Segunda Tentativa de FIV: o que muda na segunda vez?

A maioria das clínicas brasileiras especializadas em Fertilização In Vitro (FIV) trabalham com índices de sucesso que variam entre 40% e 55% por tentativa.

São chances bastantes superiores se comparadas às taxas de concepção via natural, que estão entre 18% e 20% por ciclo ovulatório.

Porém, pode ser que a FIV não surta o efeito desejado logo de cara, e uma segunda tentativa seja necessária. Nesse momento, o que pensar e fazer?

Se você quer saber mais sobre o assunto, continue lendo este artigo, em que vamos falar sobre a segunda tentativa de FIV, o que muda ou não no processo e alguns fatores que podem influenciar nos resultados da FIV.

A primeira tentativa não deu certo, o que fazer?

Uma primeira FIV sem sucesso não significa que você não pode engravidar, mas sim que poderá ser necessário mudar a estratégia de estímulo hormonal, ou o procedimento de fecundação e desenvolvimento do óvulo. A definição dependerá da identificação do que causou a falha na primeira tentativa.

O primeiro passo é retomar todas as informações obtidas ao longo do tratamento: documentos, resultados de exames, condições fisiológicas como idade, fator de fertilidade, respostas e protocolos do estímulo à produção dos óvulos.

Além disso, serão avaliadas a fertilização e as características morfológicas a cada 24 horas dos pré-embriões. Assim, é possível conhecer o grau de qualidade de cada pré-embrião, para transferência posterior.

A partir destes diagnósticos, pode-se verificar se existe algum fator extremamente explícito que tenha tido peso na primeira tentativa. Daí, a equipe médica poderá buscar a ação mais assertiva para a segunda etapa.

Na segunda tentativa de FIV, mudam as chances de sucesso?

Antes de mais nada, é importante pontuar: não existe um limite de tentativas para que a FIV dê certo.

O número dependerá das condições de saúde e características de cada casal.

A cada nova tentativa, o médico deve orientar quanto às futuras possibilidades em relação às anteriores, e indicar quando o tratamento deve ser mudado.

Na segunda tentativa de FIV, as chances de sucesso podem sim ser maiores, pois:

  • Realizar um tratamento logo após o outro pode fazer com que o estímulo gerado na primeira tentativa gere óvulos para a segunda;
  • Como na segunda tentativa a equipe médica já conhece a paciente e sabe como ela respondeu, opções que não irão funcionar consequentemente são descartadas;
  • Mudanças de hábitos, como alimentação saudável, parar de fumar e se manter tranquila durante o tratamento também podem ser associadas a maiores chances de sucesso na segunda tentativa de FIV.

Quando a segunda tentativa de FIV pode ser feita?

Uma vez descoberta a possível causa da falha da primeira FIV, a segunda tentativa pode ser realizada assim que as taxas hormonais da mulher se normalizarem.

Isso costuma ocorrer em cerca de um ciclo menstrual, mas somente um especialista em reprodução humana poderá confirmar o período ideal que o casal deve aguardar. Isso porque as condições hormonais podem variar a cada caso.

Alguns fatores que influenciam os resultados da FIV

A principal causa de uma FIV não ser bem-sucedida é a falha da implantação do embrião.

Isso pode acontecer tanto em tratamentos de reprodução assistida como em uma gravidez espontânea, uma vez que em ambas existem condições relacionadas à qualidade do embrião e à receptividade do endométrio para que a implantação do embrião aconteça.

Alguns fatores que podem influenciar ou não o sucesso da FIV são a idade da mulher, a qualidade dos espermatozóides e dos óvulos.

Porém, como dito, somente uma reavaliação médica pode apontar as reais causas e caminhos a se trilhar.

No caso de má qualidade dos óvulos, uma alternativa é a ovodoação, ou seja, receber os óvulos de outra mulher.

Se a barreira for no endométrio, uma opção pode ser o cultivo de pré-embriões até o estágio de blastocisto – atingido no quinto dia do embrião, quando a cavidade interior do embrião, chamada de blastocele, apresenta células que darão origem à placenta e ao feto.

No cultivo dos pré-embriões, óvulos e espermatozóides são unidos em laboratório após a FIV, e o pré-embrião se desenvolve em laboratório com condições adequadas. Isso dura por um período que varia entre 2 e 6 dias, até o dia da transferência para o útero ou congelamento.

Quer saber mais?

Se você gostou deste artigo e quer saber mais sobre outros fatores que influeciam a infertlidade feminina, leia o nosso texto sobre as causas da infertilidade femina.

Equipe Médica Revisora do Texto

Dr. Ricardo Marinho, Dra. Hérica Mendonça, Dra. Leci Amorim, Dr. Fábio Peixoto, Dra. Luciana Calazans e Dr. Leonardo.

Doenças sexualmente transmissíveis prejudicam a fertilidade?

Atualmente, as Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs) são consideradas um dos principais problemas de saúde pública no Brasil e no mundo. Além disso, muitas dessas doenças podem afetar a fertilidade de casais.

Por ano são infectados 10 milhões de brasileiros, em sua maioria jovens em idade reprodutiva.

As DSTs são causadas por fungos, bactérias, vírus ou protozoários e podem afetar significativamente a saúde sexual e reprodutiva, sobretudo quando não são tratadas.

Infelizmente as doenças sexualmente transmissíveis que mais afetam a fertilidade feminina e masculina não costumam apresentar sintomas claros, mas podem ser detectadas por meio de consultas e exames periódicos.

Doenças Sexualmente Transmissíveis e Fertilidade

As DSTs que mais afetam a fertilidade feminina e masculina são a clamídia e a gonorréia.

No caso de mulheres grávidas, a clamídia e a gonorreia podem causar graves complicações e até aborto. Entenda como essas duas doenças sexualmente transmissíveis são contraídas e como atuam no sistema.

Como as doenças são transmitidas?

A principal forma de transmissão é por meio de relação sexual sem uso de preservativo com uma pessoa infectada, seja sexo oral, vaginal ou anal.

A transmissão também pode acontecer durante o parto vaginal e a gonorreia pode passar pelo uso de roupa íntima ou objetos contaminados, porém são casos raros.

Quais os sintomas da Gonorreia?

A gonorreia infecta especialmente a uretra, canal que liga a bexiga ao meio externo, causando infecção e inflamação local.

Nos homens os sintomas são mais aparentes: ardor ao urinar e secreção de pus pela uretra.

Já nas mulheres os sintomas podem não ser aparentes ou se manifestar de forma muito tênue com leve ardor ao urinar, coceiras, corrimento ou dor durante as relações sexuais.

Quando a doença se agrava pode causar infertilidade por meio de inflamação nos testículos e próstata masculinos e inflamação pélvica feminina.

Quais os sintomas da clamídia?

