Qual a relação entre gravidez tardia e climatério?

A grande maioria das mulheres acredita que, com a chegada da menopausa, chega ao fim também o sonho de ser mãe um dia. Como já não menstruam mais – pelo menos não mais com a mesma regularidade — elas acreditam que uma gravidez já não é possível, o que não é verdade.

A mudança no ciclo só pode ser caracterizada como menopausa se a menstruação desaparecer por 12 meses consecutivos. Aquela fase em que a menstruação começa a ficar irregular, quando surgem as ondas de calor e alterações na libido, ainda não é menopausa: trata-se de um período conhecido como climatério, no qual ainda é possível engravidar, mas com chances bem reduzidas. É durante esse período que acontece o que chamamos de gravidez tardia.

Confira o nosso post e entenda melhor o que é o climatério e sua relação com a gravidez tardia.

Qual a diferença entre Climatério e Menopausa?

Como já citamos anteriormente, a menopausa é aquele período em que há ausência total do período menstrual durante um ano inteiro. Antes de a menstruação cessar de vez, ela fica irregular, podendo não acontecer durante um ou mais meses, mas, eventualmente, acontece. Nessa fase, os hormônios começam a sofrer grandes alterações, o que acaba ocasionado aquelas famosas ondas de calor e uma alteração da libido. Essa fase que antecede a menopausa chama-se climatério.

Como durante o climatério ainda existe o ciclo menstrual, mesmo que irregular, significa que ainda existe ovulação, por isso uma gravidez durante o climatério é totalmente possível, mesmo que seja bastante raro.

Na menopausa, por outro lado, a mulher não consegue mais engravidar naturalmente. Apesar disso, é possível engravidar durante essa fase contando com a ajuda da reprodução assistida. Em ambos os casos, a gravidez é considerada como tardia, como toda gravidez após os 40 anos de idade.

Como o relógio biológico impacta diretamente na fertilidade da mulher?

Homens podem gerar seus filhos durante praticamente toda a sua vida, mesmo depois dos 50, 60 ou 70 anos de idade. Embora sua fertilidade também sofra um declínio depois dos 45 anos, os homens continuam a produzir espermatozoides.

Com a mulher é diferente. As mulheres possuem um estoque de óvulos, algo que é determinado antes mesmo da menininha vir ao mundo. Desde o primeiro período menstrual e no decorrer de toda sua idade fértil, a mulher vai mês após mês liberando esses óvulos até eles se esgotarem na menopausa.

Como os fatores psicológicos podem afetar as chances de gravidez?

Antes dos 35 anos de idade, as chances de uma mulher engravidar são de aproximadamente 85%, mas com o passar da idade esse número diminui. Dos 40 aos 44 anos de idade, as chances diminuem para aproximadamente 10%. Depois disso, as chances são de menos de 5%.

E quanto mais o tempo passa, mais a mulher tende a ficar frustrada e ansiosa. Se isso já é um problema e impacta diretamente na fertilidade de mulheres em idade reprodutiva, imagine então depois dos 40 anos, quando cada tentativa passa a ser muito mais valiosa. Esses fatores psicológicos as vezes podem causar a falta de ovulação na mulher. Depois de tantas tentativas frustradas, muitas mulheres tendem a desanimar e entrar em crise emocional, o que pode dificultar ainda mais o processo.

No entanto, dispomos de muitos recursos hoje em dia, e a chegada da menopausa ou do climatério não significa que a mulher não esteja mais apta para ser mãe. É possível buscar ajuda profissional e conseguir uma gravidez tardia, basta ter perseverança e acompanhamento médico especializado.

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Equipe Médica Revisora do Texto

Dr. Ricardo Marinho, Dra. Hérica Mendonça, Dra. Leci Amorim, Dr. Fábio Peixoto, Dra. Luciana Calazans e Dr. Leonardo.

O uso de antidepressivos e o risco de autismo na gravidez

Um estudo publicado no Jornal Associação Médica Americana (Journal of the American Medical Association – JAMA) criou controvérsia ao afirmar que o uso de antidepressivos, em especial, os do tipo inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRS), no segundo e terceiro trimestre de gestação, estão associados a um risco 87% maior do bebê vir a ser diagnosticado com autismo.

