Você sabe o que é a ovodoação? Entenda.

Quando se fala em banco de gametas, que pode ajudar casais a realizarem o sonho da chegada de um filho, a primeira coisa que vem à mente são os espermatozoides, certamente. Mas eles não são os únicos.

A doação de óvulos, também chamada de ovodoação, é tão importante para as técnicas de reprodução assistida quanto a de sêmen. No Brasil, há uma legislação específica para esses casos, que regulamenta a doação e a recepção do material.

Importância da Ovodoação

A doação de óvulos é um ato solidário, realizado por mulheres em idade fértil e em boas condições reprodutivas que queiram ajudar aquelas que não se encontram na mesma situação. Quer saber mais sobre o assunto e como funciona o processo de doação de óvulos? Então, acompanhe o nosso post. Reunimos algumas informações básicas para te ajudar.

Ovodoação: o que é e quem pode fazer

Apesar de ser um processo simples, a ovodoação envolve muitos tabus e controvérsias, principalmente pela falta de informação adequada. É, antes de tudo, um ato de solidariedade e altruísmo de mulheres em idade reprodutiva e boas condições, que doam para aquelas que, por motivos variados, não possam ou não consigam utilizar os seus óvulos, ajudando a realizar o sonho da maternidade.

Como o processo ocorre?

A doação de óvulos é um processo voluntário, anônimo e que não pode envolver relação financeira de caráter lucrativo ou comercial. As doadoras precisam atender a uma série de critérios importantes, como idade entre 18 e 34 anos, ter boa saúde comprovada através da realização de exames, não possuir risco de transmissão de doenças genéticas ou sexuais e, quando casada, precisa contar com o consentimento do parceiro, comprovado legalmente. No Brasil, o procedimento é regulamentado pelo Conselho Federal de Medicina (CFM).

Além disso, a doadora precisa fornecer algumas informações pessoais, como peso, altura, características físicas e grupo sanguíneo. Contudo, a identidade de ambas permanece anônima e nenhuma das duas pode ter contato com a outra, tanto durante processo do tratamento quanto posteriormente. Da mesma forma, a doadora nunca poderá obter informações sobre as possíveis crianças geradas ou mesmo ter contato com elas. Tudo isso garante mais segurança para todos os envolvidos.

Como realizar a doação

As mulheres que atendam aos critérios e desejem doar os seus óvulos devem procurar a clínica de reprodução assistida mais próxima de sua residência. A primeira etapa consiste no preenchimento de um formulário que será analisado pela equipe médica do local. Esse processo pode não ser imediato, já que, para doar, é necessário ter uma receptora compatível com o mesmo perfil aguardando. Se houver, a doadora passa por entrevistas e uma série de exames que atestem os requisitos de saúde necessários para a doação dos gametas.

Confirmados os critérios básicos, a doadora estabelece um contrato com a clínica responsável e o procedimento começa a ser realizado. Primeiramente, a mulher faz uso de medicamentos que estimulam uma maior produção ovariana durante alguns dias.

Acompanhamento da equipe médica

O processo é acompanhado pelos médicos e, quando avaliado o melhor momento para coleta dos óvulos, eles são retirados por meio de punção ovariana. Após esse processo, os óvulos são analisados e selecionados em laboratório para poderem ser fecundados e, logo após, injetados no útero que irá gerá-los.

Durante todo o tratamento, são necessárias algumas restrições quanto ao uso de bebidas alcóolicas e drogas, práticas sexuais e outras indicadas pelo médico.

Outra opção é a chamada doação de óvulos compartilhada, que pode ser realizada por mulheres que estejam passando pelo processo de fertilização in vitro (FIV) e queiram doar os seus óvulos para aquelas que estejam realizando o procedimento ao mesmo tempo. Nesse caso, o custo do tratamento da doadora pode ser compartilhado com a receptora. Assim como no anterior, esse processo é mediado pela clínica e deve envolver todos os critérios de anonimato.

A doadora de óvulos tem menos chances de engravidar no futuro?

Essa é uma das dúvidas mais comuns entre as mulheres que têm vontade de doar os seus óvulos. Pode ficar tranquila, o processo não interfere na capacidade reprodutiva, nem a curto ou longo prazo.