A Clamídia é a doença sexualmente transmissível mais recorrente no mundo e na maior parte das vezes não apresenta sintomas aparentes. Estima-se que 75% dos portadores não percebem que foram afetados.

Devido à ação silenciosa da doença muitos portadores demoram a procurar um tratamento. O que aumenta o risco de contágio de seus parceiros sexuais e o agravamento da doença.

Quando os sintomas se manifestam, eles costumam aparecer entre uma e três semanas após a contaminação.

Nos homens a doença pode causar ardor ao urinar, dor nos testículos, inchaço no saco escrotal e corrimento de pus pela uretra.

Nas mulheres os sintomas podem ser dor abdominal, corrimento vaginal, dor durante as relações sexuais, sangramento vaginal fora do período menstrual e ardor ao urinar.

 

Quando a doença atinge um estágio mais avançado, assim como a gonorreia, ela pode causar inflamação na próstata e, nas mulheres pode resultar em uma inflamação pélvica.

Como elas podem ser diagnosticadas?

Para conhecer o diagnóstico de ambas as doenças é necessário consultar com um especialista: um ginecologista no caso das mulheres ou um urologista no caso dos homens.

O médico deve ser procurado assim que são detectados os primeiros sintomas, de forma a evitar complicações e aumentar a eficácia do tratamento.

As duas doenças costumam ser diagnosticadas analisando uma amostra de urina ou de corrimento purulento, quando esse sintoma se manifesta.

Como as DSTs afetam a fertilidade?

Quando diagnosticadas no princípio, as infecções não afetam a fertilidade masculina nem feminina. Porém em seu estágio mais avançado podem causar infecções e inflamações semelhantes que comprometem os órgãos reprodutores.

Nos homens as duas doenças podem alcançar o testículo e o epidídimo (local em que o sêmen é armazenado), alterando a produção de espermatozoides.

O processo de infecção, nas mulheres pode chegar ao útero, tubas uterinas e ovários, causando além da infertilidade uma complicação grave chamada doença inflamatória pélvica (DIP).

A Clamídia é ainda mais grave para as mulheres, pois pode predispor, em decorrência do acometimento das trompas, gravidez tubária ou ectópica. O processo pode chegar a romper a trompa e causar hemorragia interna.

Como é feito o tratamento?

O tratamento é feito com o uso de uma combinação de antibióticos para que as bactérias sejam eliminadas. Os sintomas da clamídia e da gonorreia são muito parecidos e as doenças são frequentemente associadas, portanto os especialistas costumam passar antibióticos que eliminam as duas infecções.

Depois de iniciado o tratamento é importante que o paciente não mantenha relações sexuais durante uma semana, até que as bactérias sejam eliminadas e informe às pessoas com quem manteve relações sexuais nos últimos meses para que realizem um diagnóstico.

É importante realizar o tratamento completo e assegurar que as bactérias foram completamente eliminadas do organismo.

Caso o diagnóstico demore ou as bactérias não sejam completamente eliminadas, podem gerar danos irreversíveis à fertilidade; nesses casos a alternativa é recorrer à fertilização in vitro

Como prevenir?

A prevenção da gonorreia e da clamídia é a mesma máxima válida para todas as doenças sexualmente transmissíveis: utilizar preservativo durante as relações sexuais, limitar o número de parceiros, realizar exames de rotina regularmente.

Equipe Médica Revisora do Texto

Dr. Ricardo Marinho, Dra. Hérica Mendonça, Dra. Leci Amorim, Dr. Fábio Peixoto, Dra. Luciana Calazans e Dr. Leonardo.

Dificuldade para engravidar? Descubra como a Pró-Criar pode ajudar

Você sonha em ter um filho, se preparou para esse momento, mas tem enfrentado dificuldades para engravidar? Esse momento pode ser muito frustrante e doloroso para um casal. No lugar da expectativa pela gravidez surge a ansiedade, medo e até vontade de desistir, não é? Foi pensando nisso que preparamos esse post para mostrar os tratamentos que a Pró-Criar.

Hoje em dia existem muitos tratamentos que podem te ajudar e procurar auxílio especializado é a melhor saída.Se você está tentando engravidar a mais de um ano, essa é hora indicada para procurar uma clínica de reprodução humana.

No caso de mulheres com mais de 35 anos, aconselha-se que esse tempo seja ainda menor. Deve-se buscar assistência médica depois de seis meses de tentativas.Talvez você já até tenha a vontade de ir a uma clínica, mas não sabe qual escolher ou por onde começar?

Confira mais sobre o assunto:

Fertilização in vitro

A fertilização in vitro (FIV) consiste em uma técnica de reprodução assistida onde os óvulos da mulher e os espermatozoides do seu parceiro são recolhidos para que seja feita uma fecundação em laboratório.

Somente após a fecundação, os embriões são transferidos para o útero da mulher.A FIV é indicada quando o casal tem dificuldade para engravidar devido a problemas como endometriose avançada, baixa produção de gametas ou obstrução das tubas uterinas.

Inseminação artificial

Diferente da fertilização in vitro onde ambos os gametas masculino e feminino são recolhidos e a fecundação é feita fora do útero, na inseminação artificial somente os espermatozoides são coletados.

Após a coleta, os espermatozoides serão inseridos no útero da mulher no período próximo ao dia da ovulação. Antes disso é feita uma estimulação dos ovários, através da qual o profissional determinará o melhor momento para introduzir o gameta masculino.

Depois disso, o espermatozoide seguirá o seu percurso natural até a fecundação do óvulo dentro da tuba uterina.

Esse procedimento é indicado quando o homem possui leves alterações no sêmen ou quando a mulher não ovula de maneira adequada.

Oncofertilidade

A oncofertilidade  é voltada para pacientes com câncer e tem como objetivo preservar a fertilidade destes. Ou seja, ele serve para garantir que o paciente poderá engravidar mesmo depois do tratamento contra o câncer.

Tratamentos como a quimioterapia e a radioterapia podem provocar infertilidade. Além disso, pode haver a necessidade de realizar cirurgias na pelve ou em um dos órgãos do aparelho reprodutor, no caso de tumores nos mesmos.

Através da oncofertilidade, o paciente pode optar por recolher os seus gametas antes de começar qualquer tratamento, para usá-los futuramente.

Criopreservação

A criopreservação é indicada para pessoas que desejam engravidar no futuro, mas não estão possibilitadas ou não querem fazê-lo neste momento, como no caso dos pacientes oncológicos.

Pode ser o caso, também, de uma mulher com 25 anos, por exemplo. Ela planeja engravidar somente aos 35, mas quer garantir a qualidade dos seus óvulos. Ao congelar os óvulos, ela terá mais chances de engravidar quando decidir fazê-lo.

