O que é receptividade endometrial?

Todas as pessoas que já passaram por algum processo de Fertilização in Vitro sabem que o período de espera entre a transferência do embrião e o resultado final é extremamente delicado. É natural que o casal se sinta apreensivo e ansioso, afinal, receberão uma resposta quanto à tão esperada gravidez.

Um fator que possui grande influência nesta última etapa do procedimento é a receptividade endometrial. Ela deve estar favorável para receber o embrião e para isso é importante que a janela de implantação esteja alinhada com a transferência embrionária.

Você tem alguma dúvida sobre como acontece esse processo? Quer entender o que é a receptividade embrionária, a janela de implantação e como elas interferem na FIV?

Continue a leitura do texto e compreenda como esses fatores podem interferir no sucesso da sua gravidez.

O papel do endométrio

Provavelmente você já escutou muito sobre endométrio, mas talvez tenha dúvidas quanto à sua função no organismo. Endométrio é o tecido que reveste as paredes internas do útero feminino, que sofre alterações em sua espessura de acordo com os estímulos hormonais e, quando não ocorre a fecundação, se descama dando origem ao sangue menstrual.

No endométrio ocorre a fixação doembrião, e esta interação é essencial para o desenrolar da gravidez. Se o embrião chega ao endométrio no momento em que ele está mais espesso, ou seja, pronto para receber o embrião, as chances de sucesso da gravidez são muito maiores.

A importância da receptividade endometrial

O momento em que o endométrio está preparado para receber os embriões, já prontos, advindos do laboratório, no caso  da Fertilização in Vitro,  – é quando sua espessura chega ao máximo, ou seja, quando está mais receptivo.

Esse momento recebe o nome de receptividade endometrial, acontece a cada ciclo menstrual e dura poucos dias. Acertar esse momento exato pode fazer toda a diferença para o sucesso da gravidez.

Receptividade endometrial e a janela de implantação

Janela de implantação é o nome dado ao período de maior receptividade do endométrio, quando sua espessura é maior. Esse período costuma durar cerca de 3 dias dentro de um ciclo regular de 28 dias.

Para a mulheres a janela de implantação acontece entre o 19º e 21º dias do ciclo menstrual, contatos a partir do primeiro dia de sangramento. Porém 3 em cada 10 mulheres possuem a chamada janela de implantação deslocada, quando a receptividade endometrial acontece em outro período.

Janela de implantação deslocada

Quando ocorre esse fenômeno a janela de implantação não acontece entre os dias 19 e 21, podendo acontecer antes ou depois desses dias.

Esta alteração não afeta a fertilidade da mulher, mas sim o momento propício para a fixação do embrião no endométrio e pode ter uma grande influência no sucesso ou fracasso do procedimento da FIV.

Se a equipe médica não diagnosticou que a mulher possui a janela de implantação deslocada, provavelmente o embrião será implantado em um momento em que o endométrio não está apto para recebê-lo. Portanto as chances de sucesso do procedimento são muito menores.

Como descobrir a janela de implantação

Para diagnosticar o momento de maior receptividade endometrial, a equipe médica pode realizar um teste que apontará os dias ideais para a transferência embrionária. Este teste recebe o nome de Endometrial Receptivity Array ou, simplesmente ERA.

O teste ERA

O teste ERA consiste em uma avaliação molecular que determina se o endométrio é receptivo durante a janela de implantação convencional ou não. Ele pode ser realizado de duas formas:

Com preparo endometrial

O preparo do endométrio acontece com o uso dos hormônios estradiol e progesterona, com o uso dos hormônios a equipe médica consegue determinar com precisão a data ideal para a biópsia embrionária.

O hormônio estradiol começa a ser usado após o início do ciclo menstrual, ele aumentará a sua espessura do endométrio. Depois de aproximadamente 10 dias uma ultrassonografia transvaginal avalia se o corpo está preparado para iniciar o uso da progesterona natural.

Uma vez iniciado o uso do segundo hormônio contam-se mais 5 dias para a realização de uma biópsia endometrial que determinará como está a receptividade do endométrio.

De maneira natural

Esse método é realizado durante o ciclo menstrual com ovulação espontânea, sem indução ou hormônios para preparar o endométrio. Portanto, o dia da biópsia vai variar de acordo com o dia da ovulação da mulher.

A biópsia acontecerá 7 dias depois que o hormônio responsável pela ovulação (LH) chegar ao seu nível máximo, para descobrir essa data deve ser realizado um exame de sangue ou urina.

Receptividade endometrial e a FIV

Agora que você tem essas informações deve ter percebido como a receptividade endometrial é importante para o procedimento de Fertilização in Vitro e possui grande influência sobre os resultados.

O teste ERA ainda é experimental e sua indicação deve ser feita somente por um especialista em Reprodução Humana. Geralmente ele é recomendado para mulheres que já passaram por pelo menos 2 transferencias de embrioes de boa qualidade associado a uma boa resposta do endométrio ao estímulo hormonal e mesmo assim não ocorreu gravidez. Ele não possui nenhuma influência na gestação ou contraindicações.

Quer saber mais?

Agora que você esclareceu algumas dúvidas quanto às últimas etapas da FIV, você pode compreender melhor a relação entre a idade materna e como ela interfere na fertilidade em um artigo produzido pela nossa equipe médica.

Falha na FIV: quais são os motivos?

A Fertilização in Vitro é uma das técnicas mais assertivas para casais que sonham em engravidar. Todavia, mesmo com os estudos e aperfeiçoamento, o sucesso está longe de ser garantido.

A taxa de gravidez é de aproximadamente 50%, o que significa que metade dos procedimentos não alcançam os resultados esperados. Os motivos para a falha na FIV podem ser diversos: fatores maternos, paternos, relativos ao embrião ou ao procedimento em si.

Continue a leitura do texto para saber quais as principais falhas ao longo do procedimento, seus motivos e o que fazer para evitá-las.

O que pode ser considerado como falha na FIV?

Podemos dizer que o procedimento de Fertilização in Vitro falhou quando ele não resulta em uma gravidez de sucesso. Ou seja, se ao final do procedimento a mulher não engravida, ou quando sofre um aborto espontâneo ao longo da gestação.

Muitos casais passam pelo processo repetidas vezes sem sucesso, por isso é importante compreender quais as principais falhas que podem acontecer ao longo do tratamento e, se possível, evitá-las.

