Tratamentos de fertilidade: 5 pontos importantes sobre a consulta por teleconferência

No dia 19 de março deste ano, o CFM (Conselho Federal de Medicina) enviou ao Ministério da Saúde um documento que aprovava a realização de consulta por teleconferência  por médicos durante a pandemia causada pela Covid-19, incluindo para tratamentos de fertilidade. 

Este recurso, cada vez mais comum e necessário na assistência em saúde, vem sendo utilizado desde o início das medidas de distanciamento social, quando a pandemia estabeleceu diferentes rumos também para o atendimento à saúde.

A consulta por teleconferência surgiu como uma forma de permitir que o profissional pudesse continuar a prestar atendimento, consultas e tratamentos de maneira remota, atendendo pacientes com dificuldades para locomover-se até o local em que o médico atendia. 

Dessa forma, os tratamentos de fertilidade podem continuar ocorrendo com o acompanhamento do profissional, mesmo quando não é possível realizar o atendimento de forma presencial, para a proteção de todos. No post a seguir, você vai conhecer 5 pontos importantes relacionados a consulta por teleconferência. Acompanhe!

1. O que é uma consulta por teleconferência

A consulta por teleconferência é uma modalidade de atendimento médico realizado de forma remota, com o auxílio de tecnologia de informação e comunicação que permite a aproximação entre médico e paciente.

Por meio de uma plataforma virtual, o profissional consegue realizar atendimentos à distância de forma prática e simples, sempre no melhor horário para os pacientes que, por sua vez, vão precisar somente de internet e um computador, smartphone ou tablet para a consulta.

2. Você continua tendo um contato próximo com seu médico por teleconferência

A consulta por teleconferência é uma maneira de contribuir com o atendimento à saúde, apresentando benefícios para todos os envolvidos. Além de diminuir a distância do atendimento médico garantindo a segurança do paciente, também preserva o acesso e qualidade da consulta nos tratamentos de fertilidade.

Ao ser registrada em prontuário, a consulta por teleconferência mantém a segurança dos dados do paciente, assim como do médico. Essa prática permite que todas as atualizações e observações estejam registradas, garantindo o total conhecimento e acompanhamento em relação ao tratamento.
Da mesma forma, o profissional continua à disposição dos pacientes mesmo à distância, visto que muitas vezes, esta maneira de atendimento pode aumentar os canais de comunicação entre médico e paciente.

Realizar a consulta especializada, como tratamentos de fertilidade, sem precisar sair de casa é muito importante na consulta por teleconferência. Esse é um grande avanço na qualidade do atendimento médico. 

3. Você escolhe o melhor momento do seu dia e não precisa sair de casa

A comodidade que a prática proporciona é fundamental não só para a segurança e proteção dos pacientes em tratamentos de fertilidade, mas também para a democratização do serviços, uma vez que possibilita ao médico atender e acompanhar pessoas em diferentes cidades sem que seja necessário o deslocamento até o consultório.

Com a grande concentração deste tipo de especialistas em grandes centros e capitais, pessoas que vivem em cidades pequenas podem ter acesso rápido, prático e econômico por meio da consulta por teleconferência. 

4. Tudo que você poderia questionar na consulta presencial, você também pode na consulta por teleconferência

Assim como na consulta presencial, a consulta por teleconferência permite ao paciente o atendimento integral, esclarecendo dúvidas, indicando tratamentos, prescrevendo condutas e discutindo sobre tudo o que for pertinente ao paciente.

Caso seja a primeira consulta relacionada aos tratamentos de fertilidade, o atendimento será conduzido pelo médico para analisar o histórico pessoal e familiar do casal, como casos de menopausa precoce, infertilidade, e tentativas de tratamentos anteriores.

Além disso, o casal será avaliado de forma individual. Por esse motivo, é importante que ambos estejam presentes na consulta por teleconferência. No primeiro momento, ainda não será possível saber quais as chances e tratamento mais indicado para a engravidar, visto que essas informações devem ser adquiridas após o resultado dos exames. 

Assim, é fundamental que os pacientes tenham total confiança e liberdade para realizar todas as perguntas que seriam feitas em uma consulta presencial. Afinal, tratamentos de fertilidade podem trazer muitas questões aos envolvidos, e elas devem ser esclarecidas também em uma consulta à distância. 

5. Você continua recebendo todo o cuidado possível da equipe da clínica

Ainda que a consulta não seja presencial, os pacientes que estão em tratamentos de fertilidade continuam a receber da equipe clínica todos os cuidados esperados. Os especialistas que compõem o corpo médico são responsáveis pelo acompanhamento de todo o processo de fertilização. 

Portanto, mesmo que as consultas sejam por teleconferência, a clínica de fertilização estará à disposição dos pacientes para procedimentos e acompanhamento do tratamento, seguindo as recomendações estabelecidas pelas autoridades de saúde para manter a segurança de todos. 

No artigo hoje, você pôde conhecer 5 pontos importantes sobre a consulta por teleconferência nos tratamentos de fertilidade. O atendimento remoto é uma alternativa necessária que traz inúmeros benefícios, principalmente para o paciente. Por isso, busque clínicas que possam oferecer esta tecnologia. Quer saber mais sobre este assunto? Então, confira também os 4 mitos sobre tratamentos de infertilidade!

Equipe Médica Revisora do Texto

Dr. Ricardo Marinho, Dra. Hérica Mendonça, Dra. Leci Amorim, Dr. Fábio Peixoto, Dra. Luciana Calazans e Dr. Leonardo.

