pelo par ideal e resolveu optar pela inseminação artificial para realizar o sonho de ser mãe. Acontece que, no mesmo dia em que se submete ao procedimento, ela conhece Stan (Alex O’Loughlin), com quem acaba se envolvendo.

    Confusa, Zoe tenta manter o relacionamento apenas na amizade, enquanto luta para esconder os sinais da gravidez de Stan. Porém, a verdade vem à tona, e o que poderia ser apenas mais uma decepção se torna uma possibilidade real de conseguir a família que ela sempre sonhou.

    3. Juntos pelo acaso

    Imagine um homem, Eric (Josh Duhamel), e uma mulher, Holly (Katherine Heigl), que acabam de se conhecer por intermédio de um casal de amigos. O que tinha tudo para ser um ótimo encontro, torna-se um terrível desastre e eles esperam nunca mais se ver.

    Contudo, devido a circunstâncias trágicas, ambos precisam se unir para cuidar da afilhada, Sophie (Alexis Clagett/Brynn Clagett), agora órfã. Juntos, eles precisarão enfrentar todas as dificuldades e desafios comuns a pais e mães de primeira viagem.

    4. Nove meses

    O longa de 1995 narra a história de Samuel (Hugh Grant) e Rebecca (Julianne Moore), um casal que namora há muito tempo e descobre que está esperando o primeiro filho.

    O grande problema é que a gestação não foi planejada e Samuel, que tem medo de compromisso, não quer abandonar a vida de farra e festas. Em meio a esse turbilhão de emoções e descobertas, acompanhamos as mudanças que a chegada de uma criança traz para a vida de ambos.

    5. A estranha vida de Timothy Green

    Cindy (Jennifer Garner) e Jim (Joel Edgerton) são um casal estéril que tenta, sem sucesso, realizar o sonho de ter um filho.

    Abalados emocionalmente, Cindy e Jim escrevem todas as características que desejam em um filho, colocam dentro de uma caixa e enterram no quintal. Após algum tempo, aparece, na casa deles, um menino chamado Timothy (CJ Adams) que, estranhamente, é exatamente como eles descreveram.

    Se você está tentando engravidar e está aguardando a boa notícia, certamente aproveitará todas essas histórias para analisar a importância do papel de uma família na chegada de um recém-nascido. Aproveite também para baixar o nosso ebook que explica tudo o que você precisa saber para engravidar!

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    Qual a relação entre gravidez tardia e climatério?

    A grande maioria das mulheres acredita que, com a chegada da menopausa, chega ao fim também o sonho de ser mãe um dia. Como já não menstruam mais – pelo menos não mais com a mesma regularidade — elas acreditam que uma gravidez já não é possível, o que não é verdade.

    A mudança no ciclo só pode ser caracterizada como menopausa se a menstruação desaparecer por 12 meses consecutivos. Aquela fase em que a menstruação começa a ficar irregular, quando surgem as ondas de calor e alterações na libido, ainda não é menopausa: trata-se de um período conhecido como climatério, no qual ainda é possível engravidar, mas com chances bem reduzidas. É durante esse período que acontece o que chamamos de gravidez tardia.

    Confira o nosso post e entenda melhor o que é o climatério e sua relação com a gravidez tardia.

    Qual a diferença entre Climatério e Menopausa?

    Como já citamos anteriormente, a menopausa é aquele período em que há ausência total do período menstrual durante um ano inteiro. Antes de a menstruação cessar de vez, ela fica irregular, podendo não acontecer durante um ou mais meses, mas, eventualmente, acontece. Nessa fase, os hormônios começam a sofrer grandes alterações, o que acaba ocasionado aquelas famosas ondas de calor e uma alteração da libido. Essa fase que antecede a menopausa chama-se climatério.

    Como durante o climatério ainda existe o ciclo menstrual, mesmo que irregular, significa que ainda existe ovulação, por isso uma gravidez durante o climatério é totalmente possível, mesmo que seja bastante raro.

    Na menopausa, por outro lado, a mulher não consegue mais engravidar naturalmente. Apesar disso, é possível engravidar durante essa fase contando com a ajuda da reprodução assistida. Em ambos os casos, a gravidez é considerada como tardia, como toda gravidez após os 40 anos de idade.