A criopreservação consiste em congelar os óvulos, espermatozoides e embriões para preservar as células. Desse modo elas poderão ser utilizados no futuro em tratamentos de reprodução assistida.

No caso dos homens, os espermatozoides são recolhidos por meio da masturbação, dentro do laboratório. Depois disso, eles são avaliados, preparados e congelados. No caso das mulheres, é realizada uma estimulação dos ovários para recolher os folículos ovarianos, que são aspirados por via vaginal.

O casal também pode optar por fazer a criopreservação do embrião, onde é realizado o mesmo procedimento da fertilização in vitro, só que ao invés de ser inserido no útero, o embrião é congelado.

Outros tratamentos oferecidos pela Pró-Criar

A ProCriar oferece vários outros serviços para auxiliar todas as pessoas que enfrentam dificuldades para engravidar. O processo começa muito antes de decidir qual o melhor tipo de reprodução assistida para o seu caso, inclui acompanhamento psicológico, diversas consultas e muitos exames.

Somente através da análise destes exames e de um estudo particular e aprofundado de cada caso é que é possível determinar qual o tratamento mais indicado para você. Confira a lista de serviços da ProCriar.

Tratamentos Femininos

Fertilização in vitro (FIV)

Fertilização in vitro com injeção de espermatozoides (ICSI)

FIV/ICSI com Congelamento/ Criopreservação

FIV/ICSI com Doação de Óvulos

FIV/ICSI com Casais Homoafetivos

FIV/ICSI com Útero de Substituição

Diagnóstico Genético Pré-Implantacional (PGS/PGD)

Inseminação Artificial Homóloga

Inseminação Artificial Heteróloga

Tratamentos Masculinos

Biópsia Testicular (TESE)

Punção de Epidídimo ou Aspiração Percutânea (PESA)

Biópsia Microcirúrgica (Micro TESE)

Aspiração Microcirúrgica (MESA)

Aspiração Percutânea (TESA)

Conheça mais sobre a ProCriar

A Pró-Criar é pioneira quando o assunto é ajudar pessoas com dificuldade para engravidar. Ela foi fundada em 1999, pelo Dr. João Pedro Junqueira Caetano, Mestre e Doutor pela UFMG, e especializado em infertilidade pela Universidade de Paris.

Nós contamos com uma equipe renomada de médicos, entre eles o Dr. Ricardo Marinho, que coordenou a equipe responsável pelo nascimento do primeiro bebê de proveta em Minas Gerais, em 1989.

Agora que você já conhece mais sobre a gente, acesse o nosso site e agende a sua consulta. Com certeza você encontrará a ajuda certa para identificar porque você tem dificuldade para engravidar e qual o tratamento mais indicado.

Quer saber mais?

Leia também o nosso texto com as 5 informações sobre a fertilização in vitro que você precisa saber para entender mais do assunto!

Equipe Médica Revisora do Texto

Dr. Ricardo Marinho, Dra. Hérica Mendonça, Dra. Leci Amorim, Dr. Fábio Peixoto, Dra. Luciana Calazans e Dr. Leonardo.

O que é receptividade endometrial?

Todas as pessoas que já passaram por algum processo de Fertilização in Vitro sabem que o período de espera entre a transferência do embrião e o resultado final é extremamente delicado. É natural que o casal se sinta apreensivo e ansioso, afinal, receberão uma resposta quanto à tão esperada gravidez.

Um fator que possui grande influência nesta última etapa do procedimento é a receptividade endometrial. Ela deve estar favorável para receber o embrião e para isso é importante que a janela de implantação esteja alinhada com a transferência embrionária.

Você tem alguma dúvida sobre como acontece esse processo? Quer entender o que é a receptividade embrionária, a janela de implantação e como elas interferem na FIV?

Continue a leitura do texto e compreenda como esses fatores podem interferir no sucesso da sua gravidez.

O papel do endométrio

Provavelmente você já escutou muito sobre endométrio, mas talvez tenha dúvidas quanto à sua função no organismo. Endométrio é o tecido que reveste as paredes internas do útero feminino, que sofre alterações em sua espessura de acordo com os estímulos hormonais e, quando não ocorre a fecundação, se descama dando origem ao sangue menstrual.

No endométrio ocorre a fixação do embrião, e esta interação é essencial para o desenrolar da gravidez. Se o embrião chega ao endométrio no momento em que ele está mais espesso, ou seja, pronto para receber o embrião, as chances de sucesso da gravidez são muito maiores.

A importância da receptividade endometrial

O momento em que o endométrio está preparado para receber os embriões, já prontos, advindos do laboratório, no caso  da Fertilização in Vitro,  – é quando sua espessura chega ao máximo, ou seja, quando está mais receptivo.

Esse momento recebe o nome de receptividade endometrial, acontece a cada ciclo menstrual e dura poucos dias. Acertar esse momento exato pode fazer toda a diferença para o sucesso da gravidez.

Receptividade endometrial e a janela de implantação

Janela de implantação é o nome dado ao período de maior receptividade do endométrio, quando sua espessura é maior. Esse período costuma durar cerca de 3 dias dentro de um ciclo regular de 28 dias.

Para a mulheres a janela de implantação acontece entre o 19º e 21º dias do ciclo menstrual, contatos a partir do primeiro dia de sangramento. Porém 3 em cada 10 mulheres possuem a chamada janela de implantação deslocada, quando a receptividade endometrial acontece em outro período.

Janela de implantação deslocada

Quando ocorre esse fenômeno a janela de implantação não acontece entre os dias 19 e 21, podendo acontecer antes ou depois desses dias.

Esta alteração não afeta a fertilidade da mulher, mas sim o momento propício para a fixação do embrião no endométrio e pode ter uma grande influência no sucesso ou fracasso do procedimento da FIV.

Se a equipe médica não diagnosticou que a mulher possui a janela de implantação deslocada, provavelmente o embrião será implantado em um momento em que o endométrio não está apto para recebê-lo. Portanto as chances de sucesso do procedimento são muito menores.

Como descobrir a janela de implantação

Para diagnosticar o momento de maior receptividade endometrial, a equipe médica pode realizar um teste que apontará os dias ideais para a transferência embrionária. Este teste recebe o nome de Endometrial Receptivity Array ou, simplesmente ERA.

O teste ERA

O teste ERA consiste em uma avaliação molecular que determina se o endométrio é receptivo durante a janela de implantação convencional ou não. Ele pode ser realizado de duas formas:

Com preparo endometrial

O preparo do endométrio acontece com o uso dos hormônios estradiol e progesterona, com o uso dos hormônios a equipe médica consegue determinar com precisão a data ideal para a biópsia embrionária.

O hormônio estradiol começa a ser usado após o início do ciclo menstrual, ele aumentará a sua espessura do endométrio. Depois de aproximadamente 10 dias uma ultrassonografia transvaginal avalia se o corpo está preparado para iniciar o uso da progesterona natural.