Como a Pró-Criar pode casais homoafetivos na constituição familiar

Desde 2011, quando o STF (Supremo Tribunal Federal) reconheceu a união estável como uma entidade familiar, constituir uma família com filhos no Brasil se tornou uma possibilidade para todos os tipos de casais, que agora contam com diversas possibilidades de engravidarem.

No texto a seguir vamos te contar como a Pró-Criar pode ajudar casais homoafetivo na constituição familiar.

Quais as opções de tratamento?


Atualmente os casais homoafetivos contam com três opções para terem filhos: adoção, inseminação artificial e Fertilização in vitro. 


Muitas dúvidas podem surgir nesse momento, que vão desde o melhor momento para gerar um filho, onde procurar atendimento, qual método escolher e outras questões importantes sobre o assunto. 

A Fertilização in vitro, pelas altas taxas de sucesso e tecnologia utilizada, acaba sendo o método mais eficaz e um dos mais escolhidos pelos casais homoafetivos que desejam constituir uma família. 

Para um casal de mulheres

Para as futuras mamães, existem dois procedimentos possíveis: fertilização em vitro e inseminação artificial, em ambos os casos é necessário a escolha de um doador de sêmem. 

Ambas podem participar ativamente do processo de gravidez, sendo uma doando o óvulo e a outra gestando a criança, tornando a gravidez em conjunto uma atividade envolvente para o casal.

Um ponto importante é a necessidade de decidir qual das duas será a doadora do óvulo e qual receberá o embrião e dará à luz o bebê, levando em conta idade, saúde e questões de bem-estar. 

Um profissional qualificado, como os psicólogos da clínica Pró-Criar, podem esclarecer, através de suas experiências, as dúvidas do casal.

Para um casal de homens

Para os futuros papais, a fertilização in vitro é a única opção. 

Para que a gravidez possa ocorrer, o casal deverá decidir qual dos dois fornecerá os espermatozoides, escolher os óvulos dentre os doados por uma mulher anônima e determinar outra mulher que conceberá o embrião desenvolvido e concluirá a gravidez.

Como é feito o registro?

Desde março de 2016 está em vigor o Provimento que regulamenta a emissão de certidão de nascimento de filhos gerados por reprodução assistida.

Antes o registro era feito por decisão judicial por não haver regras para casos de crianças geradas por técnicas de reprodução humana , mas agora existe uma proteção legal para que todos tenham direito a certidão de nascimento.

Para casais homoafetivos, apenas um dos pais deverá ir ao cartório e fazer o registro, além disso, a certidão deverá ser adequada para que os nomes dos pais ou das mães da criança apareçam no documento.

Quer saber mais?


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Dr. Ricardo Marinho, Dra. Hérica Mendonça, Dra. Leci Amorim, Dr. Fábio Peixoto, Dra. Luciana Calazans e Dr. Leonardo.

Quais cuidados devem ser tomados após a transferência de embriões

A transferência embrionária é o passo final no processo da FIV. 

É um momento de otimismo que surge depois de muitas etapas e muita ansiedade.

É também um momento de expectativa pois 12 dias depois da transferência será feito o exame de sangue (beta-hCG) que vai confirmar a tão sonhada gravidez.

Vamos falar um pouco sobre isso no artigo de hoje:

Repouso: precisa fazer? 

Um dos assuntos que gera mais dúvidas nas pacientes é se existe necessidade de repouso após a transferência embrionária.

Não existe nenhum estudo que demonstra que repouso absoluto aumenta as chances de gravidez. 

Orientamos que a paciente deve manter suas atividades diárias normais enquanto aguarda o resultado do exame de gravidez, devendo evitar apenas esporte ou atividade física (como corrida, academia, etc) e esforços exagerados, que são aqueles que a paciente não esta acostamada a fazer. 

É recomendado ainda que a paciente não tenha relações sexuais neste período. 

O que deve ser evitado após a transferência de embriões?

Existem algumas ações que devem ser evitadas para não comprometer o tratamento. Vamos a elas:

  • Bebida Alcoólica
  • Cigarro
  • Medicamentos sem prescrição médica
  • Atividade Física
  • Drenagem linfática

É importante nesta etapa que o corpo da paciente tenha condições para concluir o tratamento da melhor maneira possível.

Evitar a ingestão de álcool, cigarro e, principalmente, evitar ingestão medicamentos sem prescrição médica podem comprometer o tratamento.

Quanto tempo leva para saber se o tratamento deu certo?


O casal, provavelmente, estará muito ansioso pensando no sucesso da transferência do embriões nos dias seguintes ao procedimento. 

Mas ainda será necessário aguardar alguns dias.

O recomendado é que a mulher espere, em média 12 dias antes de fazer o exame de sangue que comprova a gravidez, chamado Beta-hCG. Todas estas informações, inclusive com datas específicas para realização dos exames, serão entregues à paciente após o procedimento de transferência embrionária. 

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Fertilidade: 6 cuidados para tentantes em tempos de pandemia

Com a chegada do Novo Coronavírus ao país, muitos planos tiveram de ser alterados. Afinal, uma nova realidade se formou diante de nossas rotinas como forma de evitar a propagação do vírus. Naqueles que iniciavam o tratamento para fertilidade, um misto de incerteza e medo também surgiu com a chegada desse vírus.

Para manter-se saudável e segura, é fundamental que alguns cuidados sejam realizados neste período de pandemia, principalmente para tentantes. Por isso, desenvolvemos a leitura de hoje com 6 cuidados que devem ser seguidos para diminuir o medo e as dúvidas em relação ao tratamento de fertilidade e fertilização in vitro. Conheça no post a seguir!