    Como o relógio biológico impacta diretamente na fertilidade da mulher?

    Homens podem gerar seus filhos durante praticamente toda a sua vida, mesmo depois dos 50, 60 ou 70 anos de idade. Embora sua fertilidade também sofra um declínio depois dos 45 anos, os homens continuam a produzir espermatozoides.

    Com a mulher é diferente. As mulheres possuem um estoque de óvulos, algo que é determinado antes mesmo da menininha vir ao mundo. Desde o primeiro período menstrual e no decorrer de toda sua idade fértil, a mulher vai mês após mês liberando esses óvulos até eles se esgotarem na menopausa.

    Como os fatores psicológicos podem afetar as chances de gravidez?

    Antes dos 35 anos de idade, as chances de uma mulher engravidar são de aproximadamente 85%, mas com o passar da idade esse número diminui. Dos 40 aos 44 anos de idade, as chances diminuem para aproximadamente 10%. Depois disso, as chances são de menos de 5%.

    E quanto mais o tempo passa, mais a mulher tende a ficar frustrada e ansiosa. Se isso já é um problema e impacta diretamente na fertilidade de mulheres em idade reprodutiva, imagine então depois dos 40 anos, quando cada tentativa passa a ser muito mais valiosa. Esses fatores psicológicos as vezes podem causar a falta de ovulação na mulher. Depois de tantas tentativas frustradas, muitas mulheres tendem a desanimar e entrar em crise emocional, o que pode dificultar ainda mais o processo.

    No entanto, dispomos de muitos recursos hoje em dia, e a chegada da menopausa ou do climatério não significa que a mulher não esteja mais apta para ser mãe. É possível buscar ajuda profissional e conseguir uma gravidez tardia, basta ter perseverança e acompanhamento médico especializado.

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    O uso de antidepressivos e o risco de autismo na gravidez

    Um estudo publicado no Jornal Associação Médica Americana (Journal of the American Medical Association – JAMA) criou controvérsia ao afirmar que o uso de antidepressivos, em especial, os do tipo inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRS), no segundo e terceiro trimestre de gestação, estão associados a um risco 87% maior do bebê vir a ser diagnosticado com autismo.

    Mas afinal, o que isso significa? Em que exatamente consiste o autismo? Mulheres grávidas deveriam parar de tomar antidepressivos? Há algum tipo de medicamento ou dosagem que seja seguro? Vamos responder tudo isso aqui. Confira!

    O que é o autismo?

    O termo autismo é usado para descrever um grupo de transtornos dentro do espectro autista. O quadro se caracteriza por dificuldades de interação social e comunicação, comportamentos repetitivos e interesses restritos a temas específicos.

    É importante destacar o caráter espectral do transtorno autista, o que significa que crianças autistas podem ter desde um quadro leve que interfere pouco em seu convívio social a casos graves que afetam imensamente o dia a dia da criança e da família.

    O que causa o autismo?

    A causa do autismo ainda não está definida, mas sabe-se que esse transtorno tem uma base genética e ambiental, sendo influenciado por diversos fatores.

    O que o autismo tem a ver com a depressão materna?

    Previamente, já estava estabelecido que grávidas com depressão apresentavam um risco 20% maior de terem filhos com autismo do que grávidas sem depressão. O estudo publicado no JAMA, no entanto, trouxe a notícia que grávidas em uso de antidepressivos apresentam um risco 87% maior de terem uma criança autista.

    Isso significa que, se em um grupo de crianças cuja mães não tomaram antidepressivos durante a gravidez, 100 crianças forem diagnosticadas com autismo, em um grupo com o mesmo número de crianças cujas mães tomaram antidepressivos durante a gravidez, 187 crianças (quase o dobro) seriam autistas.

    Se o antidepressivo for do tipo ISRS (fluoxetina, citalopram, escitalopram, paroxetina, sertralina e fluvoxamina), o risco é ainda maior: de 117% (uma proporção de 217 crianças autistas x 100 crianças autistas).

    No entanto, o próprio artigo levanta a necessidade de mais pesquisas para esclarecer qual é o real risco de autismo associado a cada tipo e dose de antidepressivo.