Mas afinal, o que isso significa? Em que exatamente consiste o autismo? Mulheres grávidas deveriam parar de tomar antidepressivos? Há algum tipo de medicamento ou dosagem que seja seguro? Vamos responder tudo isso aqui. Confira!

O que é o autismo?

O termo autismo é usado para descrever um grupo de transtornos dentro do espectro autista. O quadro se caracteriza por dificuldades de interação social e comunicação, comportamentos repetitivos e interesses restritos a temas específicos.

É importante destacar o caráter espectral do transtorno autista, o que significa que crianças autistas podem ter desde um quadro leve que interfere pouco em seu convívio social a casos graves que afetam imensamente o dia a dia da criança e da família.

O que causa o autismo?

A causa do autismo ainda não está definida, mas sabe-se que esse transtorno tem uma base genética e ambiental, sendo influenciado por diversos fatores.

O que o autismo tem a ver com a depressão materna?

Previamente, já estava estabelecido que grávidas com depressão apresentavam um risco 20% maior de terem filhos com autismo do que grávidas sem depressão. O estudo publicado no JAMA, no entanto, trouxe a notícia que grávidas em uso de antidepressivos apresentam um risco 87% maior de terem uma criança autista.

Isso significa que, se em um grupo de crianças cuja mães não tomaram antidepressivos durante a gravidez, 100 crianças forem diagnosticadas com autismo, em um grupo com o mesmo número de crianças cujas mães tomaram antidepressivos durante a gravidez, 187 crianças (quase o dobro) seriam autistas.

Se o antidepressivo for do tipo ISRS (fluoxetina, citalopram, escitalopram, paroxetina, sertralina e fluvoxamina), o risco é ainda maior: de 117% (uma proporção de 217 crianças autistas x 100 crianças autistas).

No entanto, o próprio artigo levanta a necessidade de mais pesquisas para esclarecer qual é o real risco de autismo associado a cada tipo e dose de antidepressivo.

Como os antidepressivos podem causar autismo?

Como os antidepressivos agem sobre a expressão de neurotransmissores no sistema nervoso central, em especial a serotonina, é plausível assumir que eles atuariam também sobre o cérebro do bebê ainda dentro do útero. Como a serotonina é importante para o estabelecimento das conexões neurais durante a formação do cérebro no segundo e no terceiro trimestre, o antidepressivo poderia atrapalhar esse processo.

Isso significa que grávidas não devem tomar antidepressivos?

Não, mas o uso deve ser feito com cautela. O ideal é que o uso de medicamentos antidepressivos, não só em grávidas mas em toda a população, seja feito de forma criteriosa e como última opção terapêutica. Ou seja, antes do uso de medicamentos, é importante tratar a depressão com medidas conservadoras, como mudanças comportamentais e psicoterapia.

Apesar disso, é necessário também reconhecer a importância do medicamento para os casos que não são controlados de forma conservadora, mesmo que se trate de grávidas. O tratamento da depressão irá reduzir o risco de depressão pós-parto e permitirá que a mulher seja capaz de oferecer os cuidados necessários ao bebê.

Assim, quando bem indicado, o antidepressivo salva a vida tanto da mulher quanto do bebê. Nesses casos, no entanto, pode-se optar por antidepressivos que não sejam da classe dos ISRS em um primeiro momento, para tentar reduzir o potencial risco de autismo.

Ainda tem dúvidas sobre o tema? Deixe um comentário!

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6 livros que todos os casais devem ler antes de engravidar

O sonho de muitos casais é ter um filho para aumentar a família e, por isso, é bom o casal estar preparado para as mudanças que ocorrerão com a gravidez e a chegada do novo membro. Muitas expectativas, curiosidades e também dúvidas e esperanças rodam as cabeças das mamães e dos papais que se preparam para engravidar.

Uma boa solução é a leitura de alguns livros indicados para os casais que buscam começar essa emocionante jornada. Saiba agora os 6 livros que todos os casais devem ler antes de engravidar!

