Entenda a Síndrome dos Ovários Policísticos

Se você recebeu o diagnóstico de Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) saiba que não está sozinha. A SOP, também chamada de síndrome de Stein-Leventhal, chega a afetar 4 a 12% das mulheres, sendo a síndrome endócrina mais comum durante a idade reprodutiva. A maioria das mulheres apresenta sintomas desde a primeira menstruação ou após um ganho de peso considerável. Os ciclos ficam irregulares, podem surgir acne e aumento dos pelos do corpo. Algumas passam anos acreditando que isso é normal, não recebendo a orientação médica necessária. Leia o nosso post pra entender tudo sobre essa síndrome e como ela afeta a sua fertilidade.

Causa

A causa da SOP ainda é desconhecida, mas é considerada uma alteração no funcionamento do eixo hipotálamo-hipófise-ovário que controla a produção de diversos hormônios como a progesterona, o estrógeno e os andrógenos, dentre os quais a testosterona é o principal. Por afetar os hormônios sexuais, a síndrome altera a ovulação e o ciclo menstrual, assim como as características sexuais secundárias, como a distribuição de pelos no corpo.

Fatores genéticos e hereditários já foram identificados, o que significa que se você tem a síndrome, a chance de outras mulheres da sua família também ter é maior.  E a obesidade parece ser uma das principais vilãs, sendo tanto uma consequência quanto uma causa da SOP, já que favorece o aumento de andrógenos. Fatores familiares ligados à diabetes e à resistência à insulina também parecem estar relacionados à SOP.

Sintomas

Os sintomas são variados em cada mulher. Ciclos menstruais irregulares, principalmente mais longos (duração maior que 35 dias) ou amenorreia (menstruação ausente por mais de 6 meses) são os mais comuns.  Devido ao aumento de andrógenos podem surgir acne, aumento de pelo no corpo e no rosto, denominado de hirsutismo, e queda de cabelo. A resistência à insulina também é comum e se apresenta com a acantose nigricans, que é um espessamento e escurecimento da pele em dobras como o pescoço e axilas, e com a elevação da glicose sanguínea.

Diagnóstico

Para receber o diagnóstico de SOP você não precisa apresentar todos os sintomas e alterações, nem mesmo um cisto no ovário. O diagnóstico é feito na presença de dois dos seguintes critérios:

  • Presença de múltiplos cistos no ovário, determinado a partir de ultrassonografia pélvica;
  • Sinais clínicos ou laboratoriais de hiperandrogenismo, ou seja, do aumento do nível de andrógenos no sangue, o que se manifesta como acne e hirsutismo;
  • Irregularidade menstrual com oligomenorreia ou amenorreia.

É importante também eliminar a possibilidade de outras doenças que causam sintomas semelhantes como distúrbios da tireoide ou das glândulas adrenais, tumores ovarianos e síndromes cromossômicas.

Tratamento

Mudança de hábitos de vida é o principal tratamento para a SOP.  Siga uma dieta saudável e pobre em açúcares e gorduras trans ou saturadas, ingira maior quantidade de fibras e ômega-3, realize exercícios físicos regulares e perca alguns quilos, caso você esteja acima do peso. Essas mudanças têm efeito comprovado cientificamente em reduzir os riscos de desenvolvimento de diabetes e regular os ciclos menstruais, restaurando a fertilidade.

Tratamentos farmacológicos só são indicados na falha das mudanças de hábito em resolver completamente os sintomas exclusivamente. Para a irregularidade menstrual, recomenda-se o uso de contraceptivos orais, que também reduzem a produção de andrógenos. Para o hirsutismo, medicamentos que bloqueiam os hormônios andrógenos ou tratamentos a laser podem ser indicados. Mas, com estes tratamentos você não vai e nem pode engravidar.

Além disso, se você tem síndrome de ovários policísticos tem maior chance de desenvolver algumas doenças cardio e cerebrovasculares como diabetes tipo II, trombose, hipertensão e síndrome metabólica além de apneia do sono e hiperplasia endometrial, o que enfatiza a importância de manter hábitos de vida saudável e um acompanhamento médico adequado.

Fertilidade

Ter síndrome dos ovários policísticos não significa que você é infértil, mas como as ovulações são mais irregulares pode demorar um pouco mais para engravidar ou precisar de uma ajuda médica para isso.

Devido aos distúrbios hormonais na SOP, ciclos anovulatórios, nos quais não há liberação de óvulos, são comuns, impedindo a gravidez. Então se você quer engravidar, alguns indutores de ovulação como o citrato de clomifeno e medicações associadas como a  metformina podem ser prescritos pelo seu médico. Na falha desses medicamentos, indicam-se hormônios exógenos, que podem aumentar o risco de gestação múltipla e até a cirurgia ovariana laparoscópica, na qual são feitos pequenos traumas focais no ovário de modo a facilitar a ovulação.

Dessa forma, uma vez que você recebeu o diagnóstico de síndrome dos ovários policísticos não há porque desistir do sonho de ser mãe. Procure um ginecologista ou um endocrinologista para iniciar logo o melhor tratamento para o seu caso, reduzindo a chance de complicações no futuro!

Equipe Médica Revisora do Texto

Dr. Ricardo Marinho, Dra. Hérica Mendonça, Dra. Leci Amorim, Dr. Fábio Peixoto, Dra. Luciana Calazans e Dr. Leonardo.

8 sinais que podem indicar problemas de fertilidade nas mulheres

Para as mulheres que sonham em ser mães, nenhum problema de saúde assusta mais do que a infertilidade. O medo de descobrir que é infértil deixa muitas mulheres inseguras para visitar o médico e receber esse diagnóstico. Apesar disso, o nosso organismo é muito sábio e, por isso, é capaz de nos enviar sinais biológicos que podem indicar que algo está errado. Se você quer descobrir quais sinais podem apontar possíveis problemas de infertilidade nas mulheres, que tal conferir o nosso artigo sobre o assunto? Use essas informações a seu favor!

