5 informações sobre a fertilização in vitro que você precisa saber

A fertilização in vitro (FIV) é uma das técnicas de reprodução assistida mais eficazes desenvolvidas pela medicina. Estima-se que o tratamento possa alcançar até 60% de sucesso, variando de acordo com a idade da mulher. Mas, apesar da sua eficácia, a FIV não é a melhor opção para todos os casos. Antes de procurar um consultório médico, é importante saber algumas informações básicas, que serão úteis em todo o processo.

Pensando nisso, selecionamos cinco informações que vão te auxiliar nessa jornada. Elas incluem as principais dúvidas de pacientes que buscam, por meio da FIV, realizar o sonho da maternidade e da paternidade. Confira:

1.Como funciona a fertilização in vitro (FIV)?

A fertilização in vitro (FIV) é a técnica de reprodução assistida em que a formação do embrião acontece no laboratório. O procedimento começa com a estimulação ovariana, que consiste na aplicação de hormônios no corpo da mulher para a produção de óvulos maduros.

Alguns dias depois, esses óvulos são recolhidos por meio de aspiração dos ovários, e colocados em contato com os espermatozoides, recolhidos pelo homem por masturbação. Após a fecundação, são formados os embriões, e os selecionados são transferidos para o útero que irá gerá-lo. Todo o processo dura, em média, 30 dias.

A FIV pode ser realizada com sêmen do próprio casal ou de doadores, através do banco de sêmen. O recebimento de doação acontece em casos em que um dos parceiros ou os dois produza gametas não fecundáveis ou mesmo não os produza.

2. Quem pode fazer a FIV?

A FIV atende a um extenso leque de casos de infertilidade severa, masculina e feminina, e de impossibilidade de reprodução natural por motivos diversos, como mulheres na fase do climatério, pacientes submetidos a tratamentos oncológicos, casais homoafetivos e pessoas que desejem engravidar por produção independente.

Um casal deve procurar ajuda quando estiver tentando engravidar há um ano ou mais. Para as mulheres acima de 35 anos, o tempo é menor, de seis meses.

A investigação das causas da infertilidade passa pela realização de exames de ultrassom, avaliação hormonal e das tubas pela histerossalpingografia, espermograma, HIV, HTLV, hepatite B e C, sífilis, rubéola e ZIKA vírus. Todo o processo deve ser acompanhado por um médico especializado, que irá orientar o melhor tratamento.

3. É possível escolher o sexo do bebê?

A escolha do sexo do bebê, chamada de sexagem fetal, é prática proibida no Brasil e regulamentada pelo Conselho Federal de Medicina (CFM). A única exceção é em casos em que um dos pais seja portador de alguma doença hereditária ligada ao sexo, como a hemofilia, a microdeleção do cromossomo Y e a síndrome do X Frágil, que têm maior incidência em homens.

Nesses casos, é realizado o diagnóstico genético pré-implantacional (PGD), por meio do qual há a identificação do sexo e a seleção de embriões sem anomalia.

No tratamento de fertilização in vitro, o casal passa por uma série de exames e procedimentos que são capazes de detectar a presença desses genes, e o médico responsável fornece toda a orientação necessária. Cabe ao casal a decisão da escolha do sexo do bebê, que, nesses casos, não exige solicitação judicial.

4. A rotina sexual do casal muda durante o tratamento de FIV?

Quando falamos em métodos de reprodução assistida, uma das dúvidas mais comuns entre os casais está relacionada à prática sexual. A importância da intimidade e do prazer a dois, mesmo quando o foco é a gravidez, não pode ser subestimada ou deixada de lado.

Para aumentar as chances de sucesso do tratamento de fertilização in vitro (FIV), a relação sexual deve, em alguns momentos, ser evitada. Na fase de estimulação ovariana, o principal risco é de gravidez múltipla inesperada, já que pode ocorrer uma ovulação precoce e o casal engravidar espontaneamente.

Para a coleta do sêmen, é indicado que o homem fique de dois a cinco dias sem ejacular para que os espermatozoides se tornem mais eficazes.

O uso de medicamentos durante a FIV pode causar reações diversas no corpo de algumas mulheres, como indisposição e desconforto durante o sexo. Fatores emocionais comuns nesse processo também podem impactar na intimidade do casal, como a ansiedade e o nervosismo.

5. Principais riscos e efeitos colaterais

Assim como a reprodução natural, a FIV não é completamente eficaz. Em alguns casos, é necessário mais de uma tentativa, e não há garantia de êxito para todos. E, como todo tratamento, a FIV também envolve alguns riscos e efeitos colaterais. Em função do uso de medicamentos na estimulação ovariana, a mulher pode apresentar redução de apetite, náuseas e até mesmo desenvolver a Síndrome de Hiperestimulação do Ovário (SHO), que causa inchaço e dor nos ovários.

Outra questão importante é a gravidez múltipla. Como na maioria dos procedimentos são transferidos mais de um embrião para o útero, a gravidez de gêmeos chega a quase metade dos casos. A gestação de mais de um bebê, apesar de ser desejada por muitos casais, requer cuidados especiais e pode apresentar riscos antes e depois do nascimento.

Gostou das dicas? Tem dúvidas ou sugestões? Conte-nos a sua opinião!

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Conheça as dúvidas comuns de casais homoafetivos que desejam ter filhos

A constituição de uma família com filhos biológicos já é uma realidade para casais homoafetivos. Com a resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM), de 2013, mulheres e homens passaram a contar, definitivamente, com o direito a recorrer a técnicas de reprodução assistida.

Nesse processo, muitas dúvidas podem surgir, principalmente no que diz respeito à escolha da técnica ideal e dos bancos de gametas. Pensando nisso, compilamos as seis dúvidas mais comuns para ajudar os casais que buscam orientações:

Tipos de técnica de reprodução assistida para casais homoafetivos

Os casais femininos podem recorrer a dois tipos de técnica de reprodução assistida, a inseminação intrauterina (IIU) ou a fertilização in vitro (FIV), ambas utilizando sêmen de banco de doadores.

No primeiro procedimento, o sêmen é injetado no útero da parceira que irá gerar o bebê. No segundo, o óvulo é fecundado fora do útero, em laboratório.