6 principais falhas que podem acontecer

As razões para que aconteça uma falha na FIV são diversas, separamos aqui os 6 motivos mais recorrentes. Se você já tentou engravidar por meio da FIV mais de uma vez é provável que o motivo esteja listado abaixo:

Fatores maternos

1) O endométrio não está preparado para receber o embrião: depois que o embrião é transferido para o útero materno é importante que ele consiga fixar-se no endométrio, para que isso aconteça é importante que a espessura do tecido endometrial esteja alta;

2) Baixa quantidade ou qualidade dos óvulos maternos: se a mãe não produz óvulos em quantidade suficiente, ou se os óvulos produzidos não estão adequados para a fecundação as chances de insucesso são mais altas;

3) Fatores uterinos ou tubários: se a mulher possui algum problema no útero ou nas tubas uterinas que não foi diagnosticado é muito provável que o embrião não consiga se desenvolver.

Fatores paternos

4) Baixa qualidade ou quantidade dos espermatozoides: existem diversas causas para a baixa quantidade ou qualidade dos espermatozoides masculinos que geram aborto de repetição ou nascimento de bebês com cromossomopatias.

Fatores embrionários

5) Embriões com alterações genéticas: para o sucesso da implantação e da futura gravidez o embrião deve possuir uma carga genética normal e expressá-la de maneira adequada.

Fatores relacionados ao procedimento

6) Falhas no procedimento de transferência: se o processo de transferência embrionária não é realizado da maneira correta e o embrião não é devidamente inserido no útero materno as chances de gravidez são quase nulas.

Por que essas falhas acontecem

Cada uma dessas falhas possui motivos específicos para acontecer. As razões podem estar relacionadas a doenças maternas ou paternas ou até problemas genéticos. Leia abaixo as causas dos fatores mencionados:

1) Os motivos pelos quais o endométrio não esteja receptivo ao embrião podem ser devidos a um deslocamento da janela de implantação, a trombofilias ou a endometrites infecciosas.

2) Com o passar dos anos é natural que a reserva ovariana das mulheres diminua, assim como a qualidade dos óvulos, portanto a idade é um importante fator. Além disso, alguns hábitos como o tabagismo podem diminuir a reserva e qualidade ovarianas mesmo em mulheres jovens.

3) Os problemas mais comuns identificados no útero e nas tubas estão relacionados à doenças ginecológicas, cirurgias, miomas, infecções ou inflamações.

4) Diferentemente da mulher a fertilidade masculina não diminui com o passar do tempo. Portanto as causas para baixa qualidade e/ou quantidade de espermatozoides mais comuns são a varicocele, alterações hormonais, processos infecciosos ou a infertilidade idiopática (quando não é possível encontrar a causa).

5) As alterações genéticas mais comuns são as anomalias cromossômicas. Durante a divisão de células para a formação dos óvulos e espermatozoides podem ocorrer variações no número de cromossomos causando abortos espontâneos ou síndromes genéticas.

6) As falhas durante a transferência embrionária podem acontecer pela falta de um material e tecnologia adequados ou então por inexperiência ou despreparo da equipe médica e técnica que está realizando o procedimento.

Existe alguma forma de deixar a FIV mais segura

Como vimos até aqui existem diversas variáveis que podem interferir nos resultados da Fertilização in Vitro o que impossibilita que haja uma garantia quanto ao resultado final.

A boa notícia é que a maioria dos fatores mencionados podem ser tratados e prevenidos. Veja só:

1) As três principais causas para uma baixa receptividade do endométrio: janelas de implantação deslocada, trombofilias e endometrites infecciosas podem ser descobertas por meio de testes e exames e uma vez realizado o tratamento a fertilidade da mulher não fica comprometida.

2) Melhorar habitos de vida e cesar tabagismo podem melhorar a quantidade dos óvulos da mãe. Se isso não for o suficiente é possível recorrer à doação de óvulos. (Frase toda errada , nada aumenta quantiidade e qualidade dos ovulso )

3) As complicações uterinas e tubárias costumam ser mais graves e até mesmo irreversíveis. É preciso conhecer a causa e como está a evolução da doença, mioma ou processos inflamatórios para definir as melhores medidas a serem tomadas. Caso a gestação não seja possível, é possível recorrer a uma barriga de aluguel.

4) A quantidade e a qualidade dos espermatozoides são muito influenciadas pelos hábitos paternos. Portanto, a adoção de um estilo de vida saudável é essencial e existem também vitaminas e medicamentos que aumentam significativamente a fertilidade masculina. Existe também a opção de recorrer a um banco de sêmen.

5) Para melhorar a qualidade dos embriões transferidos ao útero materno é possível fazer uma seleção mais detalhada como o teste genético pré-implantacional.

6) Para evitar complicações durante o procedimento é importante que a clínica ou centro de saúde conte com profissionais capacitados e preparados para realizar o procedimento. Além dos aparelhos, instrumentos e tecnologia necessárias.

Quer saber mais?

A gravidez na Fertilização in Vitro ainda está longe de ser garantida. Porém existem vários testes, procedimentos e avaliações que podem diminuir as falhas na FIV e aumentar as chances de gerar um filho.Leia também o nosso texto com as 5 informações sobre a fertilização in vitro que você precisa saber para entender mais do assunto!

5 informações sobre a fertilização in vitro que você precisa saber

A fertilização in vitro (FIV) é uma das técnicas de reprodução assistida mais eficazes desenvolvidas pela medicina. Estima-se que o tratamento possa alcançar até 60% de sucesso, variando de acordo com a idade da mulher. Mas, apesar da sua eficácia, a FIV não é a melhor opção para todos os casos. Antes de procurar um consultório médico, é importante saber algumas informações básicas, que serão úteis em todo o processo.

Pensando nisso, selecionamos cinco informações que vão te auxiliar nessa jornada. Elas incluem as principais dúvidas de pacientes que buscam, por meio da FIV, realizar o sonho da maternidade e da paternidade. Confira:

1.Como funciona a fertilização in vitro (FIV)?

A fertilização in vitro (FIV) é a técnica de reprodução assistida em que a formação do embrião acontece no laboratório. O procedimento começa com a estimulação ovariana, que consiste na aplicação de hormônios no corpo da mulher para a produção de óvulos maduros.

Alguns dias depois, esses óvulos são recolhidos por meio de aspiração dos ovários, e colocados em contato com os espermatozoides, recolhidos pelo homem por masturbação. Após a fecundação, são formados os embriões, e os selecionados são transferidos para o útero que irá gerá-lo. Todo o processo dura, em média, 30 dias.