Condição ginecológica mais grave

As mulheres que apresentaram diagnóstico de endometriose ou de miomas ovarianos têm mais chances de apresentar quadro de infertilidade do que aquelas que não tiveram problemas ginecológicos. A endometriose e o mioma, dependendo da sua localização e tamanho, podem afetar diretamente a produção do ciclo menstrual feminino, interferindo na sua capacidade de ovular e até mesmo de ter seu óvulo fecundado por um espermatozoide.
Menstruação sempre irregular
Você sempre apresentou menstruação irregular? Esse também pode ser um indício de que você tem problemas de fertilidade. A menstruação irregular pode ser uma consequência de vários fatores — que podem ser emocionais, hormonais e até mesmo nutricionais —, mas também sinalizam problemas como cistos ovarianos, que interferem na fertilidade.

Menstruação sempre irregular

Você sempre apresentou menstruação irregular? Esse também pode ser um indício de que você tem problemas de fertilidade. O ciclo menstrual da mulher tem cerca de 28 dias, podendo variar para um pouco menos ou mais, mas mantendo o ritmo do organismo de cada mulher.

Porém, algumas mulheres podem menstruar antes do previsto ou muito depois da data, e a menstruação pode falhar. Esses fatores caracterizam o ciclo menstrual irregular.

A menstruação irregular pode ser uma consequência de vários fatores — emocionais, hormonais e até mesmo nutricionais —, mas também sinalizam problemas como cistos ovarianos, que interferem na fertilidade.

Cólicas extremamente fortes

As cólicas menstruais são sintomas naturais do ciclo ovariano da mulher; entretanto, quando elas sempre se apresentam exageradas e lhe deixando pouco funcional durante esse período, elas podem indicar algum problema. Cólicas exageradas geralmente são associadas à endometriose, condição clínica que afeta a fertilidade.

Hábitos de vida completamente irregulares

Mulheres que fumam e/ou bebem muito, e se alimentam de maneira completamente desequilibrada, podem apresentar problemas significativos na hora de tentar engravidar. Esses fatores externos, como o tabagismo e a ingestão elevada de compostos danosos ao organismo, podem influenciar no metabolismo correto do corpo, resultando em baixa fertilidade na mulher.

Peso corporal diferente do ideal

Mulheres abaixo ou acima do seu peso corporal ideal podem ter dificuldades para engravidar, pois essa característica está diretamente ligada à produção hormonal. Quando os hormônios do corpo estão desregulados, a mulher pode ovular de maneira irregular e apresentar problemas de fertilidade.

Além disso, quando o peso corporal está muito abaixo do ideal, a mulher também pode apresentar uma queda nutricional no organismo. E não possuindo os nutrientes necessários para uma gestação, conseguir engravidar pode se tornar mais difícil.
Diagnóstico de doenças crônicas

Mulheres que apresentam diagnóstico de doenças como a diabetes, a hipertensão, a obesidade e até mesmo o colesterol alto, são classificadas no grupo de risco para ter baixa fertilidade. Isso acontece porque as doenças crônicas interferem de maneira significativa no metabolismo corporal, que pode ter, como uma de suas consequências, alterações na fertilidade feminina.

Tratamentos com radiação ou quimioterapia

Qualquer tipo de tratamento médico realizado com compostos invasivos e que apresentam efeitos colaterais, como a radiação ou a quimioterapia, podem influenciar na capacidade da mulher em se apresentar fértil. Isso acontece porque a radiação ou quimioterapia, ao agirem nas células doentes, tentando eliminá-las, também agem em células boas como os gametas, podendo eliminar toda a reserva de óvulos que a mulher possui.

Mesmo conhecendo todos os possíveis sinais que indicam problemas de fertilidade nas mulheres, nenhum diagnóstico clínico pode ser fechado sem a avaliação e acompanhamento de um médico especialista em problemas de fertilidade. Muitas vezes a dificuldade de engravidar pode ser uma consequência de uma soma de fatores encontrados na mulher e no homem, que não permitem que o casal seja considerado fértil. Por isso, se você desconfia que apresenta um dos sinais acima, não hesite em procurar a orientação de um especialista.

Idade acima de 35 anos

Embora esse fator não seja necessariamente um problema e trate-se de um processo natural do organismo, mulheres acima de 35 anos podem ter mais dificuldade para engravidar.

Isso acontece por vários fatores, sendo um deles a queda na produção hormonal. Também há o fato de a quantidade de óvulos da mulher já estar bastante reduzida, podendo dificultar a fertilização.

Ao contrário dos homens, a mulher não produz suas células reprodutivas ao longo de vida. Assim que nasce, a mulher já traz consigo os óvulos para toda a sua vida. Eles são amadurecidos e liberados aos poucos, durante seu período fértil. Ao chegar aos 35 anos, ela já possui poucos óvulos e eles podem estar velhos, o que dificulta a gravidez.

Mesmo conhecendo todos os possíveis sinais que indicam problemas de fertilidade nas mulheres, nenhum diagnóstico clínico pode ser fechado sem a avaliação e o acompanhamento de um médico especialista em problemas de fertilidade. Muitas vezes, a dificuldade de engravidar pode ser consequência de uma soma de fatores encontrados na mulher e no homem, que não permitem que o casal seja considerado fértil. Por isso, se você desconfia que apresenta um dos sinais acima, não hesite em procurar a orientação de um especialista.

Qual é a sua opinião sobre esse assunto? Tem dúvidas sobre a manifestação da infertilidade na mulher? Comente e compartilhe suas ideias com a gente!

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Entenda quais são as causas da infertilidade feminina

Um tema bastante recorrente nos consultórios médicos — e enfrentado por muitos casais — é a infertilidade. E, junto do diagnóstico, vem sempre a dúvida: qual é a causa desse mal? Tem cura ou tratamento?

A verdade é que podem ser várias as causas da infertilidade feminina, estando elas relacionadas tanto a fatores internos do próprio corpo quanto a fatores externos, como infecções, por exemplo.

Além disso, ao contrário do que muita gente acredita, essa condição mantém uma proporção equilibrada entre os dois sexos — ou seja, acontece com igual frequência tanto em homens quanto em mulheres.

No post de hoje, vamos falar um pouco mais sobre a infertilidade feminina, suas possíveis causas e tratamentos. Acompanhe e tire todas as suas dúvidas sobre o assunto!

O que é a infertilidade feminina?

Antes de falarmos propriamente das causas que podem levar à infertilidade, é importante conhecermos melhor essa condição e saber como se dá o diagnóstico.