A FIV permite tanto a opção de uma das parceiras fornecer o óvulo e ela mesma gerar o embrião, quanto de que o óvulo de uma seja fecundado e injetado no útero da outra, que dará continuidade à gestação. Esta última opção possibilita que as duas participem do processo.

Para os casais masculinos, a fertilização in vitro com útero de substituição é a única alternativa. Isso porque é preciso duas doadoras, uma que ceda o óvulo, e a outra, que ceda o útero que irá gerar o embrião.

O processo é similar ao anterior: o óvulo, de doadora anônima, é fecundado em laboratório pelo sêmen de um dos parceiros. O embrião é transferido para o útero de uma parente consanguínea de até 4° grau de um dos membros do casal (mãe, avó, tia ou prima).

É possível escolher o doador do sêmen ou a doadora do óvulo?

No Brasil, é proibido que casais conheçam o doador ou a doadora. De acordo com as diretrizes do Conselho Federal de Medicina (CFM), a doação de óvulos e sêmen deve ocorrer de forma anônima e voluntária, não envolvendo nenhuma forma de troca financeira. O procedimento resguarda as duas partes, e nenhuma delas tem contato com a outra.

Apesar disso, o casal pode ter acesso a algumas informações do doador na hora da escolha.

Os bancos brasileiros são mais restritos, mas, ainda sim, fornecem dados como etnia, idade, cor de cabelo, cor dos olhos, peso, altura, tipagem sanguínea, profissão e hobbies. Já os bancos estrangeiros oferecem maior número de informações, como exames genéticos, perfil psicológico, religião, signo e até acesso a fotos. Mas, as importações de sêmen precisam de autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

O banco de doadores é confiável?

A regulamentação brasileira é rigorosa no processo de escolha dos doadores. Os homens devem ter entre 18 e 50 anos, fertilidade comprovada, integridade física e mental, não possuir doenças genéticas nem DSTs (Doenças Sexualmente Transmissíveis). Todos os exames são realizados antes das coletas.

As mulheres precisam ser mais jovens, com idade máxima de 35 anos, e também passam por exames que identifiquem doenças genéticas, DSTs e fertilidade. Além disso, elas não podem ter nenhuma doença ou problema de saúde que possa ser agravado pelo processo de recolhimento dos óvulos, que envolve a injeção de hormônios (estimulação ovariana).

É possível escolher o sexo ou características físicas do bebê?

A escolha do sexo ou de características físicas do embrião também é proibida pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) e pelo Conselho de Ética Médica. A chamada sexagem fetal só é permitida caso um dos pais seja portador de doença hereditária ligada ao sexo, como a hemofilia, a microdeleção do cromossomo Y e a síndrome do X Frágil, com maior incidência em homens.

Casais femininos: quem irá gerar o bebê?

Dúvida recorrente entre os casais homoafetivos femininos é a escolha de quem irá gerar o bebê e, no caso da fertilização in vitro (FIV), se irão escolher a opção de uma fornecer o óvulo para a outra continuar a gestação.

Em qualquer uma das técnicas escolhidas, além da decisão pessoal do casal, outros fatores precisam ser levados em conta, como a condição dos óvulos de ser fecundados e do útero de receber a gestação, assim como a idade e a saúde de cada uma das parceiras.

A chance da gravidez cai de 60% para mulheres com menos de 30 anos para 10%, naquelas acima de 40. Há também casos de doenças e procedimentos cirúrgicos que diminuem ou eliminam a fertilidade da mulher, como tratamentos oncológicos e retirada dos ovários.

Casais masculinos: quem irá doar o sêmen?

Assim como nos casais femininos, os parceiros homens também precisam ter em mente questões importantes em relação à saúde na hora de escolher quais sêmens serão utilizados na fertilização. O limite de idade, para eles, é bem maior que o das mulheres, podendo chegar a 50 anos. Para a detecção de possíveis problemas, é necessário realizar o espermograma, exame que avalia a qualidade do sêmen.

Como é possível perceber, muitos fatores interferem no processo de gestação de um filho biológico por técnicas de reprodução assistida. O mais importante é poder contar, nesse momento, com profissionais preparados para te atender, levando em conta as suas demandas e expectativas.

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Gravidez homoafetiva: Entenda a legislação atual

É um direito, garantido por lei ao cidadão, o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo. Além do mais, é declarado aos casais homoafetivos que suas uniões são reconhecidas judicialmente como família. Muitos desses casais querem ter filhos biológicos, mas diversas dúvidas surgem durante o processo.

As normas aprovadas pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) sobre técnicas de reprodução assistida em casais homoafetivos auxiliam homens e mulheres homossexuais que desejam ter filhos biológicos. As técnicas de reprodução assistida podem ser utilizadasindependente da orientação sexual do paciente.

No texto de hoje, você vai entender como funcionam as leis para casais do mesmo sexo que optaram por alguma dessas técnicas. Quer saber mais sobre o assunto? Confira o nosso post e fique por dentro de tudo!

Como é feito o registro da criança?

Desde março de 2016 está em vigor o Provimento que regulamenta a emissão de certidão de nascimento de filhos gerados por reprodução assistida.

Antes o registro era feito por decisão judicial por não haver regras para casos de crianças geradas pelo método, mas agora existe uma proteção legal para que todos tenham direito a certidão de nascimento.

Para casais homoafetivos, apenas um dos pais deverá ir ao cartório e fazer o registro, além disso, a certidão deverá ser adequada para que os nomes dos pais ou das mães da criança apareçam no documento.

Como funciona a doação de sêmen?

O ato de doar sêmen é voluntário, sendo assim, não há lucros para o doador, da mesma forma que também não há custos no processo para o voluntário. O anonimato do doador é uma determinação da ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) junto ao Conselho Federal de Medicina. Além disso, é garantido que as crianças geradas com o sêmen doado, não terão suas identidades reveladas ao doador.

Quem pode doar?

Para doar sêmen é preciso estar dentro de requisitos como o de faixa etária (ter idade entre 18 e 45 anos) e o de saudabilidade (o doador deve ser saudável e não pode ter doenças genéticas ou congênitas na família).