Estimulação Ovariana

A estimulação ovariana, por meio do qual é realizada a captação dos gametas femininos, ativa o desenvolvimento de óvulos que seriam naturalmente descartados pelo corpo da mulher.

Isso acontece porque a mulher nasce com uma quantidade fixa de óvulos (entre 500 mil e 1 milhão) que vão se perdendo ao longo da vida até chegar na menopausa. Durante a idade reprodutiva, a cada ciclo menstrual, vários óvulos iniciam o crescimento, mas apenas um se desenvolve o suficiente para ovular e, posteriormente, ser fecundado. Os outros, que não foram utilizados, são eliminados pelo corpo.

Se você chegou até aqui, pôde conhecer informações básicas sobre a ovodoação, que auxilia mulheres que não podem utilizar seus próprios óvulos a realizar o sonho da maternidade. Como foi abordado, esse é, antes de tudo, um ato de solidariedade, já que não envolve nenhum tipo de relação lucrativa.

Se você atende aos critérios básicos e pensa em realizar a ovodoação, agende uma consulta conosco. A Pró-Criar é uma clínica especializada em medicina reprodutiva e conta com uma equipe multidisciplinar preparada para te atender, de forma ética e responsável.

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    6 Mitos sobre a Fertilização in Vitro

    Você sabia que muitas informações espalhadas sobre a Fertilização in Vitro são mitos?

    Reunimos os 6 principais mitos sobre a Fertilização in Vitro e os desvendamos para você!

    Neste artigo você irá aprender:

    • Pra quem a Fertilização in Vitro é indicada
    • Se existe diferença entre a Fertilização in Vitro e a Inseminação Artificil
    • A relação entre a Fertilização in Vitro e a prevenção de doenças hereditárias
    • E muito mais!

    LEIA O ARTIGO GRATUITAMENTE!

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    Infertilidade transitória: o que é e como resolver?

    Muitas vezes, a infertilidade é um estado temporário que pode se resolve completamente após a mudança de alguns hábitos de vida.

    Quer descobrir o que é a infertilidade transitória, suas causas e como resolvê-la? Confira tudo aqui no nosso post!

    O que é a infertilidade transitória?

    A infertilidade transitória é definida como um período no qual o casal em idade fértil não consegue engravidar, podendo haver a recuperação da fertilidade no futuro.

    O que causa a infertilidade transitória?

    A infertilidade transitória é causada por hábitos de vida não saudáveis que afetam o funcionamento do sistema reprodutor e reduzem a fertilidade do indivíduo.

    As principais causas são:

    • estresse;
    • tabagismo;
    • consumo excessivo de álcool;
    • obesidade;
    • sedentarismo;
    • prática excessiva de exercício físico;
    • baixo peso;
    • uso de drogas;
    • poluição atmosférica e toxinas ambientais;
    • consumo excessivo de chá de hibisco;
    • anabolizantes;
    • quimioterapia e radioterapia.

    Como esses fatores causam a infertilidade?

    Em geral, eles afetam a produção hormonal na mulher ou no homem, prejudicando alguma etapa essencial para a concepção.

    As mulheres que fumam demoram, em média, o dobro do tempo para engravidar do que as não fumantes, por exemplo. Nos homens, o álcool costuma reduzir o nível de testosterona e alterar a forma e a função dos espermatozoides, prejudicando a ereção e a fecundação.

    Esses fatores sempre geram infertilidade?

    Não. Cada organismo reage à influência desses fatores de uma forma única e pouco previsível.

    Assim, embora o estresse e a obesidade possam provocar infertilidade em um casal, isso não significa que outros casais na mesma situação não conseguirão engravidar.

    A infertilidade transitória pode se tornar permanente?

    A princípio não, já que, por definição, a infertilidade transitória ocorre como uma reação temporária do organismo a algum fator ambiental. Se esse fator for removido, o esperado é que a fertilidade retorne ao que era antes.

    A quimioterapia e a radioterapia, no entanto, podem provocar uma infertilidade permanente, sendo indicado o congelamento de gametas antes da realização desse procedimento aos indivíduos que desejam ter filhos no futuro.