    Como os antidepressivos podem causar autismo?

    Como os antidepressivos agem sobre a expressão de neurotransmissores no sistema nervoso central, em especial a serotonina, é plausível assumir que eles atuariam também sobre o cérebro do bebê ainda dentro do útero. Como a serotonina é importante para o estabelecimento das conexões neurais durante a formação do cérebro no segundo e no terceiro trimestre, o antidepressivo poderia atrapalhar esse processo.

    Isso significa que grávidas não devem tomar antidepressivos?

    Não, mas o uso deve ser feito com cautela. O ideal é que o uso de medicamentos antidepressivos, não só em grávidas mas em toda a população, seja feito de forma criteriosa e como última opção terapêutica. Ou seja, antes do uso de medicamentos, é importante tratar a depressão com medidas conservadoras, como mudanças comportamentais e psicoterapia.

    Apesar disso, é necessário também reconhecer a importância do medicamento para os casos que não são controlados de forma conservadora, mesmo que se trate de grávidas. O tratamento da depressão irá reduzir o risco de depressão pós-parto e permitirá que a mulher seja capaz de oferecer os cuidados necessários ao bebê.

    Assim, quando bem indicado, o antidepressivo salva a vida tanto da mulher quanto do bebê. Nesses casos, no entanto, pode-se optar por antidepressivos que não sejam da classe dos ISRS em um primeiro momento, para tentar reduzir o potencial risco de autismo.

    Ainda tem dúvidas sobre o tema? Deixe um comentário!

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    Azoospermia e sua relação com a infertilidade masculina

    De fato, a infertilidade não é motivo de ansiedade apenas para as mulheres. Segundo o Ministério da Saúde, no Brasil, cerca de 40% dos casos de infertilidade devem-se a disfunções do sistema reprodutor masculino.

    Neste post, você vai entender o que é azoospermia, por que ela acontece e quais são as possibilidades de tratamento. Leia e conheça melhor um problema que merece a atenção de casais que estão planejando uma gravidez e preocupam-se com as possíveis causas de infertilidade.

    Saiba o que é azoospermia, suas causas e seus efeitos

    A azoospermia é definida como a ausência de espermatozoides no sêmen. Na maioria dos casos, há falta de espermatozoides no sêmen, mas eles podem ser encontrados nos testículos ou nos epidídimos (pequenos ductos coletores e armazenadores de espermatozoides, localizados atrás dos testículos). Apenas a minoria dos homens com infertilidade são azoospérmicos verdadeiros, pois neles a produção de espermatozoides é inexistente.

    Considerando-se as causas da azoospermia, ela é classificada em azoospermia não obstrutiva, quando a causa é a falta de produção de espermatozoides, ou azoospermia obstrutiva, quando a causa é um impedimento no sistema de transporte do esperma.

    Os casos de azoospermia não obstrutiva devem-se a condições diversas, tais como: anomalias cromossômicas, alterações hormonais, reações a medicamentos (inclusive quimioterápicos e esteroides anabolizantes), traumas nos testículos devido a pancadas ou acidentes, consumo de álcool, tabaco e outras drogas e, por fim, a varicocele — dilatação das veias dos testículos, causando o aumento da temperatura na bolsa escrotal e prejudicando a produção de espermatozoides.

    Já a azoospermia obstrutiva tem como fatores desencadeantes: doenças inflamatórias e infecções genitais, fibrose cística e outras doenças genéticas, e a vasectomia (cirurgia de esterilização a partir da qual os espermatozoides ficam impedidos de chegar ao sêmen).

    Todas essas causas, sejam elas orgânicas ou externas, geram a diminuição ou a ausência dos espermatozoides no sêmen, e os efeitos da azoospermia vão desde a dificuldade do homem para gerar filhos até a infertilidade.

    Entenda a relação entre azoospermia e infertilidade masculina

    A relação entre azoospermia e infertilidade masculina é de causa e efeito. Na verdade, a azoospermia não é o único fator que determina um estado não fértil nos homens, mas esse é um dos distúrbios que mais preocupam aqueles que cultivam o desejo da paternidade.