A FIV pode ser realizada com sêmen do próprio casal ou de doadores, através do banco de sêmen. O recebimento de doação acontece em casos em que um dos parceiros ou os dois produza gametas não fecundáveis ou mesmo não os produza.

2. Quem pode fazer a FIV?

A FIV atende a um extenso leque de casos de infertilidade severa, masculina e feminina, e de impossibilidade de reprodução natural por motivos diversos, como mulheres na fase do climatério, pacientes submetidos a tratamentos oncológicos, casais homoafetivos e pessoas que desejem engravidar por produção independente.

Um casal deve procurar ajuda quando estiver tentando engravidar há um ano ou mais. Para as mulheres acima de 35 anos, o tempo é menor, de seis meses.

A investigação das causas da infertilidade passa pela realização de exames de ultrassom, avaliação hormonal e das tubas pela histerossalpingografia, espermograma, HIV, HTLV, hepatite B e C, sífilis, rubéola e ZIKA vírus. Todo o processo deve ser acompanhado por um médico especializado, que irá orientar o melhor tratamento.

3. É possível escolher o sexo do bebê?

A escolha do sexo do bebê, chamada de sexagem fetal, é prática proibida no Brasil e regulamentada pelo Conselho Federal de Medicina (CFM). A única exceção é em casos em que um dos pais seja portador de alguma doença hereditária ligada ao sexo, como a hemofilia, a microdeleção do cromossomo Y e a síndrome do X Frágil, que têm maior incidência em homens.

Nesses casos, é realizado o diagnóstico genético pré-implantacional (PGD), por meio do qual há a identificação do sexo e a seleção de embriões sem anomalia.

No tratamento de fertilização in vitro, o casal passa por uma série de exames e procedimentos que são capazes de detectar a presença desses genes, e o médico responsável fornece toda a orientação necessária. Cabe ao casal a decisão da escolha do sexo do bebê, que, nesses casos, não exige solicitação judicial.

4. A rotina sexual do casal muda durante o tratamento de FIV?

Quando falamos em métodos de reprodução assistida, uma das dúvidas mais comuns entre os casais está relacionada à prática sexual. A importância da intimidade e do prazer a dois, mesmo quando o foco é a gravidez, não pode ser subestimada ou deixada de lado.

Para aumentar as chances de sucesso do tratamento de fertilização in vitro (FIV), a relação sexual deve, em alguns momentos, ser evitada. Na fase de estimulação ovariana, o principal risco é de gravidez múltipla inesperada, já que pode ocorrer uma ovulação precoce e o casal engravidar espontaneamente.

Para a coleta do sêmen, é indicado que o homem fique de dois a cinco dias sem ejacular para que os espermatozoides se tornem mais eficazes.

O uso de medicamentos durante a FIV pode causar reações diversas no corpo de algumas mulheres, como indisposição e desconforto durante o sexo. Fatores emocionais comuns nesse processo também podem impactar na intimidade do casal, como a ansiedade e o nervosismo.

5. Principais riscos e efeitos colaterais

Assim como a reprodução natural, a FIV não é completamente eficaz. Em alguns casos, é necessário mais de uma tentativa, e não há garantia de êxito para todos. E, como todo tratamento, a FIV também envolve alguns riscos e efeitos colaterais. Em função do uso de medicamentos na estimulação ovariana, a mulher pode apresentar redução de apetite, náuseas e até mesmo desenvolver a Síndrome de Hiperestimulação do Ovário (SHO), que causa inchaço e dor nos ovários.

Outra questão importante é a gravidez múltipla. Como na maioria dos procedimentos são transferidos mais de um embrião para o útero, a gravidez de gêmeos chega a quase metade dos casos. A gestação de mais de um bebê, apesar de ser desejada por muitos casais, requer cuidados especiais e pode apresentar riscos antes e depois do nascimento.

Gostou das dicas? Tem dúvidas ou sugestões? Conte-nos a sua opinião!

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Conheça as dúvidas comuns de casais homoafetivos que desejam ter filhos

A constituição de uma família com filhos biológicos já é uma realidade para casais homoafetivos. Com a resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM), de 2013, mulheres e homens passaram a contar, definitivamente, com o direito a recorrer a técnicas de reprodução assistida.

Nesse processo, muitas dúvidas podem surgir, principalmente no que diz respeito à escolha da técnica ideal e dos bancos de gametas. Pensando nisso, compilamos as seis dúvidas mais comuns para ajudar os casais que buscam orientações:

Tipos de técnica de reprodução assistida para casais homoafetivos

Os casais femininos podem recorrer a dois tipos de técnica de reprodução assistida, a inseminação intrauterina (IIU) ou a fertilização in vitro (FIV), ambas utilizando sêmen de banco de doadores.

No primeiro procedimento, o sêmen é injetado no útero da parceira que irá gerar o bebê. No segundo, o óvulo é fecundado fora do útero, em laboratório.

A FIV permite tanto a opção de uma das parceiras fornecer o óvulo e ela mesma gerar o embrião, quanto de que o óvulo de uma seja fecundado e injetado no útero da outra, que dará continuidade à gestação. Esta última opção possibilita que as duas participem do processo.

Para os casais masculinos, a fertilização in vitro com útero de substituição é a única alternativa. Isso porque é preciso duas doadoras, uma que ceda o óvulo, e a outra, que ceda o útero que irá gerar o embrião.

O processo é similar ao anterior: o óvulo, de doadora anônima, é fecundado em laboratório pelo sêmen de um dos parceiros. O embrião é transferido para o útero de uma parente consanguínea de até 4° grau de um dos membros do casal (mãe, avó, tia ou prima).

É possível escolher o doador do sêmen ou a doadora do óvulo?

No Brasil, é proibido que casais conheçam o doador ou a doadora. De acordo com as diretrizes do Conselho Federal de Medicina (CFM), a doação de óvulos e sêmen deve ocorrer de forma anônima e voluntária, não envolvendo nenhuma forma de troca financeira. O procedimento resguarda as duas partes, e nenhuma delas tem contato com a outra.

Apesar disso, o casal pode ter acesso a algumas informações do doador na hora da escolha.

Os bancos brasileiros são mais restritos, mas, ainda sim, fornecem dados como etnia, idade, cor de cabelo, cor dos olhos, peso, altura, tipagem sanguínea, profissão e hobbies. Já os bancos estrangeiros oferecem maior número de informações, como exames genéticos, perfil psicológico, religião, signo e até acesso a fotos. Mas, as importações de sêmen precisam de autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

O banco de doadores é confiável?