Uma vez iniciado o uso do segundo hormônio contam-se mais 5 dias para a realização de uma biópsia endometrial que determinará como está a receptividade do endométrio.

De maneira natural

Esse método é realizado durante o ciclo menstrual com ovulação espontânea, sem indução ou hormônios para preparar o endométrio. Portanto, o dia da biópsia vai variar de acordo com o dia da ovulação da mulher.

A biópsia acontecerá 7 dias depois que o hormônio responsável pela ovulação (LH) chegar ao seu nível máximo, para descobrir essa data deve ser realizado um exame de sangue ou urina.

Receptividade endometrial e a FIV

Agora que você tem essas informações deve ter percebido como a receptividade endometrial é importante para o procedimento de Fertilização in Vitro e possui grande influência sobre os resultados.

O teste ERA ainda é experimental e sua indicação deve ser feita somente por um especialista em Reprodução Humana.

Geralmente ele é recomendado para mulheres que já passaram por pelo menos 2 transferências de embriões de boa qualidade associado a uma boa resposta do endométrio ao estímulo hormonal e mesmo assim não ocorreu gravidez. Ele não possui nenhuma influência na gestação ou contraindicações.

Quer saber mais?

Agora que você esclareceu algumas dúvidas quanto às últimas etapas da FIV, você pode compreender melhor a relação entre a idade materna e como ela interfere na fertilidade em um artigo produzido pela nossa equipe médica.

Equipe Médica Revisora do Texto

Dr. Ricardo Marinho, Dra. Hérica Mendonça, Dra. Leci Amorim, Dr. Fábio Peixoto, Dra. Luciana Calazans e Dr. Leonardo.

O que fazer após um diagnóstico de infertilidade?

A infertilidade é uma questão cada vez mais comum entre casais. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 20% da população mundial já recebeu um diagnóstico de infertilidade.

Entre os pacientes que optam por realizar tratamentos, até 65% manifestam sintomas de ansiedade, sentimentos de culpa, baixa auto-estima, depressão, falta de esperança, entre outras emoções negativas.

Porém, é sempre bom lembrar que um diagnóstico de infertilidade não é o fim da linha para casais que querem ter um bebê.

Se o problema for uma doença física, é grande a chance de que exista um tratamento que possa reverter a situação. O primeiro passo é sempre descobrir o fator causador e, em seguida,buscar a sua solução.

Já no campo psicológico, tanto o diagnóstico quanto o tratamento de infertilidade podem ter impactos nas vidas pessoas e sociais dos casais. À medida que os ciclos vão passando e tentativas são frustradas, é comum que o desgaste emocional aumente cada vez mais.

Tratamentos de reprodução assistida podem ser longos e difíceis e, por isso, a ajuda profissional de um psicológo pode ser bastante útil para aliviar a pressão. É uma forma de ajustar as emoções, diminuir as chances de abandono dos tratamentos, além de aumentar as chances de nascimentos saudáveis.

Dicas para cuidar do emocional após o diagnóstico de infertilidade

 

  • Aceite a situação:a sonhada gestação pode demorar mais do que o esperado, e emoções surgirão nesse processo. Aceite-as e não se culpe pela situação.
  • Não abandone outros projetos: se dedicar a planos que te fazem felizes é necessário para recarregar as energias. Dar atenção a esses projetos ajudará a repor as energias antes de iniciar um novo tratamento.
  • Tenha uma atitude positiva: 85% dos diagnósticos de infertilidade têm solução. Por isso, fuja dos pensamentos negativos e lembre-se que chances acumuladas de gravidez aumentam com as tentativas. Não deixe o sofrimento tomar conta, pois o medo e a insegurança provocam efeitos que paralisam as atitudes.

 

 

  • Não enfrente a situação sozinho(a): conte com o apoio do seu parceiro ou parceira, esse cuidado é essencial para que vocês não abandonem o tratamento. Fale, escute, seja tolerante e compreensivo. Evite criar sentimentos de culpa e divida a carga.
  • Se informe: Tanto os especialistas responsáveis por te atender na clínica, quanto um psicólogo estão aptos a te fornecer informações e orientações sobre as melhores formas de lidar com a situação. Por isso, não exite em procurá-los. Conte ainda com o apoio de família e amigos.
  • Mantenha o foco: se o objetivo do casal é ter um bebê, não desistam do sonho. Cuidem do psicológico, avaliem o que pode ser feito para resolver os problemas e mantenham-se firmes.

 

O diagnóstico de infertilidade não é o fim de um sonho, e é um problema cada vez mais comum. Para se ter noção, segundo o ultimo censo, existem no Brasil cerca de 32 milhões de casais.

Destes, quase 7 milhões tem ou terão problemas de infertilidade. Mas os tratamentos existem e são cada vez mais promissores. Para conhecê-los, leia o nosso artigo sobre os 5 principais tratamentos para engravidar.

Equipe Médica Revisora do Texto

Dr. Ricardo Marinho, Dra. Hérica Mendonça, Dra. Leci Amorim, Dr. Fábio Peixoto, Dra. Luciana Calazans e Dr. Leonardo.

Qualidade dos óvulos e FIV: descubra tudo o que você precisa saber

Os óvulos são uma das células mais importantes do sistema reprodutor feminino. Eles começam a se formar dentro do ovário feminino durante o desenvolvimento fetal da mulher e se desenvolvem ao longo dos seus primeiros anos de vida.

Quando os óvulos estão prontos para serem liberados e fecundados a mulher entra em sua idade fértil, tem a sua primeira ovulação e sua primeira menstruação. Esse ciclo se repete a cada mês até que os óvulos se esgotem e a mulher entre na menopausa.

Essas células são essenciais para que a mulher consiga ter filhos, seja de maneira natural ou por meio de tratamentos de fertilidade como a FIV.

Continue a leitura do texto e entenda o papel do óvulo na Fertilização in Vitro, como a idade e outros fatores interferem na qualidade dessas células e como isso impacta nos resultados do procedimento.

Qual o papel do óvulo na FIV

Essa célula do corpo feminino é uma peça chave para a realização da FIV.

Durante o procedimento, o corpo da mulher é estimulado a produzir mais óvulos por meio da estimulação ovariana e em seguida acontece a punção folicular em que as células produzidas serão retiradas por meio de punção ovariana guiada por ultrassom endovaginal para a fecundação.

A fecundação na FIV

A fecundação é o momento crucial da FIV. Ela pode acontecer de duas maneiras: por meio da FIV convencional ou através da ICSI.

Na Fertilização in Vitro convencional, um óvulo é colocado na placa de cultivo rodeado por espermatozoides, enquanto que na ICSI um espermatozoide é inserido em um óvulo por meio de um processo de injeção.

