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Endometriose e reprodução assistida
Textos Médicos 06/09/2013

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A endometriose é uma doença benigna, caracterizada pela presença do tecido que menstrua (endométrio) fora do útero. A doença se configura num dos principais agravos à saúde da mulher, causando como manifestações principais a dor pélvica e a infertilidade. Na atualidade, a endometriose é um tema relevante devido à sua alta prevalência e sua interferência negativa na qualidade de vida das mulheres em plena fase reprodutiva. A endometriose pode levar a desgaste físico e mental das pacientes acometidas, especialmente porque são frequentes as falhas diagnósticas e o atraso entre o início dos sintomas até a confirmação da doença pode chegar a 8 anos.

Como posso saber se tenho endometriose?
O diagnóstico da endometriose ainda representa um desafio aos ginecologistas, uma vez que os sintomas (cólicas menstruais, dor durante as relações sexuais, alterações intestinais) muitas vezes são inespecíficos e algumas mulheres (cerca de 25%) não apresentam qualquer sintoma.. Infelizmente não há bons testes clínico-laboratoriais para diagnosticar a doença, impondo a realização de uma intervenção cirúrgica para sua confirmação. Por isto, há um atraso importante no diagnóstico da doença, de em média de 8,5 anos do início das manifestações até o diagnóstico definitivo.
Na presença de sintomas (dificuldades para engravidar, cólicas, dor pélvica, dor às relações sexuais, alterações intestinais ou dor durante a micção no período menstrual), é aconselhável procurar o ginecologista.

Qual o melhor tratamento para mulheres com endometriose?
O tratamento da endometriose pode incluir uso de medicamentos, cirurgia ou envolver a combinação de ambos. A escolha da modalidade de tratamento depende da presença e do tipo de sintomas assim como do desejo de engravidar ou não. Independente da modalidade terapêutica escolhida, os objetivos principais são o alívio da dor, a obtenção de gravidez e a prevenção do retorno da doença. Embora haja inúmeros estudos na literatura médica, os achados são muitas vezes contraditórios e inconclusivos. A melhor abordagem terapêutica para a endometriose ainda não foi estabelecida.

Qual o mecanismo responsável pela infertilidade nas mulheres com endometriose?
A endometriose pode afetar a capacidade reprodutiva de várias maneiras. O processo inflamatório pélvico pode resultar em obstrução das trompas, interferir na ovulação, no transporte dos gametas (óvulo e espermatozoide) e na implantação do embrião no útero. Os estudos, todavia, ainda não estabeleceram o mecanismo exato pelo qual a endometriose provoca infertilidade.

Toda mulher portadora de endometriose é infértil?
Não. Alguns estudos demonstraram que a endometriose pode estar presente em mulheres férteis, embora a incidência de endometriose nestas seja bem menor quando comparada às inférteis. Estima-se que a endometriose esteja presente em 10% das mulheres mas nas inférteis pode ser encontrada em até 50%.

Quais os tratamentos disponíveis para mulheres inférteis com endometriose?
Há várias modalidades terapêuticas disponíveis. Em vista da falta de consenso na literatura médica sobre o tratamento da infertilidade em mulheres com endometriose, a abordagem deve ser individualizada levando-se em conta a idade da mulher, os tratamentos prévios e o tempo de infertilidade, além da existência de outros cofatores (infertilidade masculina, por exemplo).

Os tratamentos disponíveis são:

Cirurgia (Vídeolaparoscopia) para remoção das lesões;
Indução da ovulação e orientação de coito;
Indução da ovulação e inseminação intrauterina ( I I U )
Fertilização in vitro



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