Basicamente, a infertilidade é a dificuldade que uma pessoa tem de conceber ou levar uma gestação a termo. Ou seja, nela se enquadram não apenas os casais que têm dificuldades na fecundação e implantação do óvulo, mas também aqueles que passam por perdas gestacionais recorrentes.

Nesse sentido, existem dois tipos de infertilidade:

  • Primária: quando não houve gestação anterior.
  • Secundária: quando a mulher já passou por uma gestação. Isso significa que o fato de a mulher já ter tido outros filhos anteriormente não garante uma condição de fertilidade para outra gravidez.

O diagnóstico

Muitos casais tentam engravidar durante quatro ou seis meses, não conseguem, e já entram em pânico pensando que têm algum problema de infertilidade. Mas isso não é verdade! A chance de um casal fértil engravidar é de 15% a 25% por mês de tentativa.

Portanto, pode levar até um ano para o casal obter a tão esperada gravidez. E isso é absolutamente normal!

Na verdade, as investigações e o diagnóstico de infertilidade acontecem para aqueles casais que, em idade fértil, não conseguem engravidar em, pelo menos, um ano de tentativas com vida sexual ativa (de no mínimo, duas vezes por semana) e sem o uso de métodos contraceptivos.

Então, ao constatar a infertilidade do casal, o médico poderá — com a ajuda de exames clínicos e acompanhamento — indicar o tratamento mais assertivo para cada caso, que pode ser desde medicamentos e cirurgias até a reprodução assistida.

Justamente por isso, é muito importante que, percebidos os sintomas, tanto a mulher quanto o homem procurem ajuda médica para garantir o tratamento precoce e o restabelecimento das condições de fertilidade.

Quais são as causas da infertilidade feminina?

Idade avançada

A idade da mulher é o primeiro fator de prognóstico da infertilidade. Isso porque a quantidade e a qualidade de óvulos reduzem com o passar dos anos, diminuindo, assim, a chance de uma gravidez natural.

Ainda no útero da mãe, um feto do sexo feminino tem em torno de 20 milhões de óvulos. Mas 75% desses óvulos são perdidos no nascimento, e, após o início da menstruação, perde-se ainda muitos outros todo mês.

Entre os 20 e 30 anos, a mulher está no seu ápice fértil. Nessa idade, apenas 3,5% delas apresentam infertilidade. Contudo, aos 35 anos a fertilidade já começa a reduzir drasticamente: apenas 10% das reservas de óvulos iniciais ainda estão disponíveis, e a taxa de infertilidade chega aos 11%.

Já aos 40, essa porcentagem de óvulos disponíveis cai para 2,5%, e a taxa de infertilidade chega a altos 87%. Aos 50 anos, praticamente todas as mulheres já não são mais férteis.

Endometriose

A endometriose nada mais é do que o crescimento anormal do endométrio — o tecido que reveste a cavidade interna do útero — podendo atingir órgãos importantes para a reprodução, como as trompas e ovários.

Isso pode causar problemas na ovulação e na fixação do óvulo após a fecundação, além de dificuldades de transporte do óvulo fecundado. A Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO) estima que cerca de 10 a 15% das mulheres que menstruam tenham endometriose.

E entre os principais sintomas podemos destacar a presença de cólicas intensas, dor durante as relações sexuais e fluxo menstrual intenso e irregular.

Então, caso seja observada a presença de um ou mais sintomas, buscar ajuda médica é fundamental para a realização de exames e obtenção do diagnóstico precoce e o início do tratamento, que deverá controlar a progressão da doença.

Infecções

Outra das possíveis causas da infertilidade feminina são as infecções pélvicas. Causadas por fungos, vírus ou bactérias, elas podem ocasionar alterações nas tubas uterinas e outros órgãos sexuais das mulheres, devido à presença de inflamações do endométrio.

Isso faz com que esses órgãos percam suas funções, o que prejudica a fertilização e a implantação dos óvulos no útero. Causando, assim, a dificuldade de engravidar e uma possível infertilidade.

Essas infecções são, muitas vezes, assintomáticas. Por isso, fazer visitas periódicas ao ginecologista é essencial para diagnosticar precocemente as infecções e, com isso, dar início ao tratamento, evitando complicações.

Alterações na tireoide

Alterações na tireoide (hiper ou hipotireoidismo) também contribuem para problemas relativos à fertilidade. Isso porque causam um desequilíbrio hormonal no organismo, acabando por interferir no ciclo menstrual da mulher.

Entre os principais sintomas das alterações na tireoide, destacam-se:

  • Perda de peso
  • Fraqueza muscular
  • Letargia
  • Dormência nas mãos
  • Alterações intestinais (prisão de ventre ou diarreias)
  • Alterações do ciclo menstrual

Tanto o hipo quanto o hipertireoidismo são facilmente tratados com medicamentos que regulam a função da tireoide, favorecendo a gravidez. Por isso, não vacile: procure ajuda médica logo que perceber os sintomas!

Dificuldade de ovulação

Outro fator que pode ser causa da infertilidade feminina é a dificuldade ou a falta da ovulação, seja por fatores internos da própria mulher ou externos. Conheça alguns desses fatores:

Doenças graves

Doenças graves que exigem um tratamento mais pesado, como o câncer, por exemplo, podem fazer com que as mulheres deixem de ovular após as sessões de radioterapia e quimioterapia, comprometendo a fertilidade.

Nesses casos, o congelamento de óvulos pode ser uma saída interessante para que a mulher preserve sua fertilidade mesmo após esses tratamentos mais invasivos.

Síndrome do Ovário Policístico (SOP)

Já como fator interno que pode atrapalhar a ovulação, temos a síndrome do ovário policístico. Nesse caso, os ovários aumentam de tamanho devido ao acúmulo de folículos estacionados, o que causa múltiplos cistos, deixando a ovulação — e, como consequência, a menstruação — irregulares.

Como sintomas, além do ciclo menstrual irregular, observa-se o aumento de peso e de oleosidade da pele, além do aumento de pelos no corpo devido a uma maior produção de hormônios masculinos.

O tratamento da síndrome, portanto, é feito a partir da administração de hormônios que estimulam a ovulação, aumentando, assim, a chance da mulher engravidar naturalmente.

Enfim, como é possível perceber, existem muitas causas da infertilidade feminina. Porém, existem também muitos tratamentos para reverter o quadro e auxiliar o casal na busca pela gravidez.