1. O que Esperar Quando Você Está Esperando, de Arlene Eisenberg, Heidi Murkoff e Sandee Hathaway

“O que Esperar Quando Você Está Esperando” é um guia prático para diversas dúvidas que os casais de primeira viagem costumam ter. Por exemplo: a escolha de um obstetra, os exames e a rotina do pré-natal. Fala também sobre sexo durante a gravidez, tipos de partos e outros assuntos necessários para as grávidas e sua família.

2. O Diário de Bordo da Família Grávida, de Luciana Herrero

Um livro dinâmico e de fácil leitura, no qual as fases da gravidez são divididas por capítulos. Com “O Diário de Bordo da Família Grávida”, você poderá tirar suas dúvidas e ainda agregar alguns conhecimentos não muito falados sobre a gravidez. Indispensável para o casal ler antes de engravidar!

3. Diário de um Grávido, de Renato Kaufmann

“Diário de um Grávido” é um livro bem descontraído, em que o autor mostra o lado masculino da gravidez, revelando como lidar com as mulheres e seus hormônios durante a gravidez. Também fala sobre o medo desde o dia da notícia da gravidez até o dia do nascimento do tão esperado bebê.

4. A Maternidade e o Encontro Com a Própria Sombra, de Laura Gutman

O livro “A Maternidade e o Encontro Com a Própria Sombra” é excelente para entender como a gravidez e um filho pode impactar a vida da mulher. Com esse livro, você saberá o que esperar durante a gravidez e a quantidade de hormônios que chegam com ela. E, ainda, como passar e superar os momentos de insegurança, frustração e a preocupação ao criar uma criança.

5. Origens Mágicas, Vidas Encantadas, de Deepak Chopra

“Origens Mágicas, Vidas Encantadas” é um livro com visão holística sobre a gravidez e a procriação. O livro aborda desde o processo da concepção até o nascimento e criação das crianças, sempre levando aos pais uma forma coerente e equilibrada para tal tarefa. Deepak Chopra já é um autor bastante conhecido por sua visão para grandes transformações pessoais e, nesse livro, ele fala especificamente sobre essa transformação durante a gravidez.

6. Criando Bebês Felizes, de Steve Biddulph

O livro “Criando Bebês Felizes” traz um manual do que realmente os bebês precisam até os 3 anos de idade. O autor enfatiza as necessidades das crianças e também alerta aos pais que sempre estão sem tempo para brincar, educar e dar amor aos filhos. Uma excelente leitura para quem deseja ter um bebê, que deve ser feita antes de engravidar.

Os casais ficam à flor da pele antes de engravidar, mas vale a pena pesquisar bastante sobre o assunto e manter a busca para a realização desse sonho. Além de se manter bastante informada, é ter uma alimentação saudável, assim como praticar exercícios físicos.

Quer saber mais sobre a importância dos exercícios físicos antes de engravidar? Leia nosso post sobre o assunto!

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5 alimentos e vitaminas indispensáveis durante a gravidez

Uma das principais preocupações durante a gestação é com a alimentação, que deve garantir todos os nutrientes, vitaminas e sais mineiras de que o bebê precisa para crescer forte e saudável pelos 9 meses.

Para a mãe manter uma alimentação equilibrada e nutritiva, é importante variar bastante o cardápio e investir em alimentos frescos e orgânicos, reduzindo o consumo de industrializados e processados, que podem conter grandes quantidades de gorduras, sódio, corantes e conservantes e poucos nutrientes.

Mas você sabe que alimentos devem fazer parte do seu cardápio em cada fase da gestação? Confira agora as principais vitaminas e nutrientes que não podem faltar na alimentação para grávidas e onde encontrá-los:

Ácido fólico

O ácido fólico é um nutriente de importância fundamental durante a gestação. Ele cumpre um papel imprescindível no fechamento do tubo do sistema nervoso do bebê, além de contribuir para a função cerebral. Por isso, além da alimentação, ele deve ser suplementado por toda a gravidez — a quantidade diária recomendada é de pelo menos 400 mcg. Ele pode ser encontrado em:

  • vegetais folhosos verde escuros (espinafre, couve, brócolis);
  • fígado (de galinha ou de boi);
  • lentilhas, feijão preto, grão de bico; e
  • frutas cítricas (laranjas, toranjas).