Para quem se pergunta o que o doador recebe com o procedimento, já que a doação é voluntária, a resposta é simples: o doador terá acesso a todos os exames feitos durante o processo, como espermograma, espermocultura, exames sorológicos e tipagem sanguínea, além de uma consulta médica com um urologista, tudo custeado pelo banco de sêmen que receberá a doação.

Ambas as mães ou pais têm direito a licença-maternidade e a licença-paternidade?

De acordo com o artigo 392 da CLT, a licença-maternidade é o direito que a mulher ou o homem tem de se ausentar do trabalho durante 120 dias por meio de licença remunerada, ou seja, o trabalhador continua a receber mesmo estando fora do ambiente de trabalho durante os dias estabelecidos.

E quem tem direito a licença-maternidade?

  • Mulher gestante
  • Homem cuja esposa faleceu deixando o filho recém-nascido
  • Homem ou mulher em relação homoafetiva que adotaram uma criança recém-nascida

Na situação de casais femininos, não existe uma norma que permita a concessão do benefício da licença à mãe que não seja biológica, ou seja, aquela que não gerou o filho. Em alguns casos pode haver exceções, mesmo que raras, para que ambas as mulheres tenham direito ao benefício.

Para casais masculinos acontece o mesmo e a justiça concede a licença-maternidade apenas a um dos pais.

Em relação à concessão da licença-paternidade a casais do mesmo sexo, também não há norma definida sobre o assunto. O que acontece na maioria dos casos é a extensão dos direitos jurídicos de casais heterossexuais para os casais homoafetivos, preservando o princípio de igualdade.

O que acontece em casos de gestação por útero de substituição?

Em situações de gestação por substituição, a doadora do útero deverá assinar um termo de consentimento prévio que autoriza o registro de nascimento da criança ser feito em nome de outra pessoa.

Ademais, a ascendência biológica não poderá ser usada como reconhecimento de parentesco entre a doadora e a criança gerada.

E em situações de gestação compartilhada?

No caso de gestação compartilhada, o óvulo de uma das parceiras é fertilizado com o sêmen de um doador anônimo e o embrião é posteriormente colocado no útero da outra parceria, que fará a gestação da criança.

Judicialmente as duas mulheres são consideradas mães da criança e, sendo assim, possuem os mesmos direitos jurídicos.

Como eu escolho o melhor tratamento para engravidar?

Nós já fizemos um post que explica melhor dois tratamentos de reprodução assistida, a Fertilização in Vitro e a Inseminação artificial, para casais do mesmo sexo.

Que tal dar uma olhada nele?

Quer saber mais?

Neste texto, você pode entender um pouco mais sobre como funcionam as leis em casos de gravidez homoafetiva. Ainda tem alguma dúvida sobre a legislação nesses casos? Por que não deixar sua pergunta nos comentários?

Fertilização in vitro: conheça os principais tipos de tratamento oferecidos pela Pró-Criar

A Fertilização in vitro (FIV) é a técnica de reprodução assistida em que a formação do embrião acontece no laboratório.

O procedimento que revolucionou a medicina foi realizado pela primeira vez há 40 anos, na Inglaterra, para ajudar casais com problemas de fertilidade. Hoje, o bebê de proveta, como ficou mundialmente conhecido, ajuda pessoas de diferentes arranjos familiares a realizarem o sonho da maternidade e da paternidade.

A FIV já é considerada uma das técnicas mais eficazes e seguras, podendo alcançar 50%-60% de sucesso com tratamentos de alta qualidade.

Outra vantagem é que o progressivo e contínuo desenvolvimento de seus procedimentos atendem tanto problemas de fertilidade feminina e masculina quanto demandas contemporâneas, como as de casais homoafetivos e de mulheres que desejam engravidar por produção independente.

Além da Fertilização in vitro (FIV) clássica, a Pró-Criar oferece diversos tipos de tratamento dessa técnica, como a Fertilização in vitro com injeção de espermatozoides (ICSI), a FIV/ICSI com Congelamento/Criopreservação, a FIV/ICSI com Doação de Óvulos, FIV/ICSI com Casais Homoafetivos e a FIV/ICSI com Útero de Substituição. Conheça cada uma delas e qual se adequa melhor a cada perfil.

Qual tipo de Fertilização in vitro é mais indicado para você?

Na Fertilização in vitro (FIV), a mulher utiliza medicamentos que estimulam a ovulação durante alguns dias e, logo após, através de um procedimento cirúrgico simples, seus óvulos são coletados e selecionados. Paralelamente, a coleta dos espermatozoides é realizada pelo homem por meio de masturbação.

No laboratório, em condições seguras e adequadas, os gametas são colocados juntos, em provetas (recipientes de vidro), para que os espermatozoides fecundem os óvulos de maneira natural e formem os embriões. Assim que o embrião começa a se desenvolver, é transferido para o útero que irá gerá-lo.

Fertilização in vitro com injeção de espermatozoides

Similar à primeira, na Fertilização in vitro com injeção de espermatozoides (ICSI) o espermatozoide é injetado diretamente dentro do óvulo, aumentando as chances de gravidez.

Nessa técnica, a coleta do sêmen também pode ser realizada por meio de biopsia testicular (cirurgia que retira os espermatozoides diretamente dos testículos), possibilitando a fecundação para homens com oligospermia, vasectomizados, que apresentam quadros de infertilidade grave ou que produzam pequena quantidade de espermatozoides.

A FIV/ICSI com Congelamento/Criopreservação

A FIV/ICSI com Congelamento/Criopreservação utiliza óvulos, espermas ou embriões que foram ou serão congelados para uso futuro, preservando as suas características.

A técnica é ideal para mulheres que desejam garantir a qualidade de seus embriões para uma gravidez tardia, pacientes que irão se submeter a tratamentos oncológicos ou cirúrgicos com riscos de perda de fertilidade. Como na técnica anterior, a mulher passa por estimulação ovariana, e seus óvulos são fecundados diretamente por espermatozoides selecionados.

Doação de óvulos.