    Como tratar a infertilidade transitória?

    Antes de tudo, é preciso que o casal reconheça o estado de infertilidade, definido pela ausência de gestação após um ano de tentativas (se a idade da mulher for menor que 35 anos).

    A partir de então, é necessário que o casal adote hábitos de vida saudáveis. Como, na maioria dos casos, é impossível apontar qual fator está influenciando mais a fertilidade, é importante agir sobre todas as possibilidades.

    Ou seja, controlando o peso, adotando uma dieta rica em frutas, saladas e cereais, praticando exercícios físicos de intensidade moderada regularmente e abandonando o consumo de álcool, cigarro e outras drogas.

    Ainda tem dúvidas sobre a infertilidade transitória? Escreva um comentário aqui no post!

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    Entenda o que é histerossalpingografia e sua importância

    Se você sente que está difícil de engravidar, o seu médico precisará solicitar alguns exames e, a partir do resultado deles, dar o diagnóstico. Afinal, as causas da infertilidade podem ser muitas, tanto femininas quanto masculinas.

    Por sorte, a causa da infertilidade pode ser na maioria das vezes identificada com base nos resultados de alguns exames principais, dentre eles, a histerossalpingografia, capaz de avaliar as condições do útero e principalmente das trompas. Com o diagnóstico correto, é possível fazer o tratamento mais adequado.

    O que é histerossalpingografia

    A histerossalpingografia é uma forma de raio-x utilizada para visualizar as trompas e a cavidade uterina.

    Nesse exame, é possível que o médico conheça a forma e a estrutura do útero e saber se existe qualquer malformação ou cicatriz uterina que possa atrapalhar a aderência do óvulo fecundado.

    Ele também permite verificar se as trompas estão bloqueadas, dificultando o caminho que o óvulo deve percorrer desde o ovário até o alojamento no útero e ainda serve para investigar repetidos abortos, uma vez que eles podem ser resultados de problemas uterinos. Além disso, a histerossalpingografia auxilia a diagnosticar outros problemas ginecológicos, como pólipos e miomas.

    Como funciona o exame

    Geralmente, órgãos como o útero são difíceis de visualizar em uma imagem de raio-x comum, porém, na histerossalpingografia, é inserido um contraste na cavidade do útero e nas trompas.

    O contraste vai mapeando os órgãos enquanto percorre o sistema reprodutor feminino. Dessa maneira, o médico consegue observar a anatomia do útero e a morfologia das trompas e, assim, diagnosticar prováveis inconformidades dessas estruturas.

    O procedimento dura aproximadamente 30 minutos. No começo do exame, pode acontecer de a paciente sentir uma leve cólica, mas esse desconforto vai embora em poucos minutos.

    Recomendações para as pacientes

    Para fazer a histerossalpingografia é importante tomar as seguintes precauções:

    • informar ao médico se estiver grávida ou se tiver suspeita de gravidez, pois o contraste pode atingir o feto;
    • ingerir corretamente os remédios receitados pelo médico para fazer o exame;
    • relatar ao médico sobre a existência de doenças inflamatórias ou sexualmente transmissíveis;
    • avisar ao médico se for alérgica a contraste iodado;
    • esvaziar a bexiga antes do procedimento;
    • evitar relações sexuais alguns dias após o exame.

     Vantagens da histerossalpingografia

    Apesar de o nome poder assustar um pouco, a histerossalpingografia é um exame simples e rápido, trazendo uma série de benefícios, como se pode ver a seguir:

    • a histerossalpingografia é um exame pouco invasivo e que traz mínimas possibilidades de complicações;
    • o resultado do exame também ajuda no diagnóstico de doenças uterinas, como miomas e pólipos;
    • o procedimento pode, em algumas ocasiões, aumentar as taxas de gravidez espontâneas;
    • nenhum resíduo do contraste fica no organismo da paciente após a realização da histerossalpingografia.

    Resultados do exame

    A histerossalpingografia apenas analisa o interior do útero e das trompas para verificar se há anormalidades.