Vitamina D

A gestante precisa de pelo menos 1000 a 2000 UI diárias de vitamina D, essencial para a formação dos ossos e dentes do bebê. Além de caprichar na alimentação e separar 15 minutos diários para tomar sol (no começo da manhã ou final da tarde, preferencialmente), pode ser necessário suplementar essa vitamina, que pode ser encontrada em:

  • óleo de fígado de bacalhau;
  • ovos;
  • suco de laranja;
  • atum e sardinha em lata.

Cálcio

Aliado à vitamina D, o cálcio auxilia na formação dos dentes e ossos do bebê e também ajuda no controle da frequência cardíaca e no desenvolvimento dos nervos, coração e músculos. A dose diária recomendada (de 1000 mg) pode ser suprida aumentando o consumo de:

  • leite de vaca ou de soja;
  • iogurte e outros derivados do leite;
  • espinafre; e
  • castanha do pará.

Ferro

Durante a gestação, as necessidades diárias de ferro da mulher dobram, passando para 27 mg. Esse nutriente é responsável pela formação de glóbulos vermelhos e pelo transporte de oxigênio para as células. Alguns alimentos fontes de ferro são:

  • carne vermelha (bovina);
  • cereais integrais (quinoa, aveia, trigo);
  • gema de ovos; e
  • vegetais de cor verde escura (espinafre, rúcula, brócolis, agrião).

Outras vitaminas e minerais imprescindíveis na gravidez

Além desses nutrientes mais conhecidos, existem outras vitaminas e minerais extremamente importantes para uma gestação saudável e que não podem faltar na alimentação para grávidas:

  • Magnésio: ajuda na regulação dos níveis de açúcar e insulina no sangue e na formação dos tecidos;
  • Zinco: contribui para a formação dos órgãos, do sistema nervoso e do sistema circulatório;
  • Cobre: participa da formação do coração e do sistema nervoso do bebê;
  • Cromo: ajuda na síntese de proteínas dos tecidos;
  • Iodo: contribui para a regulação do metabolismo;
  • Manganês: tem um papel importante na síntese de gorduras e na formação dos ossos;
  • Fósforo: participa do processo de coagulação do sangue e no controle da frequência cardíaca;
  • Potássio: participa do metabolismo e das contrações musculares;
  • Vitamina A: contribui no desenvolvimento celular e na saúde dos olhos, pele e mucosas;
  • Vitamina C: participa da produção de colágeno, presente nas cartilagens, tendões, ossos e pele e auxilia na absorção do ferro;
  • Vitaminas do complexo B: tem diversos papéis na formação do bebê, desde o desenvolvimento do sistema nervoso até a formação do coração

E você, consegue variar a alimentação para consumir todos os nutrientes que o bebê precisa? Já sabia quais alimentos não podem faltar no seu prato? Tem alguma dúvida sobre como deve ser a alimentação para grávidas? Deixe seu comentário!

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Solucione as suas 4 maiores dúvidas sobre gravidez

A gravidez pode ser um dos processos mais transformadores na vida de qualquer pessoa, inspirando e estimulando positivamente pais e mães. A chegada do filho é o clímax de uma série de acontecimentos profundos que se iniciam com a descoberta da gestação por um casal.

Não é de se surpreender, então, que a gravidez também gere muita ansiedade, medo e questionamento, principalmente por parte da futura mãe, que encara e sente todas as transformações físicas e mentais da gestação em primeira mão.

É pensando nisso que preparamos este post, em que abordamos 4 das maiores dúvidas sobre gravidez. Confira!

Posso fazer musculação durante a gravidez?

Muitas pessoas têm em suas rotinas a prática regular de exercícios, principalmente aqueles que fortalecem e tonificam os músculos em geral. Os médicos não proíbem totalmente esta prática durante a gestação, mas emitem alertas que devem chamar atenção da mãe: a musculação pode danificar ossos e músculos e causar hemorragias e lesões que diminuem o fluxo sanguíneo da placenta e, consequentemente, para o bebê. Isso pode levar ao quadro de sofrimento fetal agudo, situação perigosa para mãe e seu futuro filho.