Para que o procedimento de fecundação seja bem sucedido é importante que o casal produza óvulos e espermatozoides de qualidade. Entenda o que se sabe sobre qualidade do óvulo e como ela é influenciada.

O que significa qualidade do óvulo

A qualidade dos óvulos está relacionada às suas características morfológicas e saúde cromossômica. Ou seja, o óvulo perfeito é aquele que possui as formas e quantidade de cromossomas adequados para gerar um embrião saudável.

Características morfológicas

Os óvulos são células grandes e arredondadas, as maiores células do organismo. Eles são revestidos por uma membrana primária e membranas terciárias que o protegem contra choques e permitem a penetração de um único espermatozoide.

Se o óvulo possui alterações em seu formato ou em suas membranas protetoras, ele fica mais vulnerável a choques e danos e as chances de que algum espermatozoide adentre o óvulo de forma adequada diminuem.

Saúde cromossômica

Um embrião saudável é formado por 46 cromossomos, 23 advindos do pai e 23 da mãe. Portanto um óvulo saudável deve possuir 23 cromossomos.

Caso o óvulo possua alguma alteração nessa quantidade, existem grandes chances de que mãe sofra um aborto espontâneo ou a criança nascerá com alguma síndrome cromossômica, como a Síndrome de Turner ou a Síndrome de Down por exemplo.

Quais os fatores influenciam na qualidade dos óvulos

A idade é o principal fator que influencia na qualidade dos óvulos femininos. Além dela, existem doenças e síndromes, características hereditárias e hábitos que podem afetar as células.

Menopausa precoce: essa é uma alteração que interfere na quantidade e qualidade dos óvulos e faz com que a vida fértil da mulher termine mais cedo.

Doenças e síndromes: existem algumas DSTsou algumas síndromes genéticas ou doenças inflamatórias como a endometriose, que se não são diagnosticadas e tratadas corretamente podem afetar os ovários e os óvulos da mulher e comprometer as suas chances de gerar um filho.

Cigarro – o cigarro contém nicotina e outras substâncias que interferem na produção de hormônio femininos que regulam a ovulação e predispõe os óvulos a anomalias genéticas e também pode diminuir a qualidade dos óvulos.

Drogas – o consumo de anabolizantes, maconha, cocaína e outras drogas podem afetar a produção hormonal do cérebro. Nas mulheres a desregulação hormonal causada é capaz de deteriorar os óvulos.

Obesidade – altas taxas de gordura corporal também interferem no equilíbrio hormonal, afetando os óvulos femininos.

Por que a idade é um fator importante para a qualidade do óvulo

Como mencionamos, todos os óvulos da mulher são formados no princípio de sua vida, ficam guardados dentro dos ovários e vão sendo liberados mês a mês quando a mulher atinge sua idade fértil.

Como o corpo feminino não cria novos óvulos a cada ciclo, a quantidade de células presentes nos ovários diminui com o passar do tempo. Além disso, é natural que os óvulos passem por um processo de desgaste e envelhecimento naturais, o que afeta a sua qualidade.

Conclusão

A qualidade dos óvulos é peça chave para uma FIV de sucesso. A boa notícia é que diferente da quantidade de óvulos, que inevitavelmente diminui a cada mês, a qualidade dos mesmos pode ser preservada.

Os famosos exames de rotina são fundamentais para detectar se existe alguma alteração no organismo e tratá-la o quanto antes. Além disso, uma dieta balanceada e livre de determinadas substâncias tóxicas ao organismo garantirá a saúde dos óvulos por mais tempo e aumentará as chances de uma gravidez de sucesso.

Equipe Médica Revisora do Texto

Dr. Ricardo Marinho, Dra. Hérica Mendonça, Dra. Leci Amorim, Dr. Fábio Peixoto, Dra. Luciana Calazans e Dr. Leonardo.

O que é receptividade endometrial?

Todas as pessoas que já passaram por algum processo de Fertilização in Vitro sabem que o período de espera entre a transferência do embrião e o resultado final é extremamente delicado. É natural que o casal se sinta apreensivo e ansioso, afinal, receberão uma resposta quanto à tão esperada gravidez.

Um fator que possui grande influência nesta última etapa do procedimento é a receptividade endometrial. Ela deve estar favorável para receber o embrião e para isso é importante que a janela de implantação esteja alinhada com a transferência embrionária.

Você tem alguma dúvida sobre como acontece esse processo? Quer entender o que é a receptividade embrionária, a janela de implantação e como elas interferem na FIV?

Continue a leitura do texto e compreenda como esses fatores podem interferir no sucesso da sua gravidez.

O papel do endométrio

Provavelmente você já escutou muito sobre endométrio, mas talvez tenha dúvidas quanto à sua função no organismo. Endométrio é o tecido que reveste as paredes internas do útero feminino, que sofre alterações em sua espessura de acordo com os estímulos hormonais e, quando não ocorre a fecundação, se descama dando origem ao sangue menstrual.

No endométrio ocorre a fixação doembrião, e esta interação é essencial para o desenrolar da gravidez. Se o embrião chega ao endométrio no momento em que ele está mais espesso, ou seja, pronto para receber o embrião, as chances de sucesso da gravidez são muito maiores.

A importância da receptividade endometrial

O momento em que o endométrio está preparado para receber os embriões, já prontos, advindos do laboratório, no caso  da Fertilização in Vitro,  – é quando sua espessura chega ao máximo, ou seja, quando está mais receptivo.

Esse momento recebe o nome de receptividade endometrial, acontece a cada ciclo menstrual e dura poucos dias. Acertar esse momento exato pode fazer toda a diferença para o sucesso da gravidez.

Receptividade endometrial e a janela de implantação

Janela de implantação é o nome dado ao período de maior receptividade do endométrio, quando sua espessura é maior. Esse período costuma durar cerca de 3 dias dentro de um ciclo regular de 28 dias.

Para a mulheres a janela de implantação acontece entre o 19º e 21º dias do ciclo menstrual, contatos a partir do primeiro dia de sangramento. Porém 3 em cada 10 mulheres possuem a chamada janela de implantação deslocada, quando a receptividade endometrial acontece em outro período.

Janela de implantação deslocada

Quando ocorre esse fenômeno a janela de implantação não acontece entre os dias 19 e 21, podendo acontecer antes ou depois desses dias.

Esta alteração não afeta a fertilidade da mulher, mas sim o momento propício para a fixação do embrião no endométrio e pode ter uma grande influência no sucesso ou fracasso do procedimento da FIV.

Se a equipe médica não diagnosticou que a mulher possui a janela de implantação deslocada, provavelmente o embrião será implantado em um momento em que o endométrio não está apto para recebê-lo. Portanto as chances de sucesso do procedimento são muito menores.