Cuidados para tentantes em tempos de pandemia

Vivemos em um momento em que muitas informações acabam chegando ao nosso alcance, mesmo que algumas não sejam verdadeiras. Por esse motivo, é fundamental conhecer os reais cuidados que são essenciais para garantir a saúde e segurança nos tratamentos de fertilidade. Confira.

1. Siga as medidas preventivas indicadas

O momento é de cautela e cuidados, seja em relação ao distanciamento social, higiene ou emocional. Seguir as medidas preventivas para evitar a propagação da Covid-19 é a melhor forma de manter sua saúde, garantindo qualidade de vida para quem está tentando engravidar. De acordo com as determinações da OMS (Organização Mundial de Saúde), as medidas preventivas que devem ser respeitadas consistem em:

  • lavar as mãos com frequência utilizando água, sabão e, quando não possível, higienizar-se com álcool em gel;
  • evitar sair de casa;
  • utilizar máscara sempre que precisar sair;
  • manter distância de pessoas tossindo ou espirrando;
  • não tocar nos olhos, nariz e boca, principalmente fora de casa;
  • cobrir boca e nariz com um lenço sempre que tossir ou espirrar; 
  • buscar atendimento médico caso sinta dificuldades para respirar ou apresentar febre.

2. Cuidar da saúde mental

A pandemia acabou afetando muitas pessoas em relação à saúde mental. O grande número de mortes, pessoas doentes e a incerteza em relação à vacinação são questões que atingem o emocional de muitos, principalmente das tentantes. 

Afinal, quando se estava planejando um tratamento de fertilidade, a pandemia surgiu como uma frustração para tais planos. Além disso, deixa a dúvida sobre quando eles poderão ser retomados. 

Casos de pessoas com sintomas de ansiedade e depressão aumentaram, além do desenvolvimento de outras síndromes. Para evitar problemas como esses, manter uma rotina para realizar atividades prazerosas é uma boa ideia. 

Além disso, conversar com o(a) parceiro(a) sobre as preocupações pode trazer alívio e melhorar a cumplicidade do casal. Da mesma forma, práticas como exercícios físicos e meditação podem contribuir para a elevação do humor e manter o emocional equilibrado. 

É comum esperar o pior de uma situação como essa, mas deve-se lembrar que muitos desses pensamentos estão relacionados à alta carga de estresse vivida. Por isso, invista em alternativas para manter-se tranquila e ocupada. 

3. Continue em contato com a clínica de fertilidade

A clínica de fertilidade continua à disposição de seus pacientes mesmo durante o período da pandemia. Respeitando as medidas preventivas, o quadro clínico de profissionais segue pronto para acompanhar os tratamentos.

Além disso, os pacientes podem ter aconselhamentos à distância com a ajuda da telemedicina. A consulta por teleconferência é uma forma de manter-se em contato com os profissionais, sem a necessidade de sair do distanciamento social. 

4. Utilize a consulta por teleconferência

Como vimos, profissionais que atuam em tratamentos para fertilidade podem contribuir com a segurança de seus pacientes por meio da consulta por teleconferência. O atendimento pode ser realizado somente com o uso de internet e um computador, tablet ou smartphone. Assim, o casal não precisa deslocar-se até a clínica para uma consulta, mantendo-se em segurança dentro de sua própria casa.

5. Evite hábitos nocivos

Outro cuidado importante para tentantes e mulheres que estão realizando tratamentos para fertilidade está relacionado aos hábitos nocivos. Afinal, cuidar-se apenas em relação aos riscos da pandemia não é suficiente. 

É preciso abandonar hábitos prejudiciais à saúde, como cigarro, bebidas alcoólicas, sedentarismo, excesso de cafeína, açúcar e sal. Manter a saúde e qualidade de vida é fundamental para ter uma gestação tranquila e sem riscos. Por isso, estar preparada, com o organismo em equilíbrio é importante. 

6. Cuide da alimentação 

Para quem está iniciando um tratamento de fertilidade ou tentando engravidar há algum tempo, a alimentação balanceada é tão importante quanto todos os outros cuidados citados acima. Uma dieta com insuficiência de nutrientes ou excesso de carboidratos pode interferir diretamente no organismo, assim como na fertilidade. 

Dessa forma, mantenha-se atenta em relação à sua alimentação e procure sempre realizar refeições equilibradas que possam conter alimentos como verduras, frutas, grãos e legumes, diminuindo o consumo de comidas processadas e também carne vermelha. Além disso, ingerir grande quantidade de água ao dia contribui para o bom funcionamento do organismo.

Viu como alguns cuidados em tempos de pandemia podem fazer a diferença em relação ao tratamento para fertilidade?! É só colocá-los em prática e garantir sua saúde e qualidade de vida, mesmo durante a pandemia.

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Existe alguma relação entre a COVID-19 e fertilidade?

Quando a pandemia causada pelo Novo Coronavírus chegou ao Brasil, em março deste ano, muitas pessoas não acreditavam que ela duraria um período tão longo. Contudo, após tantos meses convivendo com o risco da Covid-19, a ciência iniciou a busca por conhecimentos relacionados não só a imunização contra a doença, mas também sobre sua relação com a fertilidade.

Essa infecção que evolui de forma rápida ainda gera grandes dúvidas em relação a diferentes assuntos, entre eles, como essa condição pode afetar a vida de pais e mães que planejaram uma gravidez para esse ano, seja ela natural, por meio de fertilização in vitro ou inseminação artificial.