Para as mulheres cujos óvulos não possam ser fecundados ou que não os produzam, como aquelas que passaram pela menopausa, tratamentos oncológicos ou a retirada dos ovários, há a opção da FIV/ICSI com Doação de óvulos.

Nesse procedimento, a paciente que deseja engravidar recebe gametas cedidos por uma doadora que também esteja realizando a fertilização in vitro ou de um banco de óvulos.

Como ocorre a doação de óvulos

A doação de óvulos deve ser voluntária, sem caráter comercial ou lucrativo, e precisa garantir o anonimato de ambas as partes, de acordo com o Conselho Federal de Medicina (CRM). A lei também regulamenta que a doadora precisa ter menos de 35 anos, ser saudável e não possuir histórico de doença genética ou infecciosa.

FIV para casais homoafetivos

Os casais homoafetivos também têm a técnica de reprodução assistida garantida por lei. Para os casais femininos, a FIV/ICSI com Casais Homoafetivosoferece duas opções.

Na primeira, as parceiras podem dividir o processo, enquanto uma passa pela estimulação ovariana e tem os óvulos colhidos e fecundados, a outra é quem recebe o embrião e continua a gravidez.

Na segunda opção, uma das mulheres terá o óvulo fecundado e ela mesma irá gerar o bebê. Em ambos os casos, é necessário que se utilize o sêmen doado através de um banco de sêmen, nacional ou internacional, com doador anônimo.

FIV/ICSI com Útero de Substituição

Já para os casais masculinos, a FIV/ICSI com Útero de Substituição é a única alternativa. Para o procedimento, é necessário que o sêmen de um dos parceiros fecunde os óvulos de uma doadora anônima.

Após a fertilização, o embrião será transferido para uma doadora de útero temporária que tenha parentesco consanguíneo até o quarto grau (mãe, irmã, avó, tia ou prima) com um dos parceiros, respeitando o limite de idade de 50 anos. A FIV/ICSI com Útero de Substituição é indicada também para mulheres que não possuem útero ou para aquelas que, por algum motivo, encontram problemas na implantação e desenvolvimento do embrião no útero.

Em todos os casos, é necessário que os pacientes procurem um médico para entender qual procedimento se adequa melhor às suas necessidades e expectativas.

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Adenomiose: o que é e qual a relação com a fertilidade?

Você já ouviu falar de adenomiose? A doença é um subtipo de endometriose (quando as células que recobrem o útero por dentro são encontradas fora da cavidade uterina), que afeta cerca de 15% das mulheres e também pode causar problemas de infertilidade feminina. Neste artigo, esclareceremos sobre a doença e qual é a sua relação com a fertilidade.

O que é a adenomiose?

Para entender a adenomiose, é preciso explicar sobre como o útero é formado:

  • Endométrio: tecido que reveste a cama interna do útero, e é formado por glândulas;
  • Miométrio: camada intermediária, composta por músculos;
  • Serosa: camada externa, que separa o útero de outros órgãos.

Algumas mulheres, por motivos ainda não explicados, têm a camada interna do útero e a intermediária “mescladas”. Dessa forma, células endometriais se misturam ao miométrio. Essa condição é chamada de adenomiose, e pode ser classificada em superficial, intermediária ou profunda, de acordo com as camadas de músculos que são afetadas.

Ela pode ser ainda focal, quando se localiza em uma determinada região do útero, ou difusa, quando se espalha por toda a parede uterina, deixando-a mais pesada e volumosa. As alterações na parede do útero causadas pela adenomiose levam à inflamação local, com piora no período menstrual.

O que causa a adenomiose?

Os motivos para o desenvolvimento da adenomiose ainda não estão bem definidos, mas há algumas teorias sobre o tema.

  • Alguns especialistas acreditam que a doença é congênita, está presente desde o nascimento e é relacionada a uma má-formação uterina durante o período embrionário.
  • Em outros casos, o problema pode ser adquirido durante a vida, em situações como, por exemplo, a histórico de cirurgia uterina ou ginecológica, cesariana, ou mais de uma gravidez ao longo da vida.

A adenomiose depende da presença do estrogênio, hormônio feminino. Por isso, é comum sua coexistência com doenças como endometriose, pólipos e miomas, que também são estrogênio-dependentes.

Quais os sintomas da adenomiose?

  • Cólicas menstruais muito fortes;
  • Dor durante relações sexuais
  • Edema da barriga;
  • Prisão de ventre e dor ao evacuar
  • Aumento da quantidade e duração do fluxo menstrual;

Em alguns casos, porém, a adenomiose pode ser assintomática durante uma etapa da vida, se manifestar após a gravidez e desaparecer após a menopausa.

Como a adenomiose é diagnosticada?

O diagnóstico da adenomiose é feito por ginecologista, geralmente pela observação de sintomas como dor, sangramentos intensos, queixa de dificuldade para engravidar. São realizados ainda exames físicos, ressonância magnética e outros exames como ultrassonografia transvaginal ou histerossonografia, que avaliam o espessamento do útero.

Dentre os métodos, a ressonância magnética é o de maior sensibilidade para o diagnóstico da disfunção, pois permite a delimitação do local e da extensão da doença.

De acordo com o indcado nos exames de imagem, a doença é classificada em 4 estágios:

  • Estágio I: a doença está limitada à região subendometrial;
  • Estágio II: a doença está espalhada pelo miométrio;
  • Estágio III: a doença avança além do miométrio e alcança a serosa;
  • Estágio IV:  a doença está avançada além da serosa e atinge outros tecidos e órgãos.

Qual é a relação entre adenomiose e infertilidade?

De acordo com o estágio em que se encontra, a adenomiose pode causar a infertilidade feminina. Uma vez que o embrião encontra dificuldade para se fixar na parede do útero, acontecem abortos espontâneos ou falhas na implantação.

Além disso, na maior parte dos casos a adenomiose está associada à endometriose, que hoje é apontada como um dos principais fatores de infertilidade em mulheres.

Os problemas causados pela adenomiose aparecem pois:

  • Ocorre o aumento da produção de outros hormônios, que podem aumentar a contratilidade do útero, que acaba expulsando o embrião da cavidade do endométrio;
  • O organismo entra em um constante processo de cicatrização, diminuindo a produção de progesterona, hormônio essencial para a fertilização e implatanção;
  • A resposta inflamatória do organismo aumenta a produção de radicais livres, podendo comprometer a qualidade de óvulos, espermatozoides e embriões.