A regulamentação brasileira é rigorosa no processo de escolha dos doadores. Os homens devem ter entre 18 e 50 anos, fertilidade comprovada, integridade física e mental, não possuir doenças genéticas nem DSTs (Doenças Sexualmente Transmissíveis). Todos os exames são realizados antes das coletas.

As mulheres precisam ser mais jovens, com idade máxima de 35 anos, e também passam por exames que identifiquem doenças genéticas, DSTs e fertilidade. Além disso, elas não podem ter nenhuma doença ou problema de saúde que possa ser agravado pelo processo de recolhimento dos óvulos, que envolve a injeção de hormônios (estimulação ovariana).

É possível escolher o sexo ou características físicas do bebê?

A escolha do sexo ou de características físicas do embrião também é proibida pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) e pelo Conselho de Ética Médica. A chamada sexagem fetal só é permitida caso um dos pais seja portador de doença hereditária ligada ao sexo, como a hemofilia, a microdeleção do cromossomo Y e a síndrome do X Frágil, com maior incidência em homens.

Casais femininos: quem irá gerar o bebê?

Dúvida recorrente entre os casais homoafetivos femininos é a escolha de quem irá gerar o bebê e, no caso da fertilização in vitro (FIV), se irão escolher a opção de uma fornecer o óvulo para a outra continuar a gestação.

Em qualquer uma das técnicas escolhidas, além da decisão pessoal do casal, outros fatores precisam ser levados em conta, como a condição dos óvulos de ser fecundados e do útero de receber a gestação, assim como a idade e a saúde de cada uma das parceiras.

A chance da gravidez cai de 60% para mulheres com menos de 30 anos para 10%, naquelas acima de 40. Há também casos de doenças e procedimentos cirúrgicos que diminuem ou eliminam a fertilidade da mulher, como tratamentos oncológicos e retirada dos ovários.

Casais masculinos: quem irá doar o sêmen?

Assim como nos casais femininos, os parceiros homens também precisam ter em mente questões importantes em relação à saúde na hora de escolher quais sêmens serão utilizados na fertilização. O limite de idade, para eles, é bem maior que o das mulheres, podendo chegar a 50 anos. Para a detecção de possíveis problemas, é necessário realizar o espermograma, exame que avalia a qualidade do sêmen.

Como é possível perceber, muitos fatores interferem no processo de gestação de um filho biológico por técnicas de reprodução assistida. O mais importante é poder contar, nesse momento, com profissionais preparados para te atender, levando em conta as suas demandas e expectativas.

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Gravidez homoafetiva: Entenda a legislação atual

É um direito, garantido por lei ao cidadão, o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo. Além do mais, é declarado aos casais homoafetivos que suas uniões são reconhecidas judicialmente como família. Muitos desses casais querem ter filhos biológicos, mas diversas dúvidas surgem durante o processo.

As normas aprovadas pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) sobre técnicas de reprodução assistida em casais homoafetivos auxiliam homens e mulheres homossexuais que desejam ter filhos biológicos. As técnicas de reprodução assistida podem ser utilizadasindependente da orientação sexual do paciente.

No texto de hoje, você vai entender como funcionam as leis para casais do mesmo sexo que optaram por alguma dessas técnicas. Quer saber mais sobre o assunto? Confira o nosso post e fique por dentro de tudo!

Como é feito o registro da criança?

Desde março de 2016 está em vigor o Provimento que regulamenta a emissão de certidão de nascimento de filhos gerados por reprodução assistida.

Antes o registro era feito por decisão judicial por não haver regras para casos de crianças geradas pelo método, mas agora existe uma proteção legal para que todos tenham direito a certidão de nascimento.

Para casais homoafetivos, apenas um dos pais deverá ir ao cartório e fazer o registro, além disso, a certidão deverá ser adequada para que os nomes dos pais ou das mães da criança apareçam no documento.

Como funciona a doação de sêmen?

O ato de doar sêmen é voluntário, sendo assim, não há lucros para o doador, da mesma forma que também não há custos no processo para o voluntário. O anonimato do doador é uma determinação da ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) junto ao Conselho Federal de Medicina. Além disso, é garantido que as crianças geradas com o sêmen doado, não terão suas identidades reveladas ao doador.

Quem pode doar?

Para doar sêmen é preciso estar dentro de requisitos como o de faixa etária (ter idade entre 18 e 45 anos) e o de saudabilidade (o doador deve ser saudável e não pode ter doenças genéticas ou congênitas na família).

Para quem se pergunta o que o doador recebe com o procedimento, já que a doação é voluntária, a resposta é simples: o doador terá acesso a todos os exames feitos durante o processo, como espermograma, espermocultura, exames sorológicos e tipagem sanguínea, além de uma consulta médica com um urologista, tudo custeado pelo banco de sêmen que receberá a doação.

Ambas as mães ou pais têm direito a licença-maternidade e a licença-paternidade?

De acordo com o artigo 392 da CLT, a licença-maternidade é o direito que a mulher ou o homem tem de se ausentar do trabalho durante 120 dias por meio de licença remunerada, ou seja, o trabalhador continua a receber mesmo estando fora do ambiente de trabalho durante os dias estabelecidos.

E quem tem direito a licença-maternidade?

  • Mulher gestante
  • Homem cuja esposa faleceu deixando o filho recém-nascido
  • Homem ou mulher em relação homoafetiva que adotaram uma criança recém-nascida

Na situação de casais femininos, não existe uma norma que permita a concessão do benefício da licença à mãe que não seja biológica, ou seja, aquela que não gerou o filho. Em alguns casos pode haver exceções, mesmo que raras, para que ambas as mulheres tenham direito ao benefício.

Para casais masculinos acontece o mesmo e a justiça concede a licença-maternidade apenas a um dos pais.

Em relação à concessão da licença-paternidade a casais do mesmo sexo, também não há norma definida sobre o assunto. O que acontece na maioria dos casos é a extensão dos direitos jurídicos de casais heterossexuais para os casais homoafetivos, preservando o princípio de igualdade.

O que acontece em casos de gestação por útero de substituição?

Em situações de gestação por substituição, a doadora do útero deverá assinar um termo de consentimento prévio que autoriza o registro de nascimento da criança ser feito em nome de outra pessoa.

Ademais, a ascendência biológica não poderá ser usada como reconhecimento de parentesco entre a doadora e a criança gerada.