Como descobrir a janela de implantação

Para diagnosticar o momento de maior receptividade endometrial, a equipe médica pode realizar um teste que apontará os dias ideais para a transferência embrionária. Este teste recebe o nome de Endometrial Receptivity Array ou, simplesmente ERA.

O teste ERA

O teste ERA consiste em uma avaliação molecular que determina se o endométrio é receptivo durante a janela de implantação convencional ou não. Ele pode ser realizado de duas formas:

Com preparo endometrial

O preparo do endométrio acontece com o uso dos hormônios estradiol e progesterona, com o uso dos hormônios a equipe médica consegue determinar com precisão a data ideal para a biópsia embrionária.

O hormônio estradiol começa a ser usado após o início do ciclo menstrual, ele aumentará a sua espessura do endométrio. Depois de aproximadamente 10 dias uma ultrassonografia transvaginal avalia se o corpo está preparado para iniciar o uso da progesterona natural.

Uma vez iniciado o uso do segundo hormônio contam-se mais 5 dias para a realização de uma biópsia endometrial que determinará como está a receptividade do endométrio.

De maneira natural

Esse método é realizado durante o ciclo menstrual com ovulação espontânea, sem indução ou hormônios para preparar o endométrio. Portanto, o dia da biópsia vai variar de acordo com o dia da ovulação da mulher.

A biópsia acontecerá 7 dias depois que o hormônio responsável pela ovulação (LH) chegar ao seu nível máximo, para descobrir essa data deve ser realizado um exame de sangue ou urina.

Receptividade endometrial e a FIV

Agora que você tem essas informações deve ter percebido como a receptividade endometrial é importante para o procedimento de Fertilização in Vitro e possui grande influência sobre os resultados.

O teste ERA ainda é experimental e sua indicação deve ser feita somente por um especialista em Reprodução Humana. Geralmente ele é recomendado para mulheres que já passaram por pelo menos 2 transferencias de embrioes de boa qualidade associado a uma boa resposta do endométrio ao estímulo hormonal e mesmo assim não ocorreu gravidez. Ele não possui nenhuma influência na gestação ou contraindicações.

Quer saber mais?

Agora que você esclareceu algumas dúvidas quanto às últimas etapas da FIV, você pode compreender melhor a relação entre a idade materna e como ela interfere na fertilidade em um artigo produzido pela nossa equipe médica.

Equipe Médica Revisora do Texto

Dr. Ricardo Marinho, Dra. Hérica Mendonça, Dra. Leci Amorim, Dr. Fábio Peixoto, Dra. Luciana Calazans e Dr. Leonardo.

Falha na FIV: quais são os motivos?

A Fertilização in Vitro é uma das técnicas mais assertivas para casais que sonham em engravidar. Todavia, mesmo com os estudos e aperfeiçoamento, o sucesso está longe de ser garantido.

A taxa de gravidez é de aproximadamente 50%, o que significa que metade dos procedimentos não alcançam os resultados esperados. Os motivos para a falha na FIV podem ser diversos: fatores maternos, paternos, relativos ao embrião ou ao procedimento em si.

Continue a leitura do texto para saber quais as principais falhas ao longo do procedimento, seus motivos e o que fazer para evitá-las.

O que pode ser considerado como falha na FIV?

Podemos dizer que o procedimento de Fertilização in Vitro falhou quando ele não resulta em uma gravidez de sucesso. Ou seja, se ao final do procedimento a mulher não engravida, ou quando sofre um aborto espontâneo ao longo da gestação.

Muitos casais passam pelo processo repetidas vezes sem sucesso, por isso é importante compreender quais as principais falhas que podem acontecer ao longo do tratamento e, se possível, evitá-las.

6 principais falhas que podem acontecer

As razões para que aconteça uma falha na FIV são diversas, separamos aqui os 6 motivos mais recorrentes. Se você já tentou engravidar por meio da FIV mais de uma vez é provável que o motivo esteja listado abaixo:

Fatores maternos

1) O endométrio não está preparado para receber o embrião: depois que o embrião é transferido para o útero materno é importante que ele consiga fixar-se no endométrio, para que isso aconteça é importante que a espessura do tecido endometrial esteja alta;

2) Baixa quantidade ou qualidade dos óvulos maternos: se a mãe não produz óvulos em quantidade suficiente, ou se os óvulos produzidos não estão adequados para a fecundação as chances de insucesso são mais altas;

3) Fatores uterinos ou tubários: se a mulher possui algum problema no útero ou nas tubas uterinas que não foi diagnosticado é muito provável que o embrião não consiga se desenvolver.

Fatores paternos

4) Baixa qualidade ou quantidade dos espermatozoides: existem diversas causas para a baixa quantidade ou qualidade dos espermatozoides masculinos que geram aborto de repetição ou nascimento de bebês com cromossomopatias.

Fatores embrionários

5) Embriões com alterações genéticas: para o sucesso da implantação e da futura gravidez o embrião deve possuir uma carga genética normal e expressá-la de maneira adequada.

Fatores relacionados ao procedimento

6) Falhas no procedimento de transferência: se o processo de transferência embrionária não é realizado da maneira correta e o embrião não é devidamente inserido no útero materno as chances de gravidez são quase nulas.

Por que essas falhas acontecem

Cada uma dessas falhas possui motivos específicos para acontecer. As razões podem estar relacionadas a doenças maternas ou paternas ou até problemas genéticos. Leia abaixo as causas dos fatores mencionados:

1) Os motivos pelos quais o endométrio não esteja receptivo ao embrião podem ser devidos a um deslocamento da janela de implantação, a trombofilias ou a endometrites infecciosas.

2) Com o passar dos anos é natural que a reserva ovariana das mulheres diminua, assim como a qualidade dos óvulos, portanto a idade é um importante fator. Além disso, alguns hábitos como o tabagismo podem diminuir a reserva e qualidade ovarianas mesmo em mulheres jovens.

3) Os problemas mais comuns identificados no útero e nas tubas estão relacionados à doenças ginecológicas, cirurgias, miomas, infecções ou inflamações.

4) Diferentemente da mulher a fertilidade masculina não diminui com o passar do tempo. Portanto as causas para baixa qualidade e/ou quantidade de espermatozoides mais comuns são a varicocele, alterações hormonais, processos infecciosos ou a infertilidade idiopática (quando não é possível encontrar a causa).

5) As alterações genéticas mais comuns são as anomalias cromossômicas. Durante a divisão de células para a formação dos óvulos e espermatozoides podem ocorrer variações no número de cromossomos causando abortos espontâneos ou síndromes genéticas.

6) As falhas durante a transferência embrionária podem acontecer pela falta de um material e tecnologia adequados ou então por inexperiência ou despreparo da equipe médica e técnica que está realizando o procedimento.