Então, ao primeiro sinal de infertilidade, procure logo um médico para um diagnóstico mais preciso e a indicação do tratamento mais adequado para o seu caso. Com um bom aconselhamento, uma equipe de confiança e os avanços da medicina, não é preciso desanimar!

E aí, gostou do post? Tem outras dúvidas sobre as causas da infertilidade feminina? Deixe um comentário!

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Conheça a história de Louise Brown, o primeiro bebê gerado pela fertilização in vitro

Há quase quatro décadas nascia, em Oldham — uma cidadezinha do interior da Inglaterra —, o primeiro bebê de proveta do mundo. Em 25 de julho de 1978, Louise Joy Brown nasceu e foi recebida com grande felicidade por seus pais, Lesley e John Brown, que tentavam ter um bebê há mais de 9 anos.

Hoje os tratamentos para engravidar e as técnicas de fertilização são mais conhecidas pelas pessoas. Porém, quando Louise Brown nasceu, a notícia de que ela era um bebê fertilizado in vitro revolucionou a medicina e a vida de quem há muito tentava ter um filho.

Acompanhe em nosso artigo essa história inspiradora e conheça um pouco mais sobre essa técnica que pode ajudar os casais que têm dificuldade para engravidar.

Louise Brow e seus pais, Lesley e John Brown

O sonho do casal Lesley e John Brown era conseguir ter um filho, porém, Lesley, com 29 anos na época, possuía uma obstrução tubária que impedia que seus óvulos encontrassem os espermatozoides do seu marido, John. Lesley já tentava sua gravidez há 9 anos.

Devido a tantas tentativas frustradas, o casal decidiu conversar com o embriologista Robert Edwards e o ginecologista Patrick Steptoe, pesquisadores que estavam desenvolvendo um novo método de fertilização.

Para o casal essa era a última tentativa para conseguir engravidar, e mesmo sem entender perfeitamente a técnica inovadora e sem qualquer histórico de sucesso do método, decidiram aproveitar a oportunidade de, enfim, ter o filho.

Não foi fácil e nem rápido, pois diversas tentativas de vingar o embrião foram mal sucedidas. Porém, depois de 50 tentativas falhas, enfim no mês de dezembro de 1977, Lesley estava grávida de Louise.

Embora a novidade tenha sido uma feliz notícia para o casal e também um grande passo científico para a medicina por meio das mãos de Robert Edwards e Patrick Steptoe, nem todos viram com bons olhos a nova técnica. Os pesquisadores foram alvos de críticas e os pais de Louise estavam na mira da mídia e de curiosos.

Louise nasceu após uma cesariana eletiva, no dia 25 de julho de 1978. Embora pequena, com apenas 2,608 kg, Louise era perfeita. Seu nome do meio, Joy — do inglês, felicidade —, foi sugestão do próprio Steptoe, satisfeito com o sucesso das suas pesquisas em parceria com Edwards.

O seu nascimento causou grande alvoroço e diversas manchetes foram veiculadas em jornais impressos e telejornais de todo o mundo. Os questionamentos giravam em torno da ética e também do cunho legal da técnica de fertilização in vitro utilizada pelos pesquisadores.

Ao mesmo tempo, era questionado se os bebês nascidos por meio dessa técnica poderiam ser saudáveis e questionava-se se os bebês do sexo feminino poderiam gerar uma nova vida por meio dos métodos naturais. E o tempo foi o responsável por responder a essa pergunta.

Em 2006, no mês de dezembro, Louise Brown deu à luz o seu primeiro filho, concebido por vias naturais. Porém, ela não foi a pioneira nisso, porque antes dela, em 1999, sua irmã Natalie, também fertilizada in vitro, teve seu primeiro filho por vias naturais, o que acabou com as dúvidas sobre a reprodução dos bebês gerados por essa técnica.

História da criação da fertilização in vitro

O fisiologista Robert Edwards começou a trabalhar com fertilidade humana na década de 60, estudando o tema por vários anos na Universidade de Cambridge. Até então, Edwards possuía experiência apenas no campo de genética e embriologia animal, realizando fertilizações in vitro com gametas de outros mamíferos.

Frustrado com a incapacidade de essa pesquisa poder ajudar seus pacientes, o fisiologista resolveu se dedicar aos estudos com tecidos humanos, obtendo pedaços de ovários removidos em cirurgia e tentando realizar fecundações em laboratório. Tal feito já havia sido alcançado com gametas de coelhos por outros pesquisadores, mas coube a Edwards adaptar a técnica ao tecido humano. Em 1968, Edwards obteve sucesso na fertilização in vitro.

Ajuda laparoscópica

Edwards já era capaz de fecundar o óvulo e o espermatozoide em laboratório, mas para que sua técnica pudesse ser usada na prática clínica, necessitava encontrar uma maneira menos invasiva de obter os óvulos que, até então, resultavam de cirurgias abertas.

Foi aí que Patrick Steptoe, um cirurgião ginecologista em Oldham, entrou para a história. Steptoe passou grande parte da sua carreira desenvolvendo o uso da laparoscopia na ginecologia. Ele desenvolveu a técnica de coleta laparoscópica de óvulos diretamente do ovário, um procedimento pouco invasivo e que poderia ser indicado à maioria das mulheres que não conseguiam engravidar.

Steptoe desenvolveu esse trabalho a partir de 1969, como diretor do Centro de Reprodução Humana em Oldham.

Década de frustração

Na década de 70, a dupla de pesquisadores já era capaz de obter os óvulos das suas pacientes e fecundá-los no laboratório, mas não conseguiam fazer com que o embrião se implantasse com sucesso na parede uterina.

Apenas em 1975 conseguiram realizar a primeira gravidez, mas apenas fora do útero — uma gravidez ectópica — que teve de ser terminada. Em 1977, com um novo protocolo de procedimentos, Edwards e Steptoe iniciaram o trabalho com um novo grupo de pacientes, dentre os quais estavam Lesley e John Brown.

Técnica nos dias atuais

Em 2010, Edwards e Steptoe receberam o prêmio Nobel de medicina por desenvolverem a técnica de fertilização in vitro (FIV). Louise, agora com 36 anos, é mãe de dois meninos concebidos naturalmente. Sua irmã Nicole, que nasceu quatro anos após Louise e também foi resultado da fertilização in vitro, possui quatro filhos e se tornou o primeiro bebê de proveta a se tornar mãe, ao dar à luz a uma menina, em 1999.