Dessa forma, é recomendado para quem já está acostumado a ir rotineiramente à academia que diminua a intensidade e frequência desses exercícios. Nada de “puxar ferro” demais! Já para aquelas que nunca fizeram musculação, é mais prudente deixá-la para depois. Exercícios físicos mais tranquilos devem ser preferidos, como a caminhada ou hidroginástica.

Posso dormir de barriga para baixo?

Muitas mulheres gestantes questionam se há algum perigo em dormir de bruços e a resposta é não. Caso não cause nenhum desconforto, é totalmente aceitável que se durma nessa posição durante a gravidez. Entretanto, é provável que, após o quarto mês de gestação, dormir de barriga para baixo seja extremamente desconfortável para a futura mãe.

Por isso, médicos aconselham que a melhor posição de sono para uma gestante é a virada para o lado esquerdo com um travesseiro entre as pernas; desta forma, o útero e bebê não vão pressionar a veia cava inferior da mulher, o que pode causar também desconforto.

Posso ir a shows ou baladas com música alta?

Futuras mães e pais podem ficar tão ansiosos com a gestação que cessam completamente suas atividades de lazer usuais, mesmo quando não há nenhum motivo sério para isso. Se a gestante deseja ir a locais com música alta, não há nenhuma restrição definitiva.

Porém, alguns cuidados devem ser observados: evitar lugares quentes e abafados demais, estar devidamente hidratada e alimentada antes de ir em shows deste tipo e manter-se a uma distância mais segura do ponto de origem da música. A mãe também deve evitar ao máximo o consumo de bebidas alcoólicas — destilados são totalmente proibidos!

No terceiro trimestre da gravidez, o feto já tem seus sentidos quase que completamente desenvolvidos. Assim, locais com som excessivamente alto serão percebidos pela criança, que pode ficar agitada e ansiosa. Acariciar e falar próximo à barriga são estratégias que podem acalmar o bebê nestas horas.

Posso viajar de avião?

Médicos recomendam que se evitem viagens de avião, principalmente quando são muito longas, já que gestantes por si só têm cinco vezes mais chances de ter trombose quando comparadas com pessoas não grávidas. Em voo, no qual a futura mãe pode precisar ficar horas sentada, esse risco dobra. Além disso, a altitude pode estimular o parto prematuro após a 28ª semana de gestação. Por isso, viagens de avião devem ser encaradas com cuidado.

Essas são algumas das várias dúvidas que podem afligir gestantes em qualquer estágio da gravidez. Como regra geral, aconselhamos: na dúvida, consulte o seu ginecologista obstetra para maiores esclarecimentos.

Gostou de saber mais das dúvidas sobre gravidez mais frequentes? Deixe seu comentário ou dúvida aqui! Aproveite também para curtir nossa página no Facebook para ficar por dentro de mais assuntos legais como esse! Até a próxima!

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Quais as chances de sucesso da fertilização in vitro?

Ter um filho é uma das coisas mais recompensantes do mundo e um dos desejos mais comuns de diversas pessoas, mesmo em tempos modernos. O foco no trabalho e no sucesso profissional definitivamente não conseguiu subsistir o prazer da paternidade ou maternidade, e por isso mesmo ainda vemos muita gente esperando ansiosamente esse momento.

No entanto, às vezes é necessário contar com uma ajudinha externa para conseguir isso. Alguns casais não engravidam com facilidade e recorrem para os modernos recursos da medicina. O lado bom é que eles estão cada vez mais eficientes e podem ajudar muito na realização desse sonho. Você com certeza já ouviu falar de fertilização in vitro, mas sabe ao certo quais são suas chances de sucesso? Para responder essa e outras perguntas, produzimos o artigo a seguir. Confira:

Como funciona a fertilização in vitro?

A fertilização in vitro é um dos tratamentos mais abrangentes para os casos de infertilidade. Seguro e experimentado, ele vem sendo indicado para casais que enfrentam diversos tipos de dificuldades, que vão desde endometriose até alterações na qualidade do sêmen, passando pela falha das alternativas de tratamento mais simples, como a inseminação intrauterina.