Pensando em responder a algumas destas questões, desenvolvemos o conteúdo a seguir como forma de esclarecer a relação entre a Covid-19 e a fertilidade. Continue a leitura conosco para conferir!

A Covid-19 pode prejudicar a fertilidade feminina? O que se sabe até aqui?

O impacto que o Novo Coronavírus pode causar na fertilizada da mulher ainda não é completamente conhecido. Afinal, o surgimento do vírus causador da Covid-19 ainda é recente no mundo. 

O que se conhece até o momento é que o vírus não pôde ser identificado no sistema reprodutor da mulher, assim como na secreção, líquido amniótico ou peritoneal. Portanto, ainda não se pode afirmar que a doença pode ser prejudicial para a fertilidade feminina. 

E a fertilidade masculina? O que os estudos dizem?

Já diante da fertilidade masculina, a realidade é outra. Recentemente, um artigo realizado por pesquisadores chineses e publicado na revista médica The Lancet,sugeriu que o vírus pode afetar o processo em que espermatozoides são produzidos. 

Além disso, ao comparar o sêmen de pacientes com Covid-19 e homens que não tinham a doença, algumas diferenças foram detectadas, como menor número de espermatozoides e aumento de células que indicavam processo infeccioso local. Esse processo infeccioso pode afetar a produção dos espermatozoides e interferir na fertilidade do homem, além de causar anomalias no esperma. 

Entretanto, até o momento esses impactos permanecem incertos. Estudos como esse mostram a importância da realização de mais pesquisas com um número maior de pessoas para que sejam confirmados tais resultados. 

Caso esteja no meio de um tratamento de fertilidade, preciso me preocupar?

Para as pessoas que estejam no meio de um tratamento de fertilidade, é importante aconselhar-se com a equipe médica da clínica em relação aos riscos e benefícios de intervenções durante a pandemia. 

O adiamento do tratamento de fertilidade é um fator que aumenta a ansiedade, visto que em muitos casos as chances de obter sucesso no tratamento para engravidar com a prorrogação é cada vez menor. 

Contudo, isso não significa que deve-se ignorar as recomendações das autoridades de saúde. Ao contrário, é preciso ter cautela e responsabilidade para que o processo tenha continuidade de maneira segura e saudável.

Alternativa como a consulta por teleconferência é uma excelente forma de manter o contato com a equipe respeitando o distanciamento social. Assim, a exposição deverá acontecer somente quando for inadiável a presença na clínica, para o desenvolvimento dos procedimentos. 

Não é apenas sobre a fertilidade, entenda as consequências que a Covid-19 pode ter

Além da insegurança que a Covid-19 traz em relação a fertilidade, outras consequências também causam grande preocupação. Entre elas, a forma como a doença pode afetar a gestação.

Em boa parte das gestantes, a infecção causada pela Covid-19 apresentou sintomas leves, como tosse e febre, sem que houvesse necessidade de internação. A doença surge de forma mais grave quando a mãe apresenta fatores de risco, como idade avançada, obesidade, hipertensão e diabetes. 

Já durante a gravidez, a Covid-19 pode aumentar o risco para a mulher desenvolver pré-eclâmpsia. No entanto, o risco de mortalidade materna é muito baixo. Dessa forma, para as mulheres que desejam engravidar no período da pandemia, alguns cuidados devem ser considerados, como:

  • manter-se saudável, com boa alimentação e realizando atividades físicas;
  • manter o distanciamento social;
  • usar máscara sempre que precisar sair de casa;
  • lavar as mãos com água e sabão com frequência;
  • evitar o contato com pessoas fora do seu ciclo diário;
  • manter os exames e vacinas em dia;
  • conversar com o médico para eliminar dúvidas sobre o tratamento para fertilidade.

O planejamento para tratamento de fertilidade deve ser realizado em uma clínica conceituada, que respeite as medidas de prevenção contra a Covid-19 e mantenha a tentante segura e saudável. Por isso, caso ainda tenha dúvidas sobre iniciar seu tratamento durante a pandemia, consulte um especialista para obter todas as informações possíveis antes de concretizar este sonho.

Ficou interessada em conhecer uma clínica conceituada no assunto? Então, saiba porque a Pró-Criar é a melhor opção para realizar um tratamento de fertilidade!

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Clínica de fertilidade: qual a diferença entre uma consulta presencial e por teleconferência?

Adotada por diferentes serviços de saúde que vão de consultório a clínica de fertilidade, a consulta por teleconferência é um atendimento médico em que o paciente pode se manter distante fisicamente do profissional e, ainda assim, contar com a qualidade e conhecimentos que podem ser transmitidos mesmo à distância. 

Apesar de suas inúmeras vantagens, esta modalidade de atendimento ainda não tinha uma regularização específica no país. Contudo, com a chegada da pandemia causada pela Covid-19, o Conselho Federal de Medicina (CFM) autorizou este tipo de atendimento. 

No cenário atual que estamos vivendo, a consulta por teleconferência é fundamental para manter os pacientes protegidos, principalmente aqueles que desejam iniciar ou já iniciaram tratamentos em uma clínica de fertilidade

Para que você possa entender melhor a diferença entre a consulta presencial e a por teleconferência, desenvolvemos este post com informações importantes a respeito do assunto. Continue a leitura conosco para conferir!

Antes de mais nada, entenda que a qualidade da consulta não se altera

Ao escolher a possibilidade de consultar por teleconferência, a clínica de fertilidade oferece aos seus pacientes inúmeras vantagens. Entre elas está a vantagem de obter o mesmo atendimento humanizado e de qualidade por vídeo, sem a necessidade de deslocar-se até a clínica de fertilidade. 