    Outras estruturas pélvicas são avaliadas apenas através do ultravaginal, ressonância magnética ou visão direta como na videohisteroscopia e videolaparoscopia. com ressonância magnética ou ultrassom. Por isso, dependendo dos resultados, o seu médico poderá solicitar mais exames para diagnosticar a causa da infertilidade.

    Esperamos que este artigo tenha contribuído para esclarecer como é feito o exame de histerossalpingografia e ajudar você a perder o medo de fazê-lo, caso seja solicitado por seu médico.

    E agora, depois da leitura, não deixe de curtir a nossa página no Facebook para conhecer mais sobre outros exames que diagnosticam infertilidade e as opções capazes de ajudar você a realizar o sonho de ter um filho!

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    Qual a relação entre gravidez tardia e climatério?

    A grande maioria das mulheres acredita que, com a chegada da menopausa, chega ao fim também o sonho de ser mãe um dia. Como já não menstruam mais – pelo menos não mais com a mesma regularidade — elas acreditam que uma gravidez já não é possível, o que não é verdade.

    A mudança no ciclo só pode ser caracterizada como menopausa se a menstruação desaparecer por 12 meses consecutivos. Aquela fase em que a menstruação começa a ficar irregular, quando surgem as ondas de calor e alterações na libido, ainda não é menopausa: trata-se de um período conhecido como climatério, no qual ainda é possível engravidar, mas com chances bem reduzidas. É durante esse período que acontece o que chamamos de gravidez tardia.

    Confira o nosso post e entenda melhor o que é o climatério e sua relação com a gravidez tardia.

    Qual a diferença entre Climatério e Menopausa?

    Como já citamos anteriormente, a menopausa é aquele período em que há ausência total do período menstrual durante um ano inteiro. Antes de a menstruação cessar de vez, ela fica irregular, podendo não acontecer durante um ou mais meses, mas, eventualmente, acontece. Nessa fase, os hormônios começam a sofrer grandes alterações, o que acaba ocasionado aquelas famosas ondas de calor e uma alteração da libido. Essa fase que antecede a menopausa chama-se climatério.

    Como durante o climatério ainda existe o ciclo menstrual, mesmo que irregular, significa que ainda existe ovulação, por isso uma gravidez durante o climatério é totalmente possível, mesmo que seja bastante raro.

    Na menopausa, por outro lado, a mulher não consegue mais engravidar naturalmente. Apesar disso, é possível engravidar durante essa fase contando com a ajuda da reprodução assistida. Em ambos os casos, a gravidez é considerada como tardia, como toda gravidez após os 40 anos de idade.

    Como o relógio biológico impacta diretamente na fertilidade da mulher?

    Homens podem gerar seus filhos durante praticamente toda a sua vida, mesmo depois dos 50, 60 ou 70 anos de idade. Embora sua fertilidade também sofra um declínio depois dos 45 anos, os homens continuam a produzir espermatozoides.

    Com a mulher é diferente. As mulheres possuem um estoque de óvulos, algo que é determinado antes mesmo da menininha vir ao mundo. Desde o primeiro período menstrual e no decorrer de toda sua idade fértil, a mulher vai mês após mês liberando esses óvulos até eles se esgotarem na menopausa.

    Como os fatores psicológicos podem afetar as chances de gravidez?

    Antes dos 35 anos de idade, as chances de uma mulher engravidar são de aproximadamente 85%, mas com o passar da idade esse número diminui. Dos 40 aos 44 anos de idade, as chances diminuem para aproximadamente 10%. Depois disso, as chances são de menos de 5%.

    E quanto mais o tempo passa, mais a mulher tende a ficar frustrada e ansiosa. Se isso já é um problema e impacta diretamente na fertilidade de mulheres em idade reprodutiva, imagine então depois dos 40 anos, quando cada tentativa passa a ser muito mais valiosa. Esses fatores psicológicos as vezes podem causar a falta de ovulação na mulher. Depois de tantas tentativas frustradas, muitas mulheres tendem a desanimar e entrar em crise emocional, o que pode dificultar ainda mais o processo.