Qual é o tratamento para a adenomiose?

Nem toda mulher que tiver adenomiose será estéril. Existem tratamentos, que serão definidos pelos médicos de acordo com a extensão da doença. Entre eles: uso de remédios hormonais, que provocam a liberação de hormônios relacionados à ovulação; uso de anti-inflamatórios, para o alívio da dor e inflamação; cirurgia para retirada do excesso de tecido endometrial (em caso de adenomiose focal); medicamos que impedem o crescimento do tecido endometrial dentro do miométrio.

Quer saber mais?

Para mulheres com adenomiose que querem engravidar, a Fertilização in Vitro (FIV), aliada a outros tratamentos, é a técnica de reprodução assistida mais recomendada. Ou seja, a com maiores chances de sucesso. Para entender melhor, leia o nosso artigo sobre como funciona a fertilização in vitro.

Você sabe o que é hormônio antimülleriano? Conheça o seu papel para as técnicas de reprodução assistida

Um dos motivos que levam casais a procurar ajuda médica na hora de engravidar é a baixa reserva ovariana, que corresponde à diminuição da quantidade de óvulos disponíveis no corpo da mulher para a fecundação. A medicina vem desenvolvendo diversos métodos que auxiliam na análise dessa reserva, e o hormônio antimülleriano (HAM) é um deles, muito utilizado atualmente.

Também chamado de Substância Inibidora Mülleriana (MIS), esse hormônio é produzido pelas células do ovário e desempenha função importante na fisiologia ovariana, regulando o crescimento e desenvolvimento dos folículos (foliculogênese) durante a vida reprodutiva. Sua presença no corpo da mulher se inicia com o nascimento e o acompanha até a menopausa.

Exame de sangue para análise da presença do hormônio antimülleriano

A análise é realizada através de exame de sangue simples e a dosagem do hormônio antimülleriano, que pode variar de < 0,16 ng/ml (baixa resposta) a > 4,0 ng/ml (alta resposta), é proporcional à reserva ovariana: quanto menor a sua taxa, mais baixa também será a quantidade e a qualidade dos óvulos disponíveis para serem fecundados, e vice-versa.

Importância do exame

O HAM é um dos exames que oferece a estimativa mais aproximada da quantidade de óvulos que uma mulher pode produzir, já que ainda não é possível saber o número exato.

E, diferentemente de outros tipos de teste, a vantagem é que ele pode ser realizado em qualquer etapa do ciclo menstrual sem sofrer variações e, inclusive, mesmo com o uso de anticoncepcionais.

Além de um importante marcador da reserva ovariana, o hormônio antimülleriano (HAM) também auxilia pacientes com síndrome dos ovários policísticos (SOP), doença que interfere no ciclo normal de ovulação.

A indicação de realizar o exame deve ser sempre individualizada, e o exame deve ser solicitado pelo médico da paciente.

Qual a relação do hormônio antimülleriano com a reprodução assistida?

Como já foi explicado, a quantidade de óvulos que uma mulher possui interfere diretamente nas chances de uma gravidez. Avaliar a reserva ovariana é uma das etapas fundamentais para quem deseja recorrer às técnicas de reprodução assistida e, para isto,o  hormônioantimülleriano (HAM) é hoje um dos exames mais eficazes. Confira os valores de referência aproximados:

  • AMH > 4,0 ng/ml: resposta muito alta (maior chance de gravidez);
  • AMH entre 2,0 e 4,0 ng/ml: resposta alta;
  • AMH entre 1,0 e 2,0 ng/ml: resposta média;
  • AMH entre 0,16 e 1,0 ng/ml: resposta baixa;
  • AMH < 0,16 ng/ml: resposta muito baixa (menor chance de gravidez – indica que a menopausa já ocorreu ou está para acontecer).

 

Essa avaliação é utilizada no cálculo da dosagem das medicações necessárias para a estimulação ovariana, processo em que há uma indução da ovulação da mulher com o objetivo de aumentar as chances de gravidez. Esse procedimento é realizado tanto na inseminação artificial (IA), técnica na qual o sêmen é depositado dentro da cavidade uterina, quanto na fertilização in vitro (FIV), em que a fertilização acontece no laboratório, fora do corpo da mulher.

Hormônio antimülleriano e Congelamento de Óvulos

O HAM serve, também, para as mulheres que desejam congelar os seus óvulos para uso futuro (criopreservação), principalmente aquelas que já se encontram acima dos 30 anos. A idade é fator fundamental para a fertilidade feminina, já que a reserva ovariana vai diminuindo com a idade.

Para se ter uma ideia, se na primeira menstruação a mulher conta com aproximadamente 500 mil óvulos, aos 25 anos esse nível cai para 25 mil, podendo chegar a praticamente zero aos 50 anos. Com o passar do tempo, os óvulos também vão ficando mais velhos, o que influencia na qualidade deles.

Mas, é importante ter em mente que outros fatores interferem nesse processo e determinam de forma diferenciada em cada corpo. A ajuda e o acompanhamento médico são sempre fundamentais.

É possível fazer o exame pelo SUS?

O exame ainda não é oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e atualmente não é coberto pelos convênios particulares.

Nesse post, apresentamos a você as principais informações sobre o hormônio antimülleriano (HAM) e a sua importância para as técnicas de reprodução assistida, que auxiliam homens e mulheres a realizarem o sonho da paternidade e da maternidade. Se você ainda tiver alguma dúvida, fique à vontade para nos enviar a sua pergunta ou opinião.

Quer saber mais?

E se você deseja verificar como está a sua reserva ovariana, agende uma consulta com os nossos médicos.

A Pró-Criar é uma clínica especializada em medicina reprodutiva e conta com uma equipe interdisiciplinar preparada para atender as necessidades e demandas de cada paciente. Nossa missão é possibilitar a gravidez, de forma acolhedora, através da excelência do conhecimento, para o bem estar do ser humano.

 

Qual o momento certo de procurar uma clínica de Reprodução Humana?