Com o risco do contágio apresentado pela pandemia, essa facilidade de acesso aos profissionais é um fator primordial. Além disso, a agilidade que as consultas por teleconferência proporcionam permitem que o médico tenha um contato mais próximo com os pacientes, visto que o profissional está a apenas um clique de distância, esteja o casal na mesma cidade, em uma cidade vizinha, em outro estado, ou mesmo outro país.

Para mim, é muito importante o contato com o médico. Será a mesma coisa na consulta por teleconferência?

Assim como na consulta presencial, na teleconferência realizada por um profissional da clínica de fertilidade o paciente é acolhido de forma integral. Suas dúvidas, anseios e inquietações podem ser resolvidas com uma simples conversa via internet. 

Além disso, investigações e orientações serão realizadas da mesma maneira, sem que seja perdida a qualidade. Outros benefícios que o contato com o profissional por teleconferência oferece, são:

  • facilidade de acesso em qualquer lugar e em horários facilitados, visto que o paciente pode escolher o melhor período do dia para a consulta;
  • praticidade e economia, sem que seja necessário o deslocamento para ter contato com o médico, reduzindo custos e gerando maior comodidade;
  • possibilidade de a equipe médica manter um acompanhamento mais próximo de seus pacientes por meio da comodidade oferecida pela tecnologia;
  • segurança de informação, com o armazenamento de dados e informações dos pacientes com maior rigor.

O que é único de uma consulta presencial e o que é o único em uma consulta por teleconferência?

A consulta por teleconferência concedeu à clínica de fertilidade a praticidade de realizar triagens dos pacientes via internet. Com isso, os casais podem ter os primeiros atendimentos sem sair de casa, dirigindo-se à clínica somente no momento de iniciar o procedimento com a realização de testes e exames. 

Já a consulta presencial oferece, além do acesso para que sejam realizados exames físicos e outros testes, também uma certa formalidade e privacidade que pode ser perdida na teleconferência. Afinal, essa modalidade muitas vezes deixa o paciente tão à vontade que ele até mesmo se esquece que está em uma consulta.

Por esse motivo, é fundamental que o casal se prepare antes de iniciar a consulta por teleconferência com a clínica de fertilidade, escolhendo um local silencioso, com boa iluminação e privacidade. Assim, a sensação será a mesma de estar no consultório junto ao profissional.

Clínica de fertilidade: entenda por que consultas por teleconferência são importantes para cuidar de você

Assim como a consulta presencial na clínica de fertilidade, o atendimento por teleconferência torna possível que o casal ou paciente esclareça suas dúvidas, discuta a respeito do melhor tratamento e receba condutas médicas de forma integral.

Em situações em que a consulta é a primeira antes do início do tratamento para fertilização in vitro ou inseminação artificial, o médico analisará o histórico pessoal e familiar dos envolvidos, como casos de infertilidade, menopausa precoce ou tentativas prévias.

Além disso, o casal também deverá ser avaliado individualmente pelo médico e equipe da clínica, tornando fundamental a participação de ambos durante a consulta por teleconferência. 

Você pôde conferir que são poucas as diferenças entre o atendimento presencial e consulta por teleconferência na clínica de fertilidade. Afinal, como os tratamentos para reprodução assistida consistem em diversas etapas, é possível que as iniciais sejam realizadas por atendimento médico remoto, garantindo a qualidade do atendimento e segurança dos envolvidos.

Você gostou destas informações? Então, confira também 5 pontos importantes sobre a consulta por teleconferência no tratamento de fertilidade!

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Quais cuidados devem ser tomados após a transferência de embriões

A transferência embrionária é o passo final no processo da FIV. 

É um momento de otimismo que surge depois de muitas etapas e muitas ansiedade.

 Mas também é momento de expectativa e, pois 12 dias depois da transferência será feito o exame de sangue (beta-hcg) que vai confirmar a tão sonhada gravidez.

Vamos falar um pouco sobre isso no artigo de hoje:

A importância do repouso

Um dos que gera mais dúvidas nas pacientes é a necessidade de repouso após a transferência embrionária.

O repouso é a medida mais conservadora e cautelosa para o tratamento. O raciocínio é de que quanto menos esforço, menor o risco dos embriões se deslocarem no útero, e maiores as chances de implantação.

O repouso é uma forma de evitar que seu corpo passe por algum trauma que pode levar a não implantação. Todo cuidado é pouco nessa etapa tão delicada do tratamento.

O que deve ser evitado após a transferência de embriões?

Existem algumas ações que devem ser evitadas para não comprometer o tratamento. Vamos a elas:

  • Bebida Alcoólica
  • Cigarro
  • Medicamentos sem prescrição médica
  • Atividade Física
  • Drenagem linfática

É importante nesta etapa que o corpo da paciente tenha condições para concluir o tratamento da melhor maneira possível.

Evitar a ingestão de álcool, cigarro e, principalmente, evitar ingestão medicamentos sem prescrição médica podem comprometer o tratamento.

Por quanto tempo o repouso deve se manter

O ideal é que a paciente permaneça em repouso de 24 a 36 horas após a transferência embrionária.

Essa é uma forma de precaver sobre qualquer elemento que possa influenciar no tratamento.

Após esse período é importante consultar um médico antes de retornar às atividades comuns da rotina do dia a dia.

Quanto tempo leva para saber se o tratamento deu certo?