    No entanto, dispomos de muitos recursos hoje em dia, e a chegada da menopausa ou do climatério não significa que a mulher não esteja mais apta para ser mãe. É possível buscar ajuda profissional e conseguir uma gravidez tardia, basta ter perseverança e acompanhamento médico especializado.

    Quer saber mais sobre fertilidade, gravidez e muito mais? Então assine a nossa newsletter e não perca mais nenhum dos nossos conteúdos!

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    Desvende os 5 maiores mitos sobre período fértil

    Seja para engravidar ou para prevenir uma concepção, muitas mulheres se preocupam sobre o período fértil. O assunto é tão comum e desperta tanta curiosidade que criou uma série de mitos — e muitos deles são tratados como verdades absolutas até hoje.

    Para entender melhor sobre o assunto e saber o que é verdade sobre esse tema, confira este artigo!

    Tenho 100% de chance de engravidar em um período do mês

    É muito comum ver mulheres (e homens) que acreditam existir um dia D, em que as chances de engravidar são de 100%. Na realidade, pesquisas têm revelado que esse é um grande mito. Um casal saudável, por exemplo, que não faz uso dos métodos de contracepção, tem de 20 a 25% de chances de engravidar, em um ciclo menstrual.

    É melhor engravidar no 14º dia do meu ciclo

    Esse mito faz um pouco de sentido, mas não é uma verdade absoluta. Seus dias mais férteis dentro do ciclo são o da ovulação e o dia anterior, o que normalmente acontece entre o dia 11 e 16 ao ciclo menstrual, sendo que o primeiro dia do ciclo é o 1º de sangramento menstrual.

    Entretanto, o ciclo pode variar muito de mulher para mulher, tendo algumas com ciclo de 35 dias, 28, enquanto outras têm ciclo de 20 dias. Uma diferença e tanta, não é? Nesse caso de ciclo curto, você provavelmente vai ovular antes do 14º dia.

    Quem toma anticoncepcional por muito tempo demora a engravidar

    Esse é outro mito muito difundido entre as mulheres, mas não é uma regra. Existem algumas mulheres que tomam anticoncepcional por 10 anos e, quando param, engravidam no mês seguinte.

    Ainda assim, demorar de 6 meses a 1 ano para conseguir engravidar é um período muito comum. Como as mulheres se preveniram durante muito tempo, não sabem como é tentar engravidar antes de interromper o uso da pílula. Entretanto, a fertilidade volta ao que era antes no mês seguinte que a mulher interrompeu o uso do anticoncepcional oral.

    Quem opta por um tratamento para engravidar terá gêmeos

    É maiso comum que as pessoas que fizeram tratamento para engravidar tenham gêmeos (ou até trigêmeos), mas isso não acontece sempre. As chances são mesmo maiores, pois a mulher produz mais óvulos com o estímulo do ovário.

    Além disso, no caso da fertilização in vitro, mais de um embrião pode ser colocado no útero da mulher, medida que também aumenta as chances consideravelmente, mas, como falamos, isso não é uma regra.

    É possível engravidar durante a menstruação

    Segundo diversos especialistas, essa não é uma possibilidade. A menstruação é justamente o descamar do endométrio, uma das paredes do útero. Com isso, o embrião pode até chegar a ser formado, mas ele não teria como se desenvolver no organismo da mulher.

    Depois de ler todos esses mitos, é possível perceber que você provavelmente já acreditou em algum deles, certo? Justamente por isso, conhecer as verdades sobre o período fértil ainda é a melhor maneira de entender, facilitar uma gravidez ou até se proteger de uma!

    E você? Tem algum questionamento que não sabe se é verdade ou mito? Comente no espaço abaixo que vamos te ajudar a esclarecer a questão!

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    5 fatores que levam as mulheres a fazer criopreservação de embriões

    Com os avanços da medicina, as chances de realizar o sonho de ser mãe aumentam a cada dia. Com a descoberta de novos métodos, diversas situações que podiam adiar ou anular esse desejo têm sido superadas. A criopreservação ou congelamento de embriões é uma dessas possibilidades: um dos métodos de tentativa de preservação de fertilidade mais usados e confiáveis.