E em situações de gestação compartilhada?

No caso de gestação compartilhada, o óvulo de uma das parceiras é fertilizado com o sêmen de um doador anônimo e o embrião é posteriormente colocado no útero da outra parceria, que fará a gestação da criança.

Judicialmente as duas mulheres são consideradas mães da criança e, sendo assim, possuem os mesmos direitos jurídicos.

Como eu escolho o melhor tratamento para engravidar?

Nós já fizemos um post que explica melhor dois tratamentos de reprodução assistida, a Fertilização in Vitro e a Inseminação artificial, para casais do mesmo sexo.

Que tal dar uma olhada nele?

Quer saber mais?

Neste texto, você pode entender um pouco mais sobre como funcionam as leis em casos de gravidez homoafetiva. Ainda tem alguma dúvida sobre a legislação nesses casos? Por que não deixar sua pergunta nos comentários?

Fertilização in vitro: conheça os principais tipos de tratamento oferecidos pela Pró-Criar

A Fertilização in vitro (FIV) é a técnica de reprodução assistida em que a formação do embrião acontece no laboratório.

O procedimento que revolucionou a medicina foi realizado pela primeira vez há 40 anos, na Inglaterra, para ajudar casais com problemas de fertilidade. Hoje, o bebê de proveta, como ficou mundialmente conhecido, ajuda pessoas de diferentes arranjos familiares a realizarem o sonho da maternidade e da paternidade.

A FIV já é considerada uma das técnicas mais eficazes e seguras, podendo alcançar 50%-60% de sucesso com tratamentos de alta qualidade.

Outra vantagem é que o progressivo e contínuo desenvolvimento de seus procedimentos atendem tanto problemas de fertilidade feminina e masculina quanto demandas contemporâneas, como as de casais homoafetivos e de mulheres que desejam engravidar por produção independente.

Além da Fertilização in vitro (FIV) clássica, a Pró-Criar oferece diversos tipos de tratamento dessa técnica, como a Fertilização in vitro com injeção de espermatozoides (ICSI), a FIV/ICSI com Congelamento/Criopreservação, a FIV/ICSI com Doação de Óvulos, FIV/ICSI com Casais Homoafetivos e a FIV/ICSI com Útero de Substituição. Conheça cada uma delas e qual se adequa melhor a cada perfil.

Qual tipo de Fertilização in vitro é mais indicado para você?

Na Fertilização in vitro (FIV), a mulher utiliza medicamentos que estimulam a ovulação durante alguns dias e, logo após, através de um procedimento cirúrgico simples, seus óvulos são coletados e selecionados. Paralelamente, a coleta dos espermatozoides é realizada pelo homem por meio de masturbação.

No laboratório, em condições seguras e adequadas, os gametas são colocados juntos, em provetas (recipientes de vidro), para que os espermatozoides fecundem os óvulos de maneira natural e formem os embriões. Assim que o embrião começa a se desenvolver, é transferido para o útero que irá gerá-lo.

Fertilização in vitro com injeção de espermatozoides

Similar à primeira, na Fertilização in vitro com injeção de espermatozoides (ICSI) o espermatozoide é injetado diretamente dentro do óvulo, aumentando as chances de gravidez.

Nessa técnica, a coleta do sêmen também pode ser realizada por meio de biopsia testicular (cirurgia que retira os espermatozoides diretamente dos testículos), possibilitando a fecundação para homens com oligospermia, vasectomizados, que apresentam quadros de infertilidade grave ou que produzam pequena quantidade de espermatozoides.

A FIV/ICSI com Congelamento/Criopreservação

A FIV/ICSI com Congelamento/Criopreservação utiliza óvulos, espermas ou embriões que foram ou serão congelados para uso futuro, preservando as suas características.

A técnica é ideal para mulheres que desejam garantir a qualidade de seus embriões para uma gravidez tardia, pacientes que irão se submeter a tratamentos oncológicos ou cirúrgicos com riscos de perda de fertilidade. Como na técnica anterior, a mulher passa por estimulação ovariana, e seus óvulos são fecundados diretamente por espermatozoides selecionados.

Doação de óvulos.

Para as mulheres cujos óvulos não possam ser fecundados ou que não os produzam, como aquelas que passaram pela menopausa, tratamentos oncológicos ou a retirada dos ovários, há a opção da FIV/ICSI com Doação de óvulos.

Nesse procedimento, a paciente que deseja engravidar recebe gametas cedidos por uma doadora que também esteja realizando a fertilização in vitro ou de um banco de óvulos.

Como ocorre a doação de óvulos

A doação de óvulos deve ser voluntária, sem caráter comercial ou lucrativo, e precisa garantir o anonimato de ambas as partes, de acordo com o Conselho Federal de Medicina (CRM). A lei também regulamenta que a doadora precisa ter menos de 35 anos, ser saudável e não possuir histórico de doença genética ou infecciosa.

FIV para casais homoafetivos

Os casais homoafetivos também têm a técnica de reprodução assistida garantida por lei. Para os casais femininos, a FIV/ICSI com Casais Homoafetivosoferece duas opções.

Na primeira, as parceiras podem dividir o processo, enquanto uma passa pela estimulação ovariana e tem os óvulos colhidos e fecundados, a outra é quem recebe o embrião e continua a gravidez.

Na segunda opção, uma das mulheres terá o óvulo fecundado e ela mesma irá gerar o bebê. Em ambos os casos, é necessário que se utilize o sêmen doado através de um banco de sêmen, nacional ou internacional, com doador anônimo.

FIV/ICSI com Útero de Substituição

Já para os casais masculinos, a FIV/ICSI com Útero de Substituição é a única alternativa. Para o procedimento, é necessário que o sêmen de um dos parceiros fecunde os óvulos de uma doadora anônima.

Após a fertilização, o embrião será transferido para uma doadora de útero temporária que tenha parentesco consanguíneo até o quarto grau (mãe, irmã, avó, tia ou prima) com um dos parceiros, respeitando o limite de idade de 50 anos. A FIV/ICSI com Útero de Substituição é indicada também para mulheres que não possuem útero ou para aquelas que, por algum motivo, encontram problemas na implantação e desenvolvimento do embrião no útero.

Em todos os casos, é necessário que os pacientes procurem um médico para entender qual procedimento se adequa melhor às suas necessidades e expectativas.

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Adenomiose: o que é e qual a relação com a fertilidade?