O casal, provavelmente, estará muito ansioso pensando no sucesso da transferência do embriões nos dias seguintes ao procedimento.

Mas ainda será necessário aguardar alguns dias.

O recomendado é que a mulher espere, em média 14 dias antes de fazer o exame de sangue que comprova a gravidez, chamado Beta-HCG. 

Quer saber mais?

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Fertilização in vitro: conheça os principais tipos de tratamento oferecidos pela Pró-Criar

A Fertilização in vitro (FIV) é a técnica de reprodução assistida em que a formação do embrião acontece no laboratório. O procedimento que revolucionou a medicina foi realizado pela primeira vez há 40 anos, na Inglaterra, para ajudar casais com problemas de fertilidade. Hoje, o bebê de proveta, como ficou mundialmente conhecido, ajuda pessoas de diferentes arranjos familiares a realizarem o sonho da maternidade e da paternidade.

A FIV já é considerada uma das técnicas mais eficazes e seguras, podendo alcançar 50% de sucesso com tratamentos de alta qualidade. Outra vantagem é que o progressivo e contínuo desenvolvimento de seus procedimentos atendem tanto problemas sérios de fertilidade feminina e masculina quanto demandas contemporâneas, como as de casais homoafetivos e de mulheres que desejam engravidar por produção independente.

Além da Fertilização in vitro (FIV) clássica, a Pró-Criar oferece diversos tipos de tratamento dessa técnica, como a Fertilização in vitro com injeção de espermatozoides (ICSI), a FIV/ICSI com Congelamento/Criopreservação, a FIV/ICSI com Doação de Óvulos, FIV/ICSI com Casais Homoafetivos e a FIV/ICSI com Útero de Substituição. Conheça cada uma delas e qual se adequa melhor a cada perfil.

Qual tipo de Fertilização in vitro é mais indicado para você?

Na Fertilização in vitro (FIV), a mulher utiliza medicamentos que estimulam a ovulação durante alguns dias e, logo após, através de um procedimento cirúrgico simples, seus óvulos são coletados e selecionados. Paralelamente, a coleta dos espermatozóides é realizada pelo homem por meio de masturbação. No laboratório, em condições seguras e adequadas, os gametas são colocados juntos, em provetas (recipientes de vidro), para que os espermatozóides fecundem os óvulos de maneira natural e formem os embriões. Assim que o embrião começa a se desenvolver, é transferido para o útero que irá gerá-lo. 

Similar à primeira, na Fertilização in vitro com injeção de espermatozóides (ICSI) o espermatozóide é injetado diretamente dentro do óvulo, aumentando as chances de gravidez. Nessa técnica, a coleta do sêmen também pode ser realizada por meio de biopsia testicular (cirurgia que retira os espermatozóides diretamente dos testículos), possibilitando a fecundação para homens com oligospermia, vasectomizados, que apresentam quadros de infertilidade grave ou que produzam pequena quantidade de espermatozóides.

A FIV/ICSI com Congelamento/Criopreservação utiliza óvulos, espermas ou embriões que foram ou serão congelados para uso futuro, preservando as suas características. A técnica é ideal para mulheres que desejam garantir a qualidade de seus embriões para uma gravidez tardia, pacientes que irão se submeter a tratamentos oncológicos ou cirúrgicos com riscos de perda de fertilidade. Como na técnica anterior, a mulher passa por estimulação ovariana, e seus óvulos são fecundados diretamente por espermatozóides selecionados. 

Doação de óvulos.

Para as mulheres cujos óvulos não possam ser fecundados ou que não os produzam, como aquelas que passaram pela menopausa, tratamentos oncológicos ou a retirada dos ovários, há a opção da FIV/ICSI com Doação de óvulos. Nesse procedimento, a paciente que deseja engravidar recebe gametas cedidos por uma doadora que também esteja realizando a fertilização in vitro. A doação compartilhada de óvulos deve ser voluntária, sem caráter comercial ou lucrativo, e precisa garantir o anonimato de ambas as partes, de acordo com o Conselho Federal de Medicina (CRM). A lei também regulamenta que a doadora precisa ter menos de 35 anos, ser saudável e não possuir histórico de doença genética ou infecciosa. 

Os casais homoafetivos também têm a técnica de reprodução assistida garantida por lei. Para os casais femininos, a FIV/ICSI com Casais Homoafetivos oferece duas opções. 

Na primeira, as parceiras podem dividir o processo, enquanto uma passa pela estimulação ovariana e tem os óvulos colhidos e fecundados, a outra é quem recebe o embrião e continua a gravidez. Na segunda opção, uma das mulheres terá o óvulo fecundado e ela mesma irá gerar o bebê. Em ambos os casos, é necessário que se utilize o sêmen doado através de um banco de sêmen, nacional ou internacional, com doador anônimo.

Já para os casais masculinos, a FIV/ICSI com Útero de Substituição é a única alternativa. Para o procedimento, é necessário que o sêmen de um dos parceiros fecunde os óvulos de uma doadora anônima. 

Após a fertilização, o embrião será transferido para uma doadora de útero temporária que tenha parentesco consanguíneo até o quarto grau (mãe, irmã, avó, tia ou prima) com um dos parceiros, respeitando o limite de idade de 50 anos. A FIV/ICSI com Útero de Substituição é indicada também para mulheres que não possuem útero ou para aquelas que, por algum motivo, encontram problemas na implantação e desenvolvimento do embrião no útero.