O processo — totalmente feito em laboratório — consiste em coletar os espermatozoides e colocá-los juntos ao óvulo, onde a fecundação ocorre naturalmente. Caso haja dificuldade na penetração, os gametas masculinos são então injetados. Feito isso, os embriões resultantes serão cultivados em laboratório por três a cinco dias e então colocados no útero da futura mamãe. As etapas seguintes são exatamente iguais a qualquer gestação.

Qual é a possibilidade de sucesso da fertilização in vitro?

As chances de sucesso variam de acordo com diversos critérios, mas o fato é que o processo é cada vez mais moderno e as probabilidades, cada vez maiores. Em média, podemos pensar em 40% de êxito, percentagem essa que depende e aumenta de acordo com as características de cada casal.

Existe alguma medicação especial?

Para aumentar as chances de sucesso da fertilização in vitro, utilizam-se comumente alguns medicamentos. Eles atuam no início do tratamento e servem para aumentar o número de óvulos disponíveis no ovário durante o ciclo menstrual, facilitando seu recolhimento por parte do médico responsável. Essa etapa é controlada com exames que avaliam a resposta aos fármacos e ajuda a decidir o momento ideal para a coleta.

Os bebês de fertilização in vitro correm mais riscos?

Não. Os bebês de fertilização in vitro têm as mesmas características dos bebês gerados pelo método tradicional. A gestação e suas etapas também não têm nenhuma diferença das gestações naturais de um casal com o mesmo perfil. No entanto, para que as chances de sucesso sejam ainda mais elevadas, é comum que os médicos utilizem alguns hormônios de suporte, apenas nas primeiras oito semanas de gravidez. Após esse período, a gestação ocorre naturalmente.

E então, entendeu melhor quais são as chances de sucesso das fertilizações in vitro? Elas são cada vez maiores e os casais podem considerar essa opção como uma alternativa viável e segura para o sonho de ter um herdeiro. Ficou com alguma dúvida? Tem alguma sugestão? Conte para nós nos comentários!

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    A importância dos exercícios físicos antes da gravidez

    Toda gestante sabe o quanto é importante para seu filho que ela cuide da própria saúde, antes, durante e depois da gravidez. Além dos cuidados tradicionais com a alimentação e visitas regulares ao médico, cada vez mais especialistas na área da saúde têm recomendado às suas pacientes que pretendem engravidar que iniciem, imediatamente, uma rotina de práticas leves ou moderadas de exercícios físicos.

    Ficou interessada em saber como esse hábito pode mudar completamente a vida de uma futura gestante? Confira nosso artigo sobre a importância dos exercícios físicos antes da gravidez!

    O Benefício dos exercícios físicos na saúde em geral

    Você já deve estar cansada de saber dos benefícios da prática de atividades físicas regulares para a sua saúde, não é mesmo? Fortalecimento muscular, melhor atividade cardiovascular e respiratória, manutenção do peso e aumento do metabolismo corporal, dentre várias outras vantagens, podem ser observados quando você decide adicionar esse hábito à sua rotina.

    Seria muita ingenuidade da nossa parte, portanto, não acreditar que a prática de exercícios físicos pode favorecer a saúde da mulher em uma fase tão importante da vida dela: a gestação. Mas atenção! Não estamos falando aqui somente da importância da prática de exercícios durante o período gestacional (que é sim essencial), mas sim da manutenção desse hábito antes da confirmação da gravidez.

    Os benefícios dos exercícios físicos antes da gravidez

    Aumento da fertilidade

    Um dos principais motivos que levam muitos especialistas em saúde da mulher a incentivar a prática de exercícios físicos nas suas pacientes que pretendem engravidar é o fato de que as atividades de intensidade moderada podem aumentar, significativamente, a fertilidade.

    Pesquisadores da Boston University School of Public Health constataram que a prática moderada de atividades físicas (nem intensa e nem leve demais) permitia que o organismo feminino fosse considerado mais saudável (com peso ideal e bom funcionamento do metabolismo), situação que favorecia a fertilidade nessas mulheres.

    Tanto as mulheres que se exercitavam demais quanto aquelas que não praticavam nenhum exercício tinham mais dificuldades para engravidar do que aquelas que optaram por fazer exercícios moderados.

