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O sonho da maternidade
Matéria 12/11/2012

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Pronto. É agora. Do momento em que um casal decide ter um bebê até aquele que finalmente se recebe o “positivo”, muitas coisas podem acontecer. Inclusive, descobrir que o casal possui dificuldade para engravidar. 

“Tentei por mais de um ano. Todo mês era aquela agonia até que, um belo dia, descobri que estava grávida. Foi uma sensação indescritível”, disse a autônoma Camila Bragança, de 34 anos. Como muitas mulheres têm priorizado a estabilidade profissional e financeira antes de engravidar, é cada vez mais comum buscar ajuda médica para ter o primeiro filho e comemorar o “Dia das Mães” em grande estilo. Há casos que podem ser resolvidos de forma simples, como por exemplo, com controle de ovulação ou uma estimulação ovariana. Já outros casos, podem ser resolvidos com Inseminação artificial ou Fertilização in Vitro.
De acordo com Ana Márcia Miranda Cota, médica especialista em reprodução e coordenadora do corpo clínico da Pró-Criar Medicina Reprodutiva, a infertilidade é a dificuldade de engravidar após 12 meses de tentativas, sem uso de nenhum método contraceptivo. E é nesse momento que o casal deve procurar ajuda. A médica falou sobre as causas da infertilidade, que estão divididas da seguinte forma: masculino e tubário (35% cada um), ovariano (15%), outros (15%) e infertilidade sem causa aparente (10%).E ao contrário do que muita gente pensa, a ansiedade da futura mamãe não atrapalha a mulher a engravidar. “Os estudos não demonstram influência da ansiedade sobre a taxa de gravidez e nem sobre os resultados dos tratamentos. Mulheres mais ansiosas apresentam as mesmas taxas de gravidez do que mulheres com menos ansiedade”, disse.  De acordo com alguns estudos, o que atrapalha é o excesso de peso e o tabagismo. “Algumas mulheres acima do peso e tabagistas apresentam uma menor chance de gravidez” completou a médica. 

Outro fator que pode influenciar na hora de engravidar é a idade de mulher, pois, à medida que a idade vai avançando, há um declínio da fertilidade feminina. “Isso ocorre porque a mulher já nasce com o número definido de óvulos, não havendo produção de novos óvulos. Com o avançar da idade, vai havendo uma diminuição tanto da quantidade quanto da qualidade, o que resulta em uma menor chance de gravidez com o passar dos anos. Essa queda na taxa de fertilidade é mais acentuada após os 35 anos”, disse a especialista em reprodução.
Camila Érica Bragança Castanheira hoje curte muito a filha Yasmim, de dois anos. “Não tem explicação para o sentimento que temos quando um filho nasce. Muda tudo na nossa vida e na vida de quem está próximo a você, mas é a coisa mais maravilhosa que existe, amamos demais. Você passa a viver só para aquele ser que depende de você para tudo. Ser mãe é um milagre de Deus. Eu amo minha filha mais que tudo nessa vida”, disse. Camila resolveu tentar engravidar após seis anos de casamento. “Eu já tinha aproveitado bastante o casamento, estava com mais de 30 anos e o sonho de ser mãe estava falando mais alto”, disse. Porém, realizar o sonho de ser mãe não foi tão fácil assim para a autônoma. Ela demorou mais de um ano para conseguir engravidar. O que a ajudou foi a confiança que tinha no médico. “Desde o início tive um médico maravilhoso, o doutor Johan, que é muito experiente no assunto. Ele me deixou muito tranquila e me deu confiança, o que foi fundamental”.
Com o passar do tempo, a ansiedade foi crescendo também. “Eu fiquei muito ansiosa, com muito medo de não conseguir engravidar. Todo mês dava aquele desespero e isso acaba ficando cansativo para o casal, mas graças a Deus, meu marido, Kléber, sempre esteve do meu lado. O apoio do marido é fundamental nesse momento porque controlar a ansiedade é quase impossível. A gente só tem esse desejo de ser mãe na cabeça”, disse Camila. Tudo, no entanto, valeu a pena quando descobriu que finalmente tinha conseguido ficar grávida. “Quando descobri eu já estava com um mês. Tive um pequeno sangramento e achei que naquele mês não tinha conseguido de novo. Mas resolvi fazer um teste de farmácia que acusou positivo e no dia seguinte fiz um exame de sangue que confirmou. Foi uma alegria muito grande saber que estava grávida, mas os três primeiros meses foram muito difíceis, tive descolamento de placenta, tinha medo de perder o bebê, mas depois de um período de repouso foi tudo tranquilo e deu tudo certo”.
A professora Renata Lopes, de 33 anos, resolveu procurar ajuda antes dos 12 meses de tentativas. “Estou com um ano de tentativas, mas após nove meses, resolvi procurar uma especialista em reprodução, que foi indicada pela minha ginecologista. Agora estou mais tranquila, mesmo já tendo recebido o diagnóstico de infertilidade sem causa aparente. Saber que está tudo bem, após fazer os exames necessários, que há técnicas que podem nos ajudar e ter o apoio do marido e da família, com certeza, faz a diferença”, disse. Ela disse ainda estar analisando a possibilidade de fazer uma inseminação artificial ou uma fertilização. “Vou tentar engravidar naturalmente mais uns dois meses e depois parto para uma dessas técnicas, mas a única coisa ruim é o alto preço da Inseminação e da FIV”, completou. 
Exames, Inseminação artificial e Fertilização in Vitro 
Para quem está tentando há um ano e não consegue engravidar, Ana Márcia Cota diz que o melhor é procurar um especialista para uma avaliação. “Sempre que avaliamos um casal que está apresentando dificuldade para engravidar devemos lançar mão de exames tanto para o homem quanto para a mulher. E é sempre importante avaliar todos os fatores juntos. Mesmo encontrando uma alteração em um primeiro exame, devemos realizar todos os outros, pois devemos encontrar mais de um fator associado”, disse.
Segundo a médica, para as mulheres é necessário fazer uma avaliação das trompas através da histerossalpingografia (um raio x contrastado), a função ovariana através de exames hormonais e o útero, através de do ultra-som. Já os homens devem fazer um espermograma para avaliar a quantidade, motilidade e morfologia dos espermatozoides. Há métodos como a IIU (Inseminação Ultra Interina, ou Inseminação artificial) ou a FIV (Fertilização in Vitro) que podem ajudar os casais a conseguir o primeiro filho. Segundo Ana Márcia Cota, a IIU estaria indicada para fatores masculinos leves e infertilidade sem causa aparente em mulheres jovens. A chance de sucesso depende da idade, mas em geral, a média é de 15 a 20%.
A IIU é uma técnica de reprodução assistida que consiste na introdução dos melhores espermatozoides no útero da mulher.Já a FIV é indicada para fatores tubários, masculino grave, endometriose grave e falhas em tratamentos anteriores de baixa complexidade. Até os 25 anos, a chance de sucesso em uma FIV é em torno de 50%. A FIV é  uma técnica que consiste na colocação, em ambiente laboratorial (in vitro), de um número significativo de espermatozoides ao redor de cada ovócito, procurando obter pré-embriões de boa qualidade que serão transferidos, posteriormente, para a cavidade uterina.

Fonte : Dom Total
http://goo.gl/deuyhE