As técnicas de FIV evoluíram imensamente à medida que se difundiram pelas clínicas de fertilidade mundial. Hoje em dia, a FIV é utilizada por casais com doenças tubárias, mobilidade do espermatozoide reduzida, homoafetivos, sorodiscordantes, aos que necessitam de doação de gametas, útero de substituição — também conhecido como barriga de aluguel —, diagnóstico pré-implantacional, entre outros.

A técnica evoluiu tanto que, a cada ciclo de FIV, a chance de gravidez é maior do que em um ciclo natural de um casal jovem e saudável.

Desde o nascimento de Louise Brown a técnica se difundiu pelo globo e já trouxe ao mundo mais de 5 milhões de bebês, motivo de felicidade para milhares de casais que não poderiam ter realizado o sonho de serem pais não fosse pela invenção da fertilização in vitro.

Quer saber ainda mais sobre a fertilização in vitro? Confira mais este post sobre o assunto!

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    Entenda como a idade influencia na Fertilização In Vitro

    Preparamos um artigo completo para que você entenda como a idade influencia no sucesso da Fertilização in Vitro.

    Neste artigo você vai aprender:

    • Como acontece a fertilização natural?
      • Aprenda como acontece a fertilização natural no corpo da mulher e quais as chances de engravidar a cada ciclo menstrual.
    • Quais são as taxas de sucesso da fertilização para cada idade?
      • Compreenda quais são as taxas de sucesso de uma gravidez entre os 20, 30 e 40 anos de idade.
    • Como vencer as dificuldades da idade e engravidar?
      • Entenda como é possível engravidar mesmo nas faixas etárias em que a gravidez se torna mais difícil.

    LEIA O ARTIGO GRATUITAMENTE!

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    Veja como a alimentação interfere na sua fertilidade

    Ter um filho é algo que muda para sempre a vida de um casal, e essa é uma decisão que normalmente vem de muita reflexão e do desejo profundo de se tornar pais. Porém, infelizmente, pode acontecer que mesmo depois de estar totalmente seguro desse desejo, o casal passe muito tempo tentando, sem conseguir resultados.

    A boa notícia é que a infertilidade pode estar sendo causada por algo muito mais simples do que alguma doença ou problema irreversível: a alimentação, tanto do homem quanto da mulher, pode influenciar muito suas chances de conseguir gerar um filho.

    Se você e seu parceiro estão na expectativa de conseguir a sonhada gravidez, vejam algumas dicas de como seus hábitos diários de alimentação podem estar interferindo em sua fertilidade:

    Bebidas alcoólicas

    Muitos casais já sabem que devem evitar consumir bebidas alcoólicas enquanto estão tentando engravidar, mas vale ressaltar aqui a importância e os motivos dessa medida.

    O álcool em excesso é prejudicial para o desenvolvimento dos gametas sexuais, resultando, consequentemente, em maiores dificuldades de engravidar. Além disso, lembre-se de que o álcool pode ser prejudicial à formação do bebê nos primeiros meses na barriga da mãe. Para garantir maiores chances de sucesso, o ideal é que o futuro pai e a futura mãe suspendam o consumo de álcool durante as tentativas, e a futura mãe durante todo o período da gravidez.

    Alimentos ricos em gordura

    O excesso de peso é outro fator que pode estar atrapalhando suas chances, já que está relacionado a problemas hormonais encontrados em ambos os sexos, influenciando a fertilidade, ou seja, o excesso de peso tem ação direta sobre os hormônios, tanto no homem como na mulher.

    Ingerir muitos alimentos gordurosos pode ainda trazer outras complicações, como doenças cardíacas, de circulação, diabetes e colesterol alto — mais obstáculos no desenvolvimento de gametas férteis.

    Casais que pretendem ter filhos, portanto, devem controlar sua ingestão de gordura, preferindo consumir carnes mais magras e laticínios desnatados, além de praticar exercícios físicos regularmente.

    Consumo de alimentos ricos em açúcar

    O açúcar também é um dos vilões da alimentação de quem está tentando engravidar. Seu excesso não só pode levar ao sobrepeso, que atrapalha a formação dos gametas, como ainda favorece o desenvolvimento de diabetes, prejudicando a fertilidade em homens e mulheres.

    Durante as tentativas, experimente tomar sucos, café e outras bebidas sem adição de açúcar e consuma doces de forma moderada.

    Baixo consumo de vegetais, frutas e legumes

    Vitaminas e minerais têm um papel importante na formação dos gametas, e a falta deles pode comprometer o bom funcionamento do organismo. Sem a ingestão de frutas, vegetais e legumes na medida certa, as chances de conseguir ficar grávida diminuem. Estes alimentos são substâncias antioxidantes, que limpam nosso corpo de moléculas de oxigênio nocivas, que são os radicais livres.

    Procurem complementar sua dieta com frutas, vegetais e legumes todos os dias, e dê preferência aos alimentos livres de agrotóxicos. Não hesitem em buscar a ajuda de um nutricionista, caso achem necessário.

    Em suma, podemos perceber que, para manter os níveis de fertilidade do casal e aumentar suas chances de realizar o sonho de ter filhos, é preciso que ambos mantenham um estilo de vida saudável. Se, mesmo com todos esses cuidados, vocês ainda não estiverem conseguindo engravidar, não se preocupem: a medicina oferece hoje em dia diversas soluções para casais nessa situação. Conheça algumas delas no nosso site e comentem, caso ainda tenha dúvidas sobre como alimentação influencia sua fertilidade!

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    Você sabe o que é a Oncofertilidade? Conheça essa especialidade na área do câncer

    A Oncofertilidade é a especialidade médica que surgiu com o objetivo de manter a fertilidade de pacientes com câncer. A radioterapia, quimioterapia e cirurgias utilizadas no tratamento do câncer podem, muitas vezes, levar à infertilidade pela destruição de células dos ovários e testículos, por lesões ou pela retirada do útero. Não havendo dúvidas da necessidade desses tratamentos para a sobrevivência dos pacientes, a preservação da chance de engravidar futuramente melhora a qualidade de vida pós-câncer.

    Continue a ler para entender quais os métodos que essa especialidade utiliza para tornar isso possível.