    A criopreservação é um dos métodos que podem ser utilizados no adiamento da maternidade por razões médicas ou pessoais. Nesse processo, os embriões são congelados e têm a qualidade preservada, para serem usados posteriormente. Para isso, é preciso realizar a fertilização in vitro.

    Inseminação intrauterina e fertilização in vitro: qual a diferença?

    Muitos dizem que para contornar as dificuldades de engravidar é necessário apenas dar tempo ao tempo, mas isso não passa de um mito. Muitas vezes o que ocorre é um problema médico que afeta grande parte da população e soa como um pesadelo para quem sonha em ter filhos.

    A boa notícia é que essa condição é tratável na maioria das vezes, possibilitando uma gestação saudável. Os métodos de reprodução assistida, por exemplo, são procedimentos que ajudam diversos casais a engravidar de maneira segura e eficaz.

    Entre os métodos de reprodução assistida, encontram-se a inseminação intrauterina e a fertilização in vitro, procedimentos que ainda geram algumas dúvidas. Pensando nisso, no post de hoje explicaremos um pouco mais sobre eles. Acompanhe!

     

    Quais são os sinais de que há algo errado?

    A maioria dos casais deve visitar um médico após um ano de tentativas de engravidar sem sucesso, ou seja, após 12 meses de relações sexuais regulares sem uso de nenhum método anticoncepcional.

    Se a mulher tiver mais que 35 anos essa visita tem que ser após 6 meses. Para os homens, os problemas mais comuns são alterações na contagem, mobilidade, morfologia dos espermatozoides e diferentes bloqueados.

    Já para as mulheres: ovários que não liberam óvulos regularmente, trompas de Falópio bloqueadas e problemas uterinos.

     

    O que é a inseminação intrauterina?

    A inseminação intrauterina envolve a inserção de uma amostra do sêmen do parceiro, que foi previamente coletado e preparado, no interior do útero imediatamente antes da ovulação. Assim, os espermatozoides chegam até os óvulos e trompas, ocorrendo a fertilização e formação do embrião.

    O procedimento é frequentemente recomendado como tratamento inicial e para os casos de baixa complexidade e indução da ovulação. Dependendo do caso, tratamentos de fertilidade mais complexos podem ser indicados.

     

    O que é a fertilização in vitro?

    A fertilização in vitro é um processo em que a fertilização dos óvulos ocorre num laboratório, ou seja, fora da trompa de Falópio. O procedimento pode ser feito de duas maneiras: os espermatozoides são colocados ao redor dos óvulos e eles fertilizam os óvulos por sí próprios; ou por meio da injeção intracitoplasmática, quando o espermatozoide é inserido no interior do óvulos com o auxílio de uma agulha.

    Os embriões fertilizados são mantidos no laboratório por um prazo de 2 a 7 dias antes de serem transferidos para o útero da mulher, em um procedimento simples chamado transferência de embriões. Assim como na inseminação, pode ocorrer a estimulação dos ovários por meio de medicamentos.

     

    Quais são os efeitos colaterais?

    Os efeitos colaterais desses tratamentos também são rodeados de mitos, entretanto, eles raramente são graves. Inchaço, dores de cabeça e dores pélvicas são os efeitos mais comuns de quem se submete a algum desses processos.

    O mais grave que pode acontecer é a Síndrome de Hiperestimulação Ovariana, que consiste basicamente no acúmulo de líquido na região abdominal causado pela resposta excessiva aos medicamentos. Mas com os testes e protocolos medicamentosos cada vez mais rigorosos, as chances desse problema acontecer são cada vez menores.

     

    Quais são os custos?

    A inseminação artificial é geralmente considerada uma opção de baixo custo, girando em torno de R$ 5 mil. Se o seu especialista recomenda a inseminação intrauterina, na maioria dos casos, é razoável concluir três a seis ciclos de tratamento, antes de passar para outros tratamentos, como a fertilização in vitro. Já a fertilização in vitro é um procedimento um pouco mais caro.

     

    Quais são as taxas de sucesso?

    As taxas de sucesso desses tratamentos podem ser influenciadas por diversos fatores, como a idade da mulher, gravidade do problema do homem, reserva de ovários, entre outros.