Você conversou com seu parceiro e os dois decidiram que é hora de dar um passo além na relação e começar uma família. Ambos sonham em ser pais e sentem que estão preparados para isso, mas, após muitas tentativas, vocês não conseguem engravidar.

Esse é um cenário recorrente na vida de muitos casais, mais comum do que você imagina. Ficar por muito tempo tentando engravidar sem sucesso pode ser muito frustrante. Questionamentos como “será que eu tenho algum problema de fertilidade?” começam a surgir.

Ao invés de deixar que a frustração e a tristeza tomem todo o espaço, será que não é hora de considerar ir a uma clínica de reprodução humana? Qual é o momento ideal para fazer isso? Existem alguns sinais que podem te mostrar que essa é a melhor escolha

Tempo de tentativa

O primeiro fator a considerar ir a uma clínica de reprodução humana é o tempo em que o casal está tentando engravidar. Esse período varia de acordo com a idade da mulher.

Se a mulher tem menos de 35 anos, está a um ano sem usar nenhum tipo de contraceptivo e mantendo relações sexuais com frequência, mas não consegue engravidar, é indicado que o casal procure uma clínica de reprodução humana.

No caso de mulheres com mais de 35 anos, o indicado é procurar o médico após seis meses de tentativa.

Idade da mulher

A idade da mulher é outro fator que precisa ser levado em consideração. A partir dos 35 anos, a quantidade de óvulos e a qualidade deles começa a diminuir, consequentemente diminuindo as chances de engravidar.

A atenção deve ser redobrada no caso de uma gravidez aos 40 anos, toda gravidez a partir dessa idade é considerada de risco. Além do que já mencionamos sobre a fertilidade, os perigos de aborto, alterações genéticas e pré-eclâmpsia, infelizmente, são maiores.

Em uma clínica de reprodução humana, você poderá contar com um acompanhamento especializado, fazendo com que a gestação após aos 40 seja muito mais tranquila.

Infecções

Se tanto o homem ou a mulher já tiveram algum tipo de infecção no aparelho reprodutor é um indicio para procurar uma clínica de reprodução humana. Somente através de exames vocês poderá garantir que a infecção não afetou a sua fertilidade.

Mesmo que você tenha tratado uma infecção e não teve mais nenhum problema relacionado a ela, há o risco de alguma sequela. Doenças como a clamídia e prostatites, por exemplo, podem afetar a capacidade de reprodução.

A clamídia pode acarretar na obstrução das tubas uterinas. Já as prostatites podem estar relacionadas a diminuição no número de espermatozóides ou até mesmo ausência deles (chamada de  azoospermia,  no sêmen.

Endometriose

A endometriose é caracterizada pelo crescimento, de tecido da parte de dentro do útero(endométrio), fora dele.Sendo os ovários, tubas uterinas, intestino e bexiga os principais órgãos acometidos por ela.

Essa doença afeta a fertilidade pois  interfere no processo de liberação do óvulo nos ovários e no transporte dos mesmos em direção às trompas. As quais grudam nos outros órgãos, devido a inflamação do tecido causada pela doença. A endometriose também pode influenciar no desenvolvimento do embrião.

Menstruação irregular

O ciclo menstrual normalmente dura cerca de 28 dias, sendo que ele começa a ser contado a partir do primeiro dia da menstruação.

A duração do ciclo não é exata e pode  variar para menos ou mais dias, mas é importante que seja regular. Primeiramente, sem essa regularidade é muito mais difícil determinar o período fértil da mulher ou até descobrir a gravidez.

Além disso, a menstruação irregular pode ser um indicativo de desequilíbrio hormonal, miomas no útero ou tumores no ovário. Muito além da fertilidade é importante ficar atenta a esse sinal para prevenir a saúde da mulher.

Diabetes

Muitas pessoas não sabem disso, mas a diabetes pode causar problemas de fertilidade tanto no homem quanto na mulher, quando não controlada.

Nos homens, acredita-se que a doença pode prejudicar a qualidade e a quantidade de produção de espermatozoides. Nas mulheres, a diabetes causa irregularidades na menstruação, aumenta as chances de aborto e também pode causar uma menopausa prematura.

Esses problemas são apresentados somente quando a pessoa não faz o controle da diabetes, como falamos acima. Por isso manter uma alimentação saudável, fazer o exame de glicose diariamente, ter uma rotina de exercícios físicos e imprescindível.

Como vocês puderam ver, são diversas as causas de infertilidade e que podem estar atrapalhando o seu sonho de ter um filho. Por isso, procurar assistência especializada é tão importante.

Se você se identificou em uma dessas categorias, marque uma consulta em uma clínica de reprodução humana, o tempo para começar um tratamento pode ser decisivo na hora de engravidar.

Quer saber mais?

Aprenda como se preparar para uma consulta em uma clínica de reprodução humana neste post.

Quando fazer o Beta HCG na FIV: entenda o que diz o resultado do seu exame

A gravidez é um momento muito especial, mas também envolve grandes mudanças, tanto biológicas como também emocionais.

Se por um lado o casal vive a emoção de realizar um sonho e de se preparar para a chegada tão desejada do bebê, há também a apreensão para que dê tudo certo, o medo de ser uma boa mãe ou um bom pai.

Para auxiliar a enfrentar esse tipos de insegurança, que são extremamente comuns durante a gestação, é que é importante contar com um acompanhamento psicológico.  Ter um profissional preparado para sanar suas dúvidas e auxiliar com que esse período seja mais tranquilo pode fazer toda a diferença.

Pensando nisso, separamos algumas razões pelas quais é importante ter o acompanhamento psicológico  para o casal.

Preparação parental

“Será que vou ser uma boa mãe?”, “Estou preparado para ser pai?”, “O que fazer para que meu filho se sinta amado?” essas e muitas outras questões surgem na mente de todos os pais.  Seria incomum se não surgissem, afinal a gravidez significa não só aumentar a família, mas assumir novos papeis.

Ninguém tem um manual de como ser uma boa mãe ou como ser um bom pai, seria incrível se algo assim existisse, não é? O psicólogo, entretanto, tem uma visão diferenciada que irá te ajudar a lidar com essas ansiedades. Ele apontará outras perspectivas que talvez você não conseguiria perceber, por causa do medo e da ansiedade.