    Bancos de gametas

    Se há tempo suficiente para a coleta de material, o congelamento e o armazenamento de óvulos e sêmen é a melhor alternativa. A coleta de óvulos pode demorar de duas a seis semanas, já que é necessário estimular a ovulação por meio de hormônios. Já a coleta de esperma é mais rápida e simples, a menos que a ejaculação não seja possível. Além destas opções, quando o paciente já tem um parceiro definido, a fecundação pode ser realizada e os embriões congelados, aumentando as chances de sucesso de gestação no futuro.

    Doação de gametas

    Caso a preservação de gametas ou embriões não tenha sido feita, ou a gestação a partir do material congelado não tenha sido bem sucedida, é possível a utilização de óvulos e espermatozoides doados. Poder ser feita uma fertilização in vitro ou mesmo uma inseminação intrauterina, a depender de qual dos parceiros foi afetado pelo tratamento.

    Útero de Substituição

    Se o útero sofrer danos durante o tratamento do câncer, a mulher não poderá mais ter uma gestação a termo. Com a fecundação in vitro de seus óvulos pelos espermatozoides de seu parceiro, ela poderá ter seu bebê por meio de um útero de substituição. Esse método é permitido no Brasil entre parentes de até quarto grau desde que não envolva transações comerciais.

    Situações especiais

    Algumas situações requerem atenção especial por terem restrições quanto aos métodos estabelecidos. É o caso de crianças que, não tendo passado pela puberdade, não produzem gametas,  e o de alguns pacientes adultos que devem iniciar o tratamento imediatamente após o diagnóstico para aumentar a chance de sobrevivência.

    Crianças

    A produção de gametas só se inicia na puberdade, sendo impossível a coleta de óvulos ou espermatozoides em crianças. Dessa forma, as possibilidades são a proteção genital e pélvica por meios físicos como o uso de mantas de chumbo durante a radioterapia e o congelamento de tecido ovariano, embora seja um método ainda experimental.

    Tratamento imediato

    Se o tratamento do câncer precisa ser iniciado imediatamente, e não há tempo para estímulo e maturação de óvulos, as medidas de preservação de fertilidade nas mulheres são semelhantes às das crianças. Além da proteção física do ovário, é possível realizar o congelamento e a preservação de fragmentos de tecido ovariano para um futuro retransplante, técnica experimental que já resultou em cerca de 40 nascimentos no mundo e  que tem se tornado promissora. A cultura deste tecido ovariano em laboratório para obtenção de óvulos maduros está em desenvolvimento e não foi ainda capaz de produzir gestações em humanos.

    Também podem ser utilizados hormônios injetáveis (agonistas gonadotrópicos) que reduzem o fluxo sanguíneo para os ovários durante o tratamento quimioterápico e que têm mostrado bons resultados em alguns estudos.

    Graças aos avanços científicos, o diagnóstico de câncer não mais se atrela a uma alta mortalidade e sim, se associa a um tratamento crônico que visa preservar a vida e a qualidade de vida do paciente. Por isso, ao receber o diagnóstico, discuta com seus médicos o tema de preservação da fertilidade antes mesmo de iniciar qualquer tratamento, de modo a garantir o sonho de ter filhos no futuro.

    A Oncofertilidade é uma especialidade recente que já conseguiu gerar bons resultados para um grande número de pacientes com câncer, e tem perspectivas promissoras para os próximos anos.

    Tem alguma dúvida sobre o assunto? Entre em contato conosco!

    Equipe Médica Revisora do Texto

    Dr. Ricardo Marinho, Dra. Hérica Mendonça, Dra. Leci Amorim, Dr. Fábio Peixoto, Dra. Luciana Calazans e Dr. Leonardo.

    9 mitos sobre a fertilização in vitro

    A fertilização in vitro trouxe uma possibilidade nova para diversos casais que não conseguiam ter filhos de forma natural, além de permitir que mulheres realizassem seu sonho de ser mãe, mesmo em uma idade um pouco menos propícia para a gravidez. Com essa técnica, famílias foram construídas, crianças nasceram e a esperança se renovou no coração de muitas pessoas.

    No entanto, como toda nova tecnologia, sobretudo se tratando de uma inovação na área de medicina, a fertilização in vitro trouxe também uma série de dúvidas, desconfianças e questionamentos, gerando alguns mitos que, infelizmente, fizeram alguns casais desistir da possibilidade de investir nessa técnica para constituir sua família.

    Se você tem vontade de conhecer esse método a fundo, não deixe de conferir nosso post de hoje, 6 mitos sobre a fertilização in vitro.

    1. A técnica é indicada apenas para mulheres com alterações tubárias

    Embora, antigamente, a técnica fosse direcionada principalmente para mulheres com problemas anatômicos e patológicos nas trompas uterinas, hoje em dia, a situação mudou completamente de figura. Qualquer casal com problemas em conceber seu herdeiro poderá recorrer a esse expediente, e as razões que levam diversas pessoas a procurar pelo método são muito mais amplas, podendo incluir, inclusive, problemas de fertilidade por parte do próprio pai, como baixa contagem de espermatozoides e casais homossexuais que buscam por alternativas para formar uma família.

    2. A fertilização in vitro pode ser feita em qualquer idade

    Essa é outra ilusão que se criou a respeito da fertilização in vitro. Indica-se, hoje, que as mulheres devam tentar a técnica até os 43 anos de idade, pois a viabilidade do embrião se reduz significativamente a partir desse momento.

    3. Inseminação artificial e bebê de proveta são a mesma coisa

    Apesar de serem frequentemente confundidas, as duas técnicas não são nada parecidas. Como o próprio nome indica, na fertilização in vitro é feita em laboratório, a união de um óvulo a um espermatozoide, com posterior implantação do óvulo fecundado no interior do útero da mãe. Já no caso da inseminação artificial, o que ocorre é a injeção de espermatozoides, isto é, inserção de sêmen, na cavidade uterina, com o auxílio de um cateter.

     

    4. O bebê gerado pela fertilização in vitro é menos saudável

    A diferença entre a fertilização natural e a in vitro acontece apenas até o momento da fecundação, já que o restante da gestação ocorre de maneira normal, no útero da mãe ou barriga de aluguel.