Em todos os casos, é necessário que os pacientes procurem um médico para entender qual procedimento se adequa melhor às suas necessidades e expectativas. A Pró-Criar é especializada em medicina reprodutiva e conta com uma equipe multidisciplinar preparada para te atender. Agende uma consulta conosco!

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Doadora e receptora de óvulos: entenda a participação de cada uma

O ciclo de doação de óvulos é realizado pela técnica de fertilização in vitro na qual os gametas femininos (óvulos) de uma mulher (doadora) são doados a outra (receptora) para que sejam fertilizados. A fertilização é realizada no laboratório com espermatozoides do marido da receptora.

A doadora será estimulada com hormônios injetáveis para aumentar a produção de óvulos naquele mês.

Após a coleta, quando o processo for realizado pela doação compartilhada, metade dos óvulos serão fertilizados com os espermatozoides do marido da doadora e a outra metade com os espermatozoides do marido da receptora.

“Vinte e quatro horas após a fertilização, sabemos quantos embriões se formaram. Estes permanecem no laboratório por dois a cinco dias e, após serem selecionados, serão colocados no útero por meio de um cateter por via vaginal. Não há necessidade de sedação neste procedimento.

Desta forma, o(s) embrião(ões) transferido(s) para o útero da receptora, será(ão) formado(s) pelo espermatozoide do próprio marido e o óvulo de uma doadora.

A receptora recebe dois únicos hormônios (estrogênio e progesterona) para o preparo do endométrio a fim de receber os embriões, pois não existe indução de ovulação – clique aqui e saiba mais!

A taxa de sucesso de gravidez (50%) é a mesma da paciente doadora que tem idade ao redor de 30 anos.

A doadora

No Brasil, a ovodoação é obrigatoriamente anônima, ou seja, nem a doadora nem a receptora sabem a identidade de uma ou de outra, diferentemente dos Estados Unidos e outros países, onde a receptora pode escolher uma doadora conhecida. No nosso país, também não é permitida nenhuma transação comercial nesse tipo de tratamento. A doação deve ser voluntária e sem fins lucrativos. A partir da última resolução do CFM (nº 2.013/13), é permitida a chamada doação compartilhada, isto é, uma mulher em tratamento para engravidar pode doar parte dos seus óvulos para outra mulher, em troca do custeio de parte do tratamento dela.

Por essa resolução, a idade limite para ser doadora é 35 anos. A candidata a doadora além de um exame clínico e laboratorial rigoroso (que inclui inclusive o cariótipo), deve preencher um questionário detalhado sobre sua vida pessoal e médica, incluindo informações sobre antecedentes e características familiares.

Cambiaghi explica: “Detalhes físicos como peso, estatura, tipo e cor dos cabelos, cor dos olhos e da pele são incluídos nesse questionário, acompanhados de uma foto de quando era criança para que a receptora tenha uma ideia da fisionomia de quem lhe doará os óvulos. Assim, ela se sentirá mais segura, mas sem o risco de um reconhecimento futuro”.

A receptora

A receptora recebe dois únicos hormônios (estrogênio e progesterona) para o preparo do endométrio a fim de receber os embriões, pois não existe indução de ovulação. Se a paciente está no menacme (período menstrual), pode ser feito um bloqueio prévio com agonista do GnRH de depósito (3,75 mg), uma ampola subcutâneo, no 21° do seu ciclo menstrual.

Assim que menstruar, é realizado um ultrassom e dosagens hormonais para se confirmar se seus hormônios estão realmente bloqueados e iniciar o preparo endometrial. Se estiver na menopausa, isso não será necessário.

Pode ser dado o estradiol por via oral ou adesivo e gel transdérmico.

Quando a doadora for colher os óvulos, a receptora iniciará o uso da progesterona, desde que seu endométrio esteja adequado (confirmado por US endovaginal).

Se não estiver adequado, congela-se os embriões e aguarda que esteja favorável. Existem várias maneiras de se administrar a progesterona (cápsulas gelatinosas vaginais, comprimidos orais ou gel vaginal.

A transferência é realizada no quinto dia de desenvolvimento embrionário. O(s) embrião(ões) oriundo(s) dos óvulos fertilizados pelo sêmen do seu marido será(ão) então transferido(s) para seu útero.

Pela nova resolução do CFM (CFM nº 2013/13), o número máximo de embriões colocado é dois.

No caso de beta-hCG positivo, a reposição hormonal (estradiol e progesterona) deve ser mantida por até 12 semanas de gestação.

Cada clínica deve manter um registro de todas as doadoras e receptoras, bem como dos resultados de cada tratamento, de preferência até o nascimento dos bebês.

Além de as identidades das envolvidas serem confidenciais, a confiabilidade dos arquivos médicos deve ser respeitada, como em qualquer outro procedimento.

Perfil da doadora e da receptora de óvulos

A doadora deve ter, conforme determinação do Conselho de Medicina, no máximo, 35 anos, como forma de garantir a qualidade do material a ser doado.

 Sabemos que a partir dos 35 anos, o risco de alterações genéticas nos óvulos começa a aumentar progressivamente, aumentando também o risco de aborto.

Outros critérios podem ser adotados para definir o perfil da doadora ideal — como a comprovação de inexistência de doenças genéticas ou psiquiátricas, mas eles variam conforme o protocolo da clínica responsável pelo procedimento, já que não há exigência do CFM nesse sentido.

Já em relação à recepção de óvulos, não há nenhum tipo de restrição: qualquer mulher que queira engravidar pode se submeter a um procedimento de doação compartilhada, desde que tenha saúde para gestar e que passe por um aconselhamento psicológico na Pró-Criar.

