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Endometriose e infertilidade
Textos Médicos 25/04/2014

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A endometriose é diagnosticada quando tecido endometrial é encontrado fora do útero. 10-15% das mulheres em geral apresentam endometriose e, entre as inférteis, a incidência chega a mais de 30%. Há várias teorias para explicar a origem da doença, mas não existe até o momento uma etiologia definida capaz de explicar todos os casos. Fluxo menstrual retrógrado, fatores hormonais, processo inflamatório e alterações imunes parecem ser importantes.
 
Os sintomas podem variar ou mesmo estar ausentes. As pacientes podem apresentar cólicas menstruais, sangramentos aumentados, dor à relação sexual, dor pélvica crônica, sintomas gastrointestinais ou urinários, que geralmente prioram na época da menstruação.
 
A suspeita clínica é importante, mas NÃO CONFIRMA O DIAGNÓSTICO. O diagnóstico definitivo é feito através da visualização e biópsia das lesões, durante laparoscopia ou laparotomia. 
 
O tratamento envolve manejo dos sintomas, uso de medicamentos ou cirurgia. A escolha deve ser individualizada e levar em conta a gravidade dos sintomas, a idade, o desejo de preservar a fertilidade e potenciais contra-indicações a algumas modalidades de tratamento.
 
Neste ano, as diretrizes da Sociedade Europeia de Reprodução Humana e Embriologia para o manejo da endometriose foram revistas e atualizadas.
Os autores alertam para a sintomatologia como indício de endometriose, mas ressaltam que o padrão-ouro para o diagnóstico continua sendo a biópsia. Ultrassom, ressonância e alguns exames de sangue podem levantar suspeitas, mas não são  confirmatórios do diagnóstico. No entanto, são imprescindíveis na avaliação pré-operatória, no planejamento do tratamento e na estratégia cirúrgica.
 
Algumas pacientes jovens podem se beneficiar de tratamento da dor (com analgésicos e anticoncepcionais), mesmo sem ter a confirmação cirúrgica da endometriose.  
 
A cirurgia, com excisão completa dos implantes, éopção efetiva para reduzir os sintomas. Quando indicada a cirurgia para os cistos ovarianos (endometriomas), estes devem ser removidos por completo, retirando a cápsula, para evitar que surjam novamente. Casos de endometriose profunda infiltrativa devem ser conduzidos por cirurgiões experientes, porque as taxas de complicações são altas. Após a cirurgia, a terapia hormonal pode ser utilizada para reduzir o risco de recorrência, para mulheres que não desejam engravidar imediatamente.
 
Suplementos dietéticos e outras modalidades de terapia alternativa não se mostraram eficazes no tratamento da endometriose. 
 
O tratamento clínico não melhora as chances de gravidez. Já o tratamento cirúrgico pode ser indicado, mas deve cada caso ser criteriosamente avaliado antes: deve-se avaliar o risco x benefício da cirurgia, a reserva ovariana, o estadiamento da endometriose, a presença de lesões profundas infiltrativas, e a disponibilidade e/ou indicação de tratamentos para engravidar. Pode ser indicado o uso de medicamento antes da cirurgia, dependendo do caso. Mas cirurgias repetidas não são benéficas e podem, ao contrário, dificultar a obtenção de gravidez, por diminuir a reserva ovariana.
 
Em casos selecionados de endometriose mínima e leve, a paciente pode ser submetida à inseminação intra-uterina, desde que não haja outros fatores impeditivos. Nos casos mais avançados ou associados a outros fatores, a indicação é de fertilização assistida. A decisão de tratar para engravidar ou operar deve ser tomada por médico com experiência na área, juntamente com paciente, de forma a individualizar cada caso.



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