    Isso significa que o bebê gerado por esse método tem as mesmas chances de se desenvolver de forma saudável e normal quanto qualquer outro, a depender de características genéticas dos pais e de complicações durante a gravidez, que nada têm a ver com o método de fecundação. Muitas vezes, inclusive, mesmo problemas genéticos podem ser prevenidos com a técnica do bebê de proveta, como explicaremos no próximo tópico.

    5. A fertilização in vitro não previne doenças hereditárias

    Muito pelo contrário, esse procedimento é cada vez mais comum. Quando os futuros pais sabem de alguma doença genética na família, podem recorrer à técnica de seleção de embriões, através da qual são escolhidos aqueles que não possuem o gene portador do mal que aflige a família.

    6. A fertilização in vitro sempre resulta em gestações múltiplas

    A paciente e o médico determinam quantos embriões serão transferidos para o útero. Se for transferido um único embrião, é impossível que a paciente tenha gêmeos. No entanto, também não há garantia de que esse embrião vai se implantar no útero com sucesso. É por isso que muitas mulheres decidem implantar dois, três ou mais embriões.

    Segundo a legislação da Anvisa, o número de embriões implantados deve variar da seguinte maneira:

    • Se a mulher tem até 35 anos, a chance de gravidez é alta, e no máximo dois embriões devem ser inseridos;
    • De 36 aos 40 anos, até três embriões podem ser inseridos;
    • E mulheres acima de 40 anos podem receber quatro embriões.

    7. A fertilização in vitro funciona 100% das vezes

    Não há como prover tal garantia, pois a implantação depende de uma série de fatores, principalmente da idade da mulher provedora do óvulo. Porém, em muitos casos, essa é a melhor chance do casal.

    Agora que você já conhece os principais mitos sobre a técnica do bebê de proveta, que tal compartilhar nosso post para que cada vez mais gente a conheça e tenha a chance de constituir suas famílias? Não se esqueça de contar, nos comentários, se ficou com alguma dúvida e se conhece outros mitos a respeito da fertilização in vitro!

    Tabela de gravidez mensal por tentativa x Idade da mulher

    8. A fertilização in vitro é a última opção para engravidar

    Dependendo do diagnóstico, a fertilização pode ser a primeira opção indicada ou mesmo a única opção. É o caso, por exemplo, de mulheres com bloqueio de tuba uterina bilateral ou de alguns tipos de infertilidade masculina.

    9. Fertilização in vitro é muito estressante por causa dos remédios

    Não é verdade. Muitos fatores influenciam a reação da mulher ou do casal durante a fertilização in vitro. A medicação pode afetar o humor da paciente, mas o estrogênio, na verdade, é um hormônio que dá a sensação de felicidade. A medicação do tratamento pode, inclusive, deixar a paciente mais alerta e disposta.

    Gostou de saber um pouco mais sobre a fertilização in vitro? Ficou com alguma dúvida em relação ao assunto? Deixe um comentário!

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      Entenda como funciona a fertilização in vitro

       

      Hoje em dia, muitas mulheres preferem investir em suas carreiras e aproveitar os primeiros anos de independência do que ter filhos e constituir uma família desde cedo. No entanto, engravidar mais tarde, com idade mais avançada, pode não ser tão fácil. É claro que a idade das mulheres não é a única causa de problemas na fecundação, porém, esse é um dos motivos que alavancou a procura por métodos de reprodução alternativos.

      A fertilização in vitro é uma das principais técnicas que permitem que as mulheres tenham liberdade para ter filhos no momento mais oportuno de suas vidas. Quer conhecer um pouco mais sobre ela? Então acompanhe-nos!

      O que é a fertilização in vitro?

      Conhecida também como bebê de proveta, essa técnica consiste em uma coleta de gametas masculinos e femininos para que a fecundação aconteça dentro de um laboratório, em um ambiente controlado e, apenas depois, seja transferido para o útero da mãe.

      O método foi testado pela primeira vez em 1978, na Inglaterra, e a primeira experiência no Brasil foi realizada em 1983.

      Quem pode procurar esse tratamento?

      A técnica é indicada para qualquer casal que tenha dificuldade na chegada dos espermatozoides até o óvulo feminino, o que pode ser causado por diversos motivos além do avanço da idade materna, como problemas de produção do esperma pelo homem, obstrução tubária e quadros de endometriose na mulher.

      A fertilização in vitro também pode ser procurada por mulheres que tenham problemas na produção de óvulos e, por isso, optam por receber um fornecido por uma doadora, para que seja fecundado com um gameta masculino e gerado em seu próprio útero.

      Casais homossexuais também podem optar pela técnica. No caso de casais do sexo masculino, é necessário encontrar uma mulher que se voluntarie para receber o embrião fecundado em seu útero, além dos óvulos doados.

      Para que a mulher possa receber os gametas fecundados em laboratório, ela deve seguir uma lista de orientações e cuidados sobre a sua própria saúde, como:

      • Ter uma alimentação equilibrada;
      • Não fumar;
      • Diminuir a ingestão de bebidas alcoólicas;
      • Ingerir suplementos de ácido fólico

      Como ela é realizada?

      A técnica de coleta é bem simples. O homem deve fornecer uma quantidade de seu próprio esperma, colhido no laboratório por ele mesmo, ou então através de uma pequena punção nos testículos quando não há presença de gametas no sêmen.

      Já a mulher passa por uma indução de ovulação feita por medicamentos para que seja possível realizar a coleta dos gametas femininos.

      Depois disso, é feita uma seleção dos espermatozoides masculinos para serem colocados em uma placa de Petri em conjunto com um óvulo feminino. São selecionados, aproximadamente, 200 mil gametas masculinos para tentar fecundar um único óvulo, em um processo idêntico ao que ocorre dentro do organismo humano.

      Depois de fecundado, o embrião é posicionado dentro do útero da mulher em um processo semelhante ao realizado no exame de papanicolau. Após 14 dias, é realizado um exame que verifica o sucesso do método, atestando a gravidez.

      Qual o tempo para fecundação e índice de sucesso?

      O processo de coleta dos gametas, fecundação, implantação no útero da mulher e exame final para detectar o sucesso da técnica aplicada pode durar em torno de 25 dias.