    Melhor funcionamento dos sistemas corporais

    Exercitar-se também garante um melhor funcionamento do sistema cardiovascular e respiratório, situação que perdura até a constatação da gestação. Como o desenvolvimento do feto exige bastante do organismo feminino, é natural que os dois sistemas devam ser capazes de atender à demanda aumentada do corpo da gestante, especialmente no primeiro trimestre da gravidez.

    Mais compreensão da mudança corporal

    Mulheres que se exercitaram ao longo da vida têm mais facilidade para lidar com as mudanças corporais que a gestação pode causar na mulher. Como o aumento do volume do útero, das mamas e da região abdominal como um todo podem alterar o centro gravitacional da mulher, muitas gestantes encontram dificuldades para sustentar o novo corpo nos primeiros meses de gravidez.

    Para as mulheres que praticam atividades físicas, a adaptação ao novo centro gravitacional é mais fácil, além de ser percebida uma redução dos desconfortos musculares e ósseos causados pelo crescimento do bebê. Além desses benefícios, as mulheres que se exercitaram antes da gravidez também têm mais facilidade para dormir e sentem menos a tensão natural emocional que acompanha a mulher durante a gestação. Elas são mais tranquilas e serenas.

    Fortalecimento do core

    A gestação é um período no qual o corpo da mulher se modifica significativamente e praticar exercícios antes disso é uma forma de preparar o corpo, deixando-o mais fortalecido.

    A região do core (compreende região lombar e abdominal), que é responsável pelo equilíbrio, precisa ser constantemente trabalhada, já que com o crescimento da barriga o centro de gravidade da mulher se desloca para frente exigindo um pouco mais de força nessa região.

    Prevenção do sobrepeso

    Não é uma regra, mas é comum que as gestantes ganhem peso extra durante a gravidez. O fato de se exercitarem antes que isso aconteça ajuda a diminuir os níveis de gordura corporal e também a ocorrer um emagrecimento. Dessa forma, caso ocorra um aumento dos números da balança, ele não será tão negativo quanto poderia ser.

    Melhora do sistema respiratório

    Com o avançar da gestação, o bebê toma mais espaço dentro da mãe e empurra alguns órgãos, entre eles o pulmão. A expansibilidade dele fica menor durante a gravidez, mas se você já vinha praticando exercícios como caminhada ou Pilates (ótimo para controle respiratório), o incômodo gerado por esse acontecimento será bem menor e, consequentemente, o cansaço, que é muito comum nos últimos meses, também irá diminuir.

    Preparação de músculos importantes

    Existem alguns exercícios que ajudam a fortalecer músculos estratégicos para as futuras gestantes, especialmente para aquelas que desejam ter um parto normal.

    A região lombar precisa ter um bom preparo porque a curvatura da coluna muda com o passar do tempo e, se a musculatura não estiver preparada para isso, pode causar fortes dores nas costas, muito comuns em grávidas.

    Outro grupo muscular que precisa de um bom treinamento é o do assoalho pélvico. Além de gerar mais força para o parto normal, ele também ajuda a mulher nos últimos meses de gestação, quando é necessário ir ao banheiro constantemente, já que a bexiga é comprimida pela criança.

    Escolha exercícios que possam ser mantidos

    O ideal é começar a praticar os exercícios, pelo menos, 6 meses antes de tentar engravidar. Faça opções por atividades físicas que possam ser mantidas mesmo depois de conseguir isso. Por exemplo, uma caminhada leve, hidroginástica, entre outros.

    Como os 3 primeiros meses são os mais críticos, pois é nesse período que há uma maior probabilidade de acontecer um aborto espontâneo, o seu médico pode proibir qualquer tipo de exercício, especialmente o Pilates. Mas provavelmente você poderá voltar a praticá-los sem qualquer problema após esse tempo, desde que com orientação médica, é claro.

    Outros benefícios

    Praticar exercícios físicos antes da gravidez oferece várias vantagens, não só as físicas, mas também as emocionais. Eles ajudam a reduzir a ansiedade, muito comum entre as mulheres que querem engravidar, e também aumentam a sensação de bem-estar por conta da liberação de substâncias como a serotonina e a dopamina. Antes de praticar qualquer tipo de atividade é aconselhável consultar um médico para ter mais segurança.