Você já ouviu falar de adenomiose? A doença é um subtipo de endometriose (quando as células que recobrem o útero por dentro são encontradas fora da cavidade uterina), que afeta cerca de 15% das mulheres e também pode causar problemas de infertilidade feminina. Neste artigo, esclareceremos sobre a doença e qual é a sua relação com a fertilidade.

O que é a adenomiose?

Para entender a adenomiose, é preciso explicar sobre como o útero é formado:

  • Endométrio: tecido que reveste a cama interna do útero, e é formado por glândulas;
  • Miométrio: camada intermediária, composta por músculos;
  • Serosa: camada externa, que separa o útero de outros órgãos.

Algumas mulheres, por motivos ainda não explicados, têm a camada interna do útero e a intermediária “mescladas”. Dessa forma, células endometriais se misturam ao miométrio. Essa condição é chamada de adenomiose, e pode ser classificada em superficial, intermediária ou profunda, de acordo com as camadas de músculos que são afetadas.

Ela pode ser ainda focal, quando se localiza em uma determinada região do útero, ou difusa, quando se espalha por toda a parede uterina, deixando-a mais pesada e volumosa. As alterações na parede do útero causadas pela adenomiose levam à inflamação local, com piora no período menstrual.

O que causa a adenomiose?

Os motivos para o desenvolvimento da adenomiose ainda não estão bem definidos, mas há algumas teorias sobre o tema.

  • Alguns especialistas acreditam que a doença é congênita, está presente desde o nascimento e é relacionada a uma má-formação uterina durante o período embrionário.
  • Em outros casos, o problema pode ser adquirido durante a vida, em situações como, por exemplo, a histórico de cirurgia uterina ou ginecológica, cesariana, ou mais de uma gravidez ao longo da vida.

A adenomiose depende da presença do estrogênio, hormônio feminino. Por isso, é comum sua coexistência com doenças como endometriose, pólipos e miomas, que também são estrogênio-dependentes.

Quais os sintomas da adenomiose?

  • Cólicas menstruais muito fortes;
  • Dor durante relações sexuais
  • Edema da barriga;
  • Prisão de ventre e dor ao evacuar
  • Aumento da quantidade e duração do fluxo menstrual;

Em alguns casos, porém, a adenomiose pode ser assintomática durante uma etapa da vida, se manifestar após a gravidez e desaparecer após a menopausa.

Como a adenomiose é diagnosticada?

O diagnóstico da adenomiose é feito por ginecologista, geralmente pela observação de sintomas como dor, sangramentos intensos, queixa de dificuldade para engravidar. São realizados ainda exames físicos, ressonância magnética e outros exames como ultrassonografia transvaginal ou histerossonografia, que avaliam o espessamento do útero.

Dentre os métodos, a ressonância magnética é o de maior sensibilidade para o diagnóstico da disfunção, pois permite a delimitação do local e da extensão da doença.

De acordo com o indcado nos exames de imagem, a doença é classificada em 4 estágios:

  • Estágio I: a doença está limitada à região subendometrial;
  • Estágio II: a doença está espalhada pelo miométrio;
  • Estágio III: a doença avança além do miométrio e alcança a serosa;
  • Estágio IV:  a doença está avançada além da serosa e atinge outros tecidos e órgãos.

Qual é a relação entre adenomiose e infertilidade?

De acordo com o estágio em que se encontra, a adenomiose pode causar a infertilidade feminina. Uma vez que o embrião encontra dificuldade para se fixar na parede do útero, acontecem abortos espontâneos ou falhas na implantação.

Além disso, na maior parte dos casos a adenomiose está associada à endometriose, que hoje é apontada como um dos principais fatores de infertilidade em mulheres.

Os problemas causados pela adenomiose aparecem pois:

  • Ocorre o aumento da produção de outros hormônios, que podem aumentar a contratilidade do útero, que acaba expulsando o embrião da cavidade do endométrio;
  • O organismo entra em um constante processo de cicatrização, diminuindo a produção de progesterona, hormônio essencial para a fertilização e implatanção;
  • A resposta inflamatória do organismo aumenta a produção de radicais livres, podendo comprometer a qualidade de óvulos, espermatozoides e embriões.

Qual é o tratamento para a adenomiose?

Nem toda mulher que tiver adenomiose será estéril. Existem tratamentos, que serão definidos pelos médicos de acordo com a extensão da doença. Entre eles: uso de remédios hormonais, que provocam a liberação de hormônios relacionados à ovulação; uso de anti-inflamatórios, para o alívio da dor e inflamação; cirurgia para retirada do excesso de tecido endometrial (em caso de adenomiose focal); medicamos que impedem o crescimento do tecido endometrial dentro do miométrio.

Quer saber mais?

Para mulheres com adenomiose que querem engravidar, a Fertilização in Vitro (FIV), aliada a outros tratamentos, é a técnica de reprodução assistida mais recomendada. Ou seja, a com maiores chances de sucesso. Para entender melhor, leia o nosso artigo sobre como funciona a fertilização in vitro.

Você sabe o que é hormônio antimülleriano? Conheça o seu papel para as técnicas de reprodução assistida

Um dos motivos que levam casais a procurar ajuda médica na hora de engravidar é a baixa reserva ovariana, que corresponde à diminuição da quantidade de óvulos disponíveis no corpo da mulher para a fecundação. A medicina vem desenvolvendo diversos métodos que auxiliam na análise dessa reserva, e o hormônio antimülleriano (HAM) é um deles, muito utilizado atualmente.

Também chamado de Substância Inibidora Mülleriana (MIS), esse hormônio é produzido pelas células do ovário e desempenha função importante na fisiologia ovariana, regulando o crescimento e desenvolvimento dos folículos (foliculogênese) durante a vida reprodutiva. Sua presença no corpo da mulher se inicia com o nascimento e o acompanha até a menopausa.

Exame de sangue para análise da presença do hormônio antimülleriano

A análise é realizada através de exame de sangue simples e a dosagem do hormônio antimülleriano, que pode variar de < 0,16 ng/ml (baixa resposta) a > 4,0 ng/ml (alta resposta), é proporcional à reserva ovariana: quanto menor a sua taxa, mais baixa também será a quantidade e a qualidade dos óvulos disponíveis para serem fecundados, e vice-versa.

Importância do exame

O HAM é um dos exames que oferece a estimativa mais aproximada da quantidade de óvulos que uma mulher pode produzir, já que ainda não é possível saber o número exato.