      O índice de sucesso é relacionado com a idade da mulher doadora do óvulo, já que eles podem ter maior dificuldade de fecundação quando a idade é avançada:

      • Para mulheres com menos de 35 anos, as chances de sucesso podem chegar a 60%.
      • Em mulheres de 35 a 38 anos, as chances são de 40%.
      • Para mulheres entre 40 e 42 anos, as chances variam de 20% a 25%.

      Existem riscos e contraindicações nesta técnica?

      A fertilização in vitro pode aumentar um pouco o risco da mulher desenvolver um quadro gestacional chamado de gravidez ectópica, que é perigosa para a saúde da mãe e do embrião. Para evitar esse quadro, o óvulo fecundado é colocado bem próximo ao fundo do útero, diminuindo a chance de desenvolver esse tipo de problema.

      Existe também um risco maior de desenvolver uma gravidez de gêmeos, trigêmeos ou até quadrigêmeos, pois, normalmente, é feita a transferência de mais de um embrião a fim de aumentar as chances sucesso na implantação. A gestação desse tipo também é considerada de risco para a saúde da mãe e dos fetos, já que, geralmente, resulta em parto prematuro.

      Qual o médico responsável por realizar a fertilização in vitro?

      A fertilização in vitro é um método que deve ser realizado por uma equipe multidisciplinar que conta com ginecologista, embriologista e urologista para poder abordar todas as áreas que envolvem problemas de fecundação em homens e mulheres.

      É importante, ainda, que a equipe médica seja de sua confiança para que todo o processo de fertilização in vitro se realize de maneira tranquila e sem maiores complicações.

      Você conhece casais que conseguiram engravidar por meio dessa técnica? Tem mais alguma dúvida sobre este assunto? Conte para a gente nos comentários!

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        Conheça os problemas de infertilidade mais comuns

        Um problema que tem se tornado comum na rotina de vários casais é a infertilidade. A dificuldade em ter filhos pode ser uma consequência de vários fatores, externos, genéticos e psicológicos que atingem homens e mulheres. Mas você sabe por que isso acontece? Conheça os problemas de infertilidade mais comuns a ambos os sexos.

        O que é infertilidade?

        A infertilidade conjugal é um quadro gerado pela dificuldade do casal em obter uma gestação após um ano de vida sexual regular sem uso de métodos anticoncepcionais. A dificuldade do homem ou da mulher de gerar um feto pode surgir tanto por problemas genéticos e de má formação de óvulos e espermatozoides, quanto por problemas psicológicos.

        Este tempo se justifica pela baixa fertilidade característica do próprio ser humano: apenas 20% de chance de gravidez a cada mês de relação desprotegida.

        Quando começar a procurar ajuda especializada?

        Em casais jovens, se não há indícios clínicos ou histórico de problemas que possam levar à dificuldade de gestação, recomenda-se a investigação com um especialista após um ano de tentativas frustradas

        Em mulheres com mais de 35 anos, para que não se perca tempo, a investigação deve começar após 6 meses de tentativas.

        Causas de infertilidade na mulher

        A infertilidade pode ser relacionada à mulher, ao homem ou a uma mistura dos quadros de ambos. Na mulher, especificamente, vários problemas podem levar à infertilidade:

        Idade avançada

        O chamado período fértil da mulher se inicia ainda na adolescência, a partir do estabelecimento de ciclos ovulatórios e dura até próximo à menopausa. Entretanto, após os 35 anos, já existe uma certa redução da fertilidade que se acentua após os 40 anos. Acima dos 42 anos a queda da fertilidade é ainda maior, sendo raras as gestações nos anos que antecedem a menopausa.

        Ao contrário do homem, a mulher só produz os gametas, chamados ainda oócitos primários, durante sua vida dentro do útero materno. A partir daí, a maioria destas células degeneram. A partir da puberdade, uma delas (raramente mais de uma) amadurecerá a cada mês, num processo chamado ovulação, evoluindo para um oócito secundário maduro (óvulo) capaz de ser fertilizado. Após os 40 anos, existe uma menor reserva ovariana e os óvulos são produzidos irregularmente e têm uma qualidade pior.

        Menstruações irregulares e ovário policístico

        Menstruações irregulares estão relacionadas à falta de ovulação; ou à diminuição precoce da reserva ovariana. O nome síndrome dos ovários policísticos é utilizado para alguns casos de anovulação por causas diversas. Este quado cursa geralmente com ciclos irregulares, acne, excesso de pelos; às veze obesidade. Pela ausência ou diminuição da frequência dos ciclos ovulatórios a mulher apresenta uma dificuldade para engravidar. Existem diversos tratamentos que podem ajudar estas pacientes a ovular e engravidarem.

        Problemas nas trompas

        Infecções, cirurgias ou endometriose podem levar à aderências (cicatrizes) ou obstruções em uma ou nas duas trompas levando à dificuldade ou impossibilidade de gestação. São causas frequentes de infertilidade.

        Endometriose

        A endometriose é uma doença caracterizada pela presença de endométrio (revestimento do útero onde se aloja o óvulo fecundado) dentro da pelve ou abdome feminino, atingindo órgãos e intestino. Dependendo da localização e da intensidade da doença ela levar a quadros dolorosos ou infertilidade.

        Causas de infertilidade no homem

        A infertilidade frequentemente é um problema masculino. Alguns homens podem apresentar alterações na quantidade, tipo de movimentação ou formas dos espermatozoides, o que pode dificultar ou mesmo impedir uma gestação, dependendo da severidade destas alterações, que podem ser causadas por infecções, exposição a toxinas, alterações hormonais, problemas genéticos, ou não apresentarem uma causa conhecida.

        A varicocele é uma condição clínica representada pela presença de varizes na região do escroto. Todo homem pode apresentar algumas varizes nesse local, mas quando estas são visíveis e muito grandes, podem causar aumento de temperatura e de acúmulo de toxinas na região, dificultando a produção de espermatozoides.

        É possível não encontrar nenhum problema e mesmo assim ser infértil?

        Sim, é possível. Cerca de 10% dos casais que passam por exames investigativos não chegam a nenhum diagnóstico e, mesmo assim, não conseguem engravidar. Mas isso não é motivo para parar de tentar: Procurar um especialista no assunto pode aumentar em muito suas chances de realizar esse sonho.

        Você ou seu cônjuge sofrem com alguma dificuldade de engravidar? Já consultaram um especialista? Compartilhe conosco suas angústias, suas vitórias e suas experiências!

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