Reversão de Vasectomia: como recuperar a fertilidade masculina

A vasectomia é um método bastante conhecido de controle de natalidade e planejamento familiar, geralmente realizado por homens com filhos ou sem planos em gerá-los no futuro. Só no Brasil, estima-se que quase 35 mil procedimentos sejam feitos todos os anos.

Apesar de ser uma cirurgia de caráter definitivo, é possível realizar a reversão da vasectomia em homens que mudaram de ideia e decidiram ter filhos após o procedimento. A porcentagem de indivíduos que decidem desfazer a vasectomia varia de 2 a 6%.

Descubra a seguir como funciona o processo de reversão da vasectomia, além das indicações e das chances de sucesso para os homens que desejam recuperar sua fertilidade mesmo tendo realizado o procedimento:

 

O que é a reversão da vasectomia?

Antes de mais nada, é preciso entender o que é a vasectomia. O procedimento se baseia na realização de um corte na bolsa testicular, interrompendo a passagem de espermatozoides pelos dois canais deferentes. O sêmen continua sendo expelido durante as relações sexuais, mas sem espermatozoides.

A reversão da vasectomia consiste justamente na religação dos canais de passagem dos espermatozoides, através de uma pequena cirurgia. De maneira geral, ela é indicada para homens que fizeram a vasectomia há menos de 10 anos e que desejam ter filhos por concepção. Veja a seguir como é é feita a reversão:

 

Como é feito o procedimento

Para reverter a vasectomia, é necessário reconectar as duas partes dos canais deferentes que foram separadas. Uma pequena incisão (de 3 a 5cm) é feita no saco escrotal, e as pontas dos canais deferentes são identificadas e suturadas.

O processo de sutura é feito com fios bastante finos e com o auxílio de um microscópio, que ajuda a garantir a precisão do procedimento. Depois disso, o saco escrotal é costurado novamente.

Por se tratar de uma microcirurgia, a reversão da vasectomia pode ser realizada em poucas horas, com anestesia ou sedação e sem a necessidade de internação. O tempo de recuperação gira em torno de 5 dias.

Atualmente, a medicina conta com duas técnicas diferentes para o procedimento de reversão: a vaso-vasostomia e a vaso-epididimostomia. A escolha é feita durante a cirurgia, dependendo da situação dos dutos deferentes encontrados pelo médico no momento.

Quando o médico faz a incisão no ponto obstruído pela vasectomia, a secreção do coto ao lado do testículo é examinada no microscópio para verificar a presença de espermatozoides. Se eles forem encontrados, o procedimento será a vaso-vasostomia.

Caso contrário, realiza-se a vaso-epididimotomia, que é um pouco mais complexa e necessária para ultrapassar o ponto obstruído. Esta última geralmente é necessária em vasectomias mais antigas.

 

As chances de sucesso

45 dias após a reversão da vasectomia, o paciente deve fazer um espermograma para avaliar a quantidade de espermatozoides no sêmen, além de seu formato e capacidade de movimentação – fatores importantes para o sucesso da futura gravidez.

Mesmo com o sucesso da reversão da vasectomia, ainda é preciso avaliar os níveis de fertilidade da mulher que irá receber os embriões fecundados a partir dos espermatozoides. Para mulheres até os 35 anos e sem histórico de doenças no sistema reprodutor, por exemplo, as chances da gravidez a partir da reversão de vasectomia podem chegar até 76%.

 

Voltando à normalidade

Quando o procedimento é realizado com sucesso, os espermatozoides vão, aos poucos, voltando a estar presentes em abundância no sêmen. 3 meses depois da cirurgia, a presença de espermatozoides é de 79%. 4 a 6 meses depois, os níveis aumentam para 96%. Entre 7 e 12 meses depois, as taxas se normalizam e chegam aos 99%.

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