    De qualquer forma, a média de sucesso é de aproximadamente 15-25% na inseminação intrauterina e de 50-60% na fertilização in vitro em pacientes com 35 anos ou menos, por tentativa. Para efeito comparativo, numa gravidez natural, esses valores estão entre 14 e 18%.

    Cerca de 15% da população mundial enfrenta alguma dificuldade para engravidar, sendo esse valor distribuído de maneira semelhante entre homens e mulheres. Para quem sonha em ter um filho, tratamentos como a inseminação intrauterina e a fertilização in vitro podem ser a solução.

     

    Onde fazer esses tratamentos

    Os tratamentos de reprodução assistida e fertilidade devem ser feitas em clínicas de qualidade e com profissionais especializados no assunto. Se você quer iniciar o seu tratamento e ainda não sabe onde irá fazê-lo, confira o nosso material completo e aprenda O que considerar na hora de escolher uma Clínica de Reprodução Assistida.

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      Saiba mais sobre 5 exames que identificam a infertilidade feminina

      Cerca de 15% dos casais lida com a infertilidade em algum momento da vida. Quando se identifica uma causa para o problema, metade está relacionada à mulher, metade ao homem, sendo importante, então, que ambos sejam investigados. Às vezes os dois contribuem para a infertilidade.

      No caso da mulher, é necessário verificar a função ovariana, a reserva ovariana, útero e endométrio e as tubas uterinas. Sendo assim, criamos este post com informações sobre os 5 principais exames que identificam a infertilidade feminina. Confira!

      Dosagens hormonais

      Como os hormônios são os grandes responsáveis pelo controle do ciclo menstrual e da ovulação, eles devem ser investigados no caso de infertilidade feminina, já que uma pequena alteração em qualquer um deles pode modificar todo o funcionamento do corpo da mulher.

      Assim, é importante dosar o hormônio folículo-estimulante (FSH), o estradiol, a prolactina e até os hormônios que avaliam a função tireoidiana. A dosagem de hormônio anti-mulleriano vem se tornando comum na avaliação de mulheres após os 35 anos, sendo útil na determinação da reserva ovariana (quantidade de óvulos ainda presentes no ovário).

      Ultrassom endovaginal

      O ultrassom endovaginal — ou transvaginal — é fundamental para avaliação da anatomia do sistema reprodutor feminino e do seu funcionamento. O exame verifica o tamanho dos ovários, detecta sinais de ovulação, identifica alterações na estrutura uterina como miomas, septos e outras malformações, e pode diagnosticar doenças como a endometriose.

      O achado de qualquer uma dessas alterações não indica necessariamente que isso esteja causando ainfertilidade, já que essa condição geralmente resulta de um conjunto de fatores.

      Histerossalpingografia

      Por meio da colocação de um contraste dentro da cavidade uterina e das tubas uterinas, e da realização de uma radiografia, a histerossalpingografia consegue avaliar ainda melhor a anatomia feminina e identificar alterações que poderiam prejudicar o encontro do espermatozoide com o óvulo — e o transporte do embrião.

      O exame pode causar um pequeno desconforto, mas isso vem se tornando cada vez mais raro com a utilização de cateteres vaginais mais finos para a colocação do contraste e administração de analgésicos antes do procedimento.

      Videohisteroscopia diagnóstica

      A videohisteroscopia diagnóstica é considerada o melhor exame para o diagnóstico de alterações uterinas, já que permite ao médico visualizá-las diretamente. O exame é feito com a passagem de uma pequena ótica pela vagina e pelo colo do útero, e com a expansão da cavidade uterina com soro fisiológico ou gás carbônico, permitindo a visualização de todas as paredes do útero e o diagnóstico de qualquer alteração. Não faz parte da avaliação inicial da mulher, sendo um complemento para outros exames.

      Videolaparoscopia

      A videolaparoscopia é um exame cirúrgico considerado mais invasivo quando comparado aos outros. Por meio de pequenas incisões na pele, o cirurgião consegue observar o interior do abdome por meio de câmeras e avaliar toda a estrutura dos órgãos reprodutores — às vezes até com mais detalhes do que a olho nu, devido a todas as tecnologias de vídeo já disponível.