    Alguns homens podem, inclusive, associar a azoospermia com a sua virilidade. Esse mito deve ser derrubado, pois a falta ou a ausência de espermatozoides no sêmen em nada se relaciona com a capacidade de alcançar e manter uma ereção.

    Além disso, é importante destacar que trata-se de uma disfunção que pode ser revertida. Na maioria das vezes, para que o tratamento da infertilidade seja adequado e eficaz, o diagnóstico correto do quadro de azoospermia, considerando seu tipo e sua origem, é fundamental.

    Conheça as possibilidades de tratamento

    A azoospermia é assintomática, e seu diagnóstico é realizado por meio de um exame laboratorial chamado espermograma, podendo ser complementado pela biópsia testicular.

    No espermograma, são avaliadas a quantidade e a concentração de espermatozoides no sêmen, assim como a morfologia e a capacidade de movimentação das células reprodutoras masculinas. Para a elaboração do laudo definitivo, é feita a coleta de material por meio de punção nos testículos.

    Com o diagnóstico adequado, é possível realizar os procedimentos terapêuticos que irão facilitar a resolução do problema. A medicina reprodutiva tem avançado cada vez mais, especialmente em relação à reprodução assistida, e alcançado sucesso em vários casos de infertilidade que têm sua origem na ausência de espermatozoides no sêmen.

    As modalidades de tratamento da azoospermia variam de acordo com as suas causas. No caso de homens que não produzem espermatozoides, o tratamento indicado pode ser a reposição hormonal. Nos casos obstrutivos, e também na varicocele, uma intervenção cirúrgica pode corrigir o problema.

    Já a fertilização in vitro, após biópsia e punção dos testículos ou epidídimos para coleta dos espermatozoides, é uma opção de tratamento tanto nos casos obstrutivos quanto não obstrutivos.

    Esclareça suas dúvidas

    Apesar de ser um problema relativamente comum quando o assunto é infertilidade masculina, a azoospermia é uma disfunção reversível na maioria dos casos, com diferentes possibilidades de tratamento.

    Agora é hora de esclarecer as suas dúvidas. Quer saber mais sobre o que é azoospermia? Deixe sua pergunta aqui nos comentários!

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    Histeroscopia Diagnóstica: entenda o que é e qual sua importância

    Você já ouviu falar da histeroscopia diagnóstica? Esse exame de imagem ajuda na identificação e na correção de diversas condições uterinas que podem atrapalhar a mulher na hora de engravidar, representando um grande avanço na tecnologia médica. Quer entender mais sobre o que é a histeroscopia diagnóstica e por que esse exame é tão importante? É só conferir o nosso post!

    O que é a histeroscopia diagnóstica?

    Do grego histero, que significa útero, e scopeo, que significa examinar ou ver, a histeroscopia é um exame de visualização e inspeção do interior da cavidade uterina. A ideia é a mesma do endoscópio utilizado para exame do esôfago e do estômago, mas, no caso da histeroscopia, o órgão-alvo é o útero.

    Como a histeroscopia diagnóstica é feita?

    O exame é simples, podendo ser realizado em nível ambulatorial, ou seja, no próprio consultório do médico, sem anestesia e sem internação. Através da vagina, o médico introduz no colo do útero uma cânula com 1,2 a 4 mm de diâmetro e que tem uma microcâmera e uma luz na pontinha.

    Uma vez que a cânula alcança o útero, há a introdução de gás carbônico ou soro fisiológico no seu interior para distender a cavidade uterina e permitir a visualização de todas as suas paredes. Durante o exame, as imagens são transmitidas em tempo real em um monitor. Também são obtidas fotos do interior do útero e, caso alguma alteração seja encontrada, pode-se realizar uma biópsia, obtendo material para o exame de anatomopatológico.

    Todo o exame não dura mais do que 10 minutos, sem necessidade de repouso ou afastamento das atividades diárias após a sua realização. No entanto, pode ocorrer um sangramento leve por 3 a 5 dias após a realização do exame, acompanhado de cólicas.

    Quem deve fazer o exame?

