Infertilidade transitória: o que é e como resolver?

Muitas vezes, a infertilidade é um estado temporário que pode se resolve completamente após a mudança de alguns hábitos de vida.

Quer descobrir o que é a infertilidade transitória, suas causas e como resolvê-la? Confira tudo aqui no nosso post!

O que é a infertilidade transitória?

A infertilidade transitória é definida como um período no qual o casal em idade fértil não consegue engravidar, podendo haver a recuperação da fertilidade no futuro.

O que causa a infertilidade transitória?

A infertilidade transitória é causada por hábitos de vida não saudáveis que afetam o funcionamento do sistema reprodutor e reduzem a fertilidade do indivíduo.

As principais causas são:

  • estresse;
  • tabagismo;
  • consumo excessivo de álcool;
  • obesidade;
  • sedentarismo;
  • prática excessiva de exercício físico;
  • baixo peso;
  • uso de drogas;
  • poluição atmosférica e toxinas ambientais;
  • consumo excessivo de chá de hibisco;
  • anabolizantes;
  • quimioterapia e radioterapia.

Como esses fatores causam a infertilidade?

Em geral, eles afetam a produção hormonal na mulher ou no homem, prejudicando alguma etapa essencial para a concepção.

As mulheres que fumam demoram, em média, o dobro do tempo para engravidar do que as não fumantes, por exemplo. Nos homens, o álcool costuma reduzir o nível de testosterona e alterar a forma e a função dos espermatozoides, prejudicando a ereção e a fecundação.

Esses fatores sempre geram infertilidade?

Não. Cada organismo reage à influência desses fatores de uma forma única e pouco previsível.

Assim, embora o estresse e a obesidade possam provocar infertilidade em um casal, isso não significa que outros casais na mesma situação não conseguirão engravidar.

A infertilidade transitória pode se tornar permanente?

A princípio não, já que, por definição, a infertilidade transitória ocorre como uma reação temporária do organismo a algum fator ambiental. Se esse fator for removido, o esperado é que a fertilidade retorne ao que era antes.

A quimioterapia e a radioterapia, no entanto, podem provocar uma infertilidade permanente, sendo indicado o congelamento de gametas antes da realização desse procedimento aos indivíduos que desejam ter filhos no futuro.

Como tratar a infertilidade transitória?

Antes de tudo, é preciso que o casal reconheça o estado de infertilidade, definido pela ausência de gestação após um ano de tentativas (se a idade da mulher for menor que 35 anos).

A partir de então, é necessário que o casal adote hábitos de vida saudáveis. Como, na maioria dos casos, é impossível apontar qual fator está influenciando mais a fertilidade, é importante agir sobre todas as possibilidades.

Ou seja, controlando o peso, adotando uma dieta rica em frutas, saladas e cereais, praticando exercícios físicos de intensidade moderada regularmente e abandonando o consumo de álcool, cigarro e outras drogas.

Ainda tem dúvidas sobre a infertilidade transitória? Escreva um comentário aqui no post!

Equipe Médica Revisora do Texto

Dr. Ricardo Marinho, Dra. Hérica Mendonça, Dra. Leci Amorim, Dr. Fábio Peixoto, Dra. Luciana Calazans e Dr. Leonardo.

Entenda o que é histerossalpingografia e sua importância

Se você sente que está difícil de engravidar, o seu médico precisará solicitar alguns exames e, a partir do resultado deles, dar o diagnóstico. Afinal, as causas da infertilidade podem ser muitas, tanto femininas quanto masculinas.

Por sorte, a causa da infertilidade pode ser na maioria das vezes identificada com base nos resultados de alguns exames principais, dentre eles, a histerossalpingografia, capaz de avaliar as condições do útero e principalmente das trompas. Com o diagnóstico correto, é possível fazer o tratamento mais adequado.

O que é histerossalpingografia

A histerossalpingografia é uma forma de raio-x utilizada para visualizar as trompas e a cavidade uterina.

Nesse exame, é possível que o médico conheça a forma e a estrutura do útero e saber se existe qualquer malformação ou cicatriz uterina que possa atrapalhar a aderência do óvulo fecundado.

Ele também permite verificar se as trompas estão bloqueadas, dificultando o caminho que o óvulo deve percorrer desde o ovário até o alojamento no útero e ainda serve para investigar repetidos abortos, uma vez que eles podem ser resultados de problemas uterinos. Além disso, a histerossalpingografia auxilia a diagnosticar outros problemas ginecológicos, como pólipos e miomas.

Como funciona o exame

Geralmente, órgãos como o útero são difíceis de visualizar em uma imagem de raio-x comum, porém, na histerossalpingografia, é inserido um contraste na cavidade do útero e nas trompas.

O contraste vai mapeando os órgãos enquanto percorre o sistema reprodutor feminino. Dessa maneira, o médico consegue observar a anatomia do útero e a morfologia das trompas e, assim, diagnosticar prováveis inconformidades dessas estruturas.

O procedimento dura aproximadamente 30 minutos. No começo do exame, pode acontecer de a paciente sentir uma leve cólica, mas esse desconforto vai embora em poucos minutos.

Recomendações para as pacientes

Para fazer a histerossalpingografia é importante tomar as seguintes precauções:

  • informar ao médico se estiver grávida ou se tiver suspeita de gravidez, pois o contraste pode atingir o feto;
  • ingerir corretamente os remédios receitados pelo médico para fazer o exame;
  • relatar ao médico sobre a existência de doenças inflamatórias ou sexualmente transmissíveis;
  • avisar ao médico se for alérgica a contraste iodado;
  • esvaziar a bexiga antes do procedimento;
  • evitar relações sexuais alguns dias após o exame.

 Vantagens da histerossalpingografia

Apesar de o nome poder assustar um pouco, a histerossalpingografia é um exame simples e rápido, trazendo uma série de benefícios, como se pode ver a seguir:

  • a histerossalpingografia é um exame pouco invasivo e que traz mínimas possibilidades de complicações;
  • o resultado do exame também ajuda no diagnóstico de doenças uterinas, como miomas e pólipos;
  • o procedimento pode, em algumas ocasiões, aumentar as taxas de gravidez espontâneas;
  • nenhum resíduo do contraste fica no organismo da paciente após a realização da histerossalpingografia.

Resultados do exame

A histerossalpingografia apenas analisa o interior do útero e das trompas para verificar se há anormalidades.

Outras estruturas pélvicas são avaliadas apenas através do ultravaginal, ressonância magnética ou visão direta como na videohisteroscopia e videolaparoscopia. com ressonância magnética ou ultrassom. Por isso, dependendo dos resultados, o seu médico poderá solicitar mais exames para diagnosticar a causa da infertilidade.

Esperamos que este artigo tenha contribuído para esclarecer como é feito o exame de histerossalpingografia e ajudar você a perder o medo de fazê-lo, caso seja solicitado por seu médico.

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