      Por ser mais invasiva, a videolaparoscopia costuma ser utilizada apenas quando tem algum fim terapêutico também, permitindo o diagnóstico e o tratamento da condição ao mesmo tempo.

      Agora que você já tem mais informações sobre os exames que identificam a infertilidade feminina, que tal seguir a nossa página no Facebook e ficar por dentro de outros conteúdos como este?

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      Como funciona a fertilização in vitro para casais homoafetivos?

      Desde 2013, com uma nova versão da resolução do Conselho Federal de Medicina, casais homoafetivos podem procurar o procedimento da fertilização in vitro para gerar um filho biológico. As versões anteriores não proibiam o procedimento, mas deixavam brechas para interpretações diferentes dos profissionais; o documento atual deixa clara a liberação desse tipo de reprodução para esses casais.

      Em muitos casos, os casais desejam misturar o material genético da família de ambos, ou dividir as etapas, com uma parceira doando o óvulo e outra gerando o filho. Porém, nem todos os procedimentos desejados são possíveis de serem realizados. Entenda aqui como funciona esse processo:

      O procedimento

      Na fertilização in vitro, é feita a coleta dos gametas feminino e masculino, realizando-se a fecundação dentro do laboratório e colocando posteriormente o embrião no útero que vai gerar a criança. A doação temporária do útero e a dos gametas e não deve ter qualquer caráter comercial ou lucrativo. Também é proibido escolher o sexo ou qualquer característica biológica do bebê previamente.

      Casais homoafetivos femininos

      No caso dos casais homoafetivos femininos, um gameta masculino é concedido por um doador obrigatoriamente desconhecido e fecundado no óvulo de uma das mulheres. Não é permitido que um parente de uma das parceiras doe seu material para a fertilização, fornecendo assim material genético da mesma família, pois a resolução determina que doadores e receptores não conheçam a identidade um do outro, sem exceção.

      Também não é possível que o óvulo de uma mulher seja fecundado com espermatozoides de um doador e inserido no útero de sua parceira. A resolução só permite a utilização do útero de uma parente consanguínea da doadora de gametas. Uma exceção pode ser considerada “barriga de aluguel”, prática proibida no Brasil.

      Casais homoafetivos masculinos

      Os homens homoafetivos podem ter seus gametas fecundando o óvulo de doadora obrigatoriamente desconhecida. Após esse procedimento, o material deve ser inserido para gestação em um útero doado temporariamente por uma parente consanguínea de até 4º grau (mãe, avó, irmã, tia ou prima) de um dos dois.

      A doadora temporária do útero deve assinar um termo de consentimento, apresentar relatório médico atestando a adequação clínica e psicológica para fazer o procedimento, e, no caso de ser casada ou estar em uma união estável, a aprovação do companheiro por escrito.

      Também faz parte do procedimento a assinatura de um contrato entre o casal homoafetivo e a doadora do útero, estabelecendo que a paternidade da criança gerada será do casal. A resolução determina, ainda, que os dois pais devem providenciar os documentos para registro civil da criança ainda durante a gravidez.

      Outras informações importantes

      A idade dos doadores não deve ultrapassar 35 anos, no caso de mulheres, e 50 anos para os homens. A identidade deve ser mantida em sigilo para os receptores, mas, no caso de situações médicas especiais, o médico pode obter as informações sem revelá-las para o paciente. A probabilidade de êxito do procedimento é de 50% em média, mas pode aumentar dependendo das características de cada casal.

      A nova versão da resolução do Conselho Federal de Medicina trouxe felicidade para muitos casais que desejam iniciar uma família e, agora, podem contar com o procedimento de fertilização in vitro para realizar esse sonho. Tem alguma dúvida sobre o assunto? Deixe seu comentário!

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        Equipe Médica Revisora do Texto

        Dr. Ricardo Marinho, Dra. Hérica Mendonça, Dra. Leci Amorim, Dr. Fábio Peixoto, Dra. Luciana Calazans e Dr. Leonardo.