    Mulheres com sangramento uterino anormal, pólipos, miomas, neoplasias, hiperplasias, corpo estranho, más-formações, cicatriz hipertrófica, endometriose, adenomiose, mola hidatiforme ou dispositivo intra uterino (DIU) sem fio podem ter que realizar a histeroscopia diagnóstica. O exame também costuma fazer parte da investigação de abortos de repetição e da infertilidade, permitindo muitas vezes a identificação do motivo por que a mulher não está engravidando.

    Por outro lado, a histeroscopia é contraindicada em caso de gravidez em curso, doença inflamatória pélvica não tratada e sangramento volumoso, incluindo a menstruação.

    Quando a histeroscopia diagnóstica é realizada?

    A melhor época para a realização da histeroscopia é na primeira fase do ciclo menstrual, entre o 5º e o 14º dia.

    Como saber se eu preciso realizar o exame?

    A histeroscopia diagnóstica só deve ser feita sob indicação médica, sendo recomendada quando o ginecologista suspeita de alguma alteração na cavidade uterina, como mioma ou pólipos. Geralmente outros exames, como o ultrassom pélvico, são realizados antes da histeroscopia diagnóstica.

    Ainda tem dúvidas sobre a histeroscopia diagnóstica? É só deixar um comentário!

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    Quais minhas chances de engravidar durante o período fértil?

    Quando um casal resolve ter filhos, o processo para engravidar pode levar meses e até anos. Isso pode ser algo absolutamente normal, principalmente por conta da ansiedade — e, em alguns casos, pode ser por causa de algum problema de fertilidade.

    Na busca pela maternidade, muitas mulheres já ouviram falar sobre o período fértil. Será que ele pode ser a solução para a longa espera? Continue a leitura deste artigo e saiba mais sobre o assunto!

    O que é o período fértil?

    O período fértil é a fase na qual a mulher ovula. Apesar de variar bastante de mulher para mulher, esse estágio acontece cerca de 14 dias antes da menstruação. Além da contagem de dias, que funciona principalmente para ciclos regulares, o corpo feminino passa por algumas mudanças durante esse período — o que permite identificá-lo.

    Quais são as chances de engravidar durante o período fértil?

    Durante o período fértil, as chances de engravidar aumentam cerca de 25%. Isso não quer dizer que a gravidez ocorre apenas durante o período fértil, mas que as chances são maiores nessa fase.

    As relações sexuais, nessa época, têm mais chances de gerar um embrião devido ao fato do óvulo durar cerca de 24 horas no organismo da mulher.

    Como identificar o período fértil?

    É possível identificar o período fértil por meio da contagem de dias ou da percepção de certos “sintomas” no corpo da mulher. O cálculo do período fértil te permite identificar o provável dia no qual ocorrerá a ovulação. Esse dia pode variar muito de mulher para mulher — e a cada ciclo menstrual de uma mesma mulher.

    Geralmente a ovulação ocorre 2 semanas antes do término do ciclo menstrual. Para identificar esse dia, é preciso que você saiba quanto tempo dura o seu ciclo — que começa no primeiro dia da menstruação e vai até o início da próxima.

    Para mulheres que não possuem ciclos muito regulares, a melhor forma de identificar o período fértil é por meio da observação do muco vaginal, uma das maneiras do corpo feminino se preparar para a fecundação. Como a ovulação dura cerca de 24h, o corpo da mulher produz um muco transparente e pegajoso, parecido com a clara do ovo — para preservar o espermatozoide vivo de 3 a 7 dias e facilitar seu trajeto do útero até as trompas.

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    A ansiedade reduz as chances de engravidar?

    Em casais férteis ou que estão passando por tratamento, a ansiedade pode ser um dos principais fatores que fazem com que a gravidez demore a chegar — ela pode até fazer com que a mulher fique sem ovular.

    Normalmente, um casal pode levar até 1 ano para conseguir engravidar. Se demorar mais que isso ou acreditar que há algo de errado com você ou com o seu parceiro, procure um médico.

    Se você está querendo engravidar, é preciso encarar o processo com entusiasmo e otimismo. Não deixe que a ansiedade atrapalhe esse sonho! Tenha consciência que é completamente normal que a gravidez não aconteça de um dia para o outro. Conheça seu corpo, seu período fértil e curta o momento. Não deixe que ele passe sem que você aproveite cada novidade que essa etapa representa!