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Equipe Médica Revisora do Texto

Dr. Ricardo Marinho, Dra. Hérica Mendonça, Dra. Leci Amorim, Dr. Fábio Peixoto, Dra. Luciana Calazans e Dr. Leonardo.

O que é ICSI em fertilização in vitro

Com a evolução das técnicas de reprodução assistida nas últimas décadas, casos graves de infertilidade deixaram de ser um impedimento à gestação biológica.

Uma delas é a injeção intracitoplasmática de espermatozoides (ICSI), indicada para homens que apresentam dificuldades na produção de gametas ou mesmo que tenham passado por procedimentos que a impeça, como a vasectomia. 

A realização da ICSI consiste na introdução de um único espermatozoide selecionado dentro do óvulo, em laboratório, para a realização de fertilização in vitro (FIV).

Como surgiu a ICSI

O primeiro nascimento através da fertilização in vitro com a injeção intracitoplasmática de espermatozoides ocorreu em 1992, na Bélgica, representando um marco mundial para a medicina reprodutiva.

No Brasil, o método começou a ser utilizado apenas dois anos mais tarde e rapidamente se popularizando nas clínicas.

Antes disso, casais em que o homem era diagnosticado com quadros de infertilidade grave ou mesmo que produzisse baixa quantidade de espermatozoides precisavam recorrer a bancos de doadores de sêmen.

A ICSI possibilitou a essas famílias gerarem filhos biológicos de ambos os lados, de pai e mãe.

Para quem é indicado a ICSI

Antes de decidir realizar o procedimento, decisão que deve ser tomada com o auxílio de um profissional especializado, é preciso que o homem saiba qual a causa e o grau da infertilidade.

Baixa produção de sêmen, dificuldade com a ejaculação ou mesmo quando ela acontece de forma retrógrada são alguns dos principais indícios que os levam ao consultório.

Contudo, nem sempre as causas são tão perceptíveis. Para essa investigação, os exames mais comuns são o de sangue, que identifica o nível de hormônios (como a testosterona), o espermograma, que avalia a saúde reprodutiva masculina e a qualidade do sêmen coletado, e o autoexame testicular, que deve ser realizado pelo próprio homem cotidianamente.

Há também casos resultantes de tratamentos médicos e cirurgias, como a quimioterapia e a vasectomia, respectivamente.

Em ambos os casos, é necessário que os gametas sejam congelados antes do início do tratamento e/ou da cirurgia, por meio da criopreservação.

É muito comum que casais recorram à injeção intracitoplasmática de espermatozoides depois de não obter sucesso com tratamentos de reprodução, como a inseminação artificial (AI) e a fertilização in vitro (FIV) clássica. Ela também pode ser utilizada em casos em que haja um baixo número de óvulos disponíveis para a fecundação, aumentando as chances de sucesso.

Como funciona a ICSI

Para a realização da ICSI, o primeiro passo consiste na coleta dos espermatozoides por meio de masturbação, métodos como a eletroejaculação ou técnicas cirúrgicas, como a biópsia testicular, para os casos em que o paciente não apresente gametas no material ejaculado. Quando o material já se encontra previamente congelado através de criopreservação, é necessário que haja o descongelamento das amostras.

Após coletados, os espermatozoides são levados para o laboratório, onde é efetuada uma série de exames que avaliam desde a quantidade e qualidade de sêmen produzido, passando pelas suas características morfológicas até chegar à análise da sua capacidade de mobilidade. A partir daí, são selecionados os que apresentam melhor qualidade, que serão utilizados para a fecundação dos óvulos por meio da fertilização in vitro (FIV).

É nesse procedimento que a injeção intracitoplasmática de espermatozoides ocorre, quando o melhor gameta masculino selecionado é inserido dentro do óvulo, em laboratório, por meio de uma agulha finíssima. Após a fecundação, o desenvolvimento do embrião é acompanhado até a sua maturação, quando é transferido para o útero que irá gerá-lo.

ICSI com a FIV

Como descrevemos anteriormente, a ICSI é o método mais eficaz de fecundação do óvulo na fertilização in vitro (FIV). Isso porque, ao inseri-lo diretamente no gameta feminino, os espermatozoides que não conseguiriam chegar ao óvulo em função de sua baixa mobilidade são capazes de gerar um embrião.

Antes da realização do procedimento, contudo, é necessário que os óvulos também sejam coletados. O processo ocorre em duas etapas: primeiramente, a mulher passa por estimulação ovariana, que induz à liberação de mais óvulos por ciclo. Logo após, é feita a punção folicular, em que eles são retirados do ovário por meio de procedimento cirúrgico simples.

Os óvulos são selecionados paralelamente aos espermatozoides, até que os melhores sejam separados para a fecundação. Assim que o embrião chega à fase de maturação, é transferido para a cavidade uterina. 

Como é possível perceber, a injeção intracitoplasmática de espermatozoides (ICSI) é uma das técnicas mais avançadas e seguras de reprodução assistida. Desde o seu desenvolvimento, há mais de duas décadas, ela auxilia casais na gestação de filhos biológicos.

Para a sua realização, é importante contar com profissionais preparados para te atender, levando em conta as suas demandas e expectativas. A Pró-Criar é especializada em medicina reprodutiva e conta com uma equipe multidisciplinar preparada para te atender. Agende uma consulta conosco!

Equipe Médica Revisora do Texto

Dr. Ricardo Marinho, Dra. Hérica Mendonça, Dra. Leci Amorim, Dr. Fábio Peixoto, Dra. Luciana Calazans e Dr. Leonardo.