E, diferentemente de outros tipos de teste, a vantagem é que ele pode ser realizado em qualquer etapa do ciclo menstrual sem sofrer variações e, inclusive, mesmo com o uso de anticoncepcionais.

Além de um importante marcador da reserva ovariana, o hormônio antimülleriano (HAM) também auxilia pacientes com síndrome dos ovários policísticos (SOP), doença que interfere no ciclo normal de ovulação.

A indicação de realizar o exame deve ser sempre individualizada, e o exame deve ser solicitado pelo médico da paciente.

Qual a relação do hormônio antimülleriano com a reprodução assistida?

Como já foi explicado, a quantidade de óvulos que uma mulher possui interfere diretamente nas chances de uma gravidez. Avaliar a reserva ovariana é uma das etapas fundamentais para quem deseja recorrer às técnicas de reprodução assistida e, para isto,o  hormônioantimülleriano (HAM) é hoje um dos exames mais eficazes. Confira os valores de referência aproximados:

  • AMH > 4,0 ng/ml: resposta muito alta (maior chance de gravidez);
  • AMH entre 2,0 e 4,0 ng/ml: resposta alta;
  • AMH entre 1,0 e 2,0 ng/ml: resposta média;
  • AMH entre 0,16 e 1,0 ng/ml: resposta baixa;
  • AMH < 0,16 ng/ml: resposta muito baixa (menor chance de gravidez – indica que a menopausa já ocorreu ou está para acontecer).

 

Essa avaliação é utilizada no cálculo da dosagem das medicações necessárias para a estimulação ovariana, processo em que há uma indução da ovulação da mulher com o objetivo de aumentar as chances de gravidez. Esse procedimento é realizado tanto na inseminação artificial (IA), técnica na qual o sêmen é depositado dentro da cavidade uterina, quanto na fertilização in vitro (FIV), em que a fertilização acontece no laboratório, fora do corpo da mulher.

Hormônio antimülleriano e Congelamento de Óvulos

O HAM serve, também, para as mulheres que desejam congelar os seus óvulos para uso futuro (criopreservação), principalmente aquelas que já se encontram acima dos 30 anos. A idade é fator fundamental para a fertilidade feminina, já que a reserva ovariana vai diminuindo com a idade.

Para se ter uma ideia, se na primeira menstruação a mulher conta com aproximadamente 500 mil óvulos, aos 25 anos esse nível cai para 25 mil, podendo chegar a praticamente zero aos 50 anos. Com o passar do tempo, os óvulos também vão ficando mais velhos, o que influencia na qualidade deles.

Mas, é importante ter em mente que outros fatores interferem nesse processo e determinam de forma diferenciada em cada corpo. A ajuda e o acompanhamento médico são sempre fundamentais.

É possível fazer o exame pelo SUS?

O exame ainda não é oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e atualmente não é coberto pelos convênios particulares.

Nesse post, apresentamos a você as principais informações sobre o hormônio antimülleriano (HAM) e a sua importância para as técnicas de reprodução assistida, que auxiliam homens e mulheres a realizarem o sonho da paternidade e da maternidade. Se você ainda tiver alguma dúvida, fique à vontade para nos enviar a sua pergunta ou opinião.

Quer saber mais?

E se você deseja verificar como está a sua reserva ovariana, agende uma consulta com os nossos médicos.

A Pró-Criar é uma clínica especializada em medicina reprodutiva e conta com uma equipe interdisiciplinar preparada para atender as necessidades e demandas de cada paciente. Nossa missão é possibilitar a gravidez, de forma acolhedora, através da excelência do conhecimento, para o bem estar do ser humano.

 

Qual o momento certo de procurar uma clínica de Reprodução Humana?

Você conversou com seu parceiro e os dois decidiram que é hora de dar um passo além na relação e começar uma família. Ambos sonham em ser pais e sentem que estão preparados para isso, mas, após muitas tentativas, vocês não conseguem engravidar.

Esse é um cenário recorrente na vida de muitos casais, mais comum do que você imagina. Ficar por muito tempo tentando engravidar sem sucesso pode ser muito frustrante. Questionamentos como “será que eu tenho algum problema de fertilidade?” começam a surgir.

Ao invés de deixar que a frustração e a tristeza tomem todo o espaço, será que não é hora de considerar ir a uma clínica de reprodução humana? Qual é o momento ideal para fazer isso? Existem alguns sinais que podem te mostrar que essa é a melhor escolha

Tempo de tentativa

O primeiro fator a considerar ir a uma clínica de reprodução humana é o tempo em que o casal está tentando engravidar. Esse período varia de acordo com a idade da mulher.

Se a mulher tem menos de 35 anos, está a um ano sem usar nenhum tipo de contraceptivo e mantendo relações sexuais com frequência, mas não consegue engravidar, é indicado que o casal procure uma clínica de reprodução humana.

No caso de mulheres com mais de 35 anos, o indicado é procurar o médico após seis meses de tentativa.

Idade da mulher

A idade da mulher é outro fator que precisa ser levado em consideração. A partir dos 35 anos, a quantidade de óvulos e a qualidade deles começa a diminuir, consequentemente diminuindo as chances de engravidar.

A atenção deve ser redobrada no caso de uma gravidez aos 40 anos, toda gravidez a partir dessa idade é considerada de risco. Além do que já mencionamos sobre a fertilidade, os perigos de aborto, alterações genéticas e pré-eclâmpsia, infelizmente, são maiores.

Em uma clínica de reprodução humana, você poderá contar com um acompanhamento especializado, fazendo com que a gestação após aos 40 seja muito mais tranquila.

Infecções

Se tanto o homem ou a mulher já tiveram algum tipo de infecção no aparelho reprodutor é um indicio para procurar uma clínica de reprodução humana. Somente através de exames vocês poderá garantir que a infecção não afetou a sua fertilidade.

Mesmo que você tenha tratado uma infecção e não teve mais nenhum problema relacionado a ela, há o risco de alguma sequela. Doenças como a clamídia e prostatites, por exemplo, podem afetar a capacidade de reprodução.

A clamídia pode acarretar na obstrução das tubas uterinas. Já as prostatites podem estar relacionadas a diminuição no número de espermatozóides ou até mesmo ausência deles (chamada de  azoospermia,  no sêmen.

Endometriose

A endometriose é caracterizada pelo crescimento, de tecido da parte de dentro do útero(endométrio), fora dele.Sendo os ovários, tubas uterinas, intestino e bexiga os principais órgãos acometidos por ela.