    Gostou dessas dicas? Então confira este artigo e saiba como a união do casal pode ajudar a aumentar a fertilidade!

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      Equipe Médica Revisora do Texto

      Dr. Ricardo Marinho, Dra. Hérica Mendonça, Dra. Leci Amorim, Dr. Fábio Peixoto, Dra. Luciana Calazans e Dr. Leonardo.

      A união do casal pode ajudar a aumentar a fertilidade

      A dificuldade de engravidar é um problema frequente, que se apresenta em 1 entre 6 casais. No entanto, poucos deles se dão conta dos transtornos que podem surgir na hora de engravidar. O estresse e as pressões da vida cotidiana, dificuldades econômicas e a ansiedade para ter um filho são fatores que podem influenciam negativamente a fertilidade e também na união do casal.

      Mas a união e a amizade entre marido e mulher são uma forma de driblar essa situação e aumentar a fertilidade. Por isso, neste post vamos sugerir algumas dicas que podem melhorar o dia a dia de um casal, aumentando as chances da fecundação acontecer naturalmente. Continue lendo e acompanhe!

      Reduza o estresse no seu relacionamento

      Ter um bebê é parte de um sonho na vida da maioria dos casais. Por isso, quando a mulher encontra dificuldades para engravidar, pode sofrer um estresse que pode atrapalhar seu ciclo menstrual e a ovulação. Portanto, nesse momento é importante que nenhuma culpa seja atribuída, seja para o marido ou a esposa — o casal deve permanecer unido e enfrentar a dificuldade de engravidar juntos!

      É essencial combater o estresse para melhorar o funcionamento do seu sistema reprodutor e de todo o corpo. Dessa maneira, lembre-se de descansar, relaxar e fazer programas divertidos juntos. Praticar exercícios juntos também é uma ótima forma de melhorar o relacionamento e o funcionamento do organismo. É importante que o corpo esteja saudável, assim como a mente.

      Modifique alguns hábitos nocivos de vida.

      Há alguns hábitos que podem ser prejudiciais para a fertilidade, tanto da mulher quanto do homem. A ingestão de bebidas alcoólicas em excesso é um deles, afinal, o álcool pode diminuir a qualidade dos espermatozoides nos homens e atrofiar as células que produzem testosterona, principal hormônio masculino. Já nas mulheres, o álcool pode suspender a ovulação e afetar a produção de hormônios femininos necessários para a fertilidade. Além disso, o álcool pode afetar o desejo sexual, o que prejudica as relações.

      É fundamental que o casal esteja unido para mudá-los e conquistar um estilo de vida mais saudável. Outro hábito que deve ser eliminado é o uso de drogas, como o cigarro ou a maconha, pois esses produtos contêm milhares de substâncias nocivas não só para o sistema reprodutor, mas para todo o corpo. Lembre-se de que uma vida mais saudável é um fator imprescindível para a fertilidade e a boa convivência do casal.

      A união do casal ajuda a superar o trauma do tratamento para infertilidade

      O tratamento para infertilidade pode causar um estresse diário que influencia diretamente a vida e união do casal — o fato de não conseguir engravidar pode afetar a vida sexual do casal, assim como sua autoestima. Como o tratamento não tem garantias e pode demorar, o sexo pode se tornar algo automático e sem espontaneidade. É até possível que, com toda essa ansiedade, o relacionamento se enfraqueça!

      Porém, com apoio mútuo é possível superar essa fase e aumentar a fertilidade e a qualidade do relacionamento. Jamais se esqueça de que você e seu companheiro são um casal! Não deixe que seu relacionamento caia na rotina; saiam para passear e viajar, divirtam-se juntos. A vida vai além da infertilidade.

      Lembre-se como é importante ser paciente e sensível em relação aos sentimentos um do outro. Ser companheiro é estar sempre disponível para dar conselhos, e ouvir com a mente aberta. Desse modo, a união do casal fará toda a diferença no processo de engravidar!

      E então, gostou do post? Quer saber mais sobre o assunto? Baixe o nosso e-book e fique por dentro de outras informações!

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