Ser um bom pai e uma boa mãe significa procurar ajuda e estar aberto para aprender sempre.  Preocupar-se com a sua saúde mental é muito importante, pois o casal precisa estar saudável emocionalmente para receber bem a criança.

Medo do parto e da saúde do bebê

Além da apreensão sobre serem bons pais, o casal também se depara muitas vezes com o medo do bebê nascer saudável e, no caso das mães, de como será o parto. É preciso ficar atento até que ponto essas preocupações estão dentro do normal, para não deixar com que elas tomem grandes proporções e se tornem paralisantes.

Dúvidas sobre a saúde do bebê surgirão. O sentimento de alívio ao ouvir o médico dizer que a gravidez está ocorrendo sem nenhum problema, depois de um ultrassom, é maravilhoso. Entretanto, querer fazer um ultrassom todos os dias e não conseguir realizar as atividades do cotidiano por medo não é normal e não deve ser tratado como tal.

O mesmo vale para o medo do parto. Tire todas as suas dúvidas com o obstetra, mesmo que pareçam bobas e converse com o psicólogo sobre isso. Fale com o seu parceiro também, o qual também pode contar com o psicólogo para aprender como oferecer apoio emocional nesse momento.

Sexualidade e manter a identidade como casal

O psicólogo também pode ajudar a mostrar para o casal a importância de que eles não deixem o papel de pais colocar de lado a sua relação afetiva como casal.

Fazer sexo durante a gravidez não prejudica o bebê, mas isso muitas vezes se torna uma questão para alguns casais. O parceiro pode ajudar a mulher entendendo como as mudanças hormonais afetam a libido e de que maneira ele pode ajudá-la.

É necessário entender que nem durante a gravidez ou com o nascimento do bebê, deixa-se de ser marido e mulher para tornar-se mãe e pai, mas que essas papeis coexistem.

O acompanhamento psicológico permite encontrar um equilibro nessas questões e também a eliminar o sentimento de culpa, que muitas vezes surge na mãe. Ela acha que não pode pensar em si mesma, por exemplo.

Depressão pós-parto

Cerca de 14 a 23% das mulheres demonstram sintomas de depressão durante a gravidez, de acordo com Congresso Americano de Obstetras e Ginecologistas (ACOG). Se esse quadro não for tratado durante a gestação, ele pode se desenvolver no que conhecemos como depressão pós-parto.

A gravidez é muito romantizada pela mídia e com isso as mães se sentem culpadas quando se deparam com os sentimentos de medo e insegurança, que citamos acima. Eles acabam sendo reprimidos por vergonha, preocupação de serem julgadas e até acusadas de não amarem seus bebês.

Entender que a gravidez não é um “mar de rosas” é imprescindível para não se culpar e assim evitar o risco de uma depressão pós-parto, por exemplo.

Quer saber mais?

O que você achou do nosso post sobre acompanhamento psicológico durante a gravidez? Para mais sobre esse assunto, confira em nosso blog o post “Sonho de ser mãe: a gravidez aconteceu, e agora?”

 

Quais cuidados devem ser tomados durante a Fertilização In Vitro?

Considerado o método de reprodução assistida com maiores chances de sucesso para casais com infertilidade, a Fertilização In Vitro (FIV) ainda gera muitas dúvidas. Um dos aspectos que mais surte questões é sobre os cuidados que devem ser tomados durante a FIV, ou seja, antes da gravidez ser confirmada.

O período até a realização do Beta HCG para saber se há ou não uma gestação dura em média duas semanas. Neste artigo, falaremos sobre como proceder nesse período, e quais os principais cuidados a serem tomados.

O repouso é necessário?

Uma das dúvidas mais polêmicas quando falamos em cuidados durante a FIV é se o repouso é ou não necessário. Isso porque, enquanto alguns médicos recomendam apenas 1 dia de repouso após a transferência de embriões, outros dizem que esse deve durar 12 dias. O raciocínio para o repouso é de que, quanto mais imóvel a paciente ficar, menores as chances dos embriões de moverem no útero, e maiores as chances de implantação.

Cientificamente, porém, não há nenhuma comprovação de que o repouso seja benéfico para aumentar as chances de gravidez. Uma vez que as paredes do útero são juntas, uma contra a outra, não existe espaço vazio entre essas. Ou seja, quando os embriões são transferidos, ficam aprisionados no endométrio. Portanto, mesmo que a mulher levante e caminhe, não há qualquer tendência de que os embriões se desloquem do ponto em que foram implantados.

Por outro lado, o repouso traz certos conforto e segurança ao casal, por ter passado por um tratamento psicologicamente desgastante. Para a mulher, o motivo é também físico. A estimulação ovariana, necessária para a FIV, é um procedimento invasivo – uma agulha perfura várias vezes os ovários para captar os óvulos.

Sendo assim, é natural que no dia da transferência e em outros dias seguintes, a mulher sinta incômodo e dores no baixo ventre e abdome. Por isso, o repouso durante um ou dois dias pode ajudar no conforto físico da possível gestante.

Pintar o cabelo somente até a fase de estimulação

Colorir o cabelo só é permitido durante a fase de estimulação – ou seja, durante a indução da ovulação. Após este período, o procedimento é contraindicado, pois os produtos químicos entram em contato com o couro cabeludo e são absorvidos pela corrente sanguíneo, podendo intoxicar os embriões.

Até o primeiro semestre da gestação, a orientação se estende. Depois disso, podem ser usados produtos naturais, como henna, xampu tonalizante ou qualquer outro que não contenha amônia.

Relações sexuais não são recomendadas

Antes de os embriões serem transferidos para o útero, as relações sexuais são liberadas. A contraindicação é apenas para situações especiais, como no Hiperstímulo Ovariano (quando os ovários têm uma reação exagerada aos  agentes indutores de ovulaçãoutilizados na FIV). Após a transferência de embriões, o sexo deve ser evitado para prevenir possíveis contrações uterinas, típicas durante a relação.