Essa doença afeta a fertilidade pois  interfere no processo de liberação do óvulo nos ovários e no transporte dos mesmos em direção às trompas. As quais grudam nos outros órgãos, devido a inflamação do tecido causada pela doença. A endometriose também pode influenciar no desenvolvimento do embrião.

Menstruação irregular

O ciclo menstrual normalmente dura cerca de 28 dias, sendo que ele começa a ser contado a partir do primeiro dia da menstruação.

A duração do ciclo não é exata e pode  variar para menos ou mais dias, mas é importante que seja regular. Primeiramente, sem essa regularidade é muito mais difícil determinar o período fértil da mulher ou até descobrir a gravidez.

Além disso, a menstruação irregular pode ser um indicativo de desequilíbrio hormonal, miomas no útero ou tumores no ovário. Muito além da fertilidade é importante ficar atenta a esse sinal para prevenir a saúde da mulher.

Diabetes

Muitas pessoas não sabem disso, mas a diabetes pode causar problemas de fertilidade tanto no homem quanto na mulher, quando não controlada.

Nos homens, acredita-se que a doença pode prejudicar a qualidade e a quantidade de produção de espermatozoides. Nas mulheres, a diabetes causa irregularidades na menstruação, aumenta as chances de aborto e também pode causar uma menopausa prematura.

Esses problemas são apresentados somente quando a pessoa não faz o controle da diabetes, como falamos acima. Por isso manter uma alimentação saudável, fazer o exame de glicose diariamente, ter uma rotina de exercícios físicos e imprescindível.

Como vocês puderam ver, são diversas as causas de infertilidade e que podem estar atrapalhando o seu sonho de ter um filho. Por isso, procurar assistência especializada é tão importante.

Se você se identificou em uma dessas categorias, marque uma consulta em uma clínica de reprodução humana, o tempo para começar um tratamento pode ser decisivo na hora de engravidar.

Quer saber mais?

Aprenda como se preparar para uma consulta em uma clínica de reprodução humana neste post.

Quando fazer o Beta HCG na FIV: entenda o que diz o resultado do seu exame

A gravidez é um momento muito especial, mas também envolve grandes mudanças, tanto biológicas como também emocionais.

Se por um lado o casal vive a emoção de realizar um sonho e de se preparar para a chegada tão desejada do bebê, há também a apreensão para que dê tudo certo, o medo de ser uma boa mãe ou um bom pai.

Para auxiliar a enfrentar esse tipos de insegurança, que são extremamente comuns durante a gestação, é que é importante contar com um acompanhamento psicológico.  Ter um profissional preparado para sanar suas dúvidas e auxiliar com que esse período seja mais tranquilo pode fazer toda a diferença.

Pensando nisso, separamos algumas razões pelas quais é importante ter o acompanhamento psicológico  para o casal.

Preparação parental

“Será que vou ser uma boa mãe?”, “Estou preparado para ser pai?”, “O que fazer para que meu filho se sinta amado?” essas e muitas outras questões surgem na mente de todos os pais.  Seria incomum se não surgissem, afinal a gravidez significa não só aumentar a família, mas assumir novos papeis.

Ninguém tem um manual de como ser uma boa mãe ou como ser um bom pai, seria incrível se algo assim existisse, não é? O psicólogo, entretanto, tem uma visão diferenciada que irá te ajudar a lidar com essas ansiedades. Ele apontará outras perspectivas que talvez você não conseguiria perceber, por causa do medo e da ansiedade.

Ser um bom pai e uma boa mãe significa procurar ajuda e estar aberto para aprender sempre.  Preocupar-se com a sua saúde mental é muito importante, pois o casal precisa estar saudável emocionalmente para receber bem a criança.

Medo do parto e da saúde do bebê

Além da apreensão sobre serem bons pais, o casal também se depara muitas vezes com o medo do bebê nascer saudável e, no caso das mães, de como será o parto. É preciso ficar atento até que ponto essas preocupações estão dentro do normal, para não deixar com que elas tomem grandes proporções e se tornem paralisantes.

Dúvidas sobre a saúde do bebê surgirão. O sentimento de alívio ao ouvir o médico dizer que a gravidez está ocorrendo sem nenhum problema, depois de um ultrassom, é maravilhoso. Entretanto, querer fazer um ultrassom todos os dias e não conseguir realizar as atividades do cotidiano por medo não é normal e não deve ser tratado como tal.

O mesmo vale para o medo do parto. Tire todas as suas dúvidas com o obstetra, mesmo que pareçam bobas e converse com o psicólogo sobre isso. Fale com o seu parceiro também, o qual também pode contar com o psicólogo para aprender como oferecer apoio emocional nesse momento.

Sexualidade e manter a identidade como casal

O psicólogo também pode ajudar a mostrar para o casal a importância de que eles não deixem o papel de pais colocar de lado a sua relação afetiva como casal.

Fazer sexo durante a gravidez não prejudica o bebê, mas isso muitas vezes se torna uma questão para alguns casais. O parceiro pode ajudar a mulher entendendo como as mudanças hormonais afetam a libido e de que maneira ele pode ajudá-la.

É necessário entender que nem durante a gravidez ou com o nascimento do bebê, deixa-se de ser marido e mulher para tornar-se mãe e pai, mas que essas papeis coexistem.

O acompanhamento psicológico permite encontrar um equilibro nessas questões e também a eliminar o sentimento de culpa, que muitas vezes surge na mãe. Ela acha que não pode pensar em si mesma, por exemplo.

Depressão pós-parto

Cerca de 14 a 23% das mulheres demonstram sintomas de depressão durante a gravidez, de acordo com Congresso Americano de Obstetras e Ginecologistas (ACOG). Se esse quadro não for tratado durante a gestação, ele pode se desenvolver no que conhecemos como depressão pós-parto.

A gravidez é muito romantizada pela mídia e com isso as mães se sentem culpadas quando se deparam com os sentimentos de medo e insegurança, que citamos acima. Eles acabam sendo reprimidos por vergonha, preocupação de serem julgadas e até acusadas de não amarem seus bebês.

Entender que a gravidez não é um “mar de rosas” é imprescindível para não se culpar e assim evitar o risco de uma depressão pós-parto, por exemplo.

Quer saber mais?

O que você achou do nosso post sobre acompanhamento psicológico durante a gravidez? Para mais sobre esse assunto, confira em nosso blog o post “Sonho de ser mãe: a gravidez aconteceu, e agora?”