Existe alguma forma de deixar a FIV mais segura

Como vimos até aqui existem diversas variáveis que podem interferir nos resultados da Fertilização in Vitro o que impossibilita que haja uma garantia quanto ao resultado final.

A boa notícia é que a maioria dos fatores mencionados podem ser tratados e prevenidos. Veja só:

1) As três principais causas para uma baixa receptividade do endométrio: janelas de implantação deslocada, trombofilias e endometrites infecciosas podem ser descobertas por meio de testes e exames e uma vez realizado o tratamento a fertilidade da mulher não fica comprometida.

2) Melhorar habitos de vida e cesar tabagismo podem melhorar a quantidade dos óvulos da mãe. Se isso não for o suficiente é possível recorrer à doação de óvulos. (Frase toda errada , nada aumenta quantiidade e qualidade dos ovulso )

3) As complicações uterinas e tubárias costumam ser mais graves e até mesmo irreversíveis. É preciso conhecer a causa e como está a evolução da doença, mioma ou processos inflamatórios para definir as melhores medidas a serem tomadas. Caso a gestação não seja possível, é possível recorrer a uma barriga de aluguel.

4) A quantidade e a qualidade dos espermatozoides são muito influenciadas pelos hábitos paternos. Portanto, a adoção de um estilo de vida saudável é essencial e existem também vitaminas e medicamentos que aumentam significativamente a fertilidade masculina. Existe também a opção de recorrer a um banco de sêmen.

5) Para melhorar a qualidade dos embriões transferidos ao útero materno é possível fazer uma seleção mais detalhada como o teste genético pré-implantacional.

6) Para evitar complicações durante o procedimento é importante que a clínica ou centro de saúde conte com profissionais capacitados e preparados para realizar o procedimento. Além dos aparelhos, instrumentos e tecnologia necessárias.

Quer saber mais?

A gravidez na Fertilização in Vitro ainda está longe de ser garantida. Porém existem vários testes, procedimentos e avaliações que podem diminuir as falhas na FIV e aumentar as chances de gerar um filho.Leia também o nosso texto com as 5 informações sobre a fertilização in vitro que você precisa saber para entender mais do assunto!

Equipe Médica Revisora do Texto

Dr. Ricardo Marinho, Dra. Hérica Mendonça, Dra. Leci Amorim, Dr. Fábio Peixoto, Dra. Luciana Calazans e Dr. Leonardo.

5 informações sobre a fertilização in vitro que você precisa saber

A fertilização in vitro (FIV) é uma das técnicas de reprodução assistida mais eficazes desenvolvidas pela medicina. Estima-se que o tratamento possa alcançar até 60% de sucesso, variando de acordo com a idade da mulher. Mas, apesar da sua eficácia, a FIV não é a melhor opção para todos os casos. Antes de procurar um consultório médico, é importante saber algumas informações básicas, que serão úteis em todo o processo.

Pensando nisso, selecionamos cinco informações que vão te auxiliar nessa jornada. Elas incluem as principais dúvidas de pacientes que buscam, por meio da FIV, realizar o sonho da maternidade e da paternidade. Confira:

1.Como funciona a fertilização in vitro (FIV)?

A fertilização in vitro (FIV) é a técnica de reprodução assistida em que a formação do embrião acontece no laboratório. O procedimento começa com a estimulação ovariana, que consiste na aplicação de hormônios no corpo da mulher para a produção de óvulos maduros.

Alguns dias depois, esses óvulos são recolhidos por meio de aspiração dos ovários, e colocados em contato com os espermatozoides, recolhidos pelo homem por masturbação. Após a fecundação, são formados os embriões, e os selecionados são transferidos para o útero que irá gerá-lo. Todo o processo dura, em média, 30 dias.

A FIV pode ser realizada com sêmen do próprio casal ou de doadores, através do banco de sêmen. O recebimento de doação acontece em casos em que um dos parceiros ou os dois produza gametas não fecundáveis ou mesmo não os produza.

2. Quem pode fazer a FIV?

A FIV atende a um extenso leque de casos de infertilidade severa, masculina e feminina, e de impossibilidade de reprodução natural por motivos diversos, como mulheres na fase do climatério, pacientes submetidos a tratamentos oncológicos, casais homoafetivos e pessoas que desejem engravidar por produção independente.

Um casal deve procurar ajuda quando estiver tentando engravidar há um ano ou mais. Para as mulheres acima de 35 anos, o tempo é menor, de seis meses.

A investigação das causas da infertilidade passa pela realização de exames de ultrassom, avaliação hormonal e das tubas pela histerossalpingografia, espermograma, HIV, HTLV, hepatite B e C, sífilis, rubéola e ZIKA vírus. Todo o processo deve ser acompanhado por um médico especializado, que irá orientar o melhor tratamento.

3. É possível escolher o sexo do bebê?

A escolha do sexo do bebê, chamada de sexagem fetal, é prática proibida no Brasil e regulamentada pelo Conselho Federal de Medicina (CFM). A única exceção é em casos em que um dos pais seja portador de alguma doença hereditária ligada ao sexo, como a hemofilia, a microdeleção do cromossomo Y e a síndrome do X Frágil, que têm maior incidência em homens.

Nesses casos, é realizado o diagnóstico genético pré-implantacional (PGD), por meio do qual há a identificação do sexo e a seleção de embriões sem anomalia.

No tratamento de fertilização in vitro, o casal passa por uma série de exames e procedimentos que são capazes de detectar a presença desses genes, e o médico responsável fornece toda a orientação necessária. Cabe ao casal a decisão da escolha do sexo do bebê, que, nesses casos, não exige solicitação judicial.

4. A rotina sexual do casal muda durante o tratamento de FIV?

Quando falamos em métodos de reprodução assistida, uma das dúvidas mais comuns entre os casais está relacionada à prática sexual. A importância da intimidade e do prazer a dois, mesmo quando o foco é a gravidez, não pode ser subestimada ou deixada de lado.

Para aumentar as chances de sucesso do tratamento de fertilização in vitro (FIV), a relação sexual deve, em alguns momentos, ser evitada. Na fase de estimulação ovariana, o principal risco é de gravidez múltipla inesperada, já que pode ocorrer uma ovulação precoce e o casal engravidar espontaneamente.

Para a coleta do sêmen, é indicado que o homem fique de dois a cinco dias sem ejacular para que os espermatozoides se tornem mais eficazes.

O uso de medicamentos durante a FIV pode causar reações diversas no corpo de algumas mulheres, como indisposição e desconforto durante o sexo. Fatores emocionais comuns nesse processo também podem impactar na intimidade do casal, como a ansiedade e o nervosismo.