    Você praticou exercícios antes da gravidez? Conte pra gente quais benefícios percebeu durante a gestação graças a esse hábito! Deixe um comentário!

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    Testes de gravidez caseiros: Posso confiar neles?

    Enquanto alguns casais aguardam ansiosamente pela confirmação de que um bebê está a caminho, outros são pegos totalmente de surpresa com a chegada de um novo membro à família. Independentemente de quais sejam os planos do casal sobre ter filhos, a dúvida sobre o fato de a mulher estar ou não estar grávida gera grande expectativa. Um simples atraso na menstruação é o suficiente para que ideias mirabolantes venham à tona.

    Toda essa expectativa pode levar o casal a realizar testes de gravidez caseiros e tirar conclusões erradas sobre a situação que estão passando. Mas será que eles são mesmo confiáveis? Conheça alguns dos testes caseiros mais famosos e a resposta a essa pergunta no post de hoje.

    Os testes de gravidez caseiros mais famosos

    Água sanitária

    Nesse teste, a mulher deve urinar dentro de um recipiente e logo em seguida adicionar água sanitária. Caso haja mudança da cor da urina ou uma efervescência, o resultado é positivo. Caso contrário, é negativo.

    Óleo de pinho

    Esse teste requer que a mulher urine em um recipiente e misture uma quantia de óleo essencial de pinho. Se a mistura mudar de cor, o resultado é positivo.

    Agulha

    Para a realização desse teste, a mulher precisa pegar um recipiente, colocar uma agulha dentro dele e urinar. Após isso, o recipiente deve ser fechado por oito horas. Passado esse período, se agulha mudar de cor o resultado pode ser considerado positivo.

    Cloro

    A mulher deve urinar em um copo descartável e logo após adicionar cloro sobre a urina, se a coloração resultante da mistura for escura o resultado é positivo, caso a mistura não apresente alteração de coloração o resultado é negativo.

    Fervura da urina

    Para fazer esse teste, a mulher deve ferver a urina, de preferência em um recipiente de alumínio. Caso a urina ferva de modo semelhante ao do leite, ou seja, levantar e formar uma substância parecida com uma nata, então o resultado é positivo. Se a urina apresentar uma fervura como a da água, ou seja, ficar apenas borbulhando, então o resultado é negativo.

    A opinião de especialistas

    Ginecologistas destacam que esses testes caseiros de gravidez podem ser considerados apenas como crenças populares. Todos servem apenas para amenizar ou diminuir a ansiedade e não podem ser considerados confiáveis, pois não há qualquer tipo de comprovação ou lógica cientifica. Os testes de gravidez comprovados cientificamente são os testes de sangue e de urina.

    Sangue

    O teste de sangue é capaz de detectar o hormônio da gravidez — o HCG — poucos dias depois da fecundação, ou seja, no surgimento dos primeiros sintomas de gravidez, antes mesmo do atraso menstrual.

    Urina

    O teste de urina é mais confiável a partir do momento em que há um atraso da menstruação. Porém, se a gravidez ainda estiver em estágio inicial, os níveis de HCG na urina podem ser pequenos e não ser detectados pelo teste, gerando assim um resultado falso negativo em um momento em que a mulher está grávida. Por outro lado, se o resultado do teste de urina for positivo, então realmente a mulher está grávida.

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    Em caso de teste de urina positivo, é recomendado ao casal que procure um ginecologista, que provavelmente solicitará um exame de sangue realizado em laboratório a fim de realmente comprovar a gravidez. Testes caseiros devem ser evitados, ou então realizados apenas como forma de descontração e brincadeira entre o casal, sem qualquer esperança de resultado correto.

    Você já fez ou conhece alguém que tenha feito um teste de gravidez caseiro? Qual foi feito e qual foi o resultado obtido? Conte pra gente essa história nos comentários.

    Equipe Médica Revisora do Texto

    Dr. Ricardo Marinho, Dra. Hérica Mendonça, Dra. Leci Amorim, Dr. Fábio Peixoto, Dra. Luciana Calazans e Dr. Leonardo.