Medicamentos somente com autorização

Antes de ingerir qualquer medicação durante o tratamento, a mulher deve consultar a equipe médica, que analisará se o remédio é permitido ou não.

Atividades físicas com moderação

Atividades físicas de impacto como corrida e musculação não são recomendadas durante a FIV. Mesmo outras atividades, como hidroginástica, natação, alogamento ou caminhada devem ser feitas com cautela após a estimulação ovariana. Devido ao aumento dos ovários, a atividade física de forma intensa pode causar desconforto e até trazer complicações mais sérias.

Álcool e cigarros são proibidos

Tanto a ingestão de bebidas alcoólicas como o tabagismo não são recomendados durante o tratamento. No caso dos cigarros, há redução da taxa de fertilidade e consequentemente do sucesso do tratamento. O álcool, por sua vez, pode atrapalhar os efeitos dos medicamentos utilizados durante o processo. É liberada apenas a ingestão de um cálice em alguma ocasião especial. Nos homens, tanto a bebida quanto o tabaco prejudicam a qualidade espermática.

Alimentação

Na alimentação, por sua vez, não são recomendadas dietas com grandes restrições. Embora seja comum dizer que cigarro e açúcar podem diminuir as chances de sucesso, ainda não há consenso científico sobre o assunto.

Quer saber mais?

Se interessou? Quer entender mais sobre o processo de Fertilização In Vitro? Leia o nosso artigo sobre como funciona a FIV.

 

Acompanhamento psicológico durante a gravidez: é realmente necessário?

A gravidez é um momento muito especial, mas também envolve grandes mudanças, tanto biológicas como também emocionais.

Se por um lado o casal vive a emoção de realizar um sonho (http://www.procriar.com.br/blog/2017/11/22/um-sonho-que-se-transformou-em-uma-linda-realidade/) e de se preparar para a chegada tão desejada do bebê, há também a apreensão para que dê tudo certo, o medo de ser uma boa mãe ou um bom pai.

Para auxiliar a enfrentar esse tipos de insegurança, que são extremamente comuns durante a gestação, é que é importante contar com um acompanhamento psicológico.  Ter um profissional preparado para sanar suas dúvidas e auxiliar com que esse período seja mais tranquilo pode fazer toda a diferença.

Pensando nisso, separamos algumas razões pelas quais é importante ter o acompanhamento psicológico (http://www.procriar.com.br/apoio-emocional)  para o casal.

Preparação parental

“Será que vou ser uma boa mãe?”, “Estou preparado para ser pai?”, “O que fazer para que meu filho se sinta amado?” essas e muitas outras questões surgem na mente de todos os pais.  Seria incomum se não surgissem, afinal a gravidez significa não só aumentar a família, mas assumir novos papeis.

Ninguém tem um manual de como ser uma boa mãe ou como ser um bom pai, seria incrível se algo assim existisse, não é? O psicólogo, entretanto, tem uma visão diferenciada que irá te ajudar a lidar com essas ansiedades. Ele apontará outras perspectivas que talvez você não conseguiria perceber, por causa do medo e da ansiedade.

Ser um bom pai e uma boa mãe significa procurar ajuda e estar aberto para aprender sempre.  Preocupar-se com a sua saúde mental é muito importante, pois o casal precisa estar saudável emocionalmente para receber bem a criança.

Medo do parto e da saúde do bebê

Além da apreensão sobre serem bons pais, o casal também se depara muitas vezes com o medo do bebê nascer saudável e, no caso das mães, de como será o parto. É preciso ficar atento até que ponto essas preocupações estão dentro do normal, para não deixar com que elas tomem grandes proporções e se tornem paralisantes.

Dúvidas sobre a saúde do bebê surgirão. O sentimento de alívio ao ouvir o médico dizer que a gravidez está ocorrendo sem nenhum problema, depois de um ultrassom, é maravilhoso. Entretanto, querer fazer um ultrassom todos os dias e não conseguir realizar as atividades do cotidiano por medo não é normal e não deve ser tratado como tal.

O mesmo vale para o medo do parto. Tire todas as suas dúvidas com o obstetra, mesmo que pareçam bobas e converse com o psicólogo sobre isso. Fale com o seu parceiro também, o qual também pode contar com o psicólogo para aprender como oferecer apoio emocional nesse momento.

Sexualidade e manter a identidade como casal

O psicólogo também pode ajudar a mostrar para o casal a importância de que eles não deixem o papel de pais colocar de lado a sua relação afetiva como casal.

Fazer sexo durante a gravidez não prejudica o bebê, mas isso muitas vezes se torna uma questão para alguns casais. O parceiro pode ajudar a mulher entendendo como as mudanças hormonais afetam a libido e de que maneira ele pode ajudá-la.

É necessário entender que nem durante a gravidez ou com o nascimento do bebê, deixa-se de ser marido e mulher para tornar-se mãe e pai, mas que essas papeis coexistem.

O acompanhamento psicológico permite encontrar um equilibro nessas questões e também a eliminar o sentimento de culpa, que muitas vezes surge na mãe. Ela acha que não pode pensar em si mesma, por exemplo.

Depressão pós-parto

Cerca de 14 a 23% das mulheres demonstram sintomas de depressão durante a gravidez, de acordo com Congresso Americano de Obstetras e Ginecologistas (ACOG). Se esse quadro não for tratado durante a gestação, ele pode se desenvolver no que conhecemos como depressão pós-parto.

A gravidez é muito romantizada pela mídia e com isso as mães se sentem culpadas quando se deparam com os sentimentos de medo e insegurança, que citamos acima. Eles acabam sendo reprimidos por vergonha, preocupação de serem julgadas e até acusadas de não amarem seus bebês.

Entender que a gravidez não é um “mar de rosas” é imprescindível para não se culpar e assim evitar o risco de uma depressão pós-parto, por exemplo.

Quer saber mais?

O que você achou do nosso post sobre acompanhamento psicológico durante a gravidez? Para mais sobre esse assunto, confira em nosso blog o post “Sonho de ser mãe: a gravidez aconteceu, e agora?”

(http://www.procriar.com.br/blog/2017/07/13/sonho-de-ser-mae-a-gravidez-aconteceu-e-agora/)