5. Principais riscos e efeitos colaterais

Assim como a reprodução natural, a FIV não é completamente eficaz. Em alguns casos, é necessário mais de uma tentativa, e não há garantia de êxito para todos. E, como todo tratamento, a FIV também envolve alguns riscos e efeitos colaterais. Em função do uso de medicamentos na estimulação ovariana, a mulher pode apresentar redução de apetite, náuseas e até mesmo desenvolver a Síndrome de Hiperestimulação do Ovário (SHO), que causa inchaço e dor nos ovários.

Outra questão importante é a gravidez múltipla. Como na maioria dos procedimentos são transferidos mais de um embrião para o útero, a gravidez de gêmeos chega a quase metade dos casos. A gestação de mais de um bebê, apesar de ser desejada por muitos casais, requer cuidados especiais e pode apresentar riscos antes e depois do nascimento.

Gostou das dicas? Tem dúvidas ou sugestões? Conte-nos a sua opinião!

Quer saber mais?

A Pró-Criar conta com uma equipe interdisciplinar preparada para atender a todas as suas necessidades, compreendendo as particularidades e expectativas de cada um. Agende uma consulta e venha conhecer os nossos serviços!

Equipe Médica Revisora do Texto

Dr. Ricardo Marinho, Dra. Hérica Mendonça, Dra. Leci Amorim, Dr. Fábio Peixoto, Dra. Luciana Calazans e Dr. Leonardo.

Conheça as dúvidas comuns de casais homoafetivos que desejam ter filhos

A constituição de uma família com filhos biológicos já é uma realidade para casais homoafetivos. Com a resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM), de 2013, mulheres e homens passaram a contar, definitivamente, com o direito a recorrer a técnicas de reprodução assistida.

Nesse processo, muitas dúvidas podem surgir, principalmente no que diz respeito à escolha da técnica ideal e dos bancos de gametas. Pensando nisso, compilamos as seis dúvidas mais comuns para ajudar os casais que buscam orientações:

Tipos de técnica de reprodução assistida para casais homoafetivos

Os casais femininos podem recorrer a dois tipos de técnica de reprodução assistida, a inseminação intrauterina (IIU) ou a fertilização in vitro (FIV), ambas utilizando sêmen de banco de doadores.

No primeiro procedimento, o sêmen é injetado no útero da parceira que irá gerar o bebê. No segundo, o óvulo é fecundado fora do útero, em laboratório.

A FIV permite tanto a opção de uma das parceiras fornecer o óvulo e ela mesma gerar o embrião, quanto de que o óvulo de uma seja fecundado e injetado no útero da outra, que dará continuidade à gestação. Esta última opção possibilita que as duas participem do processo.

Para os casais masculinos, a fertilização in vitro com útero de substituição é a única alternativa. Isso porque é preciso duas doadoras, uma que ceda o óvulo, e a outra, que ceda o útero que irá gerar o embrião.

O processo é similar ao anterior: o óvulo, de doadora anônima, é fecundado em laboratório pelo sêmen de um dos parceiros. O embrião é transferido para o útero de uma parente consanguínea de até 4° grau de um dos membros do casal (mãe, avó, tia ou prima).

É possível escolher o doador do sêmen ou a doadora do óvulo?

No Brasil, é proibido que casais conheçam o doador ou a doadora. De acordo com as diretrizes do Conselho Federal de Medicina (CFM), a doação de óvulos e sêmen deve ocorrer de forma anônima e voluntária, não envolvendo nenhuma forma de troca financeira. O procedimento resguarda as duas partes, e nenhuma delas tem contato com a outra.

Apesar disso, o casal pode ter acesso a algumas informações do doador na hora da escolha.

Os bancos brasileiros são mais restritos, mas, ainda sim, fornecem dados como etnia, idade, cor de cabelo, cor dos olhos, peso, altura, tipagem sanguínea, profissão e hobbies. Já os bancos estrangeiros oferecem maior número de informações, como exames genéticos, perfil psicológico, religião, signo e até acesso a fotos. Mas, as importações de sêmen precisam de autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

O banco de doadores é confiável?

A regulamentação brasileira é rigorosa no processo de escolha dos doadores. Os homens devem ter entre 18 e 50 anos, fertilidade comprovada, integridade física e mental, não possuir doenças genéticas nem DSTs (Doenças Sexualmente Transmissíveis). Todos os exames são realizados antes das coletas.

As mulheres precisam ser mais jovens, com idade máxima de 35 anos, e também passam por exames que identifiquem doenças genéticas, DSTs e fertilidade. Além disso, elas não podem ter nenhuma doença ou problema de saúde que possa ser agravado pelo processo de recolhimento dos óvulos, que envolve a injeção de hormônios (estimulação ovariana).

É possível escolher o sexo ou características físicas do bebê?

A escolha do sexo ou de características físicas do embrião também é proibida pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) e pelo Conselho de Ética Médica. A chamada sexagem fetal só é permitida caso um dos pais seja portador de doença hereditária ligada ao sexo, como a hemofilia, a microdeleção do cromossomo Y e a síndrome do X Frágil, com maior incidência em homens.

Casais femininos: quem irá gerar o bebê?

Dúvida recorrente entre os casais homoafetivos femininos é a escolha de quem irá gerar o bebê e, no caso da fertilização in vitro (FIV), se irão escolher a opção de uma fornecer o óvulo para a outra continuar a gestação.

Em qualquer uma das técnicas escolhidas, além da decisão pessoal do casal, outros fatores precisam ser levados em conta, como a condição dos óvulos de ser fecundados e do útero de receber a gestação, assim como a idade e a saúde de cada uma das parceiras.

A chance da gravidez cai de 60% para mulheres com menos de 30 anos para 10%, naquelas acima de 40. Há também casos de doenças e procedimentos cirúrgicos que diminuem ou eliminam a fertilidade da mulher, como tratamentos oncológicos e retirada dos ovários.

Casais masculinos: quem irá doar o sêmen?

Assim como nos casais femininos, os parceiros homens também precisam ter em mente questões importantes em relação à saúde na hora de escolher quais sêmens serão utilizados na fertilização. O limite de idade, para eles, é bem maior que o das mulheres, podendo chegar a 50 anos. Para a detecção de possíveis problemas, é necessário realizar o espermograma, exame que avalia a qualidade do sêmen.

Como é possível perceber, muitos fatores interferem no processo de gestação de um filho biológico por técnicas de reprodução assistida. O mais importante é poder contar, nesse momento, com profissionais preparados para te atender, levando em conta as suas demandas e expectativas.

Quer saber mais?

A Pró-Criar é especializada em medicina reprodutiva e conta com uma equipe multidisciplinar preparada para te atender. Agende uma consulta conosco!

Equipe Médica Revisora do Texto

Dr. Ricardo Marinho, Dra. Hérica Mendonça, Dra. Leci Amorim, Dr. Fábio Peixoto, Dra. Luciana Calazans e Dr. Leonardo.